{"id":4301,"date":"2021-07-13T06:26:57","date_gmt":"2021-07-13T05:26:57","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4301"},"modified":"2021-07-13T06:26:58","modified_gmt":"2021-07-13T05:26:58","slug":"cientistas-resolvem-misterio-de-40-anos-da-aurora-de-raios-x-de-jupiter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/07\/13\/cientistas-resolvem-misterio-de-40-anos-da-aurora-de-raios-x-de-jupiter\/","title":{"rendered":"Cientistas resolvem mist\u00e9rio de 40 anos da aurora de raios-X de J\u00fapiter"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o coliderada pela UCL (University College London) resolveu um mist\u00e9rio de d\u00e9cadas de como J\u00fapiter produz um surto espetacular de raios-X a cada poucos minutos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os raios-X fazem parte da aurora de J\u00fapiter &#8211; surtos de luz vis\u00edvel e invis\u00edvel que ocorrem quando part\u00edculas carregadas interagem com a atmosfera do planeta. Um fen\u00f3meno semelhante ocorre na Terra, criando a aurora boreal, mas a de J\u00fapiter \u00e9 muito mais poderosa, libertando centenas de gigawatts de energia, o suficiente para alimentar brevemente toda a civiliza\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2021\/07\/jupiter_s_mysterious_x-ray_auroras_explained\/23391730-1-eng-GB\/Jupiter_s_mysterious_X-ray_auroras_explained.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"480\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/6T5722da_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4302\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/6T5722da_o.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/6T5722da_o-300x188.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><figcaption>Foram explicadas as misteriosas auroras de raios-X de J\u00fapiter, terminando uma busca de 40 anos. Pela primeira vez, os astr\u00f3nomos viram o modo como o campo magn\u00e9tico de J\u00fapiter \u00e9 comprimido, o que aquece as part\u00edculas e as direciona ao longo das linhas do campo magn\u00e9tico at\u00e9 \u00e0 atmosfera de J\u00fapiter, desencadeando a aurora de raios-X. A liga\u00e7\u00e3o foi estabelecida combinando dados in-situ da miss\u00e3o Juno da NASA com observa\u00e7\u00f5es de raios-X pelo XMM-Newton da ESA.<br>Cr\u00e9dito: Yao\/Dunn\/ESA\/NASA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num novo estudo, publicado na revista Science Advances, investigadores combinaram observa\u00e7\u00f5es \u00edntimas do ambiente de J\u00fapiter pelo sat\u00e9lite Juno da NASA, que atualmente orbita o planeta, com medi\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas de raios-X do observat\u00f3rio XMM-Newton da ESA (que est\u00e1 em \u00f3rbita da Terra).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de investiga\u00e7\u00e3o, liderada pela UCL e pela Academia Chinesa de Ci\u00eancias, descobriu que os surtos de raios-X foram desencadeados por vibra\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas das linhas do campo magn\u00e9tico de J\u00fapiter. Estas vibra\u00e7\u00f5es criam ondas de plasma (g\u00e1s ionizado) que enviam part\u00edculas pesadas de i\u00f5es &#8220;surfando&#8221; ao longo das linhas do campo magn\u00e9tico at\u00e9 que chocam com a atmosfera do planeta, libertando energia na forma de raios-X.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. William Dunn (Laborat\u00f3rio Mullard de Ci\u00eancias Espaciais da UCL), coautor do artigo cient\u00edfico, disse: &#8220;H\u00e1 j\u00e1 quatro d\u00e9cadas que vemos J\u00fapiter a produzir auroras de raios-X, mas n\u00e3o sab\u00edamos como. S\u00f3 sab\u00edamos que eram produzidas quando os i\u00f5es chocam com a atmosfera do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Agora sabemos que estes i\u00f5es s\u00e3o transportados por ondas de plasma &#8211; uma explica\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tinha sido proposta antes, embora um processo semelhante produza a pr\u00f3pria aurora da Terra. Pode, portanto, ser um fen\u00f3meno universal, presente em muitos ambientes diferentes no espa\u00e7o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As auroras de raios-X ocorrem nos polos norte e sul de J\u00fapiter, muitas vezes com a regularidade de um rel\u00f3gio &#8211; durante esta observa\u00e7\u00e3o J\u00fapiter produzia surtos de raios-X a cada 27 minutos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As part\u00edculas i\u00f3nicas carregadas que atingem a atmosfera t\u00eam origem no g\u00e1s vulc\u00e2nico que \u00e9 libertado para o espa\u00e7o atrav\u00e9s de vulc\u00f5es gigantes na lua de J\u00fapiter, Io.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este g\u00e1s torna-se ionizado (os seus \u00e1tomos s\u00e3o despojados de eletr\u00f5es) devido a colis\u00f5es no ambiente imediato de J\u00fapiter, formando um donut de plasma que rodeia o planeta.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/65\/ff\/YtnZp4mc_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/65\/ff\/YtnZp4mc_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagem do polo norte de J\u00fapiter pelo sat\u00e9lite Juno da NASA, a que se sobrep\u00f5e uma imagem da aurora de raios-X (roxo) pelo telesc\u00f3pio espacial de raios-X Chandra da NASA.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/NASA\/Yao\/Dunn<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Zhonghua Yao (Academia Chinesa de Ci\u00eancias, Pequim), disse: &#8220;Agora que identific\u00e1mos este processo fundamental, h\u00e1 in\u00fameras possibilidades de onde poder\u00e1 ser estudado a seguir. Provavelmente ocorrem processos semelhantes em Saturno, \u00darano, Neptuno e provavelmente em exoplanetas, com diferentes tipos de part\u00edculas carregadas &#8216;surfando&#8217; nas ondas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora Graziella Branduardi-Raymont ((Laborat\u00f3rio Mullard de Ci\u00eancias Espaciais da UCL), coautora do artigo cient\u00edfico, acrescentou: &#8220;Os raios-X s\u00e3o normalmente produzidos por fen\u00f3menos extremamente poderosos e violentos, como buracos negros e estrelas de neutr\u00f5es, de modo que parece estranho que meros planetas os produzam tamb\u00e9m.