{"id":4277,"date":"2021-07-02T06:15:04","date_gmt":"2021-07-02T05:15:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4277"},"modified":"2021-07-02T06:15:05","modified_gmt":"2021-07-02T05:15:05","slug":"uma-ana-branca-que-vive-no-limite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/07\/02\/uma-ana-branca-que-vive-no-limite\/","title":{"rendered":"Uma an\u00e3 branca que &#8220;vive no limite&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>Os astr\u00f3nomos descobriram a mais pequena e mais massiva an\u00e3 branca alguma vez vista. A cinza fumegante, que se formou quando duas an\u00e3s brancas menos massivas se fundiram, \u00e9 pesada, &#8220;acumulando uma massa maior do que a do nosso Sol num corpo com aproximadamente o tamanho da nossa Lua,&#8221; diz Ilaria Caiazzo, do Caltech e autora principal do novo estudo publicado na edi\u00e7\u00e3o de 1 de julho da revista Nature. &#8220;Pode parecer contraintuitivo, mas as an\u00e3s brancas mais pequenas s\u00e3o mais massivas. Isto deve-se ao facto de as an\u00e3s brancas n\u00e3o possu\u00edrem a queima nuclear que contraria a pr\u00f3pria gravidade das estrelas normais, e o seu tamanho \u00e9 regulado pela mec\u00e2nica qu\u00e2ntica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta foi feita pelo ZTF (Zwicky Transient Facility), que opera no Observat\u00f3rio Palomar do Caltech; outros dois telesc\u00f3pios no Hawaii &#8211; o Observat\u00f3rio W. M. Keck em Maunakea e o Pan-STARRS (Panoramic Survey Telescope and Rapid Response System) do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii &#8211; ajudaram a caracterizar a estrela moribunda, juntamente com o Telesc\u00f3pio Hale de 200 polegadas em Palomar, o observat\u00f3rio espacial Gaia da ESA e o Observat\u00f3rio Neil Gehrels Swift da NASA.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/keckobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/wCMP_nature_whitedwarf_vs_moon_edit_v05.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"956\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/wCMP_nature_whitedwarf_vs_moon_edit_v05.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4278\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/wCMP_nature_whitedwarf_vs_moon_edit_v05.jpg 720w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/wCMP_nature_whitedwarf_vs_moon_edit_v05-226x300.jpg 226w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption>A an\u00e3 branca ZTF J1901+1458 tem aproximadamente 4300 km de di\u00e2metro, enquanto nossa Lua tem 3475 km de di\u00e2metro. A an\u00e3 branca est\u00e1 ilustrada acima da Lua nesta impress\u00e3o de artista; na realidade, a an\u00e3 branca est\u00e1 localizada a 130 anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de \u00c1guia.<br>Cr\u00e9dito: Giuseppe Parisi<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>As an\u00e3s brancas s\u00e3o os remanescentes colapsados de estrelas que j\u00e1 tiveram cerca de oito vezes a massa do Sol ou menos. O nosso Sol, por exemplo, depois de inchar pela primeira vez numa gigante vermelha daqui a cerca de 5 mil milh\u00f5es de anos, acabar\u00e1 por desprender as suas camadas externas e encolher\u00e1 at\u00e9 uma an\u00e3 branca compacta. Cerca de 97% de todas as estrelas tornam-se an\u00e3s brancas.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do nosso Sol estar sozinho no espa\u00e7o sem uma parceira estelar, muitas estrelas orbitam em pares. As estrelas envelhecem juntas, e se ambas tiverem menos de oito massas solares, ambas ir\u00e3o evoluir para an\u00e3s brancas.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova descoberta fornece um exemplo do que pode acontecer ap\u00f3s esta fase. O par de an\u00e3s brancas, que espiralam uma em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 outra, perde energia na forma de ondas gravitacionais e, por fim, fundem-se. Se as estrelas moribundas tiverem massa suficiente, explodem no que \u00e9 chamado de supernova do Tipo Ia. Mas se estiverem abaixo de um determinado limite de massa, combinam-se numa nova an\u00e3 branca que \u00e9 mais pesada do que qualquer uma das progenitoras. Este processo de fus\u00e3o aumenta o campo magn\u00e9tico daquela estrela e acelera a sua rota\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com a das progenitoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Os astr\u00f3nomos dizem que a rec\u00e9m-descoberta an\u00e3 branca min\u00fascula, de nome ZTF J1901+1458, tomou o segundo percurso de evolu\u00e7\u00e3o; as suas progenitoras fundiram-se e produziram uma an\u00e3 branca com 1,35 vezes a massa do nosso Sol. A an\u00e3 branca tem um campo magn\u00e9tico extremo quase mil milh\u00f5es de vezes mais forte do que o do nosso Sol e gira em torno de si pr\u00f3pria uma vez a cada sete minutos (a an\u00e3 branca mais r\u00e1pida conhecida, chamada EPIC 228939929, completa uma rota\u00e7\u00e3o a cada 5,3 minutos).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Encontr\u00e1mos este objeto muito interessante que n\u00e3o era suficientemente massivo para explodir,&#8221; diz Caiazzo. &#8220;Estamos efetivamente a examinar o qu\u00e3o grande uma an\u00e3 branca pode ser.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do mais, Caiazzo e seus colaboradores pensam que a an\u00e3 branca fundida pode ser massiva o suficiente para evoluir para uma estrela moribunda rica em neutr\u00f5es, ou estrela de neutr\u00f5es, que normalmente se forma quando uma estrela muito mais massiva do que o nosso Sol explode como supernova.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isto \u00e9 altamente especulativo, mas \u00e9 poss\u00edvel que a an\u00e3 branca seja massiva o suficiente para se transformar numa estrela de neutr\u00f5es,&#8221; diz Caiazzo. &#8220;\u00c9 t\u00e3o massiva e densa que, no seu n\u00facleo, os eletr\u00f5es est\u00e3o a ser capturados pelos prot\u00f5es nos n\u00facleos para formar neutr\u00f5es. Dado que a press\u00e3o dos eletr\u00f5es empurra contra a for\u00e7a da gravidade, mantendo a estrela intacta, o n\u00facleo entra em colapso quando um n\u00famero grande o suficiente de eletr\u00f5es \u00e9 removido.