{"id":4202,"date":"2021-06-01T06:35:06","date_gmt":"2021-06-01T05:35:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4202"},"modified":"2021-06-01T06:35:08","modified_gmt":"2021-06-01T05:35:08","slug":"des-divulga-um-olhar-mais-preciso-sobre-a-evolucao-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/06\/01\/des-divulga-um-olhar-mais-preciso-sobre-a-evolucao-do-universo\/","title":{"rendered":"DES divulga um olhar mais preciso sobre a evolu\u00e7\u00e3o do Universo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Novos resultados do DES (Dark Energy Survey) usam a maior amostra de gal\u00e1xias numa regi\u00e3o enorme do c\u00e9u para produzir as medi\u00e7\u00f5es mais precisas, at\u00e9 agora, da composi\u00e7\u00e3o e do crescimento do Universo. Os cientistas mediram que a forma como a mat\u00e9ria est\u00e1 distribu\u00edda por todo o Universo \u00e9 consistente com as previs\u00f5es do modelo cosmol\u00f3gico padr\u00e3o, atualmente o melhor modelo do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo de seis anos, o DES analisou 5000 graus quadrados &#8211; quase um-oitavo de todo o c\u00e9u &#8211; em 758 noites de observa\u00e7\u00e3o, catalogando centenas de milh\u00f5es de objetos. Os resultados anunciados a semana passada baseiam-se em dados dos primeiros tr\u00eas anos &#8211; 226 milh\u00f5es de gal\u00e1xias observadas ao longo de 345 noites &#8211; para criar os maiores e mais precisos mapas da distribui\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias no Universo em \u00e9pocas relativamente recentes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/853dQRPy\/DES-Header-image-UANews.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"681\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/DES-Header-image-UANews-1024x681.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4203\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/DES-Header-image-UANews-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/DES-Header-image-UANews-300x199.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/DES-Header-image-UANews-768x511.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/DES-Header-image-UANews-310x205.jpg 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/DES-Header-image-UANews.jpg 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>O DES fotografou mais ou menos 5000 graus quadrados do c\u00e9u do hemisf\u00e9rio sul. O levantamento mapeou centenas de milh\u00f5es de gal\u00e1xias para ajudar os investigadores a compreender a expans\u00e3o acelerada do nosso Universo.<br>Cr\u00e9dito: Reidar Hahn, Fermilab<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez que o DES estudou gal\u00e1xias pr\u00f3ximas, bem como aquelas a milhares de milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia, os seus mapas fornecem um instant\u00e2neo da atual estrutura em grande escala do Universo e um filme de como essa estrutura evoluiu ao longo dos \u00faltimos 7 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para testar o modelo atual dos cosm\u00f3logos, os cientistas do DES compararam os seus resultados com medi\u00e7\u00f5es do observat\u00f3rio espacial Planck da ESA. O Planck usou sinais de luz conhecidos como fundo de micro-ondas c\u00f3smico para espiar at\u00e9 ao in\u00edcio do Universo, apenas 400.000 anos ap\u00f3s o Big Bang. Os dados do Planck fornecem uma vis\u00e3o precisa do Universo de h\u00e1 13 mil milh\u00f5es de anos, e o modelo cosmol\u00f3gico padr\u00e3o prev\u00ea como a mat\u00e9ria escura deve evoluir at\u00e9 ao presente. Se as observa\u00e7\u00f5es do DES n\u00e3o corresponderem com esta previs\u00e3o, ent\u00e3o possivelmente existe um aspeto n\u00e3o descoberto do Universo. Embora tenham existido ind\u00edcios persistentes, no DES e noutros levantamentos anteriores de gal\u00e1xias, de que o Universo atual \u00e9 um pouco menos &#8220;grumoso&#8221; do que o previsto &#8211; uma descoberta intrigante digna de uma investiga\u00e7\u00e3o mais aprofundada &#8211; os resultados divulgados recentemente s\u00e3o consistentes com a previs\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;No que toca a restringir o que sabemos sobre a distribui\u00e7\u00e3o e estrutura da mat\u00e9ria em grandes escalas como impulsionada pela mat\u00e9ria escura e pela energia escura, o DES obteve limites que rivalizam e complementam aqueles da radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica de fundo,&#8221; disse Brian Yanny, cientista do Fermilab que coordenou o processamento e gest\u00e3o de dados do DES. &#8220;\u00c9 emocionante ter medi\u00e7\u00f5es precisas do que est\u00e1 l\u00e1 fora e uma melhor compreens\u00e3o de como Universo mudou desde a sua inf\u00e2ncia at\u00e9 hoje.