{"id":4351,"date":"2021-07-30T06:25:06","date_gmt":"2021-07-30T05:25:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4351"},"modified":"2021-07-30T06:25:08","modified_gmt":"2021-07-30T05:25:08","slug":"primeira-detecao-de-luz-por-tras-de-um-buraco-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/07\/30\/primeira-detecao-de-luz-por-tras-de-um-buraco-negro\/","title":{"rendered":"Primeira dete\u00e7\u00e3o de luz por tr\u00e1s de um buraco negro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observando raios-X lan\u00e7ados para o Universo por buracos negros supermassivos no centro de uma gal\u00e1xia a 800 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia, o astrof\u00edsico Dan Wilkins, da Universidade de Stanford, percebeu um padr\u00e3o intrigante. Ele observou uma s\u00e9rie de clar\u00f5es de raios-X &#8211; empolgantes, mas n\u00e3o sem precedentes &#8211; e ent\u00e3o os telesc\u00f3pios registaram algo inesperado: flashes adicionais de raios-X que eram mais pequenos, posteriores e de &#8220;cores&#8221; diferentes dos surtos brilhantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a teoria, estes ecos luminosos eram consistentes com os raios-X refletidos por tr\u00e1s do buraco negro &#8211; mas at\u00e9 mesmo uma compreens\u00e3o b\u00e1sica dos buracos negros nos diz que este \u00e9 um lugar estranho para a luz da\u00ed surgir.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/news-media.stanford.edu\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/25211112\/disc_reverb_v2.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"555\" height=\"312\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/HHGdR5Ib_o.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4352\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/HHGdR5Ib_o.png 555w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/HHGdR5Ib_o-300x169.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 555px) 100vw, 555px\" \/><\/a><figcaption>Investigadores observaram clar\u00f5es brilhantes de raios-X, produzidos \u00e0 medida que g\u00e1s cai num buraco negro supermassivo. Os surtos ecoam de g\u00e1s que cai no buraco negro e, \u00e0 medida que diminuem, foram vistos flashes curtos e mais fracos &#8211; correspondendo ao reflexo dos clar\u00f5es do outro lado do disco, dobrado em torno do buraco negro pelo seu forte campo gravitacional.\nCr\u00e9dito: Dan Wilkins<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Qualquer luz que entra naquele buraco negro n\u00e3o sai, de modo que n\u00e3o devemos ser capazes de ver nada que esteja por tr\u00e1s do buraco negro,&#8221; disse Wilkins, que \u00e9 investigador no Instituto Kavli para Astrof\u00edsica de Part\u00edculas e Cosmologia em Stanford e no Laborat\u00f3rio Nacional do Acelerador SLAC. \u00c9 outra caracter\u00edstica estranha do buraco negro, no entanto, que torna esta observa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. &#8220;A raz\u00e3o pela qual podemos ver isto \u00e9 porque aquele buraco negro est\u00e1 a distorcer o espa\u00e7o, curvando a luz e torcendo os campos magn\u00e9ticos em torno deles pr\u00f3prios,&#8221; explicou Wilkins.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estranha descoberta, detalhada num artigo publicado dia 28 de julho na revista Nature, \u00e9 a primeira observa\u00e7\u00e3o direta da luz por tr\u00e1s de um buraco negro &#8211; um cen\u00e1rio que foi previsto pela teoria da relatividade geral de Einstein, mas nunca confirmado, at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;H\u00e1 cinquenta anos, quando os astrof\u00edsicos come\u00e7aram a especular sobre como o campo magn\u00e9tico poderia comportar-se perto de um buraco negro, n\u00e3o tinham ideia de que um dia poder\u00edamos ter as t\u00e9cnicas para observar isto diretamente e ver a teoria da relatividade geral de Einstein em a\u00e7\u00e3o,&#8221; disse Roger Blandford, coautor do artigo, professor de f\u00edsica na Escola de Humanidades e Ci\u00eancias de Stanford e professor de f\u00edsica de part\u00edculas e astrof\u00edsica no SLAC.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2021\/07\/xmm-newton_sees_light_echo_from_behind_a_black_hole\/23409781-1-eng-GB\/XMM-Newton_sees_light_echo_from_behind_a_black_hole.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/8e\/b0\/fQI2Mrcq_o.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Diagrama dos ecos oriundos da parte de tr\u00e1s de um buraco negro.<br>Cr\u00e9dito: ESA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como ver um buraco negro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A motiva\u00e7\u00e3o original por tr\u00e1s desta investiga\u00e7\u00e3o era a de aprender mais sobre uma caracter\u00edstica misteriosa de certos buracos negros chamada coroa. O material que cai num buraco negro supermassivo alimenta as fontes de luz cont\u00ednuas mais brilhantes do Universo e, ao faz\u00ea-lo, forma uma coroa em torno do buraco negro. Esta luz &#8211; raios-X &#8211; pode ser analisada para mapear e caracterizar um buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A principal teoria do que \u00e9 uma coroa come\u00e7a com o g\u00e1s a deslizar para o buraco negro, onde \u00e9 superaquecido a milh\u00f5es de graus. A essa temperatura, os eletr\u00f5es separam-se dos \u00e1tomos, criando um plasma magnetizado. Preso na poderosa rota\u00e7\u00e3o do buraco negro, o campo magn\u00e9tico arqueia-se t\u00e3o alto acima do buraco negro, e gira tanto sobre si pr\u00f3prio, que eventualmente quebra-se completamente &#8211; uma situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o reminiscente do que acontece em redor do nosso pr\u00f3prio Sol que tomou emprestado o nome &#8220;coroa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este campo magn\u00e9tico, sendo amarrado e ent\u00e3o quebrado perto do buraco negro, aquece tudo ao seu redor e produz estes eletr\u00f5es altamente energ\u00e9ticos que passam a produzir raios-X,&#8221; explicou Wilkins.