{"id":4171,"date":"2021-05-21T06:24:05","date_gmt":"2021-05-21T05:24:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4171"},"modified":"2021-05-21T06:24:16","modified_gmt":"2021-05-21T05:24:16","slug":"buracos-negros-supermassivos-devoram-gas-como-os-seus-irmaos-mais-pequenos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/05\/21\/buracos-negros-supermassivos-devoram-gas-como-os-seus-irmaos-mais-pequenos\/","title":{"rendered":"Buracos negros supermassivos devoram g\u00e1s como os seus irm\u00e3os mais pequenos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 9 de setembro de 2018, os astr\u00f3nomos avistaram um flash de uma gal\u00e1xia a 860 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. A fonte foi um buraco negro supermassivo com cerca de 50 milh\u00f5es de vezes a massa do Sol. Normalmente quieto, o gigante gravitacional acordou de repente para devorar uma estrela que passava num caso raro conhecido como evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s. \u00c0 medida que os detritos estelares ca\u00edam em dire\u00e7\u00e3o ao buraco negro, libertou uma enorme quantidade de energia na forma de luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Investigadores do MIT, do ESO e de outras organiza\u00e7\u00f5es usaram v\u00e1rios telesc\u00f3pios para vigiar o evento, identificado como AT2018fyk. Para sua surpresa, observaram que, \u00e0 medida que o buraco negro supermassivo consumia a estrela, este exibia propriedades semelhantes \u00e0s de buracos negros muito mais pequenos, os de massa estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados, publicados na revista The Astrophysical Journal, sugerem que a acre\u00e7\u00e3o, ou a forma como os buracos negros evoluem conforme consomem material, \u00e9 independente do seu tamanho.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/Jhw5Tdg9\/MIT-Rapid-Accretion-01-PRESS-0.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"600\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/MIT-Rapid-Accretion-01-PRESS-0.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4172\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/MIT-Rapid-Accretion-01-PRESS-0.jpg 900w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/MIT-Rapid-Accretion-01-PRESS-0-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/MIT-Rapid-Accretion-01-PRESS-0-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption>\u00c0 medida que um buraco negro consumia uma estrela, os investigadores ficaram surpresos ao descobrir que exibia propriedades semelhantes \u00e0 dos buracos negros de massa estelar, muito mais pequenos.<br>Cr\u00e9dito: Christine Daniloff, MIT<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Demonstr\u00e1mos que, em certo sentido, quem v\u00ea um buraco negro, v\u00ea todos,&#8221; diz o autor do estudo Dheeraj &#8220;DJ&#8221; Pasham, cientista do Instituto Kavli para Astrof\u00edsica e Investiga\u00e7\u00e3o Espacial do MIT. &#8220;Quando se atira uma &#8216;bola de g\u00e1s&#8217;, todos parecem fazer mais ou menos a mesma coisa. S\u00e3o o mesmo monstro em termos da sua acre\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um despertar estelar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando pequenos buracos negros de massa estelar, cerca de 10 vezes a massa do Sol, emitem um surto de luz, geralmente \u00e9 em resposta a um influxo de material de uma estrela companheira. Esta explos\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o desencadeia uma evolu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da regi\u00e3o em torno do buraco negro. De quiescente, um buraco negro transita para uma fase &#8220;suave&#8221; dominada por um disco de acre\u00e7\u00e3o enquanto o material estelar \u00e9 puxado para o buraco negro. \u00c0 medida que a quantidade de material diminui, transita novamente para uma &#8220;dura&#8221; onde uma coroa incandescente assume o controlo. O buraco negro eventualmente assenta novamente numa quiesc\u00eancia constante, e todo o ciclo de acre\u00e7\u00e3o pode durar de algumas semanas a meses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os f\u00edsicos observam este ciclo de acre\u00e7\u00e3o caracter\u00edstico em v\u00e1rios buracos negros de massa estelar h\u00e1 j\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas. Mas para os buracos negros supermassivos, pensava-se que este processo demoraria demasiado tempo para ser totalmente capturado, j\u00e1 que estes monstros normalmente alimentam-se lentamente do g\u00e1s nas regi\u00f5es centrais de uma gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este processo normalmente ocorre em escalas de milhares de anos para os buracos negros supermassivos,&#8221; diz Pasham. &#8220;Os humanos n\u00e3o podem esperar tanto tempo para capturar algo deste g\u00e9nero.