{"id":4255,"date":"2021-06-25T06:31:13","date_gmt":"2021-06-25T05:31:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4255"},"modified":"2021-06-25T06:32:21","modified_gmt":"2021-06-25T05:32:21","slug":"investigadores-rastreiam-jornada-de-um-grao-de-poeira-pelo-sistema-solar-recem-nascido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/06\/25\/investigadores-rastreiam-jornada-de-um-grao-de-poeira-pelo-sistema-solar-recem-nascido\/","title":{"rendered":"Investigadores rastreiam jornada de um gr\u00e3o de poeira pelo Sistema Solar rec\u00e9m-nascido"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o liderada pela Universidade do Arizona reconstruiu em detalhes sem precedentes a hist\u00f3ria de um gr\u00e3o de poeira que se formou durante o nascimento do Sistema Solar, h\u00e1 mais de 4,5 mil milh\u00f5es de anos. Os achados fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre os processos fundamentais subjacentes \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos sistemas planet\u00e1rios, muitos dos quais ainda est\u00e3o envoltos em mist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/db\/87\/8ikJQ1RT_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"579\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/8ikJQ1RT_o-1024x579.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4256\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/8ikJQ1RT_o-1024x579.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/8ikJQ1RT_o-300x170.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/8ikJQ1RT_o-768x435.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/8ikJQ1RT_o.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do in\u00edcio do Sistema Solar, numa altura em que ainda n\u00e3o tinham sido formados os planetas. Uma nuvem rodopiante de g\u00e1s e poeira rodeava o jovem Sol. O corte no disco protoplanet\u00e1rio serve para mostrar a sua estrutura tridimensional.<br>Cr\u00e9dito: Heather Roper<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o estudo, a equipa desenvolveu uma nova metodologia que combina mec\u00e2nica qu\u00e2ntica e termodin\u00e2mica para simular as condi\u00e7\u00f5es \u00e0s quais o gr\u00e3o foi exposto durante a sua forma\u00e7\u00e3o, quando o Sistema Solar era um disco girat\u00f3rio de g\u00e1s e poeira conhecido como disco protoplanet\u00e1rio ou nebulosa solar. A compara\u00e7\u00e3o das previs\u00f5es do modelo com uma an\u00e1lise extremamente detalhada da composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e da estrutura cristalina da amostra, juntamente com um modelo de como a mat\u00e9ria foi transportada na nebulosa solar, revelou pistas sobre a viagem do gr\u00e3o e sobre as condi\u00e7\u00f5es ambientais que o moldaram durante o caminho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O gr\u00e3o analisado no estudo \u00e9 uma das v\u00e1rias inclus\u00f5es, conhecidas como inclus\u00f5es ricas em c\u00e1lcio-alum\u00ednio, descobertas numa amostra do meteorito Allende, que caiu sobre o estado mexicano de Chihuahua em 1969. As inclus\u00f5es ricas em c\u00e1lcio-alum\u00ednio s\u00e3o de especial interesse porque pensa-se que estejam entre os primeiros s\u00f3lidos formados no Sistema Solar h\u00e1 mais de 4,5 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tal como os carimbos num passaporte contam uma hist\u00f3ria sobre a jornada de um viajante e das suas paragens ao longo do caminho, as estruturas a escalas microsc\u00f3picas e a escalas at\u00f3micas da amostra desvendam um registo das suas hist\u00f3rias de forma\u00e7\u00e3o, que foram controladas pelos ambientes coletivos aos quais foram expostas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Que saibamos, o nosso artigo \u00e9 o primeiro a contar uma hist\u00f3ria de origem que fornece pistas sobre os processos prov\u00e1veis que tiveram lugar \u00e0 escala de dist\u00e2ncias astron\u00f3micas com o que vemos na nossa amostra \u00e0 escala de dist\u00e2ncias at\u00f3micas,&#8221; disse Tom Zega, professor no LPL (Lunar and Planetary Laboratory) da Universidade do Arizona e autor principal do artigo cient\u00edfico, publicado na revista The Planetary Science Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Zega e a sua equipa analisaram a composi\u00e7\u00e3o das inclus\u00f5es embebidas no meteorito usando os microsc\u00f3pios eletr\u00f3nicos de varredura por transmiss\u00e3o de resolu\u00e7\u00e3o at\u00f3mica de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o do KMICF (Kuiper Materials Imaging and Characterization Facility) do LPL e da f\u00e1brica da Hitachi em Hitachinaka, Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/08\/e6\/4XyYNCA4_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/08\/e6\/4XyYNCA4_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Este peda\u00e7o do meteorito Allende mostra a crosta t\u00edpica de material que derreteu durante a entrada pela atmosfera da Terra. O gr\u00e3o estudado neste estudo foi obtido de um peda\u00e7o semelhante, e do interior do esp\u00e9cime, onde pouca ou nenhuma altera\u00e7\u00e3o teria ocorrido durante a queda do meteorito.