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que Wilkins investigava mais detalhadamente a origem dos clar\u00f5es, viu uma s\u00e9rie de flashes mais pequenos. Estes, determinaram os investigadores, s\u00e3o os mesmos raios-X, mas refletidos da parte de tr\u00e1s do disco &#8211; um primeiro vislumbre do outro lado de um buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;H\u00e1 alguns anos que construo previs\u00f5es te\u00f3ricas de como estes ecos deviam aparecer,&#8221; disse Wilkins. &#8220;J\u00e1 os tinha visto na teoria que venho desenvolvendo, de modo que assim que os vi nas observa\u00e7\u00f5es do telesc\u00f3pio, pude descobrir a liga\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observa\u00e7\u00f5es futuras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o de caracterizar e compreender as coroas continua e vai exigir mais observa\u00e7\u00f5es. Parte desse futuro ser\u00e1 o observat\u00f3rio de raios-X Athena (Advanced Telescope for High-ENergy Astrophysics) da ESA. Como membro do laborat\u00f3rio de Steve Allen, professor de f\u00edsica em Stanford e de f\u00edsica de part\u00edculas e astrof\u00edsica no SLAC, Wilkins est\u00e1 a ajudar a desenvolver parte do detetor WFI (Wide Field Imager) para o Athena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tem um espelho muito maior do que alguma vez tivemos num telesc\u00f3pio de raios-X e permitir\u00e1 obter imagens de maior resolu\u00e7\u00e3o em tempos de observa\u00e7\u00e3o muito mais curtos,&#8221; acrescentou Wilkins. &#8220;Portanto, a imagem que estamos a come\u00e7ar a obter a partir dos dados atuais ficar\u00e1 muito mais clara com estes novos observat\u00f3rios.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.stanford.edu\/2021\/07\/28\/first-detection-light-behind-black-hole\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Stanford (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.esa.int\/ESA_Multimedia\/Images\/2021\/07\/XMM-Newton_sees_light_echo_from_behind_a_black_hole\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.technologyreview.com\/2021\/07\/28\/1030233\/x-rays-behind-supermassive-black-hole\/\" target=\"_blank\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-021-03667-0\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/first-black-hole-light-echo-discovery\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/for-the-first-time-astronomers-have-seen-light-reflected-from-behind-a-black-hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astrophysics\/first-light-detected-from-behind-a-black-hole\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2285207-x-rays-can-echo-and-bend-around-the-back-of-supermassive-black-holes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/07\/210728111256.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-07-black-hole.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/science\/black-hole-echoes-proof-einstein-was-right\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inverse<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.upi.com\/Science_News\/2021\/07\/28\/black-hole-corona-light\/4901627485955\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UPI<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/physicists-see-light-echoing-from-behind-a-black-hole-f-1847378202\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.rtp.pt\/noticias\/mundo\/observada-pela-primeira-vez-luz-por-detras-de-um-buraco-negro_n1338742\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">RTP Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\/2021-07-28-Observada-pela-primeira-vez-luz-por-detras-de-um-buraco-negro-e41e5fa4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SIC Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/expresso.pt\/sociedade\/2021-07-28-Observada-pela-primeira-vez-luz-por-detras-de-um-buraco-negro-a25ff7aa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Expresso<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cmjornal.pt\/mundo\/detalhe\/cientistas-detetam-pela-primeira-vez-luz-do-outro-lado-de-buraco-negro\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Correio da Manh\u00e3<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/inovacao\/observada-pela-primeira-vez-luz-por-detras-de-um-buraco-negro-13984844.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jornal de Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2021\/07\/28\/observada-pela-primeira-vez-luz-por-detras-de-um-buraco-negro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observador<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Teoria da Relatividade Geral:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/General_theory_of_relativity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/xmm-newton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Athena:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/athena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.the-athena-x-ray-observatory.eu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Cantabria<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Advanced_Telescope_for_High_Energy_Astrophysics\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Observando raios-X lan\u00e7ados para o Universo por buracos negros supermassivos no centro de uma gal\u00e1xia a 800 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia, o astrof\u00edsico Dan Wilkins, da Universidade de Stanford, percebeu um padr\u00e3o intrigante. 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