{"id":4259,"date":"2021-06-25T06:37:04","date_gmt":"2021-06-25T05:37:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4259"},"modified":"2021-06-25T06:37:05","modified_gmt":"2021-06-25T05:37:05","slug":"cientistas-usam-massa-estelar-para-ligar-exoplanetas-a-discos-de-formacao-planetaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/06\/25\/cientistas-usam-massa-estelar-para-ligar-exoplanetas-a-discos-de-formacao-planetaria\/","title":{"rendered":"Cientistas usam massa estelar para ligar exoplanetas a discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando dados de mais de 500 estrelas jovens observadas com o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), os cientistas descobriram uma liga\u00e7\u00e3o direta entre as estruturas do disco protoplanet\u00e1rio &#8211; os discos formadores de planetas que rodeiam as estrelas &#8211; e a demografia planet\u00e1ria. A investiga\u00e7\u00e3o prova que estrelas com maior massa s\u00e3o mais propensas a estar rodeadas por discos com lacunas e que essas lacunas est\u00e3o diretamente correlacionadas com a alta ocorr\u00eancia de exoplanetas gigantes observados em torno delas. Estes resultados fornecem aos cientistas uma janela atrav\u00e9s do tempo, permitindo-lhes prever o aspeto dos sistemas exoplanet\u00e1rios em cada est\u00e1gio da sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Nienke_protodisks_jh-1-1536x853.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"569\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Nienke_protodisks_jh-1-1536x853-1-1024x569.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4260\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Nienke_protodisks_jh-1-1536x853-1-1024x569.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Nienke_protodisks_jh-1-1536x853-1-300x167.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Nienke_protodisks_jh-1-1536x853-1-768x427.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Nienke_protodisks_jh-1-1536x853-1.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Os discos protoplanet\u00e1rios s\u00e3o classificados em tr\u00eas categorias: transi\u00e7\u00e3o, anel ou estendido. Estas imagens de cores falsas do ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) mostram estas classifica\u00e7\u00f5es em contraste absoluto. \u00c0 esquerda: o disco em anel de RU Lup \u00e9 caracterizado por lacunas estreitas que se pensa serem esculpidas por planetas gigantes com massas que variam entre uma massa de Neptuno e uma massa de J\u00fapiter. Meio: o disco de transi\u00e7\u00e3o de J1604.3-2130 \u00e9 caracterizado por uma grande cavidade interna que se pensa ser esculpida por planetas mais massivos que J\u00fapiter, tamb\u00e9m conhecidos como planetas Super-Jovianos. \u00c0 direita: pensa-se que o disco compacto de Sz104 n\u00e3o contenha planetas gigantes, j\u00e1 que n\u00e3o possui as lacunas e cavidades associadas com a presen\u00e7a de planetas gigantes.<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), S. Dagnello (NRAO)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Encontr\u00e1mos uma forte correla\u00e7\u00e3o entre lacunas nos discos protoplanet\u00e1rios e a massa estelar, que pode estar ligada \u00e0 presen\u00e7a de grandes exoplanetas gasosos,&#8221; disse Nienke van der Marel, do Departamento de F\u00edsica e Astronomia da Universidade Victoria na Columbia Brit\u00e2nica, autora principal da investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;Estrelas de maior massa t\u00eam relativamente mais discos com lacunas do que estrelas de menor massa, consistente com as j\u00e1 conhecidas correla\u00e7\u00f5es em exoplanetas, onde estrelas de maior massa hospedam mais frequentemente exoplanetas gigantes gasosos. Estas correla\u00e7\u00f5es dizem-nos diretamente que as lacunas nos discos de forma\u00e7\u00e3o de planetas s\u00e3o provavelmente provocadas por planetas gigantes com a massa de Neptuno e acima.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As lacunas nos discos protoplanet\u00e1rios h\u00e1 muito que s\u00e3o consideradas evid\u00eancias gerais da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. No entanto, tem havido algum ceticismo devido \u00e0 dist\u00e2ncia orbital observada entre os exoplanetas e as suas estrelas. &#8220;Uma das principais raz\u00f5es pelas quais os cientistas t\u00eam permanecido c\u00e9ticos acerca da liga\u00e7\u00e3o entre lacunas e planetas \u00e9 que exoplanetas em \u00f3rbitas largas de dezenas de unidades astron\u00f3micas s\u00e3o raros. No entanto, exoplanetas em \u00f3rbitas mais pequenas, entre uma e dez unidades astron\u00f3micas, s\u00e3o muito mais comuns,&#8221; disse Gijs Mulders, professor assistente de astronomia na Universidade Adolfo Ib\u00e1\u00f1ez em Santiago, Chile, coautor da investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;Pensamos que os planetas que &#8216;varrem&#8217; as lacunas migram para o interior mais tarde.