{"id":4252,"date":"2021-06-22T06:26:36","date_gmt":"2021-06-22T05:26:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4252"},"modified":"2021-06-22T06:26:38","modified_gmt":"2021-06-22T05:26:38","slug":"alma-observa-profundamente-um-bercario-planetario-caotico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/06\/22\/alma-observa-profundamente-um-bercario-planetario-caotico\/","title":{"rendered":"ALMA observa profundamente um ber\u00e7\u00e1rio planet\u00e1rio ca\u00f3tico"},"content":{"rendered":"\n<p>A forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria ainda \u00e9 um mist\u00e9rio. Os astr\u00f3nomos estudam discos protoplanet\u00e1rios h\u00e1 d\u00e9cadas, tentando resolver os detalhes da g\u00e9nese planet\u00e1ria. Gra\u00e7as ao ALMA, uma equipa de cientistas, pela primeira vez, &#8220;escavou&#8221; fundo nas estruturas espirais do enorme disco protoplanet\u00e1rio de Elias 2-27, uma estrela jovem a 378 anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Ofi\u00faco. A equipa de investiga\u00e7\u00e3o pensa que as instabilidades gravitacionais s\u00e3o a origem das espirais, e n\u00e3o a intera\u00e7\u00e3o com um planeta ou estrela companheira. Os resultados deste estudo foram publicados na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p>Discos de g\u00e1s e poeira rodeiam estrelas jovens rec\u00e9m-formadas. S\u00e3o chamados de discos protoplanet\u00e1rios, e os astr\u00f3nomos esperam que os planetas se desenvolvam a\u00ed nos primeiros 10 milh\u00f5es de anos de vida das estrelas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/nrao21ao03a.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/nrao21ao03a.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-4253\"\/><\/a><figcaption>V\u00e1rios rastreadores moleculares ajudaram os cientistas a melhor compreender os gases presentes no disco que rodeia Elias 2-27. Vis\u00edvel nesta anima\u00e7\u00e3o, os dados do cont\u00ednuo de poeira a 0,87mm (azul), a emiss\u00e3o de C18O (amarelo), e a emiss\u00e3o de 13CO (vermelho), cada camada vista individualmente e em composi\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: T. Paneque-Carre\u00f1o, NRAO\/AUI\/NSF, B. Saxton<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&#8220;Exatamente como \u00e9 que os planetas se formam \u00e9 uma das principais quest\u00f5es no nosso campo. No entanto, existem alguns mecanismos-chave que pensamos impulsionar o processo,&#8221; explica Teresa Paneque Carre\u00f1o, ex-estudante de Astronomia na Universidade do Chile que agora est\u00e1 a fazer o seu doutoramento no ESO em Garching, Alemanha, investigadora principal deste estudo. &#8220;Um destes mecanismos s\u00e3o as instabilidades gravitacionais, um processo que ocorre quando o disco \u00e9 massivo o suficiente para que a sua gravidade se torne relevante na forma como as part\u00edculas interagem entre elas.&#8221; As instabilidades gravitacionais podem fazer com que o disco se fragmente em pequenos aglomerados, que podem tornar-se em planetas gigantes muito rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>As caracter\u00edsticas \u00fanicas de Elias 2-27 tornaram-na popular entre os cientistas do ALMA por mais de meia d\u00e9cada. Uma equipa liderada por Laura Perez da Universidade do Chile e coautora desta nova investiga\u00e7\u00e3o descobriu, tamb\u00e9m usando o ALMA, as espirais no disco de Elias 2-27 em 2016. Mas n\u00e3o foram capazes de determinar o que gerou as instabilidades gravitacionais. Foram necess\u00e1rias outras observa\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias bandas do ALMA e rastreadores de g\u00e1s para explorar a estrutura das espirais tanto em g\u00e1s como em poeira.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Descobrimos em 2016 que o disco de Elias 2-27 tinha uma estrutura diferente de outros sistemas j\u00e1 estudados. Algo n\u00e3o observado num disco protoplanet\u00e1rio antes: dois bra\u00e7os espirais de grande escala. A origem destas estruturas permaneceu um mist\u00e9rio, por isso precis\u00e1vamos de mais observa\u00e7\u00f5es,&#8221; explica Perez. &#8220;E assim, em conjunto com colaboradores, propusemos ao ALMA a explora\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea tanto da emiss\u00e3o de g\u00e1s como da emiss\u00e3o da poeira neste sistema. Este novo estudo tornou-se o foco da tese de mestrado de Teresa na Universidade do Chile.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/nrao21ao03_GI_English-1536x843.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/nrao21ao03_GI_English-1536x843.