{"id":4110,"date":"2021-04-30T05:32:06","date_gmt":"2021-04-30T05:32:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4110"},"modified":"2021-04-30T05:32:18","modified_gmt":"2021-04-30T05:32:18","slug":"alma-mostra-estrelas-jovens-e-massivas-formando-se-numa-desordem-caotica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/04\/30\/alma-mostra-estrelas-jovens-e-massivas-formando-se-numa-desordem-caotica\/","title":{"rendered":"ALMA mostra estrelas jovens e massivas formando-se numa &#8220;desordem ca\u00f3tica&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de astr\u00f3nomos, recorrendo ao ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), deu um grande passo para responder a uma pergunta de longa data &#8211; ser\u00e1 que estrelas muito mais massivas do que o Sol formam-se da mesma forma que as suas irm\u00e3s mais pequenas?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estrelas jovens, ainda em forma\u00e7\u00e3o, semelhantes em massa com o Sol, s\u00e3o observadas a ganhar material das suas nuvens circundantes de g\u00e1s e poeira de maneira relativamente ordenada. O material forma um disco em \u00f3rbita da estrela jovem e este disco alimenta-a a um ritmo que consegue digerir. As condensa\u00e7\u00f5es de material dentro do disco formam planetas que permanecer\u00e3o ap\u00f3s a conclus\u00e3o do processo de crescimento estelar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nrao21df02_final-1536x869.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"579\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nrao21df02_final-1536x869-1-1024x579.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4112\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nrao21df02_final-1536x869-1-1024x579.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nrao21df02_final-1536x869-1-300x170.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nrao21df02_final-1536x869-1-768x435.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nrao21df02_final-1536x869-1.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00f5es de artista que ilustram o processo visto em estrelas em forma\u00e7\u00e3o, estrelas estas muito mais massivas do que o Sol. No canto superior esquerdo, o material \u00e9 atra\u00eddo para a jovem estrela atrav\u00e9s de um disco em \u00f3rbita que gera um jato veloz. No canto superiori direito, o material come\u00e7a a vir noutra dire\u00e7\u00e3o e, em baixo \u00e0 esquerda, come\u00e7a a deformar o disco original at\u00e9 que, em baixo \u00e0 direita, a orienta\u00e7\u00e3o do disco &#8211; e a orienta\u00e7\u00e3o do jato &#8211; muda.<br>Cr\u00e9dito: Bill Saxton, NRAO\/AUI\/NSF<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os discos s\u00e3o regularmente vistos em torno de estrelas jovens de massa baixa, mas n\u00e3o t\u00eam sido encontrados ao redor de estrelas muito mais massivas nos seus est\u00e1gios de forma\u00e7\u00e3o. Os astr\u00f3nomos questionam se o processo para as estrelas maiores \u00e9 simplesmente uma vers\u00e3o ampliada deste processo visto em estrelas mais pequenas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As nossas observa\u00e7\u00f5es do ALMA fornecem agora evid\u00eancias convincentes de que a resposta \u00e9 n\u00e3o,&#8221; disse Ciriaco Goddi, da Universidade Radboud em Nimega, Pa\u00edses Baixos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Goddi liderou uma equipa que usou o ALMA para estudar tr\u00eas estrelas muitos jovens e de massa elevada numa regi\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o estelar chamada W51, a cerca de 17.000 anos-luz da Terra. Usaram o ALMA quando as suas antenas estavam espalhadas ao m\u00e1ximo, fornecendo um poder de resolu\u00e7\u00e3o capaz de tornar as imagens 10 vezes mais n\u00edtidas do que em estudos anteriores de tais objetos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/W51e2_cont_bluered_composite_cropped-1536x1536.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/W51e2_cont_bluered_composite_cropped-1536x1536.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagem ALMA da cena ca\u00f3tica em torno de uma protoestrela jovem e massiva, neste caso chamada W51e2e. O cinzento mostra poeira perto da estrela, enquanto o vermelho e o azul indicam material nos jatos que se move rapidamente para fora da estrela. O vermelho indica material que se move para longe da Terra e o material azul move-se na dire\u00e7\u00e3o da Terra.