{"id":4310,"date":"2021-07-16T06:22:29","date_gmt":"2021-07-16T05:22:29","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4310"},"modified":"2021-07-16T06:22:31","modified_gmt":"2021-07-16T05:22:31","slug":"tess-descobre-irmas-estelares-que-hospedam-exoplanetas-adolescentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/07\/16\/tess-descobre-irmas-estelares-que-hospedam-exoplanetas-adolescentes\/","title":{"rendered":"TESS descobre irm\u00e3s estelares que hospedam exoplanetas &#8220;adolescentes&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gra\u00e7as a dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de astr\u00f3nomos identificou quatro exoplanetas, mundos para l\u00e1 do nosso Sistema Solar, em \u00f3rbita de duas estrelas relativamente jovens chamadas TOI 2076 e TOI 1807.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes mundos podem fornecer aos cientistas um vislumbre de um est\u00e1gio pouco compreendido da evolu\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/54\/0d\/42DfzU5r_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/42DfzU5r_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4311\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/42DfzU5r_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/42DfzU5r_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/42DfzU5r_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/42DfzU5r_o-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/42DfzU5r_o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do exoplaneta TOI 1807 b.<br>Cr\u00e9dito: NASA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os planetas em ambos os sistemas est\u00e3o numa fase de transi\u00e7\u00e3o, ou adolescente, do seu ciclo de vida,&#8221; disse Christina Hedges, astr\u00f3noma do Instituto de Pesquisa Ambiental de Bay Area em Moffett Field e do Centro de Pesquisa Ames da NASA em Silicon Valley, ambos no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia. &#8220;N\u00e3o s\u00e3o rec\u00e9m-nascidos, mas tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o planetas maduros. Aprender mais sobre os planetas neste est\u00e1gio da adolesc\u00eancia vai ajudar-nos a entender planetas mais antigos noutros sistemas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um artigo cient\u00edfico que descreve os achados, liderado por Hedges, foi publicado na revista The Astronomical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TOI 2076 e TOI 1807 residem a mais de 130 anos-luz de dist\u00e2ncia, com cerca de 30 anos-luz entre elas, o que coloca as estrelas nas constela\u00e7\u00f5es norte de Boieiro e C\u00e3es de Ca\u00e7a, respetivamente. Ambas s\u00e3o estrelas do tipo K, estrelas an\u00e3s mais alaranjadas que o nosso Sol, e com cerca de 200 milh\u00f5es de anos, ou menos de 5% da idade do Sol. Em 2017, usando dados do sat\u00e9lite Gaia da ESA, os cientistas mostraram que as estrelas est\u00e3o a viajar pelo espa\u00e7o na mesma dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos pensam que as estrelas est\u00e3o demasiado distantes para se orbitarem uma \u00e0 outra, mas o seu movimento partilhado sugere que t\u00eam rela\u00e7\u00e3o, nascidas da mesma nuvem de g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tanto TOI 2076 quanto TOI 1807 produzem proemin\u00eancias estelares que s\u00e3o muito mais energ\u00e9ticas e que ocorrem com muito mais frequ\u00eancia do que aquelas produzidas pelo nosso pr\u00f3prio Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As estrelas produzem talvez 10 vezes mais radia\u00e7\u00e3o ultravioleta do que quando atingirem a idade do Sol,&#8221; disse o coautor George Zhou, astrof\u00edsico da Universidade do Sul de Queensland, Austr\u00e1lia. &#8220;Dado que o Sol pode ter estado igualmente ativo no passado, estes dois sistemas podem fornecer-nos uma janela para as primeiras condi\u00e7\u00f5es do Sistema Solar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O TESS monitoriza grandes \u00e1reas do c\u00e9u durante quase um m\u00eas de cada vez. Este longo olhar permite que o sat\u00e9lite encontre exoplanetas medindo pequenas quedas no brilho estelar provocadas pelo tr\u00e2nsito de um planeta em frente da estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alex Hughes inicialmente chamou a aten\u00e7\u00e3o dos astr\u00f3nomos para TOI 2076 depois de detetar um tr\u00e2nsito nos dados do TESS enquanto trabalhava num projeto na Universidade de Loughborough, na Inglaterra, desde ent\u00e3o formado em f\u00edsica. A equipa de Hedges acabou descobrindo tr\u00eas mini-Neptunos, mundos com di\u00e2metros entre o da Terra e Neptuno, orbitando a estrela. O planeta mais interior, TOI 2076 b, tem cerca de tr\u00eas vezes o tamanho da Terra e completa uma \u00f3rbita a cada 10 dias. Os outros mundos, TOI 2076 c e d, s\u00e3o ambos pouco mais de quatro vezes maiores do