{"id":4292,"date":"2021-07-09T06:23:25","date_gmt":"2021-07-09T05:23:25","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4292"},"modified":"2021-07-09T06:23:26","modified_gmt":"2021-07-09T05:23:26","slug":"telescopio-kepler-vislumbra-populacao-de-planetas-interestelares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/07\/09\/telescopio-kepler-vislumbra-populacao-de-planetas-interestelares\/","title":{"rendered":"Telesc\u00f3pio Kepler vislumbra popula\u00e7\u00e3o de planetas interestelares"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foram descobertas evid\u00eancias tentadoras de uma popula\u00e7\u00e3o misteriosa de planetas interestelares, planetas que podem viajar sozinhos pelo espa\u00e7o profundo, n\u00e3o ligados a qualquer estrela hospedeira. Os resultados incluem quatro novas descobertas que s\u00e3o consistentes com planetas de massas semelhantes \u00e0 da Terra, publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo, liderado por Iain McDonald da Universidade de Manchester, Reino Unido (agora da Open University), usou dados obtidos em 2016 durante a fase K2 da miss\u00e3o do Telesc\u00f3pio Espacial Kepler da NASA. Durante esta campanha de dois meses, o Kepler monitorizou um campo lotado com milh\u00f5es de estrelas perto do centro da nossa Gal\u00e1xia a cada 30 minutos para encontrar eventos de microlentes gravitacionais.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/cd\/3b\/H7e20lml_o.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"850\" height=\"520\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/H7e20lml_o.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4293\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/H7e20lml_o.png 850w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/H7e20lml_o-300x184.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/H7e20lml_o-768x470.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de um planeta flutuante.<br>Cr\u00e9dito: A. Stelter\/Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de estudo encontrou 27 sinais candidatos a microlente, de curta dura\u00e7\u00e3o, que variaram em escalas de tempo uma hora e 10 dias. Muitos deles haviam sido vistos anteriormente em dados obtidos simultaneamente a partir do solo. No entanto, os quatro eventos mais curtos s\u00e3o novas descobertas que s\u00e3o consistentes com planetas de massas semelhantes \u00e0 da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes novos eventos n\u00e3o mostram um sinal mais longo que pode ser esperado de uma estrela hospedeira, sugerindo que estes novos eventos podem ser planetas fugitivos. Estes planetas podem ter sido formados originalmente em torno de uma estrela-m\u00e3e antes de serem ejetados pelo pux\u00e3o gravitacional de outros planetas mais massivos no sistema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Previstas por Albert Einstein h\u00e1 85 anos atr\u00e1s como consequ\u00eancia da sua Teoria da Relatividade Geral, as microlentes descrevem como a luz de uma estrela de fundo pode ser temporariamente ampliada pela presen\u00e7a de outras estrelas em primeiro plano. Isto produz uma pequena explos\u00e3o de brilho que pode durar de horas a alguns dias. Aproximadamente uma em cada milh\u00e3o de estrelas na nossa Gal\u00e1xia \u00e9 visivelmente afetada por microlentes a qualquer momento, mas espera-se que apenas uma pequena percentagem delas seja provocada por planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Kepler n\u00e3o foi projetado para encontrar planetas usando microlentes, nem para estudar os campos estelares extremamente densos do interior da Gal\u00e1xia. Isto significa que tiveram que ser desenvolvidas novas t\u00e9cnicas de redu\u00e7\u00e3o de dados para procurar sinais dentro do conjunto de dados do Kepler.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Iain explica: &#8220;Estes sinais s\u00e3o extremamente dif\u00edceis de encontrar. As nossas observa\u00e7\u00f5es apontaram um telesc\u00f3pio idoso, enfermo e com vis\u00e3o turva para uma das partes mais densamente povoadas do c\u00e9u, onde j\u00e1 existem milhares de estrelas brilhantes que variam em brilho, e milhares de asteroides que deslizam pelo nosso campo. A partir desta cacofonia, tent\u00e1mos extrair min\u00fasculos aumentos de brilho, caracter\u00edsticos de planetas, e s\u00f3 temos uma chance de ver um sinal antes que este desapare\u00e7a. \u00c9 t\u00e3o f\u00e1cil quanto olhar para o piscar de um pirilampo no meio de uma autoestrada, usando apenas um telem\u00f3vel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O coautor Eamonn Kerins da Universidade de Manchester, tamb\u00e9m comenta: &#8220;O Kepler alcan\u00e7ou o que nunca tinha sido desenhado para fazer, ao fornecer mais evid\u00eancias tentadoras para a exist\u00eancia de uma popula\u00e7\u00e3o de planetas flutuantes de massa parecida \u00e0 da Terra. Agora, passou o bast\u00e3o para outras miss\u00f5es que ser\u00e3o projetadas para encontrar tais sinais, sinais t\u00e3o elusivos que o pr\u00f3prio Einstein pensou que provavelmente nunca seriam observados. Estou muito empolgado que a pr\u00f3xima miss\u00e3o Euclid da ESA tamb\u00e9m se possa juntar a este esfor\u00e7o como uma atividade cient\u00edfica adicional \u00e0 sua miss\u00e3o principal.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A confirma\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia e natureza dos planetas fugitivos ser\u00e1 um foco importante para as pr\u00f3ximas miss\u00f5es, como o Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman da NASA, e possivelmente a miss\u00e3o Euclid da ESA, ambas otimizadas para procurar sinais de microlentes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Animation of a microlensing signal as seen from Earth\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Wkf3AkVvPAM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/research-highlights\/kepler-telescope-glimpses-population-free-floating-planets\" target=\"_blank\">\/\/ Sociedade Astron\u00f3mica Real (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ounews.co\/science-mct\/space\/new-free-floating-planet-population-spotted-by-elderly-telescope\/\" target=\"_blank\">\/\/ The Open University (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.manchester.ac.uk\/discover\/news\/kepler-telescope-glimpses-a-free-floating-planet-population\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Manchester (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/505\/4\/5584\/6315707\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2107.02746\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Planetas interestelares (ou &#8220;fugitivos&#8221;):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rogue_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Microlentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Microlensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Kepler:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/kepler\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/kepler\/overview\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler_space_telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Euclid:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Euclid_overview\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Euclid_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RST ([Nancy Grace] Roman Space Telescope, anteriormente WFIRST):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/roman.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nancy_Grace_Roman_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASARoman\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASARoman\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram descobertas evid\u00eancias tentadoras de uma popula\u00e7\u00e3o misteriosa de planetas interestelares, planetas que podem viajar sozinhos pelo espa\u00e7o profundo, n\u00e3o ligados a qualquer estrela hospedeira. 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