{"id":4081,"date":"2021-04-20T05:22:49","date_gmt":"2021-04-20T05:22:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4081"},"modified":"2021-04-20T05:22:50","modified_gmt":"2021-04-20T05:22:50","slug":"detetada-uma-nova-super-terra-em-torno-de-estrela-ana-vermelha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/04\/20\/detetada-uma-nova-super-terra-em-torno-de-estrela-ana-vermelha\/","title":{"rendered":"Detetada uma nova super-Terra em torno de estrela an\u00e3 vermelha"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos \u00faltimos anos, tem havido um estudo exaustivo de estrelas an\u00e3s vermelhas para encontrar exoplanetas em \u00f3rbita. As estrelas t\u00eam temperaturas superficiais efetivas entre 2400 e 3700 K (mais de 2000 graus mais frias que o Sol), e massas entre 0,08 e 0,45 massas solares. Neste contexto, uma equipa de investigadores liderada por Borja Toledo Padr\u00f3n, estudante de doutoramento do IAC (Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias), especializado na procura por planetas em torno deste tipo de estrelas, descobriu uma super-Terra orbitando a estrela GJ 740, uma an\u00e3 vermelha situada a cerca de 36 anos-luz da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O planeta orbita a sua estrela com um per\u00edodo de 2,4 dias e a sua massa \u00e9 cerca de 3 vezes a da Terra. Dado que a estrela est\u00e1 t\u00e3o perto do Sol, e o planeta t\u00e3o perto da sua estrela, esta nova super-Terra pode ser objeto de investiga\u00e7\u00f5es futuras com telesc\u00f3pios de di\u00e2metro muito grande no final desta d\u00e9cada. Os resultados do estudo foram publicados na revista Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/k4qYJ7MF\/supertierra-gj740b-01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/supertierra-gj740b-01-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4082\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/supertierra-gj740b-01-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/supertierra-gj740b-01-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/supertierra-gj740b-01-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/supertierra-gj740b-01.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o art\u00edstica da super-Terra em redor da an\u00e3 vermelha GJ 740.<br>Cr\u00e9dito: Gabriel P\u00e9rez D\u00edaz, SMM (IAC)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este \u00e9 o planeta com o segundo per\u00edodo orbital mais curto em torno deste tipo de estrela. A massa e o per\u00edodo sugerem um planeta rochoso, com um raio de aproximadamente 1,4 raios terrestres, que poder\u00e1 ser confirmado em observa\u00e7\u00f5es futuras com o sat\u00e9lite TESS&#8221;, explica Borja Toledo Padr\u00f3n, primeiro autor do artigo. Os dados tamb\u00e9m indicam a presen\u00e7a de um segundo planeta com um per\u00edodo orbital de nove anos, e uma massa compar\u00e1vel \u00e0 de Saturno (perto de 100 massas terrestres), embora o seu sinal de velocidade radial possa ser devido ao ciclo magn\u00e9tico da estrela (semelhante ao do Sol), de modo que s\u00e3o necess\u00e1rios mais dados para confirmar que o sinal \u00e9 devido \u00e0 presen\u00e7a de um planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o Kepler, reconhecida como uma das mais bem-sucedidas na dete\u00e7\u00e3o de exoplanetas pelo m\u00e9todo de tr\u00e2nsito (que \u00e9 a busca por pequenas varia\u00e7\u00f5es no brilho de uma estrela provocadas pela passagem de um planeta entre esta e o nosso ponto de vista), descobriu um total de 156 novos planetas em torno de estrelas frias. A partir dos seus dados, estimou-se que este tipo de estrelas abriga uma m\u00e9dia de 2,5 planetas com per\u00edodos orbitais de menos de 200 dias. &#8220;A busca por novos exoplanetas em torno de estrelas frias \u00e9 impulsionada pela menor diferen\u00e7a entre a massa do planeta e a massa da estrela em compara\u00e7\u00e3o com estrelas em classes espectrais mais quentes (o que facilita a dete\u00e7\u00e3o dos sinais dos planetas), bem como o grande n\u00famero deste tipo de estrelas na nossa Gal\u00e1xia,&#8221; comenta Borja Toledo Padr\u00f3n.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas frias tamb\u00e9m s\u00e3o um alvo ideal para a busca de planetas pelo m\u00e9todo de velocidade radial. Este m\u00e9todo baseia-se na dete\u00e7\u00e3o de pequenas varia\u00e7\u00f5es na velocidade de uma estrela devido \u00e0 atra\u00e7\u00e3o gravitacional de um planeta em \u00f3rbita, usando observa\u00e7\u00f5es espectrosc\u00f3picas. Desde a descoberta em 1998 do primeiro sinal de velocidade radial de um exoplaneta em torno de uma estrela fria, at\u00e9 agora, foram descobertos um total de 116 exoplanetas em torno desta classe de estrelas usando o m\u00e9todo da velocidade radial. &#8220;A principal dificuldade deste m\u00e9todo est\u00e1 relacionada com a intensa atividade magn\u00e9tica deste tipo de estrela, que pode produzir sinais espectrosc\u00f3picos muito semelhantes aos de um exoplaneta,&#8221; diz Jonay I. Gonz\u00e1lez Hern\u00e1ndez, investigador do IAC e coautor do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo faz parte do projeto HADES (HArps-n red Dwarf Exoplanet Survey), no qual o IAC est\u00e1 a colaborar com o IEEC-CSIS (Institut de Ci\u00e8ncies de l\u2019Espai) da Catalunha, e o programa italiano GAPS (Global Architecture of Planetary Systems), cujo objetivo \u00e9 a dete\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o de exoplanetas em torno de estrelas frias, nos quais est\u00e3o a ser usados o HARPS-N, no TNG (Telescopio Nazionale Galileo) do Observat\u00f3rio Roque de los Muchachos (Garaf\u00eda, La Palma). Esta dete\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel gra\u00e7as a uma campanha de seis anos com o HARPS-N, complementada com medi\u00e7\u00f5es com o espectr\u00f3grafo CARMENES acoplado ao telesc\u00f3pio de 3,5 metros do Observat\u00f3rio Calar Alto (Almer\u00eda) e o HARPS, no telesc\u00f3pio de 3,6 metros do Observat\u00f3rio de La Silla (Chile), bem como com apoio fotom\u00e9trico dos levantamentos ASAP e EXORAP. Tamb\u00e9m participam deste trabalho os investigadores do IAC Alejandro Su\u00e1rez Mascare\u00f1o e Rafael Rebolo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.iac.es\/es\/divulgacion\/noticias\/detectan-una-nueva-supertierra-alrededor-de-una-estrella-enana-roja\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/abs\/2021\/04\/aa40099-20\/aa40099-20.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2102.09441\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/04\/210416131932.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-04-super-earth-orbiting-red-dwarf-star.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GJ 740 b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/7843\/gj-740-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/gj_740_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s vermelhas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Nacional Galileu:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.tng.iac.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galileo_National_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Calar Alto:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.caha.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Calar_Alto_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio La Silla:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/lasilla\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/La_Silla_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Kepler:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/kepler\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA (p\u00e1gina oficial)<\/a><br><a href=\"http:\/\/keplerscience.arc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">K2 (NASA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/kepler\/\">Arquivo de dados do Kepler<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/k2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados da miss\u00e3o K2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler_space_telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, tem havido um estudo exaustivo de estrelas an\u00e3s vermelhas para encontrar exoplanetas em \u00f3rbita. 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