{"id":4072,"date":"2021-04-16T05:24:33","date_gmt":"2021-04-16T05:24:33","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4072"},"modified":"2021-04-16T05:24:43","modified_gmt":"2021-04-16T05:24:43","slug":"bolas-amarelas-fornecem-novas-informacoes-sobre-a-formacao-estelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/04\/16\/bolas-amarelas-fornecem-novas-informacoes-sobre-a-formacao-estelar\/","title":{"rendered":"&#8220;Bolas amarelas&#8221; fornecem novas informa\u00e7\u00f5es sobre a forma\u00e7\u00e3o estelar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a cientista Grace Wolf-Chase, do PSI (Planetary Science Institute), uma descoberta fortuita por cientistas cidad\u00e3os forneceu uma nova janela \u00fanica para os diversos ambientes que produzem estrelas e enxames de estrelas, revelando a presen\u00e7a de &#8220;ber\u00e7\u00e1rios estelares&#8221; antes das estrelas beb\u00e9s emergirem das suas nuvens natais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As &#8216;bolas amarelas&#8217; s\u00e3o caracter\u00edsticas pequenas e compactas que foram identificadas em imagens infravermelhas obtidas pelo Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer durante discuss\u00f5es online do Projeto Via L\u00e1ctea, uma iniciativa da plataforma cidad\u00e3 online zooniverse.org, que pediu a cientistas cidad\u00e3os para ajudar a identificar caracter\u00edsticas associadas com estrelas jovens e massivas com mais de 10 massas solares,&#8221; disse Wolf-Chase, autora principal do artigo publicado na revista The Astrophysical Journal. &#8220;As primeiras investiga\u00e7\u00f5es sugeriram que as bolas amarelas s\u00e3o produzidas por estrelas jovens \u00e0 medida que aquecem o g\u00e1s circundante e a poeira de onde nasceram.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/0NS1WzK1\/yellow-ball.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"302\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/yellow-ball.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4073\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/yellow-ball.jpg 600w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/yellow-ball-300x151.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><figcaption>Um exemplo de uma bola amarela (esquerda, no centro do c\u00edrculo) e de uma bolha (direita, no centro do c\u00edrculo) vistas em imagens infravermelhas pelo Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA. Uma bola amarela t\u00edpica tem um di\u00e2metro de mais ou menos um ano-luz, enquanto uma bolha pode crescer at\u00e9 dezenas de anos-luz. Esta imagem a cores falsas usa um esquema de cores azul-verde-vermelho para ilustrar comprimentos de onda infravermelhos usados no Projeto Via L\u00e1ctea e d\u00e1 origem \u00e0 cor &#8220;amarela&#8221; da caracter\u00edstica.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As bolas amarelas descobertas por cientistas cidad\u00e3os libertam luz infravermelha num est\u00e1gio muito inicial no desenvolvimento de enxames estelares, quando t\u00eam uns &#8220;meros&#8221; cem mil anos. &#8220;Este \u00e9 o ponto em que a sua presen\u00e7a \u00e9 revelada pela primeira vez, mas permanecem incrustadas nos seus casulos empoeirados natais,&#8221; explica Wolf-Chase. &#8220;Isto permite-nos vincular as propriedades das estrelas aos seus ambientes de nascimento, como se um ser humano estivesse a dar \u00e0 luz cerca de cem beb\u00e9s de uma vez.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o mostra que a forma\u00e7\u00e3o de enxames estelares &#8211; protoenxames &#8211; de essencialmente todas as massas passam por um est\u00e1gio de bola amarela. Alguns destes protoenxames formam estrelas massivas com mais de 10 vezes a massa do Sol que v\u00e3o esculpir os seus ambientes em &#8220;bolhas&#8221; por meio de fortes ventos estelares e radia\u00e7\u00e3o ultravioleta severa, enquanto outras n\u00e3o. Ao longo de um milh\u00e3o de anos, as bolhas podem expandir-se para dezenas de anos-luz de di\u00e2metro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s tamb\u00e9m mostr\u00e1mos que podemos extrair informa\u00e7\u00f5es sobre as massas e idades de enxames estelares em desenvolvimento apenas atrav\u00e9s das &#8216;cores&#8217; infravermelhas das bolas amarelas, sem outras observa\u00e7\u00f5es extensas como espectroscopia,&#8221; disse Wolf-Chase. &#8220;Isto \u00e9 importante porque o tempo de observa\u00e7\u00e3o \u00e9 limitado e se pudermos dizer mais sobre os milhares destes objetos a partir de algumas observa\u00e7\u00f5es relativamente simples, poupa-se muito tempo e ajuda-nos a identificar bolas amarelas particularmente interessantes para futuras observa\u00e7\u00f5es de alta resolu\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/JncCK2YW\/yellowballs-widefield.