{"id":4404,"date":"2021-08-24T06:22:25","date_gmt":"2021-08-24T05:22:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4404"},"modified":"2021-08-24T06:22:27","modified_gmt":"2021-08-24T05:22:27","slug":"mapeando-as-primeiras-estruturas-do-universo-com-o-cosmos-webb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/08\/24\/mapeando-as-primeiras-estruturas-do-universo-com-o-cosmos-webb\/","title":{"rendered":"Mapeando as primeiras estruturas do Universo com o COSMOS-Webb"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA iniciar as suas opera\u00e7\u00f5es cient\u00edficas em 2022, uma das suas primeiras tarefas ser\u00e1 um programa ambicioso para mapear as estruturas mais atingas do Universo. Chamado COSMOS-Webb, este amplo e profundo levantamento de meio milh\u00e3o de gal\u00e1xias \u00e9 o maior projeto que o Webb empreender\u00e1 durante o seu primeiro ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com mais de 200 horas de tempo de observa\u00e7\u00e3o, o COSMOS-Webb vai examinar uma grande regi\u00e3o do c\u00e9u &#8211; com 0,6\u00ba quadrados &#8211; com o seu instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera). \u00c9 equivalente ao tamanho de tr\u00eas Luas Cheias. Vai mapear simultaneamente uma \u00e1rea mais pequena com o instrumento MIRI (Mid-Infrared Instrument).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/cosmos-webb_comparision_with_cosmos_hubble_acs.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"862\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/5UCLh5yw_o.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4405\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/5UCLh5yw_o.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/5UCLh5yw_o-300x263.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/5UCLh5yw_o-768x672.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>O levantamento COSMOS-Webb vai mapear 0,6\u00ba quadrados do c\u00e9u &#8211; cerca de tr\u00eas Luas Cheias &#8211; usando o instrumento NIRCam do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, enquanto mapeia simultaneamente uma \u00e1rea com 0,2\u00ba quadrados com o MIRI. As fronteiras denteadas do contorno do campo do Hubble s\u00e3o devido \u00e0s imagens separadas que comp\u00f5em o campo de levantamento.<br>Cr\u00e9dito: Jeyhan Kartaltepe (RIT); Caitlin Casey (UT em Austin); e Anton Koekemoer (STScI) Design gr\u00e1fico: Alyssa Pagan (STScI)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 um grande &#8220;peda\u00e7o&#8221; do c\u00e9u, o que \u00e9 bastante \u00fanico para o programa COSMOS-Webb. A maioria dos programas do Webb vai perscrutar muito profundamente, como levantamentos &#8220;ponta de l\u00e1pis&#8221; que estudam pequenos trechos do c\u00e9u,&#8221; explicou Caitlin Casey, professora assistente na Universidade do Texas e col\u00edder do programa COSMOS-Webb. &#8220;Dado que estamos a cobrir uma grande \u00e1rea, podemos olhar para estruturas em grande escala no in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica. Vamos tamb\u00e9m procurar algumas das gal\u00e1xias mais raras que existiram no in\u00edcio, bem como mapear a distribui\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria escura a grande escala das gal\u00e1xias at\u00e9 tempos muito primitivos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(A mat\u00e9ria escura n\u00e3o absorve, reflete ou emite luz, de modo que n\u00e3o pode ser vista diretamente. Sabemos que a mat\u00e9ria escura existe devido ao efeito que tem sobre os objetos que podemos observar.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O COSMOS-Webb estudar\u00e1 meio milh\u00e3o de gal\u00e1xias com imagens multibanda no infravermelho pr\u00f3ximo e de alta resolu\u00e7\u00e3o, e 32.000 gal\u00e1xias sem precedentes no infravermelho m\u00e9dio. Com a r\u00e1pida divulga\u00e7\u00e3o dos dados ao p\u00fablico, este levantamento ser\u00e1 um conjunto prim\u00e1rio de dados para cientistas de todo o mundo que estudam gal\u00e1xias para l\u00e1 da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Apoiando-se nos &#8220;ombros&#8221; do Hubble<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento COSMOS come\u00e7ou em 2002 como um programa do Hubble para criar imagens de uma regi\u00e3o muito maior do c\u00e9u, com cerca de 10 Luas Cheias. A partir da\u00ed, a colabora\u00e7\u00e3o cresceu para incluir a grande parte dos maiores telesc\u00f3pios do mundo na Terra e no espa\u00e7o. Agora, o COSMOS \u00e9 um levantamento em v\u00e1rios comprimentos de onda que cobre todo o espectro, desde raios-X ao r\u00e1dio.