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Elias 2-27 \u00e9 uma estrela jovem localizada a apenas 378 anos-luz da Terra. A estrela alberga um disco protoplanet\u00e1rio massivo de g\u00e1s e poeira, um dos elementos chave para a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Nesta ilustra\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, a poeira \u00e9 distribu\u00edda ao longo de uma morfologia em forma de espiral descoberta pela primeira vez em Elias 2-27 em 2016. Os gr\u00e3os de poeira maiores s\u00e3o encontrados ao longo dos bra\u00e7os espirais, enquanto os gr\u00e3os de poeira mais pequenos est\u00e3o distribu\u00eddos ao redor do disco protoplanet\u00e1rio. Tamb\u00e9m foram detetados durante o estudo fluxos assim\u00e9tricos de g\u00e1s, indicando que pode ainda haver material a cair no disco. Os cientistas pensam que Elias 2-27 pode eventualmente evoluir para um sistema planet\u00e1rio, com instabilidades gravitacionais provocando a forma\u00e7\u00e3o de planetas gigantes. Dado que este processo leva milh\u00f5es de anos a ocorrer, os cientistas podem apenas observar os est\u00e1gios iniciais.<br>Cr\u00e9dito: Bill Saxton, NRAO\/AUI\/NSF<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Cassandra Hall, professora assistente de Astrof\u00edsica Computacional na Universidade de Georgia e coautora da investigadora, acrescentou que a confirma\u00e7\u00e3o da assimetria vertical e das perturba\u00e7\u00f5es de velocidade &#8211; as primeiras perturba\u00e7\u00f5es em grande escala ligadas \u00e0 estrutura espiral num disco protoplanet\u00e1rio &#8211; podiam ter implica\u00e7\u00f5es significativas para a teoria da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. &#8220;Isto podia ser uma &#8216;arma fumegante&#8217; da instabilidade gravitacional, que pode acelerar alguns dos primeiros est\u00e1gios da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Previmos esta assinatura pela primeira vez em 2020 e, do ponto de vista da astrof\u00edsica computacional, \u00e9 excitante estamos certos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Paneque-Carre\u00f1o acrescentou que, embora a nova investiga\u00e7\u00e3o tenha confirmado algumas teorias, tamb\u00e9m levantou mais quest\u00f5es. &#8220;Embora as instabilidades gravitacionais possam agora ser confirmadas para explicar as estruturas espirais no cont\u00ednuo de poeira em torno da estrela, h\u00e1 tamb\u00e9m uma divis\u00e3o interna, ou material ausente no disco, para o qual n\u00e3o temos uma explica\u00e7\u00e3o clara.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o angular obtidas com o ALMA em v\u00e1rios comprimentos de onda foram fundamentais para estudar a morfologia do disco e as propriedades da poeira,&#8221; explica John Carpenter, cientista do Observat\u00f3rio ALMA e coautor desta investiga\u00e7\u00e3o. &#8220;A localiza\u00e7\u00e3o espacial das part\u00edculas de diferentes tamanhos permite-nos entender os processos de crescimento da poeira e inferir a origem da morfologia espiral.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a alta sensibilidade do ALMA permitiu \u00e0 equipa estudar as perturba\u00e7\u00f5es cinem\u00e1ticas e os processos din\u00e2micos rastreados pela emiss\u00e3o molecular. Usando duas mol\u00e9culas como rastreadores (13CO e C18O), descobriram que o disco estava altamente perturbado e rodeado por emiss\u00f5es de g\u00e1s em grande escala produzidas por material al\u00e9m da extens\u00e3o do disco principal de poeira e g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Fic\u00e1mos surpresos ao encontrar perturba\u00e7\u00f5es verticais no g\u00e1s do disco. Isto n\u00e3o tinha sido observado antes neste tipo de fonte,&#8221; diz Paneque Carre\u00f1o. &#8220;As perturba\u00e7\u00f5es s\u00e3o grandes demais para serem explicadas por uma companheira. A estrutura vertical assim\u00e9trica do disco est\u00e1 provavelmente relacionada com a queda cont\u00ednua de material, mostrando como os locais de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria s\u00e3o ca\u00f3ticos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/nrao21ao03b_V2.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/nrao21ao03b_V2.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Usando dados da velocidade do g\u00e1s, cientistas que observavam Elias 2-27 foram capazes de medir diretamente a massa do disco protoplanet\u00e1rio da jovem estrela e tamb\u00e9m rastrear as perturba\u00e7\u00f5es din\u00e2micas no sistema estelar. Vis\u00edvel nesta anima\u00e7\u00e3o, os dados do cont\u00ednuo de poeira a 0,87mm (azul), juntamente com as a emiss\u00e3o dos gases C18O (amarelo) e 13CO (vermelho).