{"id":4103,"date":"2021-04-30T05:25:08","date_gmt":"2021-04-30T05:25:08","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4103"},"modified":"2021-04-30T05:25:32","modified_gmt":"2021-04-30T05:25:32","slug":"alma-descobre-galaxia-bebe-giratoria-com-a-ajuda-de-telescopio-cosmico-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/04\/30\/alma-descobre-galaxia-bebe-giratoria-com-a-ajuda-de-telescopio-cosmico-natural\/","title":{"rendered":"ALMA descobre gal\u00e1xia beb\u00e9 girat\u00f3ria com a ajuda de telesc\u00f3pio c\u00f3smico natural"},"content":{"rendered":"\n<p>Usando o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), os astr\u00f3nomos encontraram uma gal\u00e1xia beb\u00e9 em rota\u00e7\u00e3o com 1\/100 do tamanho da Via L\u00e1ctea numa \u00e9poca em que o Universo tinha apenas 7% da sua idade atual. Assistida pelo efeito de lente gravitacional, a equipa foi capaz de explorar pela primeira vez a natureza de pequenas e escuras &#8220;gal\u00e1xias normais&#8221; no in\u00edcio do Universo, representativas da popula\u00e7\u00e3o principal das primeiras gal\u00e1xias, o que avan\u00e7a em muito a nossa compreens\u00e3o da fase inicial da evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Muitas das gal\u00e1xias que existiam no in\u00edcio do Universo eram t\u00e3o pequenas que o seu brilho est\u00e1 bem abaixo do limite dos maiores telesc\u00f3pios atuais da Terra e no espa\u00e7o, dificultando o estudo das suas propriedades e estrutura interna,&#8221; diz Nicolas Laporte, da Universidade de Cambridge. &#8220;No entanto, a luz proveniente da gal\u00e1xia chamada RXCJ0600-z6 foi altamente ampliada por lentes gravitacionais, tornando-a um alvo ideal para estudar as propriedades e a estrutura de gal\u00e1xias beb\u00e9s t\u00edpicas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Fujimoto2021_ALCS_sky-1536x1354.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"903\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Fujimoto2021_ALCS_sky-1536x1354-1-1024x903.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4104\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Fujimoto2021_ALCS_sky-1536x1354-1-1024x903.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Fujimoto2021_ALCS_sky-1536x1354-1-300x264.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Fujimoto2021_ALCS_sky-1536x1354-1-768x677.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Fujimoto2021_ALCS_sky-1536x1354-1.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Imagem do enxame gal\u00e1ctico RXCJ0600-2007 obtida pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA, combinado com imagens do efeito de lente gravitacional da gal\u00e1xia distante RXCJ0600-z6, a 12,4 mil milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia, observada pelo ALMA (a vermelho). Devido ao efeito de lente gravitacional do enxame de gal\u00e1xias, a imagem de RXCJ0600-z6 foi intensificada, ampliada e parece estar dividida em tr\u00eas ou mais partes.\nCr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), Fujimoto et al., Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A lente gravitacional \u00e9 um fen\u00f3meno natural no qual a luz emitida por um objeto distante \u00e9 curvada pela gravidade de um corpo massivo, como uma gal\u00e1xia ou um aglomerado de gal\u00e1xias localizado em primeiro plano. O nome &#8220;lente gravitacional&#8221; \u00e9 derivado do facto de que a gravidade do objeto massivo atua como lente. Quando olhamos atrav\u00e9s de uma lente gravitacional, a luz de objetos distantes \u00e9 ampliada e as suas formas s\u00e3o esticadas. Por outras palavras, \u00e9 um &#8220;telesc\u00f3pio natural&#8221; que flutua no espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa do levantamento ALCS (ALMA Lensing Cluster Survey) usou o ALMA para procurar um grande n\u00famero de gal\u00e1xias no in\u00edcio do Universo que s\u00e3o ampliadas pelo efeito de lente gravitacional. Combinando o poder do ALMA, com a ajuda dos telesc\u00f3pios naturais, os investigadores s\u00e3o capazes de descobrir e estudar gal\u00e1xias mais fracas.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque \u00e9 que \u00e9 crucial explorar as gal\u00e1xias mais fracas do in\u00edcio do Universo? A teoria e as simula\u00e7\u00f5es preveem que a maioria das gal\u00e1xias formadas algumas centenas de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang s\u00e3o pequenas e, portanto, t\u00e9nues. Embora v\u00e1rias gal\u00e1xias no in\u00edcio do Universo j\u00e1 tenham sido observadas anteriormente, devido \u00e0s capacidades dos telesc\u00f3pios as estudadas foram limitadas aos objetos mais massivos e, portanto, \u00e0s gal\u00e1xias menos representativas no in\u00edcio do Universo. A \u00fanica maneira de entender a forma\u00e7\u00e3o padr\u00e3o das primeiras gal\u00e1xias e obter uma imagem completa da forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias \u00e9 focar nas gal\u00e1xias mais fracas e numerosas.