<br>Cr\u00e9dito: H. Raab\/Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As inclus\u00f5es consistem principalmente de tipos de minerais conhecidos como espinela e perovskite, que tamb\u00e9m ocorrem em rochas na Terra e est\u00e3o a ser estudados como materiais candidatos para aplica\u00e7\u00f5es como microeletr\u00f3nica e energia solar fotovoltaica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tipos semelhantes de s\u00f3lidos ocorrem noutros g\u00e9neros de meteoritos conhecidos como condritos carbon\u00e1ceos, que s\u00e3o particularmente interessantes para os cientistas planet\u00e1rios, pois s\u00e3o conhecidos por serem remanescentes da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar e cont\u00eam mol\u00e9culas org\u00e2nicas, incluindo aquelas que podem ter fornecido as mat\u00e9rias-primas para a vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise precisa do arranjo espacial dos \u00e1tomos permitiu \u00e0 equipa estudar, em grande detalhe, a composi\u00e7\u00e3o das estruturas cristalinas subjacentes. Para surpresa da equipa, alguns dos resultados estavam em desacordo com as teorias atuais no que concerne aos processos f\u00edsicos considerados ativos dentro dos discos protoplanet\u00e1rios, o que os levou a querer saber mais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O nosso desafio \u00e9 que n\u00e3o sabemos quais os percursos qu\u00edmicos que levaram \u00e0s origens destas inclus\u00f5es,&#8221; disse Zega. &#8220;A natureza \u00e9 o nosso gobel\u00e9 de laborat\u00f3rio, e essa experi\u00eancia teve lugar milhares de milh\u00f5es de anos antes da nossa exist\u00eancia, num ambiente que nos \u00e9 completamente estranho.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Zega disse que a equipa decidiu fazer uma &#8220;engenharia reversa&#8221; da composi\u00e7\u00e3o das amostras extraterrestres, construindo novos modelos que simulavam processos qu\u00edmicos complexos, aos quais as amostras seriam submetidas dentro de um disco protoplanet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/77\/a5\/nEyKqg4B_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/77\/a5\/nEyKqg4B_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Uma &#8220;fatia&#8221; do meteorito Allende revela v\u00e1rias part\u00edculas esf\u00e9ricas, conhecidas como c\u00f4ndrulos. A &#8220;ilha&#8221; de formato irregular \u00e0 esquerda do centro \u00e9 uma inclus\u00e3o rica em c\u00e1lcio e alum\u00ednio. O gr\u00e3o neste estudo foi isolado de uma inclus\u00e3o do mesmo g\u00e9nero.<br>Cr\u00e9dito: Shiny Things\/Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estes modelos exigem uma converg\u00eancia \u00edntima de conhecimentos que abrangem os campos da ci\u00eancia planet\u00e1ria, da ci\u00eancia dos materiais, da ci\u00eancia mineral e da microscopia, que foi o que nos propusemos a fazer&#8221;, acrescentou Krishna Muralidharan, coautor do estudo e professor associado no Departamento de Ci\u00eancia e Engenharia de Materiais da Universidade do Arizona.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nos dados que os autores conseguiram extrair das suas amostras, conclu\u00edram que a part\u00edcula foi formada numa regi\u00e3o do disco protoplanet\u00e1rio n\u00e3o muito longe de onde a Terra est\u00e1 agora, que depois viajou para mais perto do Sol, onde estava cada vez mais quente, para depois inverter caminho e chegar a regi\u00f5es mais frias, mais distantes do jovem Sol. Eventualmente, foi incorporada num asteroide, que mais tarde se partiu em peda\u00e7os. Alguns destes fragmentos foram capturados pela gravidade da Terra e ca\u00edram como meteoritos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As amostras para este estudo foram retiradas do interior de um meteorito e s\u00e3o consideradas primitivas &#8211; por outras palavras, n\u00e3o foram afetadas por influ\u00eancias ambientais. Pensa-se que material t\u00e3o primitivo n\u00e3o tenha sofrido nenhuma mudan\u00e7a significativa desde a sua forma\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de 