<br>Cr\u00e9dito: T. Paneque-Carre\u00f1o, NRAO\/AUI\/NSF, B. Saxton<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Uma das barreiras para entender a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria era a falta de medi\u00e7\u00f5es diretas da massa dos discos formadores de planetas, um problema abordado na nova investiga\u00e7\u00e3o. A alta sensibilidade do ALMA permitiu \u00e0 equipa estudar mais de perto os processos din\u00e2micos, a densidade e at\u00e9 mesmo a massa do disco. &#8220;As anteriores medi\u00e7\u00f5es da massa de discos protoplanet\u00e1rios eram indiretas, baseadas apenas na poeira e ou em isotop\u00f3logos raros. Com este novo estudo, somos agora sens\u00edveis a toda a massa do disco,&#8221; disse Benedetta Veronesi &#8211; estudante da Universidade de Mil\u00e3o e investigadora p\u00f3s-doutorada na ENS (\u00c9cole Normale Sup\u00e9rieure) de Lyon, autora principal de um segundo artigo. &#8220;Este achado \u00e9 a base para o desenvolvimento de um m\u00e9todo para medir a massa do disco que nos permitir\u00e1 quebrar uma das maiores e mais insistentes barreiras no campo da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. O conhecimento da massa presente nos discos de forma\u00e7\u00e3o de planetas permite-nos determinar a quantidade de material dispon\u00edvel para a forma\u00e7\u00e3o dos sistemas planet\u00e1rios e melhor entender o processo pelo qual se formam.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a equipa tenha respondido a muitas perguntas cr\u00edticas sobre o papel da instabilidade gravitacional e da massa do disco na forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, o trabalho ainda n\u00e3o terminou. &#8220;O estudo de como os planetas se formam \u00e9 dif\u00edcil porque demoram milh\u00f5es de anos a formar-se. Esta \u00e9 uma escala de tempo muito curta para estrelas, que vivem milhares de milh\u00f5es de anos, mas um longo processo para n\u00f3s,&#8221; disse Paneque-Carre\u00f1o. &#8220;O que podemos fazer \u00e9 observar estrelas jovens, com discos de g\u00e1s e poeira ao seu redor, e tentar explicar porque \u00e9 que os discos de material t\u00eam o aspeto que t\u00eam. \u00c9 como olhar para a cena de um crime e tentar adivinhar o que aconteceu. A nossa an\u00e1lise observacional, emparelhada com futuras an\u00e1lises aprofundadas de Elias 2-27, permitir\u00e1 caracterizar exatamente como as instabilidades gravitacionais atuam nos discos formadores de planetas e obter mais informa\u00e7\u00f5es sobre como os planetas s\u00e3o formados.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/alma-observes-deep-into-chaotic-planetary-nursery\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/chaotic-young-star-reveals-planet-formation\/\" target=\"_blank\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/abf243\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2103.14048\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2104.09530\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/06\/210617101250.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-06-young-chaotic-star-reveals-planet.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/space\/chaotic-young-star-system-holds-the-key-to-planet-formation\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.upi.com\/Science_News\/2021\/06\/17\/chile-gravitaitonal-instability-protoplanetary-disk\/6841623942201\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UPI<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Elias 2-27:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Elias_2-27\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/alma-telescope.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria ainda \u00e9 um mist\u00e9rio. 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Gra\u00e7as ao ALMA, uma equipa de cientistas, pela primeira vez, &#8220;escavou&#8221; fundo nas estruturas espirais do enorme disco protoplanet\u00e1rio de Elias 2-27, uma estrela jovem a 378 anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4253,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,72,1],"tags":[305,306,1105,166],"class_list":["post-4252","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-exoplanetas","category-telescopios-profissionais","tag-alma","tag-disco-protoplanetario","tag-elias-2-27","tag-eso"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4252","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4252"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4252\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4254,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4252\/revisions\/4254"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4252"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4252"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4252"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}