{"id":4317,"date":"2021-07-20T06:20:13","date_gmt":"2021-07-20T05:20:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4317"},"modified":"2021-07-20T06:20:15","modified_gmt":"2021-07-20T05:20:15","slug":"fogo-de-artificio-galactico-novas-imagens-do-eso-revelam-estruturas-impressionantes-em-galaxias-proximas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/07\/20\/fogo-de-artificio-galactico-novas-imagens-do-eso-revelam-estruturas-impressionantes-em-galaxias-proximas\/","title":{"rendered":"Fogo-de-artif\u00edcio gal\u00e1ctico: novas imagens do ESO revelam estruturas impressionantes em gal\u00e1xias pr\u00f3ximas"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma equipa de astr\u00f3nomos divulgou novas observa\u00e7\u00f5es de gal\u00e1xias pr\u00f3ximas que parecem fogos-de-artif\u00edcio c\u00f3smicos coloridos. As imagens, obtidas com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, mostram diferentes componentes das gal\u00e1xias em cores distintas, permitindo assim aos astr\u00f3nomos localizar estrelas jovens e o g\u00e1s que as rodeia, aquecido pelas pr\u00f3prias estrelas. Ao combinar estas novas observa\u00e7\u00f5es com dados do ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), do qual o ESO \u00e9 um parceiro, a equipa ajuda a lan\u00e7ar nova luz sobre os processos que levam o g\u00e1s a formar estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos sabem que as estrelas nascem em nuvens de g\u00e1s, mas o que d\u00e1 origem \u00e0 forma\u00e7\u00e3o estelar, e como \u00e9 que as gal\u00e1xias como um todo participam neste processo, permanece um mist\u00e9rio. Para compreender este fen\u00f3meno, uma equipa de investigadores observou v\u00e1rias gal\u00e1xias pr\u00f3ximas com telesc\u00f3pios poderosos, tanto a partir do solo como do espa\u00e7o, mapeando as diferentes regi\u00f5es gal\u00e1cticas envolvidas no nascimento das estrelas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2110a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"426\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/7F5N0eK3_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4318\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/7F5N0eK3_o.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/7F5N0eK3_o-300x183.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Esta imagem combina observa\u00e7\u00f5es das gal\u00e1xias pr\u00f3ximas NGC 1300, NGC 1087, NGC 3627 (em cima, da esquerda para a direita), NGC 4254 e NGC 4303 (em baixo, da esquerda para a direita) obtidas com o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer), montado no VLT do ESO (Very Large Telescope) do ESO. Cada imagem individual \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es obtidas a diferentes comprimentos de onda da luz com o intuito de mapear popula\u00e7\u00f5es estelares e g\u00e1s quente. O brilho dourado corresponde principalmente a nuvens de hidrog\u00e9nio, oxig\u00e9nio e enxofre ionizados, que assinalam a presen\u00e7a de estrelas rec\u00e9m-nascidas, enquanto as regi\u00f5es azuladas no fundo revelam a distribui\u00e7\u00e3o de estrelas ligeiramente mais velhas. As imagens foram obtidas no \u00e2mbito do projeto PHANGS (Physics at High Angular resolution in Nearby GalaxieS), que leva a cabo observa\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o a gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, com telesc\u00f3pios que cobrem uma grande parte do espectro electromagn\u00e9tico.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/PHANGS<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&#8220;Pela primeira vez conseguimos resolver unidades individuais de forma\u00e7\u00e3o estelar para uma grande variedade de localiza\u00e7\u00f5es e meios numa amostra que representa bem os diferentes tipos de gal\u00e1xias,&#8221; diz Eric Emsellem, astr\u00f3nomo do ESO na Alemanha e autor principal do artigo cient\u00edfico que descreve este rastreio, levado a cabo no \u00e2mbito do projeto PHANGS (Physics at High Angular resolution in Nearby GalaxieS). &#8220;Conseguimos observar de forma direta o g\u00e1s que leva ao nascimento das estrelas, vemos as jovens estrelas propriamente ditas e testemunhamos a sua evolu\u00e7\u00e3o ao longo de diversas fases.