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo estudo \u00e9 o primeiro a mostrar que o n\u00famero de discos com lacunas nestas regi\u00f5es corresponde ao n\u00famero de exoplanetas gigantes num sistema estelar. &#8220;Estudos anteriores indicaram que havia muito mais discos com lacunas do que exoplanetas gigantes detetados&#8221;, disse Mulders. &#8220;O nosso estudo mostra que existem exoplanetas suficientes para explicar a frequ\u00eancia observada de discos com lacunas a diferentes massas estelares.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A correla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se aplica a sistemas estelares com estrelas de baixa massa, onde os cientistas s\u00e3o mais propensos a encontrar exoplanetas rochosos massivos, tamb\u00e9m conhecidos como super-Terras. Van der Marel, que se tornar\u00e1 professora assistente na Universidade de Leiden, Pa\u00edses Baixos, a partir de setembro de 2021, disse: &#8220;Estrelas de menor massa t\u00eam mais super-Terras rochosas &#8211; entre uma massa terrestre e uma massa de Neptuno. Discos sem lacunas, mais compactos, levam \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de super-Terras.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta liga\u00e7\u00e3o entre a massa estelar e a demografia planet\u00e1ria pode ajudar os cientistas a identificar quais as estrelas a ter como alvo na busca por planetas rochosos pela Via L\u00e1ctea. &#8220;Esta nova compreens\u00e3o das depend\u00eancias da massa estelar vai ajudar-nos a orientar a busca por pequenos planetas rochosos como a Terra na vizinhan\u00e7a solar,&#8221; acrescentou Mulders, que tamb\u00e9m faz parte da equipa Alien Earths financiada pela NASA. &#8220;Podemos usar a massa estelar para ligar os discos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria em torno de estrelas jovens a exoplanetas em torno de estrelas maduras. Quando um exoplaneta \u00e9 detetado, o material formador de planetas geralmente desaparece. Portanto, a massa estelar \u00e9 uma &#8220;etiqueta&#8221; que nos diz como o ambiente de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria poder\u00e1 ser para estes exoplanetas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Etudo se resume a poeira. &#8220;Um elemento importante da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria \u00e9 a influ\u00eancia da evolu\u00e7\u00e3o da poeira&#8221;, disse van der Marel. &#8220;Sem planetas gigantes, a poeira ir\u00e1 sempre mover-se para dentro, criando condi\u00e7\u00f5es ideais para a forma\u00e7\u00e3o de planetas rochosos, mais pequenos, perto da estrela.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o atual foi realizada usando dados de mais de 500 objetos observados em estudos anteriores usando as antenas do ALMA na Banda 6 e 7. Atualmente, o ALMA \u00e9 o \u00fanico telesc\u00f3pio que pode obter imagens da distribui\u00e7\u00e3o de poeira milim\u00e9trica em resolu\u00e7\u00e3o angular alta o suficiente para resolver os discos de poeira e revelar a sua subestrutura, ou a falta dela. &#8220;Nos \u00faltimos cinco anos, o ALMA produziu muitas pesquisas instant\u00e2neas de regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar pr\u00f3ximas, resultando em centenas de medi\u00e7\u00f5es da massa, do tamanho e da morfologia do disco de poeira,&#8221; disse van der Marel. &#8220;O grande n\u00famero de propriedades do disco observadas permitiu-nos fazer uma compara\u00e7\u00e3o estat\u00edstica de discos protoplanet\u00e1rios com os milhares de exoplanetas descobertos. Esta \u00e9 a primeira vez que uma depend\u00eancia de massa estelar de discos com lacunas e discos compactos foi demonstrada com sucesso usando o telesc\u00f3pio ALMA.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As nossas novas descobertas ligam as belas estruturas das lacunas nos discos observados diretamente com o ALMA \u00e0s propriedades de milhares de exoplanetas pela miss\u00e3o Kepler da NASA e a outros levantamentos exoplanet\u00e1rios,&#8221; comentou Mulders. &#8220;Os exoplanetas e a sua forma\u00e7\u00e3o ajudam-nos a situar as origens da Terra e do Sistema Solar no contexto do que vemos acontecer em torno de outras estrelas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/mind-the-gap-scientists-use-stellar-mass-to-link-exoplanets-to-planet-forming-disks\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/scientists-use-stellar-mass-to-link-exoplanets-to-protoplanetary-disks\/\" target=\"_blank\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2104.06838\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/alma-telescope.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Usando dados de mais de 500 estrelas jovens observadas com o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), os cientistas descobriram uma liga\u00e7\u00e3o direta entre as estruturas do disco protoplanet\u00e1rio &#8211; os discos formadores de planetas que rodeiam as estrelas &#8211; e a demografia planet\u00e1ria. 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