{"id":4106,"date":"2021-04-30T05:28:29","date_gmt":"2021-04-30T05:28:29","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4106"},"modified":"2021-04-30T05:28:40","modified_gmt":"2021-04-30T05:28:40","slug":"astronomos-detetam-primeira-assinatura-do-radical-hidroxilo-numa-atmosfera-planetaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/04\/30\/astronomos-detetam-primeira-assinatura-do-radical-hidroxilo-numa-atmosfera-planetaria\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos detetam primeira assinatura do radical hidroxilo numa atmosfera planet\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de astr\u00f3nomos liderados por um investigador do Centro de Astrobiologia (Jap\u00e3o) e da Queen&#8217;s University de Belfast, que incluem investigadores do Trinity College (Dublin), detetou uma nova assinatura qu\u00edmica na atmosfera de um exoplaneta (um planeta que orbita outra estrela que n\u00e3o o nosso Sol).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O radical hidroxilo (OH, tamb\u00e9m chamado oxidrila) foi descoberto no lado diurno do exoplaneta WASP-33b. Este planeta \u00e9 chamado um &#8220;J\u00fapiter ultraquente&#8221;, um gigante gasoso que orbita a sua estrela hospedeira muito mais perto do que Merc\u00fario orbita o Sol e, portanto, atinge temperaturas atmosf\u00e9ricas de mais de 2500\u00ba C (quente o suficiente para derreter a maioria dos metais).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/tR1Rrkwq\/fig1e-20210426-science.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/tR1Rrkwq\/fig1e-20210426-science.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Compara\u00e7\u00e3o do nosso Sistema Solar (topo) e do sistema planet\u00e1rio WASP-33 (baixo). As dist\u00e2ncias dos planetas no Sistema Solar n\u00e3o est\u00e3o \u00e0 escala. WASP-33b est\u00e1 muito mais perto da sua estrela hospedeira do que Merc\u00fario est\u00e1 do Sol; tem uma temperatura escaldante de 2500\u00ba C devido \u00e0 extrema radia\u00e7\u00e3o da sua estrela. Um lado de WASP-33b est\u00e1 constantemente virado para a estrela, de modo parecido \u00e0 Lua que tem sempre a mesma face virada para a Terra.<br>Cr\u00e9dito: WP (topo), Centro de Astrobiologia (baixo)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O investigador principal, Dr Stevanus Nugroho do Centro de Astrobiologia e da Queen&#8217;s University de Belfast, disse:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 a primeira evid\u00eancia direta de OH na atmosfera de um planeta para l\u00e1 do Sistema Solar. Mostra n\u00e3o apenas que os astr\u00f3nomos podem detetar esta mol\u00e9cula em atmosferas exoplanet\u00e1rias, mas tamb\u00e9m que podem come\u00e7ar a entender a qu\u00edmica detalhada desta popula\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na atmosfera da Terra, o OH \u00e9 produzido principalmente pela rea\u00e7\u00e3o do vapor de \u00e1gua com o oxig\u00e9nio at\u00f3mico. \u00c9 um chamado &#8220;detergente atmosf\u00e9rico&#8221; e desempenha um papel crucial na atmosfera da Terra para purgar gases poluentes que podem ser perigosos para a vida (por exemplo, metano, mon\u00f3xido de carbono).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num planeta muito maior e mais quente como WASP-33b, onde os astr\u00f3nomos j\u00e1 detetaram sinais de ferro e do g\u00e1s \u00f3xido de tit\u00e2nio, o OH desempenha um papel fundamental na determina\u00e7\u00e3o da qu\u00edmica da atmosfera por meio de intera\u00e7\u00f5es com o vapor de \u00e1gua e com o mon\u00f3xido de carbono. Pensa-se que a maioria do OH na atmosfera de WASP-33b tenha sido produzida pela destrui\u00e7\u00e3o do vapor de \u00e1gua devido \u00e0 temperatura extremamente alta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Vemos apenas um sinal tentador e fraco do vapor de \u00e1gua nos nossos dados, o que apoiaria a ideia de que a \u00e1gua est\u00e1 a ser destru\u00edda para formar hidroxilo neste ambiente extremo,&#8221; explicou o Dr. Ernst de Mooij da Queen&#8217;s University de Belfast, coautor deste estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para fazer esta descoberta, a equipa usou o instrumento IRD (InfraRed Doppler) acoplado ao telesc\u00f3pio Subaru de 8,2 metros localizado no cume do Maunakea no Hawaii (a cerca de 4200 m acima do n\u00edvel do mar). Este novo instrumento pode detetar \u00e1tomos e mol\u00e9culas por meio das suas &#8220;impress\u00f5es digitais espectrais&#8221;, conjuntos \u00fanicos de caracter\u00edsticas de absor\u00e7\u00e3o escura sobrepostos no arco-\u00edris de cores (ou espectro) que s\u00e3o emitidas por estrelas e planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme o planeta orbita a sua estrela hospedeira, a sua velocidade relativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra muda com o tempo. Assim como a sirene de uma ambul\u00e2ncia ou o rugido do motor de um carro de corrida muda de tom enquanto passa por n\u00f3s, as frequ\u00eancias da luz (por exemplo, a cor) destas impress\u00f5es digitais espectrais mudam com a velocidade do planeta. Isto permite-nos separar o sinal do planeta da sua brilhante estrela hospedeira, que normalmente ofusca tais observa\u00e7\u00f5es, apesar dos telesc\u00f3pios modernos n\u00e3o serem nem de longe poderosos o suficiente para capturar imagens diretas destes &#8220;J\u00fapiteres quentes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/mhfTMxyd\/fig2e-20210426-science.