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Emsellem, que tamb\u00e9m tem afilia\u00e7\u00e3o \u00e0 Universidade de Lyon, Fran\u00e7a, e a sua equipa divulgaram agora o mais recente conjunto de retratos gal\u00e1cticos, obtidos com o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer) montado no VLT do ESO, no deserto chileno do Atacama. Os investigadores utilizaram o MUSE para observar estrelas rec\u00e9m-nascidas e o g\u00e1s quente que as rodeia, o qual \u00e9 iluminado e aquecido pelas pr\u00f3prias estrelas, tornando-se assim numa prova concreta da ocorr\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2110b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/e6\/69\/b58W2ai8_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem obtida com o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer), montado no Very Large Telescope do ESO (VLT), mostra a gal\u00e1xia pr\u00f3xima NGC 4303, uma gal\u00e1xia em espiral com uma barra de estrelas e g\u00e1s no seu centro, situada a aproximadamente 55 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Virgem. A imagem \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es obtidas a diferentes comprimentos de onda da luz com o intuito de mapear popula\u00e7\u00f5es estelares e g\u00e1s quente. O brilho dourado corresponde principalmente a nuvens de hidrog\u00e9nio, oxig\u00e9nio e enxofre ionizados, que assinalam a presen\u00e7a de estrelas rec\u00e9m-nascidas, enquanto as regi\u00f5es azuladas no fundo revelam a distribui\u00e7\u00e3o de estrelas ligeiramente mais velhas.<br>A imagem foi obtida no \u00e2mbito do projeto PHANGS (Physics at High Angular resolution in Nearby GalaxieS), que leva a cabo observa\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, com telesc\u00f3pios que cobrem uma grande parte do espectro electromagn\u00e9tico.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/PHANGS<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>As novas imagens MUSE est\u00e3o agora a ser combinadas com observa\u00e7\u00f5es das mesmas gal\u00e1xias obtidas com o Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array (ALMA) e divulgadas no in\u00edcio deste ano. O ALMA, que est\u00e1 localizado no Chile, \u00e9 especialmente adequado para mapear nuvens de g\u00e1s frio \u2014 as partes das gal\u00e1xias que fornecem material para a forma\u00e7\u00e3o de estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao combinar imagens MUSE e ALMA, os astr\u00f3nomos podem examinar as regi\u00f5es gal\u00e1cticas onde est\u00e1 a ocorrer forma\u00e7\u00e3o estelar e compar\u00e1-las aos locais onde se espera que este fen\u00f3meno ocorra, de modo a compreenderem melhor o que ativa, estimula ou trava o nascimento de novas estrelas. As imagens resultantes s\u00e3o deslumbrantes, fornecendo-nos informa\u00e7\u00f5es espetacularmente coloridas sobre as maternidades estelares das nossas gal\u00e1xias vizinhas.<br><br>&#8220;H\u00e1 tantos mist\u00e9rios que queremos desvendar,&#8221; diz a coautora deste estudo Kathryn Kreckel da Universidade de Heidelberg na Alemanha. &#8220;Ser\u00e1 que as estrelas nascem mais frequentemente em regi\u00f5es espec\u00edficas das suas gal\u00e1xias hospedeiras \u2014 e, se sim, porqu\u00ea? E, ap\u00f3s o seu nascimento, ser\u00e1 que a sua evolu\u00e7\u00e3o influencia a forma\u00e7\u00e3o de novas gera\u00e7\u00f5es de estrelas?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2110c.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/20\/39\/rOzTDyXV_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem obtida com o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer), montado no Very Large Telescope do ESO (VLT), mostra a gal\u00e1xia pr\u00f3xima NGC 4254, uma gal\u00e1xia em espiral de &#8220;grande design&#8221; situada a aproximadamente 45 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Cabeleira de Berenice. A imagem \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es obtidas a diferentes comprimentos de onda da luz com o intuito de mapear popula\u00e7\u00f5es estelares e g\u00e1s quente. O brilho dourado corresponde principalmente a nuvens de hidrog\u00e9nio, oxig\u00e9nio e enxofre ionizados, que assinalam a presen\u00e7a de estrelas rec\u00e9m-nascidas, enquanto as regi\u00f5es azuladas no fundo revelam a distribui\u00e7\u00e3o de estrelas ligeiramente mais velhas.<br>A imagem foi obtida no \u00e2mbito do projeto PHANGS (Physics at High Angular resolution in Nearby GalaxieS), que leva a cabo observa\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, com telesc\u00f3pios que cobrem uma grande parte do espectro electromagn\u00e9tico.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/PHANGS<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos ser\u00e3o agora capazes de responder a estas quest\u00f5es gra\u00e7as \u00e0 riqueza da informa\u00e7\u00e3o contida nos dados do MUSE e do ALMA que a equipa PHANGS obteve. O MUSE recolhe espectros \u2014 os &#8220;c\u00f3digos de barra&#8221; que os astr\u00f3nomos analisam para desvendar as propriedades e a natureza dos objetos c\u00f3smicos \u2014 em cada localiza\u00e7\u00e3o do seu campo de vis\u00e3o, fornecendo assim muito mais informa\u00e7\u00e3o do que os instrumentos tradicionais. No \u00e2mbito do projeto PHANGS, o MUSE observou 30.000 nebulosas de g\u00e1s quente e recolheu cerca de 15 milh\u00f5es de espectros de diferentes regi\u00f5es gal\u00e1cticas. As observa\u00e7\u00f5es ALMA, por sua vez, permitiram aos astr\u00f3nomos mapear cerca de 100.000 regi\u00f5es de g\u00e1s frio em 90 gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, produzindo um atlas de maternidades estelares do Universo pr\u00f3ximo com uma nitidez sem precedentes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2110d.