<br><br>&#8220;Nunca poderemos visitar buracos negros, pois est\u00e3o al\u00e9m das nossas viagens espaciais, mas J\u00fapiter est\u00e1 \u00e0 nossa porta. Com a chegada do sat\u00e9lite Juno \u00e0 \u00f3rbita de J\u00fapiter, os astr\u00f3nomos t\u00eam agora uma oportunidade fant\u00e1stica de estudar de perto um ambiente que produz raios-X.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o novo estudo, os investigadores analisaram observa\u00e7\u00f5es de J\u00fapiter e do seu ambiente circundante realizadas continuamente ao longo de um per\u00edodo de 26 horas pelos sat\u00e9lites Juno e XMM-Newton.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Encontraram uma correla\u00e7\u00e3o clara entre as ondas no plasma detetado pela Juno e as erup\u00e7\u00f5es aurorais de raios-X no polo norte de J\u00fapiter registadas pelo XMM-Newton. Ent\u00e3o usaram modelagem de computador para confirmar que as ondas iriam conduzir as part\u00edculas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 atmosfera de J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda n\u00e3o est\u00e1 claro porque \u00e9 que as linhas do campo magn\u00e9tico vibram periodicamente, mas a vibra\u00e7\u00e3o pode resultar de intera\u00e7\u00f5es com o vento solar ou de fluxos de plasma de alta velocidade dentro da magnetosfera de J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O campo magn\u00e9tico de J\u00fapiter \u00e9 extremamente forte &#8211; cerca de 20.000 vezes mais forte do que o da Terra &#8211; e, portanto, a sua magnetosfera, a \u00e1rea controlada por este campo magn\u00e9tico, \u00e9 extremamente grande. Se fosse vis\u00edvel no c\u00e9u noturno, cobriria uma regi\u00e3o com v\u00e1rias vezes o tamanho da nossa Lua.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Jupiter\u2019s mysterious X-ray auroras explained\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Uyg80DCFEPM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ucl.ac.uk\/news\/2021\/jul\/scientists-solve-40-year-mystery-over-jupiters-x-ray-aurora\" target=\"_blank\">\/\/ University College London (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/The_mystery_of_what_causes_Jupiter_s_X-ray_auroras_is_solved\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.jhuapl.edu\/PressRelease\/210709-study-solves-Jupiter-xray-aurora-mystery\" target=\"_blank\">\/\/ JHUAPL (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/7\/28\/eabf0851\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science Advances)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/jupiter-x-ray-auroras-mystery-solved\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/07\/210709193609.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astrophysics\/mystery-solved-jupiters-x-ray-aurora-explained\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2283699-mysterious-x-ray-flares-on-jupiter-come-from-magnetic-field-vibrations\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/a-mystery-of-jupiter-s-aurora-has-finally-been-solved-after-40-years\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-07-scientists-year-mystery-jupiter-x-ray.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/science\/juno-jupiter-aurora-discovery\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">inverse<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.upi.com\/Science_News\/2021\/07\/09\/britain-jupiter-aurora-x-rays-mangetic-field\/6311625844310\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UPI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.co.uk\/newsround\/57779354\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC<\/a><br><a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2021\/07\/09\/world\/jupiter-northern-lights-mystery-scn\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNN<\/a><br><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\/2021-07-09-Resolvido-o-misterio-das-auroras-de-Jupiter-d94b1d5e\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SIC Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2021\/07\/09\/cientistas-decifram-misterio-por-tras-das-gigantescas-auroras-boreais-de-jupiter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observador<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>J\u00fapiter:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/jupiter\/overview\/\" target=\"_blank\">NASA<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nineplanets.org\/jupiter.html\" target=\"_blank\">Nine Planets<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jupiter\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Miss\u00e3o Juno:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/juno\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.missionjuno.swri.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SwRI<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAJuno\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Juno_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/xmm-newton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o coliderada pela UCL (University College London) resolveu um mist\u00e9rio de d\u00e9cadas de como J\u00fapiter produz um surto espetacular de raios-X a cada poucos minutos. Os raios-X fazem parte da aurora de J\u00fapiter &#8211; surtos de luz vis\u00edvel e invis\u00edvel que ocorrem quando part\u00edculas carregadas interagem com a atmosfera do planeta. Um &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4302,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16,1],"tags":[447,197,230],"class_list":["post-4301","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-juno","tag-jupiter","tag-xmm-newton"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4301","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4301"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4301\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4303,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4301\/revisions\/4303"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4302"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4301"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4301"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4301"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}