{"id":4360,"date":"2021-08-03T06:29:16","date_gmt":"2021-08-03T05:29:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4360"},"modified":"2021-08-03T06:29:17","modified_gmt":"2021-08-03T05:29:17","slug":"argilas-nao-agua-sao-a-fonte-provavel-dos-lagos-de-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/08\/03\/argilas-nao-agua-sao-a-fonte-provavel-dos-lagos-de-marte\/","title":{"rendered":"Argilas, n\u00e3o \u00e1gua, s\u00e3o a fonte prov\u00e1vel dos &#8220;lagos&#8221; de Marte"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Onde h\u00e1 \u00e1gua, h\u00e1 vida. Este \u00e9 o caso na Terra, pelo menos, e tamb\u00e9m o porqu\u00ea dos cientistas permanecerem empolgados por qualquer evid\u00eancia que sugira que h\u00e1 \u00e1gua l\u00edquida no frio e seco Marte. O Planeta Vermelho \u00e9 um lugar dif\u00edcil de procurar por \u00e1gua l\u00edquida: embora a \u00e1gua gelada seja abundante, qualquer \u00e1gua quente o suficiente para estar no estado l\u00edquido \u00e0 superf\u00edcie duraria apenas alguns momentos antes de se transformar em vapor no fino ar de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da\u00ed o interesse gerado em 2018, quando uma equipa liderada por Roberto Orosei do INAF (Istituto Nazionale di Astrofisica), It\u00e1lia, anunciou que havia encontrado evid\u00eancias de lagos subterr\u00e2neos bem abaixo da calote polar sul de Marte. A evid\u00eancia que citaram veio de um instrumento de radar a bordo do orbitador Mars Express da ESA.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pia24763-1-1041.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"624\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/EEZ6BDfB_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4361\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/EEZ6BDfB_o.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/EEZ6BDfB_o-300x190.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/EEZ6BDfB_o-768x487.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Esta imagem obtida pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) mostra camadas de gelo no polo sul de Marte. A nave detetou argilas pr\u00f3ximas deste gelo; os cientistas propuseram que estas argilas s\u00e3o a fonte de reflexos de radar que foram anteriormente interpretados como \u00e1gua l\u00edquida.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/Universidade do Arizona\/JHU<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sinais de radar, que podem penetrar rocha e gelo, mudam \u00e0 medida que s\u00e3o refletidos por diferentes materiais. Neste caso, produziram sinais especialmente brilhantes sob a calota polar que poderiam ser interpretados como \u00e1gua l\u00edquida. A possibilidade de um ambiente potencialmente habit\u00e1vel para micr\u00f3bios era excitante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas depois de examinarem mais atentamente os dados, juntamente com experi\u00eancias num laborat\u00f3rio frio aqui na Terra, alguns cientistas agora acham que as argilas, e n\u00e3o \u00e1gua, podem estar a criar os sinais. Em junho, tr\u00eas novos artigos cient\u00edficos desvendaram o mist\u00e9rio &#8211; e podem ter &#8220;secado&#8221; a hip\u00f3tese dos lagos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um ecossistema cient\u00edfico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas que estudam os polos de Marte pertencem a uma comunidade pequena e coesa. Pouco depois da publica\u00e7\u00e3o do artigo sobre os lagos, cerca de 80 desses cientistas reuniram-se para a Confer\u00eancia Internacional sobre Ci\u00eancia e Explora\u00e7\u00e3o Polar de Marte em Ushuaia, uma cidade costeira na ponta extrema sul da Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reuni\u00f5es como estas fornecem uma oportunidade para testar novas teorias e desafiar as perspetivas uns dos outros. &#8220;As comunidades podem gerar os seus pr\u00f3prios ecossistemas cient\u00edficos,&#8221; disse Jeffrey Plaut, do JPL da NASA, um dos cientistas que participou na confer\u00eancia. Ele \u00e9 tamb\u00e9m o coinvestigador principal, juntamente com Orosei, do instrumento por tr\u00e1s dos intrigantes sinais de radar, chamado MARSIS (Mars Advanced Radar for Subsurface and Ionospheric Sounding). &#8220;Estas comunidades podem ser autossustent\u00e1veis,&#8221; continuou, &#8220;porque lan\u00e7amos uma pergunta a algu\u00e9m e talvez um ou dois anos depois eles ajudam-no a encontrar a resposta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Grande parte da conversa foi centrada nos lagos subterr\u00e2neos. Quanto calor seria necess\u00e1rio para manter a \u00e1gua l\u00edquida sob todo aquele gelo? Ser\u00e1 que a salmoura pode estar a reduzir o ponto de congelamento da \u00e1gua o suficiente para mant\u00ea-la l\u00edquida?