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas todo este processo acelera quando um buraco negro sofre um influxo repentino e enorme de material, como durante um evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s, quando uma estrela se aproxima o suficiente para que um buraco negro a possa rasgar em peda\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Num evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s, tudo \u00e9 abrupto,&#8221; diz Pasham. &#8220;Temos um peda\u00e7o repentino de g\u00e1s a ser atirado para o buraco negro e este como que acorda para dizer &#8216;uau, tanta comida &#8211; vou comer, comer, comer at\u00e9 n\u00e3o haver mais&#8217;. De modo que passa por este evento num curto espa\u00e7o de tempo. Isto permite-nos sondar todos estes diferentes est\u00e1gios de acre\u00e7\u00e3o que se conhecem para os buracos negros de massa estelar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um ciclo supermassivo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em setembro de 2018, o ASASSN (All-Sky Automated Survey for Supernovae) captou sinais de uma explos\u00e3o repentina. Os cientistas determinaram posteriormente que a erup\u00e7\u00e3o foi o resultado de um evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s envolvendo um buraco negro supermassivo, que rotularam de TDE (&#8220;Tidal Disruption Event&#8221;) AT2018fyk. Pasham e colegas reagiram rapidamente ao alerta e foram capazes de dirigir v\u00e1rios telesc\u00f3pios, cada um treinado para mapear diferentes bandas do espectro ultravioleta e de raios-X, em dire\u00e7\u00e3o ao sistema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa recolheu dados ao longo de dois anos, usando os telesc\u00f3pios espaciais de raios-X XMM-Newton e Chandra, bem como o NICER, o instrumento de monitoramento de raios-X a bordo da ISS, e o Observat\u00f3rio Swift, juntamente com radiotelesc\u00f3pios na Austr\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Apanh\u00e1mos o buraco negro no estado suave com a forma\u00e7\u00e3o de um disco de acre\u00e7\u00e3o, e a maior parte da emiss\u00e3o no ultravioleta, muito pouca em raios-X,&#8221; diz Pasham. &#8220;Ent\u00e3o, o disco colapsa, a coroa fica mais forte e agora \u00e9 muito brilhante em raios-X. Eventualmente, j\u00e1 n\u00e3o resta muito g\u00e1s para se alimentar, e a luminosidade geral cai e volta a n\u00edveis indetet\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores estimam que o buraco negro destruiu uma estrela do tamanho do nosso Sol. No processo, gerou um enorme disco de acre\u00e7\u00e3o, com cerca de 12 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros de di\u00e2metro, e emitiu g\u00e1s com uma temperatura estimada em 40.000 K. \u00c0 medida que o disco se tornava mais fraco e menos brilhante, uma coroa de raios-X altamente energ\u00e9ticos e compactos assumiu o dom\u00ednio em torno do buraco negro antes de eventualmente desaparecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As pessoas sabem que este ciclo ocorre em buracos negros de massa estelar, que t\u00eam apenas cerca de 10 massas solares. Agora estamos a ver isto em algo 5 milh\u00f5es de vezes maior,&#8221; diz Pasham.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A perspetiva mais empolgante para o futuro \u00e9 que estes eventos de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s fornecem uma janela para a forma\u00e7\u00e3o de estruturas complexas muito pr\u00f3ximas do buraco negro supermassivo, como o disco de acre\u00e7\u00e3o e a coroa,&#8221; diz o autor principal Thomas Wevers, membro do ESO. &#8220;Estudando como estas estruturas se formam e interagem no ambiente extremo ap\u00f3s a destrui\u00e7\u00e3o de uma estrela, podemos come\u00e7ar a entender melhor as leis f\u00edsicas fundamentais que governam a sua exist\u00eancia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de mostrar que os buracos negros t\u00eam acre\u00e7\u00e3o da mesma forma, independentemente do seu tamanho, os resultados representam apenas a segunda vez que os cientistas capturaram a forma\u00e7\u00e3o de uma coroa do in\u00edcio ao fim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Uma coroa \u00e9 uma entidade muito misteriosa e, no caso dos buracos negros supermassivos, as pessoas estudaram coroas estabelecidas, mas n\u00e3o sabem quando ou como se formaram,&#8221; salienta Pasham. &#8220;N\u00f3s demonstr\u00e1mos que podemos usar eventos de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s para capturar a forma\u00e7\u00e3o da coroa. Estou ansioso por usar estes eventos no futuro para descobrir o que exatamente \u00e9 a coroa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.mit.edu\/2021\/supermassive-black-holes-stellar-mass-0514\" target=\"_blank\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/abf5e2\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2101.04692\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro supermassivo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro de massa estelar (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Eventos de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Tidal_disruption_event\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ASAS-SN:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.astronomy.ohio-state.edu\/~assassin\/index.shtml\">P\u00e1gina oficial (Universidade Estatal do Ohio)<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/All_Sky_Automated_Survey_for_SuperNovae\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/xmm-newton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NICER:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/nicer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_Star_Interior_Composition_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Swift:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/swift.gsfc.nasa.gov\/docs\/swift\/swiftsc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Swift_Gamma-Ray_Burst_Mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 9 de setembro de 2018, os astr\u00f3nomos avistaram um flash de uma gal\u00e1xia a 860 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. 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