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/cosmos_hubble_acs.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/c4\/b2\/nH357Ibc_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Este mar de gal\u00e1xias \u00e9 o campo completo e original do COSMOS pelo instrumento ACS (Advanced Camera for Surveys) do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. O mosaico completo \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o de 575 imagens separadas, onde cada imagem ACS tem cerca de um-d\u00e9cimo do di\u00e2metro da Lua Cheia. As bordas recortadas do contorno s\u00e3o devido \u00e0s imagens separadas que comp\u00f5em o campo do levantamento.<br>Cr\u00e9dito: Anton Koekemoer (STScI) e Nick Scoville (Caltech)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido \u00e0 sua localiza\u00e7\u00e3o no c\u00e9u, o campo COSMOS \u00e9 acess\u00edvel a observat\u00f3rios de todo o mundo. Localizado no equador celeste, pode ser estudado tanto no hemisf\u00e9rio norte quanto no sul, resultando num rico e diversificado tesouro de dados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O COSMOS tornou-se o levantamento a que muitos cientistas extragal\u00e1cticos se dirigem para realizar as suas an\u00e1lises porque os dados est\u00e3o amplamente dispon\u00edveis e porque cobre uma \u00e1rea t\u00e3o ampla do c\u00e9u,&#8221; disse Jeyhan Kartaltepe, professora assistente de f\u00edsica no Instituto de Tecnologia de Rochester e col\u00edder do programa COSMOS-Webb. &#8220;O COSMOS-Webb \u00e9 a pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o, onde estamos a usar o Webb para estender a nossa cobertura na parte do infravermelho pr\u00f3ximo e m\u00e9dio do espectro e, portanto, a ampliar o nosso horizonte, a dist\u00e2ncia que podemos ver.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ambicioso programa COSMOS-Webb basear-se-\u00e1 em descobertas anteriores para fazer avan\u00e7os em tr\u00eas \u00e1reas espec\u00edficas de estudo, incluindo: revolucionar a nossa compreens\u00e3o da Era da Reioniza\u00e7\u00e3o; procurar gal\u00e1xias precoces totalmente evolu\u00eddas; e aprender como a mat\u00e9ria escura evoluiu com o conte\u00fado estelar das gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1.\u00aa meta: Revolucionar a nossa compreens\u00e3o da Era da Reioniza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pouco depois do Big Bang, o Universo estava completamente escuro. As estrelas e as gal\u00e1xias, que banham o cosmos com luz, ainda n\u00e3o haviam se formado. Ao inv\u00e9s, o Universo consistia de uma sopa primordial de \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio neutros e mat\u00e9ria escura invis\u00edvel. A esta \u00e9poca chamamos &#8220;Idade das Trevas&#8221; c\u00f3smica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s v\u00e1rias centenas de milh\u00f5es de anos, surgiram as primeiras estrelas e gal\u00e1xias e forneceram energia para reionizar o Universo primitivo. Esta energia destruiu os \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio que preenchiam o Universo, dando-lhes uma carga el\u00e9trica e pondo fim \u00e0 Idade das Trevas. Esta nova era em que o Universo foi inundado de luz \u00e9 chamada Era da Reioniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro objetivo do COSMOS-Webb foca-se nesta \u00e9poca de reioniza\u00e7\u00e3o, que ocorreu de 400.000 a mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. A reioniza\u00e7\u00e3o provavelmente aconteceu em pequenas bolsas, n\u00e3o de uma s\u00f3 vez. O COSMOS-Webb vai procurar as primeiras bolhas do Universo primitivo reionizado. A equipa espera mapear a escala dessas bolhas de reioniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/stsci-01evst7m1zkp4nqyd9pv1nk5ss.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/03\/5b\/hS9pGCAC_o.