que a Terra, com \u00f3rbitas superiores a 17 dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TOI 1807 hospeda apenas um planeta conhecido, TOI 1807 b, que tem cerca de duas vezes o tamanho da Terra e orbita a estrela em apenas 13 horas. Exoplanetas com \u00f3rbitas t\u00e3o curtas s\u00e3o raros. TOI 1807 b \u00e9 o exemplo mais jovem j\u00e1 descoberto de um destes exoplanetas de per\u00edodo ultracurto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas est\u00e3o atualmente a trabalhar para medir as massas dos planetas, mas a interfer\u00eancia das jovens estrelas hiperativas pode tornar isto um desafio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com os modelos te\u00f3ricos, os planetas t\u00eam inicialmente atmosferas espessas que sobraram da sua forma\u00e7\u00e3o em discos de g\u00e1s e poeira em torno de estrelas infantis. Em alguns casos, os planetas perdem a sua atmosfera inicial devido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o estelar, deixando para tr\u00e1s n\u00facleos rochosos. Alguns desses mundos desenvolvem atmosferas secund\u00e1rias por meio de processos planet\u00e1rios como atividade vulc\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As idades dos sistemas TOI 2076 e TOI 1807 sugerem que os seus planetas podem estar algures no meio desta evolu\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica. TOI 2076 b recebe 400 vezes mais radia\u00e7\u00e3o UV da sua estrela do que a Terra recebe do Sol &#8211; e TOI 1807 b recebe cerca de 22.000 vezes mais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se os cientistas puderem descobrir as massas dos planetas, esta informa\u00e7\u00e3o pode ajud\u00e1-los a determinar se miss\u00f5es como o Hubble ou o James Webb podem estudar a atmosfera dos planetas &#8211; caso tenham.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa est\u00e1 particularmente interessada em TOI 1807 b porque \u00e9 um planeta de per\u00edodo ultracurto. Os modelos te\u00f3ricos sugerem que deve ser dif\u00edcil para os mundos se formarem t\u00e3o perto das suas estrelas, mas podem formar-se mais longe e depois migrar para o interior. Dado que teria que se formar e migrar em apenas 200 milh\u00f5es de anos, TOI 1807 b ajudar\u00e1 os cientistas a melhor entender os ciclos de vida destes tipos de planetas. Se n\u00e3o tiver uma atmosfera muito densa e a sua massa for principalmente rocha, a proximidade do planeta \u00e0 sua estrela pode potencialmente significar que a sua superf\u00edcie est\u00e1 coberta por oceanos ou lagos de lava derretida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Muitos dos objetos que estudamos em astronomia evoluem em escalas de tempo t\u00e3o longas que um ser humano n\u00e3o consegue ver as mudan\u00e7as m\u00eas a m\u00eas ou ano a ano,&#8221; disse o coautor Trevor David, investigador no Centro Flatiron para Astrof\u00edsica Computacional em Nova Iorque. &#8220;Se quisermos ver como os planetas evoluem, a nossa melhor hip\u00f3tese \u00e9 encontrar muitos planetas de idades diferentes e, em seguida, perguntar como s\u00e3o diferentes. A descoberta do TESS dos sistemas TOI 2076 e TOI 1807 melhora a nossa compreens\u00e3o do est\u00e1gio adolescente dos exoplanetas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"TESS Finds Related Stars Have Young Exoplanets\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RE-NpbAW3lM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/nasa-s-tess-discovers-stellar-siblings-host-teenage-exoplanets\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.lboro.ac.uk\/news-events\/news\/2021\/july\/nasa-new-planets-reveal-more-earths-teenage-years\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Loughborough (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-3881\/ac06cd\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astronomical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TOI-2076 b:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/toi-2076_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TOI-2076 c:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/toi-2076_c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TOI-2076 d:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/toi-2076_d\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TOI-1807 b:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/toi-1807_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/cgi-bin\/TblView\/nph-tblView?app=ExoTbls&amp;config=planets&amp;constraint=pl_facility+like+%27%TESS%%27\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gra\u00e7as a dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de astr\u00f3nomos identificou quatro exoplanetas, mundos para l\u00e1 do nosso Sistema Solar, em \u00f3rbita de duas estrelas relativamente jovens chamadas TOI 2076 e TOI 1807. 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