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/09\/83\/W80ecrTX_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem obtida com o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer), montado no Very Large Telescope do ESO (VLT), mostra a gal\u00e1xia pr\u00f3xima NGC 3627, uma gal\u00e1xia em espiral situada a aproximadamente 31 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Le\u00e3o. A imagem \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es obtidas a diferentes comprimentos de onda da luz com o intuito de mapear popula\u00e7\u00f5es estelares e g\u00e1s quente. O brilho dourado corresponde principalmente a nuvens de hidrog\u00e9nio, oxig\u00e9nio e enxofre ionizados, que assinalam a presen\u00e7a de estrelas rec\u00e9m-nascidas, enquanto as regi\u00f5es azuladas no fundo revelam a distribui\u00e7\u00e3o de estrelas ligeiramente mais velhas.<br>A imagem foi obtida no \u00e2mbito do projeto PHANGS (Physics at High Angular resolution in Nearby GalaxieS), que leva a cabo observa\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o a gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, com telesc\u00f3pios que cobrem uma grande parte do espectro electromagn\u00e9tico.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/PHANGS<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m de observa\u00e7\u00f5es do ALMA e do MUSE, o projeto PHANGS conta tamb\u00e9m com dados do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA. Os v\u00e1rios observat\u00f3rios foram selecionados de modo a permitirem \u00e0 equipa observar as nossas gal\u00e1xias vizinhas em diferentes comprimentos de onda (vis\u00edvel, infravermelho pr\u00f3ximo e r\u00e1dio), com cada dom\u00ednio de comprimentos de onda a revelar partes distintas das gal\u00e1xias observadas. &#8220;Esta combina\u00e7\u00e3o de dados permite-nos investigar as v\u00e1rias fases da forma\u00e7\u00e3o estelar \u2014 desde a forma\u00e7\u00e3o de maternidades estelares, passando pela forma\u00e7\u00e3o das estrelas propriamente dita, at\u00e9 \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o final das maternidades por parte das estrelas rec\u00e9m-nascidas \u2014 com mais detalhe do que seria poss\u00edvel com observa\u00e7\u00f5es individuais,&#8221; explica o coautor do estudo Francesco Belfiore do INAF-Arcetri em Floren\u00e7a, It\u00e1lia. &#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que conseguimos reunir um conjunto t\u00e3o completo de dados, com imagens suficientemente n\u00edtidas para podermos distinguir nuvens, estrelas e nebulosas individuais, que apontam para a forma\u00e7\u00e3o estelar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2110e.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/2f\/c4\/bkKhoRij_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem obtida com o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer), montado no Very Large Telescope do ESO (VLT), mostra a gal\u00e1xia pr\u00f3xima NGC 1087, uma gal\u00e1xia em espiral situada a aproximadamente 80 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Baleia. A imagem \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es obtidas a diferentes comprimentos de onda da luz com o intuito de mapear popula\u00e7\u00f5es estelares e g\u00e1s quente. O brilho dourado corresponde principalmente a nuvens de hidrog\u00e9nio, oxig\u00e9nio e enxofre ionizados, que assinalam a presen\u00e7a de estrelas rec\u00e9m-nascidas, enquanto as regi\u00f5es azuladas no fundo revelam a distribui\u00e7\u00e3o de estrelas ligeiramente mais velhas.<br>A imagem foi obtida no \u00e2mbito do projeto PHANGS (Physics at High Angular resolution in Nearby GalaxieS), que leva a cabo observa\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o a gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, com telesc\u00f3pios que cobrem uma grande parte do espectro electromagn\u00e9tico.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/PHANGS<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O trabalho levado a cabo no \u00e2mbito do projeto PHANGS ser\u00e1 melhorado por futuros telesc\u00f3pios e instrumentos, tais como o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA. Os dados obtidos com este telesc\u00f3pio ir\u00e3o estabelecer uma base ainda melhor para observa\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o executadas com o futuro ELT (Extremely Large Telescope) do ESO, o qual se prev\u00ea que comece a operar mais para o final desta d\u00e9cada e que nos fornecer\u00e1 assim um olhar ainda mais detalhado das estruturas das maternidades estelares.