{"id":4129,"date":"2021-05-07T05:46:00","date_gmt":"2021-05-07T05:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4129"},"modified":"2021-05-07T05:46:14","modified_gmt":"2021-05-07T05:46:14","slug":"misteriosa-supernova-desprovida-de-hidrogenio-lanca-luz-sobre-morte-violenta-das-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/05\/07\/misteriosa-supernova-desprovida-de-hidrogenio-lanca-luz-sobre-morte-violenta-das-estrelas\/","title":{"rendered":"Misteriosa supernova desprovida de hidrog\u00e9nio lan\u00e7a luz sobre morte violenta das estrelas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma curiosa estrela amarela pr\u00e9-supernova fez com que os astrof\u00edsicos reavaliassem o que \u00e9 poss\u00edvel durante a morte das estrelas mais massivas do nosso Universo. A equipa descreve a estrela peculiar num novo estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No final das suas vidas, estrelas frias e amarelas s\u00e3o tipicamente envoltas em hidrog\u00e9nio, que esconde o interior azul e quente da estrela. Mas esta estrela amarela, localizada a 35 milh\u00f5es de anos-luz da Terra no enxame gal\u00e1ctico de Virgem, misteriosamente n\u00e3o tinha esta camada crucial de hidrog\u00e9nio no momento da explos\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/ry0PZdjX\/supergiant-main-sequence-binary.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"850\" height=\"478\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/supergiant-main-sequence-binary.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4130\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/supergiant-main-sequence-binary.jpg 850w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/supergiant-main-sequence-binary-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/supergiant-main-sequence-binary-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de uma supergigante amarela num bin\u00e1rio \u00edntimo com uma estrela companheira azul de sequ\u00eancia principal.<br>Cr\u00e9dito: Kavli IPMU \/ Aya Tsuboi<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nunca t\u00ednhamos visto este cen\u00e1rio,&#8221; disse Charles Kilpatrick, p\u00f3s-doutorado do CIERA (Center for Interdisciplinary Exploration and Research in Astrophysics) da Universidade Northwestern, que liderou o estudo. &#8220;Se uma estrela explodir sem hidrog\u00e9nio, ela deve ser extremamente azul &#8211; muito, muito quente. \u00c9 quase imposs\u00edvel para uma estrela ser t\u00e3o fria sem ter hidrog\u00e9nio na sua camada externa. Examin\u00e1mos cada modelo estelar que pudesse explicar uma estrela como esta, e cada modelo requer que a estrela tivesse hidrog\u00e9nio, o que, pela sua supernova, sabemos que n\u00e3o tinha. Isto estica o que \u00e9 fisicamente poss\u00edvel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kilpatrick tamb\u00e9m \u00e9 membro do levantamento YSE (Young Supernova Experiment), que usa o telesc\u00f3pio Pan-STARRS em Haleakal\u0101, Hawaii, para avistar supernovas logo ap\u00f3s a sua explos\u00e3o. Depois do YSE ter detetado a supernova 2019yvr na gal\u00e1xia espiral relativamente pr\u00f3xima NGC 4666, a equipa usou imagens obtidas pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA, que felizmente j\u00e1 tinha observado esta sec\u00e7\u00e3o do c\u00e9u dois anos e meio antes da estrela explodir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que as estrelas massivas fazem antes de explodirem \u00e9 um grande mist\u00e9rio n\u00e3o resolvido,&#8221; disse Kilpatrick. &#8220;\u00c9 raro ver este tipo de estrela logo antes de explodir como supernova.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imagens do Hubble mostram a fonte da supernova, uma estrela massiva fotografada apenas alguns anos antes da explos\u00e3o. V\u00e1rios meses depois da explos\u00e3o, no entanto, Kilpatrick e a sua equipa descobriram que o material ejetado na explos\u00e3o final da estrela parecia colidir com uma grande massa de hidrog\u00e9nio. Isto levou a equipa a levantar a hip\u00f3tese de que a estrela progenitora poderia ter expelido o hidrog\u00e9nio alguns anos antes da sua morte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/qMrWtJsP\/supernova-2019yvr.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/qMrWtJsP\/supernova-2019yvr.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagens pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble mostram o local da supernova 2019yvr 2,5 anos antes da explos\u00e3o. Canto superior esquerdo: a pr\u00f3pria supernova vista numa imagem obtida pelo Telesc\u00f3pio Gemini-Sul 72 dias ap\u00f3s a explos\u00e3o. Canto inferior esquerdo: uma amplia\u00e7\u00e3o da mesma \u00e1rea na imagem pr\u00e9-explos\u00e3o do Hubble, mostrando uma \u00fanica fonte que parece ser a estrela progenitora de 2019yvr.<br>Cr\u00e9dito: Charles Kilpatrick\/Universidade Northwestern<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os astr\u00f3nomos suspeitam que as estrelas sofrem erup\u00e7\u00f5es violentas nos anos que antecedem a supernova,&#8221; disse Kilpatrick. &#8220;A descoberta desta estrela fornece algumas das evid\u00eancias mais diretas j\u00e1 encontradas de que as estrelas passam por erup\u00e7\u00f5es catastr\u00f3ficas, que as fazem perder massa antes de uma explos\u00e3o. Se a estrela sofria estas erup\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o provavelmente expulsou o seu hidrog\u00e9nio v\u00e1rias d\u00e9cadas antes de explodir.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No novo estudo, a equipa de Kilpatrick tamb\u00e9m apresenta outra possibilidade: uma estrela companheira menos massiva pode ter removido o hidrog\u00e9nio da estrela progenitora da supernova. No entanto, a equipa n\u00e3o ser\u00e1 capaz de procurar a estrela companheira at\u00e9 que o brilho da supernova diminua, o que pode levar at\u00e9 uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao contr\u00e1rio do seu comportamento normal logo ap\u00f3s a explos\u00e3o, a intera\u00e7\u00e3o do hidrog\u00e9nio revelou que \u00e9 uma esp\u00e9cie de supernova exc\u00eantrica,&#8221; disse Kilpatrick. &#8220;Mas \u00e9 excecional que tenhamos conseguido encontrar a sua estrela progenitora nos dados do Hubble. Daqui a quatro ou cinco anos, acho que seremos capazes de aprender mais sobre o que aconteceu.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/research-highlights\/mysterious-hydrogen-free-supernova-sheds-light-stars-violent\" target=\"_blank\">\/\/ Sociedade Astron\u00f3mica Real (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.ucsc.edu\/2021\/05\/supernova-progenitor.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/504\/2\/2073\/6204655\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2101.03206\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2021-05\/ras-mhs050521.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/hydrogen-free-supernova-sheds-light-on-a-stars-violent-death-throes.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">spaceref<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/05\/210505094437.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-05-mysterious-hydrogen-free-supernova-stars-violent.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supernovas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Levantamento YSE:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/yse.ucsc.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UCSC<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pan-STARRS:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/panstarrs.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ifa.hawaii.edu\/research\/Pan-STARRS.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pan-STARRS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma curiosa estrela amarela pr\u00e9-supernova fez com que os astrof\u00edsicos reavaliassem o que \u00e9 poss\u00edvel durante a morte das estrelas mais massivas do nosso Universo. 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