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Se esta hip\u00f3tese de forma\u00e7\u00e3o de estrela de neutr\u00f5es estiver correta, pode significar que uma por\u00e7\u00e3o significativa de outras estrelas de neutr\u00f5es \u00e9 formada desta maneira. A proximidade do objeto rec\u00e9m-descoberto (cerca de 130 anos-luz de dist\u00e2ncia) e a sua tenra idade (100 milh\u00f5es de anos ou menos) indicam que objetos semelhantes podem ocorrer mais frequentemente na nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Magn\u00e9tica e r\u00e1pida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e3 branca foi avistada pela primeira vez pelo colega de Caiazzo, Kevin Burdge, p\u00f3s-doutorado no Caltech, depois de analisar imagens de todo o c\u00e9u capturadas pelo ZTF. Esta an\u00e3 branca em particular, quando analisada em combina\u00e7\u00e3o com os dados do Gaia, destacou-se por ser muito massiva e por ter uma rota\u00e7\u00e3o r\u00e1pida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m tem sido sistematicamente capaz de explorar fen\u00f3menos astron\u00f3micos de curto per\u00edodo de tempo neste tipo de escala at\u00e9 agora. Os resultados destes esfor\u00e7os s\u00e3o impressionantes,&#8221; diz Burdge que, em 2019, liderou a equipa que descobriu um par de an\u00e3s brancas completando uma \u00f3rbita uma em torno da outra a cada sete minutos.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa ent\u00e3o analisou o espectro da estrela usando o LRIS (Low Resolution Imaging Spectrometer) do Observat\u00f3rio Keck, e foi a\u00ed que Caiazzo ficou impressionada com as assinaturas de um campo magn\u00e9tico muito poderoso e percebeu que ela e a sua equipa haviam encontrado algo &#8220;muito especial&#8221;. A for\u00e7a do campo magn\u00e9tico, juntamente com a velocidade de rota\u00e7\u00e3o de sete minutos do objeto, indicava que era o resultado de duas an\u00e3s brancas mais pequenas que se fundiram para formar uma.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados do Swift, que observa no ultravioleta, ajudaram a definir o tamanho e a massa da an\u00e3 branca. Com um di\u00e2metro de mais ou menos 4300 km, ZTF J1901+1458 garante o t\u00edtulo de an\u00e3 branca mais pequena conhecida, retirando o t\u00edtulo \u00e0s recordistas anteriores, RE J0317-853 e WD 1832+089, cada uma com di\u00e2metros de aproximadamente 5000 km.<\/p>\n\n\n\n<p>No futuro, Caiazzo espera usar o ZTF para encontrar mais an\u00e3s brancas como esta e, em geral, estudar a popula\u00e7\u00e3o como um todo. &#8220;H\u00e1 tantas quest\u00f5es a serem respondidas, como por exemplo a taxa de fus\u00f5es de an\u00e3s brancas na Gal\u00e1xia, e ser\u00e1 que esta \u00e9 suficiente para explicar o n\u00famero de supernovas do tipo Ia? Como \u00e9 que um campo magn\u00e9tico \u00e9 gerado nestes eventos poderosos, e porque \u00e9 que existe tanta diversidade na intensidade do campo magn\u00e9tico das an\u00e3s brancas? A descoberta de uma grande popula\u00e7\u00e3o de an\u00e3s brancas nascidas a partir de fus\u00f5es vai ajudar a responder a todas estas perguntas e a muitas mais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/keckobservatory.org\/massive-white-dwarf\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio W. M. Keck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.caltech.edu\/about\/news\/a-white-dwarf-living-on-the-edge\" target=\"_blank\">\/\/ Caltech (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.ubc.ca\/news\/astronomers-discover-smallest-white-dwarf-ever\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Columbia Brit\u00e2nica (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-021-03615-y\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2021-06\/wmko-awd063021.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/this-white-dwarf-is-the-smallest-we-ve-ever-seen-and-also-the-most-massive\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-06-white-dwarf-edge.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/06\/210630115319.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/lifestyle\/science\/extreme-white-dwarf-sets-cosmic-records-small-size-huge-mass-2021-06-30\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Reuters<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/startswithabang\/2021\/07\/01\/what-the-heaviest-smallest-white-dwarf-ever-found-means-for-science\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e3s brancas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/White_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ZTF:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.ztf.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ipac.caltech.edu\/project\/ztf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Zwicky_Transient_Facility\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio Palomar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.astro.caltech.edu\/palomar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Palomar_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pan-STARRS:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/panstarrs.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ifa.hawaii.edu\/research\/Pan-STARRS.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pan-STARRS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/early-data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EDR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Swift:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/swift.gsfc.nasa.gov\/docs\/swift\/swiftsc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Swift_Gamma-Ray_Burst_Mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos descobriram a mais pequena e mais massiva an\u00e3 branca alguma vez vista. 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