{"id":4244,"date":"2021-06-18T07:11:28","date_gmt":"2021-06-18T06:11:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4244"},"modified":"2021-06-18T07:11:30","modified_gmt":"2021-06-18T06:11:30","slug":"desvendado-o-misterio-da-diminuicao-de-brilho-de-betelgeuse","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/06\/18\/desvendado-o-misterio-da-diminuicao-de-brilho-de-betelgeuse\/","title":{"rendered":"Desvendado o mist\u00e9rio da diminui\u00e7\u00e3o de brilho de Betelgeuse"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando Betelgeuse, uma estrela brilhante de cor laranja da constela\u00e7\u00e3o de Orion, se tornou visivelmente mais escura no final de 2019 e in\u00edcio de 2020, a comunidade astron\u00f3mica ficou intrigada. Uma equipa de astr\u00f3nomos acaba de publicar novas imagens da superf\u00edcie da estrela, imagens estas obtidas com o aux\u00edlio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, que mostram claramente como \u00e9 que o brilho desta estrela variou. Este novo trabalho revela que a estrela esteve parcialmente escondida por uma nuvem de poeira, uma descoberta que desvenda finalmente o mist\u00e9rio da &#8220;Grande Diminui\u00e7\u00e3o de Brilho&#8221; de Betelgeuse.<\/p>\n\n\n\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o de brilho de Betelgeuse \u2014 uma varia\u00e7\u00e3o observada inclusivamente a olho nu \u2014 levou Miguel Montarg\u00e8s e a sua equipa a apontar o VLT (Very Large Telescope) do ESO em dire\u00e7\u00e3o a esta estrela no final de 2019. Uma imagem de dezembro de 2019, quando comparada com uma imagem anterior da estrela obtida em janeiro do mesmo ano, mostrou que a superf\u00edcie estelar se encontrava significativamente mais escura, especialmente na regi\u00e3o sul. No entanto, os astr\u00f3nomos n\u00e3o sabiam porqu\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2109b.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"329\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/o75L0vSr_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4245\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/o75L0vSr_o.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/o75L0vSr_o-300x141.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Estas imagens, obtidas com o instrumento SPHERE montado no VLT (Very Large Telescope) do ESO, mostram a superf\u00edcie da estrela supergigante vermelha Betelgeuse durante a sua diminui\u00e7\u00e3o de brilho, no final de 2019 e in\u00edcio de 2020. A imagem mais \u00e0 esquerda, capturada em janeiro de 2019, mostra a estrela com o seu brilho normal, enquanto as restantes imagens, de dezembro de 2019, janeiro de 2020 e mar\u00e7o de 2020, foram todas tiradas numa altura em que o brilho desta estrela tinha diminu\u00eddo significativamente, especialmente na regi\u00e3o sul. O brilho de Betelgeuse voltou ao normal em abril de 2020.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Montarg\u00e8s et al.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A equipa continuou a observar a estrela durante a sua &#8220;Grande Diminui\u00e7\u00e3o de Brilho&#8221;, capturando duas novas imagens, uma em janeiro de 2020 e outra em mar\u00e7o de 2020. Em abril de 2020, Betelgeuse tinha j\u00e1 regressado ao seu brilho normal.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Por uma vez na vida, assistimos \u00e0 varia\u00e7\u00e3o de uma estrela em tempo real, numa escala de semanas,&#8221; disse Montarg\u00e8s, do Observat\u00f3rio de Paris, Fran\u00e7a, e da KU Leuven, B\u00e9lgica. As imagens agora publicadas s\u00e3o as \u00fanicas que possu\u00edmos que mostram a superf\u00edcie de Betelgeuse a variar em brilho ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>No novo estudo, publicado na revista Nature, a equipa revelou que a misteriosa diminui\u00e7\u00e3o de brilho foi causada por um v\u00e9u de poeira que cobriu a estrela, o que, por sua vez, resultou numa descida de temperatura na superf\u00edcie estelar.<\/p>\n\n\n\n<p>A superf\u00edcie de Betelgeuse varia regularmente \u00e0 medida que bolhas de g\u00e1s se movem, encolhem e aumentam no seio da estrela. A equipa concluiu que algum tempo antes da Grande Diminui\u00e7\u00e3o de Brilho, a estrela ejetou uma enorme bolha de g\u00e1s que se deslocou para longe. Quando uma parte da superf\u00edcie arrefeceu pouco tempo depois, essa diminui\u00e7\u00e3o de temperatura foi suficiente para permitir a condensa\u00e7\u00e3o desse g\u00e1s em poeira s\u00f3lida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Assistimos diretamente \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da chamada poeira de estrelas,&#8221; disse Montarg\u00e8s, cujo estudo mostrou que a forma\u00e7\u00e3o de poeira pode ocorrer muito depressa e pr\u00f3ximo da superf\u00edcie de uma estrela. &#8220;A poeira expelida por estrelas evolu\u00eddas frias, tais como a eje\u00e7\u00e3o que vimos, pode transformar-se nos blocos constituintes de planetas terrestres e da vida,&#8221; acrescenta Emily Cannon, da KU Leuven, que tamb\u00e9m esteve envolvida no estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vez de ser apenas o resultado de uma eje\u00e7\u00e3o de poeira, havia v\u00e1rias especula\u00e7\u00f5es online no sentido da diminui\u00e7\u00e3o do brilho de Betelgeuse poder ser um sinal da sua morte eminente sob a forma de uma explos\u00e3o de supernova. Desde o s\u00e9culo XVII que n\u00e3o h\u00e1 uma explos\u00e3o de supernova na nossa Gal\u00e1xia, por isso os astr\u00f3nomos atuais n\u00e3o sabem exatamente o que esperar de uma estrela na fase que antecede este evento explosivo. No entanto, este novo trabalho de investiga\u00e7\u00e3o confirmou que a Grande Diminui\u00e7\u00e3o de Brilho de Betelgeuse n\u00e3o se deveu a nenhum sinal que indicasse que a estrela estivesse prestes a explodir.