{"id":4297,"date":"2021-07-13T06:23:51","date_gmt":"2021-07-13T05:23:51","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4297"},"modified":"2021-07-13T06:24:18","modified_gmt":"2021-07-13T05:24:18","slug":"astronomos-mapeiam-graos-de-poeira-interestelar-na-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/07\/13\/astronomos-mapeiam-graos-de-poeira-interestelar-na-via-lactea\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos mapeiam gr\u00e3os de poeira interestelar na Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"\n<p>Entre as estrelas da Via L\u00e1ctea, grandes quantidades de pequenos gr\u00e3os de poeira flutuam sem rumo. Estes formam os blocos de constru\u00e7\u00e3o de novas estrelas e planetas. Mas ainda n\u00e3o sabemos quais os elementos que est\u00e3o dispon\u00edveis para formar planetas como a Terra. Uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o do SRON (Netherlands Institute for Space Research), liderada por Elisa Costantini, combinou agora observa\u00e7\u00f5es de telesc\u00f3pios de raios-X com dados de sincotr\u00e3o para criar um mapa de gr\u00e3os interestelares na Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"546\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CWTM2C6W_o-1024x546.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4298\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CWTM2C6W_o-1024x546.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CWTM2C6W_o-300x160.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CWTM2C6W_o-768x409.png 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CWTM2C6W_o-310x165.png 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CWTM2C6W_o.png 1386w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Poeira interestelar.<br>Cr\u00e9dito: SRON<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Se a nossa Gal\u00e1xia encolhesse a ponto de as estrelas terem o tamanho de berlindes, ainda haveria cerca de mil quil\u00f3metros a separ\u00e1-las. Portanto, \u00e9 seguro dizer que as gal\u00e1xias consistem principalmente de espa\u00e7o vazio. Ainda assim, este espa\u00e7o n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o vazio quanto podemos imaginar. Est\u00e1 preenchido pelo chamado meio interestelar. Na maior parte, \u00e9 composto por g\u00e1s t\u00e9nue, mas cerca de um por cento est\u00e1 na forma de pequenos gr\u00e3os de poeira com cerca de 0,1 micr\u00f3metros &#8211; um mil\u00e9simo da largura de um cabelo humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes gr\u00e3os s\u00e3o formados durante o ciclo de vida das estrelas. Uma estrela, e os planetas em seu redor, s\u00e3o formados por uma nuvem de g\u00e1s e poeira. Uma estrela evolu\u00edda, no final da sua vida, expele uma boa fra\u00e7\u00e3o da sua massa para o meio circundante, criando novo material para a forma\u00e7\u00e3o de poeira. Se a estrela terminar a sua vida com uma explos\u00e3o de supernova, enriquecer\u00e1 ainda mais o ambiente com ainda mais g\u00e1s e poeira. Isto, por sua vez, acabar\u00e1 por constituir novos blocos de constru\u00e7\u00e3o para estrelas e planetas. Como Carl Sagan disse: &#8220;n\u00f3s somos feitos de poeira estelar&#8221;. Mas ainda n\u00e3o sabemos exatamente quais os elementos que est\u00e3o dispon\u00edveis, no meio interestelar, para formar planetas como a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo de investiga\u00e7\u00e3o de poeira interestelar do SRON, liderado por Elisa Costantini, estudou agora os gr\u00e3os interestelares na nossa Via L\u00e1ctea usando raios-X. Conseguiram, pela primeira vez, explorar as propriedades da poeira nas regi\u00f5es centrais da Via L\u00e1ctea e descobriram que esses gr\u00e3os s\u00e3o feitos consistentemente de um silicato v\u00edtreo: olivina, que \u00e9 composto por magn\u00e9sio, ferro, sil\u00edcio e oxig\u00e9nio. A intera\u00e7\u00e3o com a radia\u00e7\u00e3o estelar e com os raios c\u00f3smicos derreteu estes gr\u00e3os para formar esferas irregulares v\u00edtreas. Ao examinar regi\u00f5es mais difusas longe do Centro Gal\u00e1ctico, a equipa encontrou pistas para a presen\u00e7a de uma variedade maior na composi\u00e7\u00e3o da poeira. Isto pode dar origem a sistemas planet\u00e1rios diversificados. Pode at\u00e9 ser que o nosso sistema planet\u00e1rio seja a exce\u00e7\u00e3o, n\u00e3o a norma.<\/p>\n\n\n\n<p>Costantini: &#8220;O nosso Sistema Solar foi formado nas regi\u00f5es externas da Gal\u00e1xia e \u00e9 o resultado de uma sequ\u00eancia complexa de eventos, incluindo explos\u00f5es de supernova pr\u00f3ximas. Ainda \u00e9 uma quest\u00e3o em aberto qual o ambiente certo para formar sistemas planet\u00e1rios e quais destes eventos s\u00e3o vitais para formar um planeta onde a vida possa florescer.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para chegar aos seus resultados, Costantini e o seu grupo combinaram observa\u00e7\u00f5es de telesc\u00f3pios de raios-X e instala\u00e7\u00f5es de sincotr\u00e3o. Usaram estes \u00faltimos para caracterizar an\u00e1logos da poeira interestelar como silicatos, \u00f3xidos e sulfatos em raios-X. De seguida, compararam estes dados com os dados astron\u00f3micos para encontrar as melhores correspond\u00eancias. A observa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias linhas de vis\u00e3o permitiu-lhes explorar diferentes ambientes da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Interstellar dust\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lSswG24alGk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.sron.nl\/news\/5154-astronomen-maken-interstellaire-stofkaart-van-de-melkweg\" target=\"_blank\">\/\/ SRON (Netherlands Institute for Space Research) (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Poeira interestelar:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Interstellar_dust\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as estrelas da Via L\u00e1ctea, grandes quantidades de pequenos gr\u00e3os de poeira flutuam sem rumo. 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