4,5 mil milh\u00f5es de anos, o que \u00e9 raro. Est\u00e1 ainda por determinar se objetos semelhantes existem no asteroide Bennu, amostras do qual ser\u00e3o trazidas para a Terra pela miss\u00e3o OSIRIS-REx em 2023. At\u00e9 l\u00e1, os cientistas contam com amostras que caem para a Terra por meio de meteoritos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este material \u00e9 o nosso \u00fanico registo do que aconteceu h\u00e1 4,567 mil milh\u00f5es de anos na nebulosa solar,&#8221; disse Venkat Manga, coautor do artigo e professor assistente no Departamento de Ci\u00eancia e Engenharia de Materiais da Universidade do Arizona. &#8220;Ser capaz de olhar para a microestrutura da nossa amostra a diferentes escalas, at\u00e9 \u00e0 escala de \u00e1tomos individuais, \u00e9 como abrir um livro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/93\/e1\/bJgzQePP_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/93\/e1\/bJgzQePP_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria din\u00e2mica que a part\u00edcula modelada pode ter sofrido durante a forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar. A an\u00e1lise das estruturas a escalas microsc\u00f3picas e a escalas at\u00f3micas e a combina\u00e7\u00e3o com novos modelos que simulam os complexos processos qu\u00edmicos no disco revelou a sua poss\u00edvel viagem ao longo de muitas \u00f3rbitas em torno do Sol (caixas de amplia\u00e7\u00e3o em cima e \u00e0 direita). Origin\u00e1rio de n\u00e3o muito longe do local onde a Terra se formaria, o gr\u00e3o foi transportado para as regi\u00f5es mais pr\u00f3ximas e quentes e, por fim, levado para as regi\u00f5es mais frias.<br>Cr\u00e9dito: Heather Roper\/Zega et al.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores disseram que estudos como este podem levar os cientistas planet\u00e1rios um passo mais perto de &#8220;um grande modelo da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria&#8221; &#8211; uma compreens\u00e3o detalhada do material que se move no disco, da sua composi\u00e7\u00e3o e de como d\u00e1 origem ao Sol e aos planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Zega disse que radiotelesc\u00f3pios poderosos como o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), no Chile, permitem agora com que os astr\u00f3nomos observem a evolu\u00e7\u00e3o de sistemas estelares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Talvez daqui a algum tempo possamos examinar os discos em evolu\u00e7\u00e3o, e ent\u00e3o realmente comparar os nossos dados entre disciplinas e come\u00e7ar a responder a algumas destas grandes quest\u00f5es,&#8221; disse Zega. &#8220;Ser\u00e1 que algumas destas part\u00edculas de poeira se formam onde pensamos que se formaram no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar? S\u00e3o comuns a todos os sistemas estelares? Devemos esperar o padr\u00e3o que vemos no nosso Sistema Solar &#8211; planetas rochosos perto da estrela central e gigantes gasosos mais distantes &#8211; em todos os sistemas?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 uma altura muito interessante para se ser cientista, pois estes campos est\u00e3o a evoluir t\u00e3o rapidamente,&#8221; acrescentou. &#8220;\u00c9 muito bom estar num s\u00edtio onde os cientistas podem formar colabora\u00e7\u00f5es interdisciplinares entre departamentos de astronomia, de ci\u00eancia planet\u00e1ria e de ci\u00eancia de materiais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.arizona.edu\/story\/researchers-trace-dust-grains-journey-through-newborn-solar-system\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/PSJ\/abf5e5\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Planetary Science Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Future_solar_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Meteoritos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Meteorite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Allende_meteorite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Meteorito Allende (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Inclus\u00f5es ricas em c\u00e1lcio e alum\u00ednio:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Calcium%E2%80%93aluminium-rich_inclusion\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o liderada pela Universidade do Arizona reconstruiu em detalhes sem precedentes a hist\u00f3ria de um gr\u00e3o de poeira que se formou durante o nascimento do Sistema Solar, h\u00e1 mais de 4,5 mil milh\u00f5es de anos. 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