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>H\u00e1 mais de 13 mil milh\u00f5es de anos, durante a Era da Reioniza\u00e7\u00e3o, o Universo era um lugar muito diferente. O g\u00e1s entre as gal\u00e1xias era em grande parte opaco \u00e0 luz energ\u00e9tica, tornando dif\u00edcil observar gal\u00e1xias jovens. O que permitiu que o Universo se tornasse completamente ionizado, ou transparente, eventualmente levando \u00e0s condi\u00e7\u00f5es &#8220;limpas&#8221; detetadas hoje em grande parte do Universo? O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb vai examinar as profundezas do espa\u00e7o para recolher mais informa\u00e7\u00f5es sobre objetos que existiram durante a Era da Reioniza\u00e7\u00e3o para nos ajudar a compreender esta importante transi\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria do Universo.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e Joyce Kang (STScI)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Hubble fez um \u00f3timo trabalho em encontrar um punhado destas gal\u00e1xias iniciais, mas precisamos de milhares de gal\u00e1xias para entender o processo de reioniza\u00e7\u00e3o,&#8221; explicou Casey.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas nem sabem o tipo de gal\u00e1xias que deu in\u00edcio \u00e0 Era da Reioniza\u00e7\u00e3o, se s\u00e3o sistemas muito massivos ou de massa relativamente baixa. O COSMOS-Webb ter\u00e1 a capacidade \u00fanica de encontrar gal\u00e1xias raras e muito massivas e ver como \u00e9 a sua distribui\u00e7\u00e3o em estruturas de grande escala. Assim sendo, ser\u00e1 que as gal\u00e1xias respons\u00e1veis pela reioniza\u00e7\u00e3o vivem no equivalente a uma metr\u00f3pole c\u00f3smica ou est\u00e3o distribu\u00eddas de maneira uniforme pelo espa\u00e7o? S\u00f3 um levantamento do tamanho do COSMOS-Webb pode ajudar os cientistas a responder a esta quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2.\u00aa Meta: Procurar gal\u00e1xias precoces totalmente evolu\u00eddas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O COSMOS-Webb vai procurar gal\u00e1xias muito antigas e totalmente evolu\u00eddas que interromperam o nascimento de estrelas nos primeiros dois mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. O Hubble encontrou algumas destas gal\u00e1xias, que desafiam os modelos existentes sobre como o Universo se formou. Os cientistas lutam para explicar como estas gal\u00e1xias podem ter estrelas velhas e n\u00e3o estar a formar nenhuma estrela nova t\u00e3o cedo na hist\u00f3ria do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com um grande levantamento como o COSMOS-Webb, a equipa vai encontrar muitas destas gal\u00e1xias raras. Planeiam estudos detalhados destas gal\u00e1xias para entender como podem ter evolu\u00eddo t\u00e3o rapidamente e desligado a forma\u00e7\u00e3o de estrelas t\u00e3o cedo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3.\u00aa Meta: Aprender como a mat\u00e9ria escura evoluiu com o conte\u00fado estelar das gal\u00e1xias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O COSMOS-Webb vai dar aos cientistas uma vis\u00e3o sobre como a mat\u00e9ria escura nas gal\u00e1xias evoluiu com o conte\u00fado estelar das gal\u00e1xias ao longo da vida do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As gal\u00e1xias s\u00e3o compostas por dois tipos de mat\u00e9ria: mat\u00e9ria luminosa normal que vemos nas estrelas e noutros objetos, e mat\u00e9ria escura invis\u00edvel, que geralmente \u00e9 mais massiva do que a gal\u00e1xia e pode envolv\u00ea-la num halo estendido. Estes dois tipos de mat\u00e9ria est\u00e3o interligados na forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o da gal\u00e1xia. No entanto, atualmente n\u00e3o h\u00e1 muito conhecimento sobre como a massa de mat\u00e9ria escura nos halos das gal\u00e1xias se formou e como essa mat\u00e9ria escura impacta a forma\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O COSMOS-Webb lan\u00e7ar\u00e1 luz sobre este processo, permitindo aos cientistas medir diretamente estes halos de mat\u00e9ria escura por meio de &#8220;lentes fracas&#8221;. A gravidade de qualquer tipo de massa &#8211; seja escura ou luminosa &#8211; pode servir como uma lente para &#8220;curvar&#8221; a luz que vemos de gal\u00e1xias mais distantes. Lentes fracas distorcem a forma aparente das gal\u00e1xias de fundo, de modo que quando um halo est\u00e1 localizado em frente de outras gal\u00e1xias, os cientistas podem medir diretamente a massa da mat\u00e9ria escura no halo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pela primeira vez, seremos capazes de medir