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Claro, n\u00e3o foi a primeira vez que uma hip\u00f3tese emocionante relacionada com a \u00e1gua gerou uma &#8220;enxurrada&#8221; de investiga\u00e7\u00f5es. Em 2015, a MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA encontrou o que pareciam ser faixas de areia h\u00famida descendo encostas, um fen\u00f3meno chamado RSL (&#8220;recurring slope lineae&#8221;, ou &#8220;linhas de declive recorrente&#8221;). Mas observa\u00e7\u00f5es repetidas usando a c\u00e2mara HiRISE (High-Resolution Imaging Science Experiment) da sonda revelaram, desde ent\u00e3o, que \u00e9 mais prov\u00e1vel que sejam o resultado de fluxos de areia. Um artigo publicado no in\u00edcio deste ano encontrou muitas RSL ap\u00f3s uma tempestade global de poeira em Marte em 2018. O achado sugeriu que a poeira assentada nas encostas desencadeia fluxos de areia que, por sua vez, exp\u00f5em os materiais mais escuros do subsolo que d\u00e3o \u00e0s linhas a sua colora\u00e7\u00e3o distinta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como acontece com a hip\u00f3tese de areia h\u00famida, v\u00e1rios cientistas come\u00e7aram a pensar em maneiras de testar a hip\u00f3tese dos lagos subterr\u00e2neos. &#8220;Havia um sentimento de que dever\u00edamos tentar resolver isto,&#8221; disse Isaac Smith da Universidade de York em Toronto, que organizou a confer\u00eancia em Ushuaia e liderou o estudo mais recente que mostra que as argilas podem explicar as observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/22\/d3\/XmZeYjoi_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/22\/d3\/XmZeYjoi_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Os pontos coloridos representam locais onde foram avistados brilhantes reflexos de radar pela sonda Mars Express da ESA na calote polar sul de Marte. Estes reflexos foram anteriormente interpretados como \u00e1gua l\u00edquida subsuperficial. A sua preval\u00eancia e proximidade com a superf\u00edcie fria sugere que podem ser outra coisa.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Demasiado frio para lagos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre esses cientistas estava Plaut. Ele e Aditya Khuller, estudante de doutoramento na Universidade Estatal do Arizona que estagiava no JPL, analisaram 44.000 ecos de radar da base da calote polar que correspondem a 15 anos de dados do MARSIS. Eles revelaram dezenas de reflexos mais brilhantes como os do estudo de 2018. Mas num artigo recente publicado na revista Geophysical Research Letters, eles encontraram muitos destes sinais em \u00e1reas perto da superf\u00edcie, onde deveria estar demasiado frio para a \u00e1gua permanecer l\u00edquida, mesmo quando misturada com percloratos, um tipo de sal muito comum em Marte que pode diminuir o ponto de congelamento da \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Duas equipas separadas de cientistas ent\u00e3o analisaram os sinais de radar para determinar se algo mais poderia estar a produzir esses sinais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carver Bierson, da Universidade Estatal do Arizona, concluiu um estudo te\u00f3rico sugerindo v\u00e1rios materiais poss\u00edveis que podiam provocar os sinais, incluindo argilas, minerais contendo metal e gelo salino. Mas Isaac Smith, da Universidade de York, sabendo que um grupo de argilas chamadas esmectitas estavam presentes em Marte, foi mais longe num terceiro artigo separado: ele mediu as propriedades das esmectitas num laborat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As esmectitas parecem rocha vulgar, mas foram formadas por \u00e1gua l\u00edquida h\u00e1 muito tempo. Smith colocou v\u00e1rias amostras de esmectita num cilindro projetado para medir como os sinais de radar interagiriam com elas. Ele tamb\u00e9m as encharcou com azoto l\u00edquido, congelando-as a -50\u00ba C &#8211; perto da sua temperatura no polo sul marciano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O laborat\u00f3rio era frio,&#8221; disse Smith. &#8220;Na altura era inverno no Canad\u00e1, e bombear azoto l\u00edquido na sala tornava-a ainda mais fria. Estava embrulhado num chap\u00e9u, casaco, luvas, cachecol e uma m\u00e1scara por causa do COVID-19. Foi muito desconfort\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/e2-clays-in-a-cold-lab-1041.