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mat\u00e9ria comum representa apenas cerca de 5% do Universo. A energia escura, que os cosm\u00f3logos pensam acelerar a expans\u00e3o do Universo ao neutralizar a for\u00e7a da gravidade, \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 70%. Os restantes 25% s\u00e3o mat\u00e9ria escura, cuja influ\u00eancia gravitacional une as gal\u00e1xias. Tanto a mat\u00e9ria escura quanto a energia escura permanecem invis\u00edveis, mas misteriosas, mas o DES busca iluminar as suas naturezas estudando como a competi\u00e7\u00e3o entre elas molda a estrutura em grande escala do Universo ao longo do tempo c\u00f3smico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O DES fotografou o c\u00e9u noturno usando o instrumento Dark Energy Camera de 570 megapix\u00e9is no Telesc\u00f3pio Victor M. Blanco de 4 metros no Observat\u00f3rio Interamericano de Cerro Tololo, no Chile, um programa do NOIRLab da NSF (National Science Foundation). Uma das c\u00e2maras digitais mais poderosas do mundo, a Dark Energy Camera foi projetada especificamente para o DES. Foi financiada pelo Departamento de Energia dos EUA e constru\u00edda e testada no Fermilab. Os dados DES foram processados no NCSA (National Center for Supercomputing Applications) da Universidade do Illinois em Urbana-Champaign.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas an\u00e1lises s\u00e3o realmente de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, exigindo intelig\u00eancia artificial e computa\u00e7\u00e3o de alto desempenho supercarregada pelos jovens cientistas mais inteligentes,&#8221; disse Scott Dodelson, f\u00edsico da Universidade Carnegie Mellon que colidera o Comit\u00e9 Cient\u00edfico do DES com Elisabeth Krause da Universidade do Arizona. &#8220;Que honra fazer parte desta equipa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/cCSHnCDx\/COSMOS-C60-r3756p01-irg-resized-jpeg.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/cCSHnCDx\/COSMOS-C60-r3756p01-irg-resized-jpeg.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Foram selecionadas dez \u00e1reas do c\u00e9u como &#8220;campos profundos&#8221; que a Dark Energy Camera fotografou v\u00e1rias vezes durante o levantamento, fornecendo um vislumbre de gal\u00e1xias distantes e ajudando a determinar a sua distribui\u00e7\u00e3o 3D no cosmos.<br>Cr\u00e9dito: Dark Energy Survey<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para quantificar a distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura e o efeito da energia escura, o DES baseou-se em dois fen\u00f3menos principais. Primeiro, em grandes escalas, as gal\u00e1xias n\u00e3o est\u00e3o distribu\u00eddas aleatoriamente pelo espa\u00e7o, mas formam uma estrutura semelhante a uma teia devido \u00e0 gravidade da mat\u00e9ria escura. O DES mediu como esta teia c\u00f3smica evoluiu ao longo da hist\u00f3ria do Universo. O agrupamento gal\u00e1ctico que forma a teia c\u00f3smica, por sua vez, revelou regi\u00f5es com maior densidade de mat\u00e9ria escura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em segundo lugar, o DES detetou a assinatura da mat\u00e9ria escura por meio de lentes gravitacionais fracas. Conforme a luz de uma gal\u00e1xia distante viaja pelo espa\u00e7o, a gravidade da mat\u00e9ria comum e da escura pode dobr\u00e1-la, resultando numa imagem distorcida da gal\u00e1xia vista da Terra. Ao estudar como as formas aparentes de gal\u00e1xias distantes est\u00e3o alinhadas umas com as outras e com as posi\u00e7\u00f5es das gal\u00e1xias pr\u00f3ximas ao longo da linha de vis\u00e3o, os cientistas do DES inferiram a distribui\u00e7\u00e3o espacial (ou aglomera\u00e7\u00e3o) da mat\u00e9ria escura no Universo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Dark Energy Survey Year 3 Results: Large-Scale Structure + Weak Lensing\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8aHbLMUOwLc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise das enormes quantidades de dados recolhidos pelo DES foi uma tarefa formid\u00e1vel. A equipa come\u00e7ou por analisar apenas os dados do primeiro ano, divulgados em 2017. Este processo preparou os investigadores para usar t\u00e9cnicas mais sofisticadas de an\u00e1lise do maior conjunto de dados, que inclui a maior amostra de gal\u00e1xias j\u00e1 usada para estudar lentes gravitacionais fracas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por exemplo, o c\u00e1lculo do desvio para o vermelho de uma gal\u00e1xia &#8211; a mudan\u00e7a no comprimento de onda da luz devido \u00e0 expans\u00e3o do Universo &#8211; \u00e9 um passo fundamental para medir como o agrupamento de gal\u00e1xias e as lentes gravitacionais fracas mudam ao longo da hist\u00f3ria c\u00f3smica. O desvio para o vermelho de uma gal\u00e1xia est\u00e1 relacionado com a sua dist\u00e2ncia, o que permite que o agrupamento seja caracterizado no espa\u00e7o e no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Houve uma melhoria significativa na calibra\u00e7\u00e3o das distribui\u00e7\u00f5es do desvio para para o vermelho da amostra de gal\u00e1xias,&#8221; disse Judit Prat, p\u00f3s-doutorada da Universidade de Chicago que analisou as lentes gravitacionais fracas capturadas pelo DES. &#8220;Foi um grande esfor\u00e7o no qual as pessoas trabalharam muito. Agora temos um m\u00e9todo que ningu\u00e9m usou antes e que \u00e9 muito robusto.