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"977\" height=\"800\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/fig2e-20210426-science.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4108\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/fig2e-20210426-science.png 977w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/fig2e-20210426-science-300x246.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/fig2e-20210426-science-768x629.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 977px) 100vw, 977px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de um exoplaneta &#8220;J\u00fapiter ultraquente&#8221;, WASP-33b.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Astrobiologia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Neale Gibson, professor assistente do Trinity College (Dublin) e coautor do trabalho, explicou: &#8220;A ci\u00eancia dos exoplanetas \u00e9 relativamente nova e um objetivo principal da astronomia moderna \u00e9 explorar a atmosfera destes exoplanetas e, eventualmente, procurar exoplanetas parecidos com a Terra. Cada descoberta de novas esp\u00e9cies atmosf\u00e9ricas melhora ainda mais a nossa compreens\u00e3o dos exoplanetas, as t\u00e9cnicas necess\u00e1rias para estudar as suas atmosferas e aproxima-nos deste objetivo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao aproveitar as capacidades \u00fanicas do IRD, os astr\u00f3nomos foram capazes de detetar o min\u00fasculo sinal de hidroxilo na atmosfera do planeta. &#8220;O IRD \u00e9 o melhor instrumento para estudar a atmosfera de um exoplaneta no infravermelho,&#8221; acrescenta o professor Motohide Tamura, um dos investigadores principais do IRD, diretor do Centro de Astrobiologia (Jap\u00e3o) e coautor deste trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas t\u00e9cnicas de caracteriza\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica de exoplanetas ainda s\u00e3o aplic\u00e1veis apenas a planetas muito quentes, mas gostar\u00edamos de desenvolver instrumentos e t\u00e9cnicas que nos permitem aplicar estes m\u00e9todos a planetas mais frios e, finalmente, a uma segunda Terra,&#8221; diz o Dr. Hajime Kawahara, professor assistente da Universidade de T\u00f3quio e coautor deste trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor Chris Watson, da Queen&#8217;s University de Belfast, coautor do estudo, continua: &#8220;Embora WASP-33b possa ser um planeta gigante, estas observa\u00e7\u00f5es s\u00e3o o ambiente de teste para instala\u00e7\u00f5es de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o como o TMT (Thirty Meter Telescope) e o ELT (Extremely Large Telescope) na procura por bioassinaturas em mundos mais pequenos e potencialmente rochosos, o que pode fornecer pistas para uma das quest\u00f5es mais antigas da humanidade: &#8220;Estamos sozinhos?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.qub.ac.uk\/News\/Allnews\/Astronomersdetectnewchemicalsignatureinanexoplanetsatmosphere.html\" target=\"_blank\">\/\/ Queen&#8217;s University de Belfast (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.tcd.ie\/news_events\/articles\/astronomers-detect-first-ever-hydroxyl-molecule-signature-in-an-exoplanet-atmosphere\/\" target=\"_blank\">\/\/ Trinity College (Dublin) (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/subarutelescope.org\/en\/results\/2021\/04\/26\/2951.html\" target=\"_blank\">\/\/ Telesc\u00f3pio Subaru (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/abec71\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2103.03094\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/04\/210427110635.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-04-astronomers-chemical-signature-exoplanet-atmosphere.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.euronews.com\/2021\/04\/27\/could-the-discovery-of-this-molecule-hold-to-key-to-finding-a-second-earth\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">euronews<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Radical hidroxilo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hydroxyl_radical\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WASP-33b:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/wasp-33_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/WASP-33b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Subaru:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.naoj.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Subaru_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de astr\u00f3nomos liderados por um investigador do Centro de Astrobiologia (Jap\u00e3o) e da Queen&#8217;s University de Belfast, que incluem investigadores do Trinity College (Dublin), detetou uma nova assinatura qu\u00edmica na atmosfera de um exoplaneta (um planeta que orbita outra estrela que n\u00e3o o nosso Sol). 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