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa do ALCS realizou um programa de observa\u00e7\u00e3o em larga escala que levou 95 horas, muito tempo para observa\u00e7\u00f5es t\u00edpicas do ALMA, para observar as regi\u00f5es centrais de 33 enxames gal\u00e1cticos que podiam provocar lentes gravitacionais. Um destes enxames, chamado RXCJ0600-2007, est\u00e1 localizado na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Lebre e tem cerca de 1000 bili\u00f5es de vezes a massa do Sol. A equipa descobriu uma \u00fanica gal\u00e1xia distante que est\u00e1 a ser afetada pela lente gravitacional criada por este telesc\u00f3pio natural. O ALMA detetou a luz de i\u00f5es de carbono e poeira estelar na gal\u00e1xia, juntamente com dados obtidos com o telesc\u00f3pio Gemini, e determinou que a gal\u00e1xia \u00e9 vista cerca de 900 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang (h\u00e1 12,9 mil milh\u00f5es de anos). Uma an\u00e1lise mais profunda dos dados do ALMA e do Gemini sugeriu que parte desta fonte \u00e9 vista 160 vezes mais brilhante do que realmente \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao medir com precis\u00e3o a distribui\u00e7\u00e3o de massa do enxame de gal\u00e1xias, \u00e9 poss\u00edvel &#8220;desfazer&#8221; o efeito de lente gravitacional e restaurar a apar\u00eancia original do objeto ampliado. Ao combinar dados do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble e do VLT (Very Large Telescope) do ESO com um modelo te\u00f3rico, a equipa conseguiu reconstruir a forma real da distante gal\u00e1xia RXCJ0600-z6. A massa total desta gal\u00e1xia equivale a cerca de 2 a 3 mil milh\u00f5es de s\u00f3is, o que corresponde a aproximadamente 1\/100 do tamanho da nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Fujimoto2021_ALCS_SourceE.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Fujimoto2021_ALCS_SourceE.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagem reconstru\u00edda da gal\u00e1xia distante RXCJ0600-z6 compensando o efeito de lente gravitacional provocado pelo enxame de gal\u00e1xias. Os contornos vermelhos mostram a distribui\u00e7\u00e3o das ondas de r\u00e1dio emitidas pelos i\u00f5es de carbono capturadas pelo ALMA, e os contornos azuis mostram a dispers\u00e3o da luz capturada pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. A linha cr\u00edtica, onde a intensidade da luz da lente gravitacional est\u00e1 no seu m\u00e1ximo, percorre o lado esquerdo da gal\u00e1xia, de modo que esta parte da gal\u00e1xia foi ainda mais ampliada (imagem na inser\u00e7\u00e3o).<br>Cr\u00e9dito: ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), Fujimoto et al., Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O que surpreendeu a equipa \u00e9 que RXCJ0600-z6 est\u00e1 a girar. Tradicionalmente, pensava-se que o g\u00e1s nas gal\u00e1xias jovens tinha um movimento ca\u00f3tico e aleat\u00f3rio. Apenas recentemente o ALMA descobriu v\u00e1rias gal\u00e1xias jovens em rota\u00e7\u00e3o que desafiaram a estrutura te\u00f3rica tradicional, mas estas eram v\u00e1rias ordens de magnitude mais brilhantes (maiores) do que RXCJ0600-z6.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O nosso estudo demonstra, pela primeira vez, que podemos medir diretamente o movimento interno destas gal\u00e1xias t\u00e9nues (menos massivas) no Universo inicial e compar\u00e1-lo com as previs\u00f5es te\u00f3ricas,&#8221; diz Kotaro Kohno, professor da Universidade de T\u00f3quio e l\u00edder da equipa ALCS.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O facto de RXCJ0600-z6 ter um fator de amplia\u00e7\u00e3o alto tamb\u00e9m aumenta as expetativas para investiga\u00e7\u00f5es futuras,&#8221; explica Seiji Fujimoto, bolsista no Instituto Niels Bohr. &#8220;Esta gal\u00e1xia foi selecionada, entre centenas, para ser observada pelo Telesc\u00f3pio Espacial Webb, o telesc\u00f3pio espacial de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o a ser lan\u00e7ado este outono. Por meio de observa\u00e7\u00f5es conjuntas usando o ALMA e o Webb, vamos desvendar as propriedades do g\u00e1s e das estrelas numa gal\u00e1xia beb\u00e9 e os seus movimentos internos. Quando o TMT (Thirty Meter Telescope) e o ELT (Extremely Large Telescope) estiverem conclu\u00eddos, podem ser capazes de detetar enxames de estrelas na gal\u00e1xia e, possivelmente, at\u00e9 mesmo identificar estrelas individuais. H\u00e1 um exemplo de lente gravitacional que tem sido usado para observar uma \u00fanica estrela a 9,5 mil milh\u00f5es de anos-luz, e esta investiga\u00e7\u00e3o tem o potencial de estender esta dist\u00e2ncia para menos de mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o nascimento do Universo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/alma-discovers-rotating-infant-galaxy-with-help-of-natural-cosmic-telescope\/\" target=\"_blank\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.icrr.u-tokyo.ac.jp\/en\/news\/10330\/\" target=\"_blank\">\/\/ ICRR\/Universidade de T\u00f3quio (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/abd7ec\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2101.01937\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/04\/210422093839.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/alma-discovers-rotating-infant-galaxy-with-help-of-natural-cosmic-telescope.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">spaceref<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-04-alma-rotating-infant-galaxy-natural.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.upi.com\/Science_News\/2021\/04\/22\/chile-alma-gravity-lens-earliest-galaxies\/7361619097368\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">UPI<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_lensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/alma-telescope.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/projects\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Usando o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), os astr\u00f3nomos encontraram uma gal\u00e1xia beb\u00e9 em rota\u00e7\u00e3o com 1\/100 do tamanho da Via L\u00e1ctea numa \u00e9poca em que o Universo tinha apenas 7% da sua idade atual. 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