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/kXCsnyvZ\/12-0327-06-D-des-y3-2.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/kXCsnyvZ\/12-0327-06-D-des-y3-2.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>O DES fotografou o c\u00e9u noturno usando a Dark Energy Camera de 570 megap\u00edxeis acoplado ao Telesc\u00f3pio Victor Blanco de 4 metros no Observat\u00f3rio Interamericano de Cerro Tololo, no Chile, um programa do NOIRLab da NSF (National Science Foundation).<br>Cr\u00e9dito: Reidar Hahn, Fermilab<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foram escolhidas dez regi\u00f5es do c\u00e9u como &#8220;campos profundos&#8221; que a Dark Energy Camera fotografou repetidamente ao longo do levantamento. O empilhamento dessas imagens permitiu aos cientistas vislumbrar gal\u00e1xias mais distantes. A equipa ent\u00e3o usou as informa\u00e7\u00f5es dos desvios para o vermelho dos campos profundos para calibrar medi\u00e7\u00f5es do desvio para o vermelho no resto da regi\u00e3o do levantamento. Este e outros avan\u00e7os nas medi\u00e7\u00f5es e modelagem, juntamente com um aumento de tr\u00eas vezes nos dados em compara\u00e7\u00e3o com o primeiro ano, permitiram que a equipa identificasse a densidade e a aglomera\u00e7\u00e3o do Universo com uma precis\u00e3o sem precedentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juntamente com a an\u00e1lise dos sinais de lentes fracas, o DES tamb\u00e9m mede com precis\u00e3o outras sondas que restringem o modelo cosmol\u00f3gico de maneiras independentes: a aglomera\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias em escalas maiores (oscila\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas de bari\u00f5es), a frequ\u00eancia de enxames gal\u00e1cticos massivos e medi\u00e7\u00f5es de alta precis\u00e3o dos brilhos e desvios para o vermelho de supernovas do Tipo Ia. Estas medi\u00e7\u00f5es adicionais ser\u00e3o combinadas com a an\u00e1lise atual de lentes fracas para produzir restri\u00e7\u00f5es ainda mais rigorosas no modelo padr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O DES forneceu resultados cient\u00edficos de ponta e at\u00e9 econ\u00f3micos, diretamente relacionados com a miss\u00e3o do Fermilab de procurar a natureza fundamental da mat\u00e9ria, da energia, do espa\u00e7o e do tempo,&#8221; disse Nigel Lockyer, diretor do Fermilab. &#8220;Uma equipa dedicada de cientistas, engenheiros e t\u00e9cnicas de institui\u00e7\u00f5es de todo o mundo trouxe o DES \u00e0 frui\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A colabora\u00e7\u00e3o do DES consiste em mais de 400 cientistas de 25 institui\u00e7\u00f5es em sete pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 notavelmente jovem. Est\u00e1 fortemente inclinada na dire\u00e7\u00e3o de p\u00f3s-doutorados e estudantes que est\u00e3o a fazer grande parte deste trabalho,&#8221; disse o diretor e porta-voz do DES, Rich Kron, que \u00e9 cientista do Fermilab e da Universidade de Chicago. &#8220;Isto \u00e9 realmente gratificante. Uma nova gera\u00e7\u00e3o de cosm\u00f3logos est\u00e1 a ser treinada usando o DES.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O DES concluiu as observa\u00e7\u00f5es do c\u00e9u noturno em 2019. Com a experi\u00eancia de analisar a primeira metade dos dados, a equipa est\u00e1 agora preparada para lidar com o conjunto completo de dados. A an\u00e1lise final do DES dever\u00e1 pintar uma imagem ainda mais precisa da mat\u00e9ria escura e da energia escura no Universo. E os m\u00e9todos desenvolvidos pela equipa abriram caminho para futuros levantamentos do c\u00e9u sondarem os mist\u00e9rios do cosmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O verdadeiro legado do DES ser\u00e3o os avan\u00e7os que tivemos de dar e que foram essenciais para este resultado chave e que ser\u00e3o cr\u00edticos para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias cosmol\u00f3gicas que come\u00e7ar\u00e3o em breve,&#8221; disse Michael Troxel, f\u00edsico da Universidade Duke e coordenador principal do projeto para a an\u00e1lise de dados de tr\u00eas anos do DES. As pr\u00f3ximas experi\u00eancias incluem tanto levantamentos no solo como no espa\u00e7o, como o LSST (Legacy Survey of Space and Time) no Observat\u00f3rio Vera C. Rubin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com estes instrumentos que constru\u00edmos para olhar no escuro, estamos a trabalhar para resolver mist\u00e9rios universais,&#8221; disse Troxel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados recentes do DES foram apresentados dia 27 de maio num semin\u00e1rio cient\u00edfico. Vinte e nove artigos cient\u00edficos est\u00e3o dispon\u00edveis no reposit\u00f3rio online arXiv.