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/35\/f2\/XpYAf34c_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Isaac Smith da Universidade de York, em Toronto, agasalhado num laborat\u00f3rio, congelado argilas esmectitas com azoto l\u00edquido para testar como respondem aos sinais de radar. Os resultados desafiaram a hip\u00f3tese de que lagos subterr\u00e2neos podem ser encontrados no polo sul de Marte.<br>Cr\u00e9dito: Universidade de York\/Craig Rezza<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de congelar as amostras de argila, Smith descobriu que a sua resposta correspondia quase perfeitamente \u00e0s observa\u00e7\u00f5es do radar MARSIS. Em seguida, ele e a sua equipa verificaram a presen\u00e7a de argilas em Marte perto daquelas observa\u00e7\u00f5es de radar. Basearam-se nos dados da MRO, que transporta um mapeador de minerais chamado CRISM (Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bingo. Embora o CRISM n\u00e3o possa espiar atrav\u00e9s do gelo, Smith encontrou esmectitas espalhadas nas proximidades da calota polar sul. A equipa de Smith demonstrou que a esmectita congelada pode produzir os reflexos &#8211; n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria nenhuma quantidade invulgar de sal ou calor &#8211; e que est\u00e3o presentes no polo sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o h\u00e1 como confirmar quais s\u00e3o os sinais brilhantes do radar sem pousar no polo sul de Marte e escavar quil\u00f3metros de gelo. Mas os artigos recentes forneceram explica\u00e7\u00f5es plaus\u00edveis que s\u00e3o mais l\u00f3gicas do que a \u00e1gua l\u00edquida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Na ci\u00eancia planet\u00e1ria, muitas vezes estamos apenas a avan\u00e7ar lentamente na dire\u00e7\u00e3o da verdade,&#8221; disse Plaut. &#8220;O artigo original n\u00e3o provou que era \u00e1gua, e estes novos artigos cient\u00edficos n\u00e3o provam que n\u00e3o \u00e9. Mas tent\u00e1mos reduzir as possibilidades, tanto quanto poss\u00edvel, a fim de chegar a um consenso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/clays-not-water-are-likely-source-of-mars-lakes\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.cornell.edu\/stories\/2021\/07\/mars-bright-south-pole-reflections-may-be-clay-not-water\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Cornell (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.psi.edu\/news\/marssmectiteclays\" target=\"_blank\">\/\/ PSI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1029\/2021GL093618\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Geophysical Research Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/923872\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/liquid-water-below-martian-surface-might-be-clay\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/mars-buried-polar-lakes-frozen-clay\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/07\/210729143424.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/152016\/bad-news-those-underground-lakes-on-mars-theyre-probably-just-frozen-clay\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/the-mystery-of-underground-mars-lakes-deepens-with-a-new-explanation-frozen-clay\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-07-mars-bright-south-pole-claynot.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/brucedorminey\/2021\/07\/30\/mars-south-polar-subsurface-is-mostly-smectite-clay-not-liquid-water\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/underground-lakes-on-mars-may-just-be-big-globs-of-clay-1847394125\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mars Express:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Mars_Express\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Express\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MRO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/MRO\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/marsprogram.jpl.nasa.gov\/mro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JPL<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Reconnaissance_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Onde h\u00e1 \u00e1gua, h\u00e1 vida. 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