{"id":4407,"date":"2021-08-24T06:25:08","date_gmt":"2021-08-24T05:25:08","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4407"},"modified":"2021-08-24T06:25:09","modified_gmt":"2021-08-24T05:25:09","slug":"lofar-revela-as-suas-imagens-mais-detalhadas-de-galaxias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/08\/24\/lofar-revela-as-suas-imagens-mais-detalhadas-de-galaxias\/","title":{"rendered":"LOFAR revela as suas imagens mais detalhadas de gal\u00e1xias"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos publicaram as imagens mais detalhadas j\u00e1 vistas de gal\u00e1xias para l\u00e1 da nossa, revelando o seu funcionamento interno com detalhes sem precedentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imagens foram criadas a partir de dados recolhidos pelo LOFAR (Low Frequency Array), uma rede de mais de 70.000 pequenas antenas espalhadas por nove pa\u00edses europeus. Os resultados v\u00eam de anos de trabalho da equipa, liderada pela Dra. Leah Morabito, da Universidade de Durham.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/2e\/f7\/uJ8LqX6E_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"735\" height=\"490\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/uJ8LqX6E_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4408\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/uJ8LqX6E_o.jpg 735w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/uJ8LqX6E_o-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 735px) 100vw, 735px\" \/><\/a><figcaption>Uma imagem que mostra o aspeto da emiss\u00e3o de r\u00e1dio de alta resolu\u00e7\u00e3o do LOFAR, usando uma gal\u00e1xia de Morabito et al. (2021). A maior resolu\u00e7\u00e3o significa que podemos ver todos os detalhes dos jatos.<br>Cr\u00e9dito: L.K. Morabito\/DESI Legacy Imaging Surveys<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Revelando um universo oculto de luz em HD<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Universo est\u00e1 inundado de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, da qual a luz vis\u00edvel compreende apenas uma fatia mais \u00ednfima. De raios-gama e raios-X, a ondas de r\u00e1dio e micro-ondas, cada parte do espectro da luz revela algo \u00fanico sobre o Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rede LOFAR captura imagens em frequ\u00eancias de r\u00e1dio FM que, ao contr\u00e1rio de fontes de comprimento de onda mais curto, como a luz vis\u00edvel, n\u00e3o s\u00e3o bloqueadas pelas nuvens de poeira e g\u00e1s que podem cobrir objetos astron\u00f3micos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Regi\u00f5es no espa\u00e7o que parecem escuras aos nossos olhos, na verdade brilham intensamente no r\u00e1dio. Isto permite que os astr\u00f3nomos observem as regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar ou o cora\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As novas imagens, poss\u00edveis gra\u00e7as \u00e0 natureza internacional da colabora\u00e7\u00e3o, empurram os limites do que sabemos sobre gal\u00e1xias e buracos negros supermassivos. Uma edi\u00e7\u00e3o especial da revista Astronomy &amp; Astrophysics \u00e9 dedicada a onze artigos cient\u00edficos que descrevem estas imagens e os resultados cient\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Melhor resolu\u00e7\u00e3o, trabalhando juntos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imagens revelam o funcionamento interno de gal\u00e1xias pr\u00f3ximas e distantes com uma resolu\u00e7\u00e3o 20 vezes mais n\u00edtida do que as imagens t\u00edpicas do LOFAR. Isto foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 maneira \u00fanica como a equipa usou a rede.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mais de 70.000 antenas do LOFAR est\u00e3o espalhadas pela Europa, sendo a maioria localizada nos Pa\u00edses Baixos. Na opera\u00e7\u00e3o normal, apenas os sinais de antenas localizadas nos Pa\u00edses Baixos s\u00e3o combinados, criando um telesc\u00f3pio &#8220;virtual&#8221; com uma &#8220;lente&#8221; que tem um di\u00e2metro de 120 km.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao usar os sinais de todas as antenas europeias, a equipa aumentou o di\u00e2metro da &#8220;lente&#8221; para quase 2000 km, o que fornece um aumento de vinte vezes na resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contr\u00e1rio das redes de antenas convencionais que combinam sinais m\u00faltiplos em tempo real para produzir imagens, o LOFAR usa um novo conceito. Neste, os sinais recolhidos por cada antena s\u00e3o digitalizados, transportados para um processador central e, em seguida, combinados para criar uma imagem. Cada imagem LOFAR \u00e9 o resultado da combina\u00e7\u00e3o dos sinais de mais de 70.000 antenas, o que torna poss\u00edvel a sua extraordin\u00e1ria resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Compreendendo buracos negros supermassivos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os buracos negros supermassivos podem ser encontrados \u00e0 espreita no cora\u00e7\u00e3o de muitas gal\u00e1xias. Muitos s\u00e3o buracos negros &#8220;ativos&#8221; que devoram mat\u00e9ria em queda e a expelem de volta para o cosmos na forma de poderosos jatos e fluxos de radia\u00e7\u00e3o. Estes jatos s\u00e3o invis\u00edveis a olho nu, mas brilham no r\u00e1dio e \u00e9 neles que as novas imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o se concentraram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Neal Jackson, da Universidade de Manchester, disse: &#8220;Estas imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o permitem-nos ampliar e ver o que est\u00e1 realmente a acontecer quando buracos negros supermassivos lan\u00e7am jatos de r\u00e1dio, o que n\u00e3o era antes poss\u00edvel em frequ\u00eancias perto da banda de r\u00e1dio FM.