{"id":4211,"date":"2021-06-04T06:48:38","date_gmt":"2021-06-04T05:48:38","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4211"},"modified":"2021-06-04T06:48:51","modified_gmt":"2021-06-04T05:48:51","slug":"astronomos-descobrem-um-enxame-estelar-massivo-de-idade-intermedia-na-constelacao-do-escudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/06\/04\/astronomos-descobrem-um-enxame-estelar-massivo-de-idade-intermedia-na-constelacao-do-escudo\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos descobrem um enxame estelar massivo, de idade interm\u00e9dia, na constela\u00e7\u00e3o do Escudo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de astrof\u00edsicos liderada pelo Grupo de Astrof\u00edsica Estelar da Universidade de Alicante, pelo IAC (Instituto de Astrof\u00edsica de Canarias) e pela Universidade de Valpara\u00edso (Chile) descobriu um grande enxame de estrelas de idade interm\u00e9dia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o do Escudo. Este objeto, denominado Valpara\u00edso 1, fica a cerca de sete mil anos-luz de dist\u00e2ncia do Sol e cont\u00e9m pelo menos quinze mil estrelas. Para detet\u00e1-lo, foram combinadas observa\u00e7\u00f5es do sat\u00e9lite Gaia da ESA e de v\u00e1rios outros telesc\u00f3pios terrestres, incluindo o Telesc\u00f3pio Isaac Newton no Observat\u00f3rio Roque de los Muchachos (Garaf\u00eda, La Palma, Ilhas Can\u00e1rias). O resultado foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/8b\/36\/P7xZ93sj_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"944\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/P7xZ93sj_o-1024x944.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4212\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/P7xZ93sj_o-1024x944.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/P7xZ93sj_o-300x277.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/P7xZ93sj_o-768x708.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/P7xZ93sj_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Imagem que mostra o aspeto do enxame caso a contamina\u00e7\u00e3o das estrelas e da poeira que o esconde fosse removida.<br>Cr\u00e9dito: Gabriel P\u00e9rez D\u00edaz, SMM (IAC)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os enxames abertos s\u00e3o grupos de estrelas que nasceram juntas e se movem juntas, ligadas pela gravidade. Isto torna-os laborat\u00f3rios naturais para o estudo da f\u00edsica e da vida das estrelas. Quanto mais estrelas houver num enxame, mais \u00fatil ser\u00e1, porque a maior amostra fornece mais chances de encontrar estrelas em fases evolutivas menos frequentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 por isso que os astr\u00f3nomos est\u00e3o a procurar os enxames mais massivos da nossa Gal\u00e1xia, aqueles com mais de dez mil estrelas. At\u00e9 h\u00e1 vinte anos, pensava-se que estes se formavam apenas em gal\u00e1xias distantes com propriedades ex\u00f3ticas, mas gra\u00e7as a estas investiga\u00e7\u00f5es conhecemos agora uma d\u00fazia de enxames massivos muito jovens (com menos de 25 milh\u00f5es de anos), e alguns muito antigos (com milhares de milh\u00f5es de anos), que s\u00e3o descendentes de enxames anteriormente jovens. Mas dificilmente existem enxames massivos conhecidos com idades interm\u00e9dias, e n\u00e3o se sabia com exatid\u00e3o se n\u00e3o existiam ou se ainda n\u00e3o haviam sido encontrados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rec\u00e9m-descoberto enxame, que chamaram de Valpara\u00edso 1, est\u00e1 a cerca de sete mil anos-luz do Sol e cont\u00e9m pelo menos quinze mil estrelas. A sua descoberta inesperada, numa \u00e1rea bem explorada do c\u00e9u, sugere que muitos outros enxames massivos podem estar escondidos nos campos estelares muito densos que os observadores encontram quando olham em dire\u00e7\u00e3o ao centro da nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/bd\/8f\/CIaF2jSE_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/bd\/8f\/CIaF2jSE_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Regi\u00e3o do c\u00e9u na qual Valpara\u00edso 1 est\u00e1 localizado.<br>Cr\u00e9dito: Gabriel P\u00e9rez D\u00edaz, SMM (IAC)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Valpara\u00edso 1 cont\u00e9m d\u00fazias de estrelas suficientemente brilhantes para serem observadas atrav\u00e9s de um telesc\u00f3pio amador, mas perdem-se no meio de uma multid\u00e3o de estrelas que n\u00e3o pertencem ao enxame, que est\u00e3o \u00e0 frente ou por tr\u00e1s dele, e que disfar\u00e7am a estrutura do enxame,&#8221; explica Ignacio Negueruela, investigador da Universidade de Alicante e autor principal do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estudos anteriores tentaram localizar enxames abertos, mas Valpara\u00edso 1 n\u00e3o se parece com os enxames que costumamos encontrar, e \u00e9 por isso que n\u00e3o foi descoberto antes,&#8221; diz Ricardo Dorda, investigador do IAC e coautor do artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O enxame foi detetado gra\u00e7as ao sat\u00e9lite Gaia da ESA, um telesc\u00f3pio espacial que fornece posi\u00e7\u00f5es e dist\u00e2ncias extremamente precisas de estrelas muito distantes, e com esta informa\u00e7\u00e3o podemos medir os min\u00fasculos movimentos no c\u00e9u das estrelas ao longo dos anos. Com a combina\u00e7\u00e3o de todas as informa\u00e7\u00f5es, podemos detetar enxames como grupos de estrelas, que est\u00e3o \u00e0 mesma dist\u00e2ncia de n\u00f3s, que se movem juntas, grupos de estrelas mais f\u00e1ceis de detetar usando a f\u00edsica do que apenas olhando para eles no c\u00e9u. Quando os investigadores localizaram este enxame, usaram telesc\u00f3pios no Observat\u00f3rio Las Campanas (no Chile) e o Telesc\u00f3pio Isaac Newton no Observat\u00f3rio Roque de los Muchachos (Garaf\u00eda, La Palma, Ilhas Can\u00e1rias) para derivar as propriedades f\u00edsicas das suas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"C\u00famulo estelar abierto Valpara\u00edso 1\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BtpY9QQa8tE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.iac.es\/es\/divulgacion\/noticias\/descubren-un-cumulo-masivo-de-estrellas-de-edad-intermedia-en-la-constelacion-del-escudo\" target=\"_blank\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/advance-article\/doi\/10.1093\/mnras\/stab1117\/6249447\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2104.08778\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxames abertos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Open_cluster\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/early-data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EDR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa internacional de astrof\u00edsicos liderada pelo Grupo de Astrof\u00edsica Estelar da Universidade de Alicante, pelo IAC (Instituto de Astrof\u00edsica de Canarias) e pela Universidade de Valpara\u00edso (Chile) descobriu um grande enxame de estrelas de idade interm\u00e9dia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o do Escudo. 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