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;T\u00e3o extraordin\u00e1rio quanto o PHANGS possa ser, a resolu\u00e7\u00e3o dos mapas produzidos \u00e9 apenas suficiente para identificar e separar nuvens de forma\u00e7\u00e3o estelar individuais, n\u00e3o sendo suficientemente boa para observarmos com detalhe o que est\u00e1 a acontecer no seu interior,&#8221; explica Eva Schinnerer, l\u00edder do grupo de investiga\u00e7\u00e3o do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha, e investigadora principal do projeto PHANGS. &#8220;Novos esfor\u00e7os observacionais levados a cabo pela nossa equipa, e outras pessoas, come\u00e7am a esticar estes limites, ou seja, temos d\u00e9cadas de descobertas excitantes \u00e0 nossa frente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2110f.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/24\/a3\/dkVr0eYv_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem obtida com o instrumento MUSE (Multi-Unit Spectroscopic Explorer), montado no Very Large Telescope do ESO (VLT), mostra a gal\u00e1xia pr\u00f3xima NGC 1300, uma gal\u00e1xia em espiral com uma barra de estrelas e g\u00e1s no seu centro, situada a aproximadamente 61 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Er\u00eddano. A imagem \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es obtidas a diferentes comprimentos de onda da luz com o intuito de mapear popula\u00e7\u00f5es estelares e g\u00e1s quente. O brilho dourado corresponde principalmente a nuvens de hidrog\u00e9nio, oxig\u00e9nio e enxofre ionizados, que assinalam a presen\u00e7a de estrelas rec\u00e9m-nascidas, enquanto as regi\u00f5es azuladas no fundo revelam a distribui\u00e7\u00e3o de estrelas ligeiramente mais velhas.<br>A imagem foi obtida no \u00e2mbito do projeto PHANGS (Physics at High Angular resolution in Nearby GalaxieS), que leva a cabo observa\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o a gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, com telesc\u00f3pios que cobrem uma grande parte do espectro electromagn\u00e9tico.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/PHANGS<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2110\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/galactic-fireworks-new-images-reveal-stunning-features-of-nearby-galaxies\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/images\/archive\/search\/?ranking=0&amp;fov=0&amp;release_id=&amp;minimum_size=0&amp;description=Phangs&amp;published_until_year=0&amp;published_until_month=0&amp;title=&amp;subject_name=&amp;credit=&amp;published_until_day=0&amp;published_since_day=0&amp;published_since_month=0&amp;id=&amp;published_since_year=0\" target=\"_blank\">\/\/ Amostra de imagens PHANGS (arquivo do ESO)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hjguTEPwMNk\" target=\"_blank\">\/\/ ESOcast Light 239: Fogos-de-artif\u00edcio c\u00f3smico revelam estrelas rec\u00e9m-nascidas (ESO via YouTube)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Gal\u00e1xias:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation#Stellar_nurseries\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ber\u00e7\u00e1rios estelares (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto PHANGS:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/sites.google.com\/view\/phangs\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/phangs.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/alma-telescope.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de astr\u00f3nomos divulgou novas observa\u00e7\u00f5es de gal\u00e1xias pr\u00f3ximas que parecem fogos-de-artif\u00edcio c\u00f3smicos coloridos. As imagens, obtidas com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, mostram diferentes componentes das gal\u00e1xias em cores distintas, permitindo assim aos astr\u00f3nomos localizar estrelas jovens e o g\u00e1s que as rodeia, aquecido pelas pr\u00f3prias estrelas. Ao combinar &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4318,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[60,1],"tags":[305,166,332,110,1098,107],"class_list":["post-4317","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-galaxias","category-telescopios-profissionais","tag-alma","tag-eso","tag-formacao-estelar","tag-galaxias","tag-projeto-phangs","tag-vlt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4317"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4317\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4319,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4317\/revisions\/4319"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}