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho da equipa forma a base de nove estudos cient\u00edficos que revelam novas informa\u00e7\u00f5es sobre a estrutura interna dos jatos de r\u00e1dio numa variedade de gal\u00e1xias diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O desafio de uma d\u00e9cada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo antes do LOFAR iniciar as suas opera\u00e7\u00f5es em 2012, a equipa europeia de astr\u00f3nomos come\u00e7ou a trabalhar para enfrentar o desafio colossal de combinar os sinais de mais de 70.000 antenas localizadas at\u00e9 2000 km de dist\u00e2ncia. O resultado, um &#8220;pipeline&#8221; de processamento de dados dispon\u00edvel ao p\u00fablico, que \u00e9 descrito em detalhe num dos artigos cient\u00edficos, permitir\u00e1 que os astr\u00f3nomos de todo o mundo usem o LOFAR para fazer imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o com relativa facilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Morabito acrescentou: &#8220;O nosso objetivo \u00e9 que isto permita com que a comunidade cient\u00edfica use toda a rede europeia de telesc\u00f3pios LOFAR para a sua pr\u00f3pria ci\u00eancia, sem ter que gastar anos para se tornar um especialista.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Superimagens requerem supercomputadores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A relativa facilidade da experi\u00eancia para o utilizador final desmente a complexidade do desafio computacional que torna cada imagem poss\u00edvel. Porque o LOFAR n\u00e3o tira apenas &#8220;fotos&#8221; do c\u00e9u noturno, tem tamb\u00e9m que juntar os dados recolhidos por mais de 70.000 antenas, o que \u00e9 uma enorme tarefa computacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para produzir uma \u00fanica imagem, mais de 13 terabits de dados brutos por segundo t\u00eam que ser digitalizados, transportados para um processador central e ent\u00e3o combinados. Isto \u00e9 o equivalente a mais de 300 DVDs.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Frits Sweijen da Universidade de Leiden, explicou: &#8220;Para processar volumes de dados t\u00e3o imensos, precisamos de usar supercomputadores. Isto permite-nos, num par de dias, transformar os terabytes de informa\u00e7\u00e3o destas antenas em apenas alguns gigabytes de dados cient\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ukri.org\/news\/most-detailed-ever-images-of-galaxies-revealed\/\" target=\"_blank\">\/\/ UKRI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.durham.ac.uk\/news-events\/latest-news\/most-detailed-ever-images-of-galaxies-revealed-with-lofar\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Durham (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.astron.nl\/most-detailed-ever-images-of-galaxies-revealed-using-lofar\/\" target=\"_blank\">\/\/ ASTRON (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.herts.ac.uk\/about-us\/news-centre\/news\/2021\/most-detailed-ever-images-of-galaxies-revealed\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Hertfordshire (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/component\/toc\/?task=topic&amp;id=1507\" target=\"_blank\">\/\/ Artigos cient\u00edficos (edi\u00e7\u00e3o especial da Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2108.07290\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2108.07283\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2108.07284\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2108.07289\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #4 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2108.07287\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #5 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2108.07293\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #6 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/galaxies-most-detailed-radio-images\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/breathtaking-new-images-are-the-most-detailed-yet-of-other-galaxies\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-08-detailedever-images-galaxies-revealed.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/science-environment-57998940\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC News<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xias:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LOFAR:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.lofar.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Low-Frequency_Array_(LOFAR)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos publicaram as imagens mais detalhadas j\u00e1 vistas de gal\u00e1xias para l\u00e1 da nossa, revelando o seu funcionamento interno com detalhes sem precedentes. 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