<br>Cr\u00e9dito: Goddi, Ginsburg, et al., Sophia Dagnello, NRAO\/AUI\/NSF<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estavam \u00e0 procura de evid\u00eancias dos grandes discos est\u00e1veis vistos em \u00f3rbita de estrelas jovens mais pequenas. Estes discos impulsionam jatos velozes de material, perpendiculares ao plano do disco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com o grande poder de resolu\u00e7\u00e3o do ALMA, esper\u00e1vamos finalmente ver um disco. Em vez disso, descobrimos que a zona de alimenta\u00e7\u00e3o destes objetos parece uma desordem ca\u00f3tica,&#8221; disse Adam Ginsburg da Universidade da Fl\u00f3rida, EUA.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/W51n_cont_bluered_composite_cropped-1536x1536.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/W51n_cont_bluered_composite_cropped-1536x1536.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagem ALMA da cena ca\u00f3tica em torno de uma protoestrela jovem e massiva, neste caso chamada W51north. O cinzento mostra poeira perto da estrela, enquanto o vermelho e o azul indicam material nos jatos que se move rapidamente para fora da estrela. O vermelho indica material que se move para longe da Terra e o material azul move-se na dire\u00e7\u00e3o da Terra.<br>Cr\u00e9dito: Goddi, Ginsburg, et al., Sophia Dagnello, NRAO\/AUI\/NSF<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es mostraram serpentinas de g\u00e1s caindo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s estrelas jovens a partir de muitas dire\u00e7\u00f5es diferentes. Jatos indicaram que devem existir pequenos discos que ainda n\u00e3o foram vistos. Num caso, parece que algum evento efetivamente &#8220;virou&#8221; um disco h\u00e1 cerca de 100 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores conclu\u00edram que estas estrelas jovens e massivas se formam, pelo menos nos seus est\u00e1gios iniciais, atraindo material de v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es e em ritmos inst\u00e1veis, em n\u00edtido contraste com os influxos est\u00e1veis vistos em estrelas menores. Os m\u00faltiplos canais de material, dizem os astr\u00f3nomos, provavelmente impedem a forma\u00e7\u00e3o de grandes discos est\u00e1veis vistos em torno de estrelas mais pequenas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/W51e8_cont_redblue_composite_cropped-1536x1536.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/W51e8_cont_redblue_composite_cropped-1536x1536.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagem ALMA da cena ca\u00f3tica em torno de uma protoestrela jovem e massiva, neste caso chamada W51e8. O cinzento mostra poeira perto da estrela, enquanto o vermelho e o azul indicam material nos jatos que se move rapidamente para fora da estrela. O vermelho indica material que se move para longe da Terra e o material azul move-se na dire\u00e7\u00e3o da Terra.<br>Cr\u00e9dito: Goddi, Ginsburg, et al., Sophia Dagnello, NRAO\/AUI\/NSF<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este modelo de &#8216;influxo desordenado&#8217; foi proposto pela primeira vez com base em simula\u00e7\u00f5es de computador e agora temos as primeiras evid\u00eancias observacionais que o apoiam,&#8221; disse Goddi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Goddi, Ginsburg e colegas dos EUA, M\u00e9xico e da Europa relataram as suas descobertas na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"ALMA Shows Massive Young Stars Forming in &quot;Chaotic Mess&quot;\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/542163298?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"618\" height=\"348\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/massive-young-stars-forming\/\" target=\"_blank\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/alma-shows-massive-young-stars-forming-in-chaotic-mess\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/abc88e\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1805.05364\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/alma-telescope.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de astr\u00f3nomos, recorrendo ao ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), deu um grande passo para responder a uma pergunta de longa data &#8211; ser\u00e1 que estrelas muito mais massivas do que o Sol formam-se da mesma forma que as suas irm\u00e3s mais pequenas? 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