a rela\u00e7\u00e3o entre a massa da mat\u00e9ria escura e a massa luminosa das gal\u00e1xias desde os primeiros 2 mil milh\u00f5es de anos do tempo c\u00f3smico,&#8221; disse o membro da equipa Anton Koekemoer, investigador do STSCI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, EUA, que ajudou a projetar a estrat\u00e9gia de observa\u00e7\u00e3o do programa e \u00e9 respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o de todas as imagens do programa. &#8220;Esta \u00e9 uma \u00e9poca crucial para tentarmos entender como a massa das gal\u00e1xias foi estabelecida pela primeira vez e como isso \u00e9 impulsionado pelos halos de mat\u00e9ria escura. E isso pode ent\u00e3o alimentar indiretamente o nosso entendimento da forma\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Partilhando dados rapidamente com a comunidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O COSMOS-Webb \u00e9 um programa que est\u00e1 desenhado para criar conjuntos de dados de valor cient\u00edfico duradouro. Estes tipos de programas esfor\u00e7am-se por resolver v\u00e1rios problemas cient\u00edficos com um \u00fanico conjunto de dados coerente. Os dados obtidos geralmente n\u00e3o t\u00eam um per\u00edodo de acesso exclusivo, permitindo a an\u00e1lise imediata por outros investigadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos comprometidos a divulgar rapidamente os dados e os produtos desses dados,&#8221; explicou Kartaltepe. &#8220;Vamos produzir este recurso comunit\u00e1rio e torn\u00e1-lo dispon\u00edvel publicamente para que o resto da comunidade possa us\u00e1-lo nas suas an\u00e1lises cient\u00edficas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Koekemoer acrescentou: &#8220;O nosso programa compromete-se a disponibilizar publicamente todos estes produtos cient\u00edficos para que qualquer pessoa na comunidade, mesmo em institui\u00e7\u00f5es muito pequenas, possa ter o mesmo acesso igual aos produtos de dados e ent\u00e3o apenas fazer ci\u00eancia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O COSMOS-Webb \u00e9 um programa de Observadores Gerais do Ciclo 1. Os programas de Observadores Gerais foram selecionados competitivamente usando um sistema de revis\u00e3o an\u00f3nima e dupla, o mesmo sistema que \u00e9 usado para alocar tempo no Hubble.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb ser\u00e1 o principal observat\u00f3rio de ci\u00eancias espaciais do mundo quando for lan\u00e7ado ainda no final deste ano. O Webb resolver\u00e1 mist\u00e9rios no nosso Sistema Solar, olhar\u00e1 mais al\u00e9m para mundos distantes em redor de outras estrelas e investigar\u00e1 as misteriosas estruturas e origens do nosso Universo e o nosso lugar nele. O Webb \u00e9 um programa internacional liderado pela NASA com os seus parceiros, a ESA e a Ag\u00eancia Espacial Canadiana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/mapping-the-universes-earliest-structures-with-cosmos-webb\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder#Galactic_distance_indicators\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Indicadores de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8220;Escada&#8221; de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA iniciar as suas opera\u00e7\u00f5es cient\u00edficas em 2022, uma das suas primeiras tarefas ser\u00e1 um programa ambicioso para mapear as estruturas mais atingas do Universo. Chamado COSMOS-Webb, este amplo e profundo levantamento de meio milh\u00e3o de gal\u00e1xias \u00e9 o maior projeto que o Webb empreender\u00e1 durante o seu &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4405,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16,1],"tags":[1147,150,387],"class_list":["post-4404","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-cosmos-webb","tag-hubble","tag-jwst"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4404","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4404"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4404\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4406,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4404\/revisions\/4406"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4405"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4404"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4404"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}