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Exploring 7 billion light years of space with the Dark Energy Survey\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4TkyxLENS5Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.fnal.gov\/2021\/05\/dark-energy-survey-releases-most-precise-look-at-the-universes-evolution\/\" target=\"_blank\">\/\/ Fermilab (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.technologyreview.com\/2021\/05\/28\/1025574\/dark-matter-map-smooth-dark-energy-survey\/\" target=\"_blank\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.uchicago.edu\/story\/dark-energy-survey-releases-most-precise-look-yet-universes-evolution\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Chicago (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.umich.edu\/dark-energy-survey-releases-most-precise-look-at-universes-evolution\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Michigan (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.arizona.edu\/story\/map-226m-galaxies-provides-unprecedented-look-evolution-universe\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ifae.es\/news\/2021\/05\/27\/dark-energy-survey-des-releases-most-precise-look-at-the-universes-evolution\/\" target=\"_blank\">\/\/ IFAE (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ucl.ac.uk\/news\/2021\/may\/dark-matter-mapped-using-light-100-million-galaxies\" target=\"_blank\">\/\/ University College London (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2012.08566\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico com os resultados dos 3 primeiros anos do DES (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.darkenergysurvey.org\/des-year-3-cosmology-results-papers\/\" target=\"_blank\">\/\/ P\u00e1gina para os 29 artigos cient\u00edficos dos 3 primeiros anos do DES (DES)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-021-01466-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nature<\/a><br><a href=\"https:\/\/skyandtelescope.org\/astronomy-news\/dark-energy-survey-catalogs-226-million-galaxies\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sky &amp; Telescope<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.universetoday.com\/151315\/dark-energy-survey-is-out-29-papers-covering-226-million-galaxies-across-7-billion-light-years-of-space\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astrophysics\/largest-ever-map-of-dark-matter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/futurism.com\/dark-matter-survey-einstein-wrong\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Futurism<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2278932-astronomers-have-created-the-largest-ever-map-of-dark-matter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/05\/210527172539.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/science\/astronomers-map-over-100-million-galaxies-to-crack-dark-matter-and-dark-energy-puzzle\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME science<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-05-dark-energy-survey-precise-universe.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/science-environment-57244708\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC News<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder#Galactic_distance_indicators\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Indicadores de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8220;Escada&#8221; de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mat\u00e9ria escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Energia escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_Energy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_lensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Weak_gravitational_lensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lente gravitacional fraca (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Colabora\u00e7\u00e3o DES:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.darkenergysurvey.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/The_Dark_Energy_Survey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novos resultados do DES (Dark Energy Survey) usam a maior amostra de gal\u00e1xias numa regi\u00e3o enorme do c\u00e9u para produzir as medi\u00e7\u00f5es mais precisas, at\u00e9 agora, da composi\u00e7\u00e3o e do crescimento do Universo. 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