<\/p>\n\n\n\n<p>Observar este escurecimento numa estrela t\u00e3o conhecida foi algo entusiasmante tanto para astr\u00f3nomos profissionais como amadores, tal como sumaria Cannon: &#8220;Ao olhar para as estrelas no c\u00e9u noturno, parece-nos que esses min\u00fasculos e cintilantes pontos de luz s\u00e3o eternos. A diminui\u00e7\u00e3o de brilho de Betelgeuse quebrou-nos essa ilus\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa usou o instrumento SPHERE (Spectro-Polarimetric High-contrast Exoplanet REsearch) montado no VLT do ESO para obter imagens de forma direta da superf\u00edcie de Betelgeuse, juntamente com dados recolhidos pelo instrumento GRAVITY montado no VLTI (Very Large Telescope Interferometer) para monitorizar a estrela ao longo da sua diminui\u00e7\u00e3o de brilho. Os telesc\u00f3pios, situados no Observat\u00f3rio do Paranal do ESO no deserto chileno do Atacama, foram &#8220;ferramentas de diagn\u00f3stico vitais para descobrir a causa deste escurecimento,&#8221; disse Cannon. &#8220;Conseguimos observar a estrela n\u00e3o apenas como um ponto, mas com resolu\u00e7\u00e3o suficiente para conseguirmos distinguir detalhes na sua superf\u00edcie e monitoriz\u00e1-la ao longo de todo o evento,&#8221; acrescenta Montarg\u00e8s.<\/p>\n\n\n\n<p>Montarg\u00e8s e Cannon aguardam com expectativa o que o futuro da astronomia nos trar\u00e1 para o estudo da supergigante vermelha Betelgeuse, em particular com o advento do ELT (Extremely Large Telescope) do ESO. &#8220;Com uma capacidade para atingir resolu\u00e7\u00f5es espaciais sem precedentes, o ELT permitir-nos-\u00e1 obter imagens diretas de Betelgeuse com um detalhe not\u00e1vel,&#8221; disse Cannon. &#8220;O telesc\u00f3pio ir\u00e1 tamb\u00e9m expandir de forma significativa a amostra de supergigantes vermelhas para as quais poderemos resolver a superf\u00edcie por meio de imagens diretas, ajudando-nos assim a desvendar os mist\u00e9rios que se escondem por detr\u00e1s dos ventos destas estrelas massivas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Who Turned off the Lights on Betelgeuse? (ESOcast 238 Light)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/083PrSXvjB8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2109\/\" target=\"_blank\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.exeter.ac.uk\/news\/homepage\/title_863224_en.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Exeter (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-021-03546-8\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2109\/eso2109a.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/astronomycommunity.nature.com\/posts\/imaging-the-great-dimming-of-betelgeuse\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nature<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2021-06\/e-mob061421.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/betelgeuse-star-weird-dimming-dust-cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/the-mystery-of-betegeuse-s-great-dimming-has-been-solved\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-06-mystery-betelgeuse-dip-brightness.html?deviceType=desktop\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/06\/210616113835.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/space\/astronomers-solve-the-mystery-of-betelgeuses-great-dimming\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/science\/the-betelgeuse-mystery-has-finally-been-solved\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inverse<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2021\/06\/16\/betelgeuse-the-mysterious-great-dimming-of-red-supergiant-star-explained-at-last\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/science-environment-57501416\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC News<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.engadget.com\/betelgeuse-great-dimming-223330921.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">engadget<\/a><br><a href=\"https:\/\/gizmodo.com\/the-mystery-of-betelgeuses-weird-dimming-is-likely-solv-1847110485\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gizmodo<\/a><br><a href=\"https:\/\/arstechnica.com\/science\/2021\/06\/astronomers-explain-mysterious-dimming-of-betelgeuse-stardust\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ars technica<\/a><br><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\/2021-06-16-Desvendado-o-misterio-da-diminuicao-de-brilho-da-estrela-Betelgeuse-fec6b0e7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SIC Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/multimedia\/artigos\/betelgeuse-e-uma-estrela-que-perdeu-o-brilho-mas-agora-o-misterio-esta-resolvido\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SAPO TEK<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Betelgeuse:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Betelgeuse\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supergigante vermelha:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_supergiant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supernova:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ELT (Extremely Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/e-elt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/eelt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/European_Extremely_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando Betelgeuse, uma estrela brilhante de cor laranja da constela\u00e7\u00e3o de Orion, se tornou visivelmente mais escura no final de 2019 e in\u00edcio de 2020, a comunidade astron\u00f3mica ficou intrigada. 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