{"id":4087,"date":"2021-04-23T05:15:45","date_gmt":"2021-04-23T05:15:45","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4087"},"modified":"2021-04-23T05:16:02","modified_gmt":"2021-04-23T05:16:02","slug":"telescopio-espacial-nancy-grace-roman-vai-encontrar-buracos-negros-solitarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/04\/23\/telescopio-espacial-nancy-grace-roman-vai-encontrar-buracos-negros-solitarios\/","title":{"rendered":"Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman vai encontrar buracos negros solit\u00e1rios"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai fornecer uma janela sem precedentes para o Universo infravermelho quando for lan\u00e7ado em meados desta d\u00e9cada de 2020. Um dos levantamentos planeados vai utilizar uma peculiaridade da gravidade para revelar milhares de novos planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. O mesmo levantamento tamb\u00e9m fornecer\u00e1 a melhor oportunidade at\u00e9 \u00e0 data de detetar definitivamente pequenos buracos negros solit\u00e1rios. Formados quando uma estrela com mais de 20 vezes a massa do Sol esgota o seu combust\u00edvel nuclear no n\u00facleo e colapsa sob o seu pr\u00f3prio peso, estes objetos s\u00e3o conhecidos como buracos negros de massa estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os buracos negros t\u00eam uma gravidade t\u00e3o poderosa que nem mesmo a luz consegue escapar \u00e0s suas garras. Como s\u00e3o invis\u00edveis, s\u00f3 podemos encontrar buracos negros indiretamente, observando como afetam os seus arredores. Os buracos negros supermassivos encontrados nos centros das gal\u00e1xias, que cont\u00eam milh\u00f5es de vezes a massa do Sol, perturbam as \u00f3rbitas de estrelas pr\u00f3ximas e ocasionalmente dilaceram-nas com consequ\u00eancias vis\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas os astr\u00f3nomos pensam que a grande maioria dos buracos negros de massa estelar, que s\u00e3o muito mais leves, n\u00e3o t\u00eam nada em seu redor que nos possa alertar da sua presen\u00e7a. O Roman vai encontrar planetas por toda a nossa Gal\u00e1xia observando como a sua gravidade distorce luz estelar distante e, dado que os buracos negros de massa estelar produzem os mesmos efeitos, a miss\u00e3o tamb\u00e9m dever\u00e1 ser capaz de os encontrar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/5NN4LnYJ\/bh-microlensing.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bh-microlensing-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4088\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bh-microlensing-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bh-microlensing-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bh-microlensing-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bh-microlensing.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra o conceito de microlente gravitacional com um buraco negro. Quando um buraco negro passa quase em frente de uma estrela mais distante, pode agir como lente que amplia a luz estelar.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA\/CIB<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os astr\u00f3nomos identificaram at\u00e9 agora cerca de 20 buracos negros de massa estelar na Via L\u00e1ctea, mas todos eles t\u00eam uma companheira que podemos ver,&#8221; disse Kailash Sahu, astr\u00f3nomo do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland. &#8220;Muitos cientistas, onde me incluo, passaram anos a tentar encontrar buracos negros solit\u00e1rios usando outros telesc\u00f3pios. \u00c9 empolgante que com o Roman isto finalmente ser\u00e1 poss\u00edvel.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fazendo um buraco negro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas parecem far\u00f3is eternos, mas cada uma nasce com um reservat\u00f3rio limitado de combust\u00edvel. As estrelas passam a maior parte das suas vidas transformando, nos seus centros, hidrog\u00e9nio em h\u00e9lio, o que cria uma enorme quantidade de energia. Este processo, conhecido como fus\u00e3o nuclear, \u00e9 como uma explos\u00e3o controlada &#8211; um jogo da corda entre a press\u00e3o externa e a gravidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas \u00e0 medida que o combust\u00edvel de uma estrela se esgota e a fus\u00e3o desacelera, a gravidade assume o controlo e o n\u00facleo da estrela contrai-se. Esta press\u00e3o interna aquece o n\u00facleo e desencadeia uma nova ronda de fus\u00e3o, que produz tanta energia que as camadas externas da estrela se expandem. A estrela incha, a sua superf\u00edcie arrefece e torna-se numa gigante vermelha ou supergigante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tipo de &#8220;cad\u00e1ver&#8221; estelar que em \u00faltima an\u00e1lise \u00e9 deixado para tr\u00e1s depende da massa da estrela. Quando uma estrela parecida com o Sol fica sem combust\u00edvel, ela eventualmente ejeta as suas camadas externas e apenas permanece um pequeno n\u00facleo quente chamado an\u00e3 branca. A an\u00e3 branca desaparecer\u00e1 com o tempo, como as brasas de uma fogueira. O nosso Sol tem cerca de cinco mil milh\u00f5es de anos de combust\u00edvel restante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estrelas mais massivas s\u00e3o mais quentes, de modo que gastam o seu combust\u00edvel mais depressa. Acima das oito massas solares, a maioria das estrelas est\u00e1 condenada a morrer em explos\u00f5es catacl\u00edsmicas chamadas supernovas antes de se tornarem buracos negros. Nas massas mais elevadas, as estrelas podem &#8220;saltar&#8221; a explos\u00e3o e colapsar diretamente em buracos negros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os n\u00facleos destas estrelas massivas colapsam at\u00e9 que os seus prot\u00f5es e eletr\u00f5es se esmaguem para formar neutr\u00f5es. Se o n\u00facleo remanescente tiver menos que aproximadamente tr\u00eas massas solares, o colapso p\u00e1ra, deixando para tr\u00e1s uma estrela de neutr\u00f5es. Para n\u00facleos remanescentes maiores, at\u00e9 mesmo os neutr\u00f5es n\u00e3o conseguem suportar a press\u00e3o e o colapso continua para formar um buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Milh\u00f5es de estrelas massivas j\u00e1 passaram por este processo e agora escondem-se por toda a Gal\u00e1xia como buracos negros. Os astr\u00f3nomos pensam que devem existir cerca de 100 milh\u00f5es de buracos negros de massa estelar na nossa Via L\u00e1ctea, mas s\u00f3 temos sido capazes de os encontrar quando afetam visivelmente os seus arredores. Os astr\u00f3nomos podem inferir a presen\u00e7a de um buraco negro quando discos de acre\u00e7\u00e3o quentes e brilhantes se formam \u00e0 sua volta, ou quando avistam estrelas em \u00f3rbita de um objeto massivo, mas invis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Roman vai revolucionar a nossa busca por buracos negros porque vai ajudar-nos a encontr\u00e1-los mesmo quando n\u00e3o h\u00e1 nada por perto,&#8221; disse Sahu. &#8220;A Gal\u00e1xia dever\u00e1 estar repleta destes objetos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Vendo o invis\u00edvel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman vai usar uma t\u00e9cnica chamada microlente gravitacional para descobrir planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. Quando um objeto massivo, como uma estrela, passa em frente de uma outra estrela mais distante, a partir do nosso ponto de vista, a luz da mais distante curva-se enquanto viaja atrav\u00e9s do espa\u00e7o-tempo distorcido em torno da mais pr\u00f3xima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado \u00e9 que a estrela mais pr\u00f3xima atua como uma lente natural, ampliando a luz da estrela de fundo. Os planetas em \u00f3rbita de uma estrela podem produzir um efeito semelhante a uma escala mais pequena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de fazer com que uma estrela de fundo aumente de brilho, um objeto mais massivo que atua como lente pode curvar o espa\u00e7o-tempo e alterar visivelmente a localiza\u00e7\u00e3o aparente da estrela distante no c\u00e9u. Esta mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o, chamada microlente astrom\u00e9trica, \u00e9 extremamente pequena &#8211; apenas cerca de um milissegundo de arco. Isto \u00e9 como distinguir um movimento t\u00e3o pequeno quanto o tamanho de uma moeda de 20 c\u00eantimos situada em Lisboa, a partir de Beirute, L\u00edbano. Usando a requintada resolu\u00e7\u00e3o espacial do Roman para detetar um movimento aparente t\u00e3o pequeno &#8211; o sinal revelador de um buraco negro massivo &#8211; os astr\u00f3nomos ser\u00e3o capazes de restringir a massa, a dist\u00e2ncia e o movimento do buraco negro atrav\u00e9s da Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sinais de microlentes s\u00e3o t\u00e3o raros que os astr\u00f3nomos precisam de monitorizar centenas de milh\u00f5es de estrelas por longos per\u00edodos para os capturar. Os observat\u00f3rios devem ser capazes de rastrear a posi\u00e7\u00e3o e o brilho da estrela de fundo com extrema precis\u00e3o &#8211; algo que s\u00f3 pode ser feito acima da atmosfera da Terra. A posi\u00e7\u00e3o do Roman no espa\u00e7o e o seu enorme campo de vis\u00e3o v\u00e3o fornecer-nos a melhor oportunidade de investigar a popula\u00e7\u00e3o de buracos negros da nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os buracos negros de massa estelar que descobrimos em sistemas bin\u00e1rios t\u00eam propriedades estranhas em compara\u00e7\u00e3o com o que esperamos,&#8221; disse Sahu. &#8220;Todos t\u00eam cerca de 10 vezes mais massa do que o Sol, mas achamos que deveriam abranger uma gama muito mais ampla, entre 3 e 80 massas solares. Ao realizar um censo destes objetos, o Roman vai ajudar-nos a entender mais sobre estes cad\u00e1veres estelares.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Detecting Black Holes with Gravitational Microlensing\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PzSYbAKQheE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/how-nasa-s-roman-space-telescope-will-uncover-lonesome-black-holes\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro de massa estelar (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Intermediate-mass_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro de massa interm\u00e9dia (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro supermassivo (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Microlentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Microlensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RST ([Nancy Grace] Roman Space Telescope, anteriormente WFIRST):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/roman.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nancy_Grace_Roman_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASARoman\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASARoman\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai fornecer uma janela sem precedentes para o Universo infravermelho quando for lan\u00e7ado em meados desta d\u00e9cada de 2020. Um dos levantamentos planeados vai utilizar uma peculiaridade da gravidade para revelar milhares de novos planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. O mesmo levantamento tamb\u00e9m fornecer\u00e1 a &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4088,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[151,62,16,1],"tags":[192,157,913,340],"class_list":["post-4087","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-buracos-negros","category-cosmologia","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-buraco-negro","tag-microlentes","tag-rst","tag-wfirst"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4087","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4087"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4087\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4089,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4087\/revisions\/4089"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4088"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4087"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4087"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4087"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}