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/JncCK2YW\/yellowballs-widefield.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem mostra uma parte da Via L\u00e1ctea usada na an\u00e1lise apresentada no artigo cient\u00edfico das bolas amarelas. As bolas amarelas que representam regi\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o associadas com estrelas massivas est\u00e3o assinaladas pelos c\u00edrculos. A imagem usa um esquema de cores verdes e vermelhas para real\u00e7ar mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas e poeira.<br>Cr\u00e9dito: Charles Kerton, Universidade Estatal do Arizona\/NASA\/Spitzer<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a procura por &#8216;bolhas&#8217; no Projeto Via L\u00e1ctea, cientistas cidad\u00e3os usaram o f\u00f3rum de discuss\u00e3o do projeto para assinalar objetos pequenos e redondos que parecem &#8216;amarelos&#8217; nas imagens infravermelhas representativas. &#8220;Os cientistas inicialmente pensaram que estas podiam ser vers\u00f5es muito jovens das bolhas e inclu\u00edmos a identifica\u00e7\u00e3o de bolas amarelas como o objetivo principal de uma vers\u00e3o do Projeto Via L\u00e1ctea que foi lan\u00e7ada em 2016,&#8221; disse Wolf-Chase. &#8220;Isto resultou na identifica\u00e7\u00e3o de 6176 bolas amarelas em mais de um-ter\u00e7o da Via L\u00e1ctea. A sua apar\u00eancia amarela distinta est\u00e1 relacionada com comprimentos de onda que tra\u00e7am mol\u00e9culas org\u00e2nicas complexas e poeira \u00e0 medida que s\u00e3o aquecidas por estrelas muito jovens embutidas nas suas nuvens de nascimento.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O nosso trabalho analisa um subconjunto de 516 bolas amarelas e mostra que apenas cerca de 20% das bolas amarelas v\u00e3o formar bolhas associadas com estrelas massivas, enquanto aproximadamente 80% destes objetos sinalizam a posi\u00e7\u00e3o de regi\u00f5es que formam estrelas menos massivas,&#8221; salientou Wolf-Chase. &#8220;Este trabalho mostra o grande valor da ci\u00eancia cidad\u00e3 ao abrir uma nova janela para a nossa compreens\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o estelar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.psi.edu\/news\/yellowballswolfchase\" target=\"_blank\">\/\/ PSI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/abe87a\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2102.01661\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/spitzer\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssc.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro Cient\u00edfico Spitzer<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Spitzer_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Zooniverse:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.zooniverse.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><a href=\"https:\/\/www.zooniverse.org\/projects\/povich\/milky-way-project\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Projeto Via L\u00e1ctea<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com a cientista Grace Wolf-Chase, do PSI (Planetary Science Institute), uma descoberta fortuita por cientistas cidad\u00e3os forneceu uma nova janela \u00fanica para os diversos ambientes que produzem estrelas e enxames de estrelas, revelando a presen\u00e7a de &#8220;ber\u00e7\u00e1rios estelares&#8221; antes das estrelas beb\u00e9s emergirem das suas nuvens natais. &#8220;As &#8216;bolas amarelas&#8217; s\u00e3o caracter\u00edsticas pequenas &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4073,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,16,1],"tags":[1071,240,790],"class_list":["post-4072","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-bolas-amarelas","tag-spitzer","tag-zooniverse"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4072"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4072\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4074,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4072\/revisions\/4074"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4073"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}