{"id":4066,"date":"2021-04-13T05:35:29","date_gmt":"2021-04-13T05:35:29","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4066"},"modified":"2021-04-13T05:35:41","modified_gmt":"2021-04-13T05:35:41","slug":"nicer-descobre-surtos-de-raios-x-nos-pulsos-de-radio-do-pulsar-da-nebulosa-do-caranguejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/04\/13\/nicer-descobre-surtos-de-raios-x-nos-pulsos-de-radio-do-pulsar-da-nebulosa-do-caranguejo\/","title":{"rendered":"NICER descobre surtos de raios-X nos pulsos de r\u00e1dio do pulsar da Nebulosa do Caranguejo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma colabora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica global usando dados do telesc\u00f3pio NICER (Neutron star Interior Composition Explorer) da NASA a bordo da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional descobriu surtos de raios-X que acompanham as explos\u00f5es de r\u00e1dio do pulsar situado na Nebulosa do Caranguejo. A descoberta mostra que estes surtos, chamados pulsos gigantes de r\u00e1dio, libertam muito mais energia do que se suspeitava anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um pulsar \u00e9 um tipo de estrela de neutr\u00f5es que gira rapidamente, o n\u00facleo esmagado &#8211; do tamanho de uma cidade &#8211; de uma estrela que explodiu como uma supernova. Uma estrela de neutr\u00f5es jovem e isolada pode girar dezenas de vezes por segundo, e o seu campo magn\u00e9tico circundante alimenta feixes de ondas de r\u00e1dio, luz vis\u00edvel, raios-X e raios-gama. Se estes feixes passarem pela perspetiva da Terra, os astr\u00f3nomos observam pulsos de emiss\u00e3o semelhantes aos de um rel\u00f3gio e classificam o objeto como um pulsar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.spacetelescope.org\/archives\/images\/large\/heic0515a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"700\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/heic0515a.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4067\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/heic0515a.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/heic0515a-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/heic0515a-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>A Nebulosa do Caranguejo, uma nuvem de detritos em expans\u00e3o com seis anos-luz de di\u00e2metro, de uma explos\u00e3o de supernova, alberga uma estrela de neutr\u00f5es que gira 30 vezes por segundo e est\u00e1 entre os pulsares mais brilhantes do c\u00e9u em raios-X e no r\u00e1dio. Esta composi\u00e7\u00e3o de imagens pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble revela gases diferentes expelidos na explos\u00e3o: o azul revela o oxig\u00e9nio neutro, o verde mostra o enxofre ionizado e o vermelho indica o oxig\u00e9nio duplamente ionizado.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, J. Hester e A. Loll (Universidade Estatal do Arizona)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Dos mais de 2800 pulsares catalogados, o pulsar da Nebulosa do Caranguejo \u00e9 um dos poucos que emite pulsos gigantes de r\u00e1dio, que ocorrem esporadicamente e podem ser centenas a milhares de vezes mais brilhantes do que os pulsos regulares,&#8221; disse o cientista Teruaki Enoto do RIKEN em Wako, prefeitura de Saitama, Jap\u00e3o. &#8220;Ap\u00f3s d\u00e9cadas de observa\u00e7\u00f5es, apenas o pulsar da Nebulosa do Caranguejo demonstrou aumentar os seus pulsos gigantes de r\u00e1dio com emiss\u00e3o de outras partes do espectro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo estudo, publicado na edi\u00e7\u00e3o de 9 de abril da revista Science e tamb\u00e9m dispon\u00edvel online, analisou a maior quantidade de dados simult\u00e2neos de raios-X e r\u00e1dio j\u00e1 recolhidos de um pulsar. O estudo estende por um fator de milhares a faixa de energia observada associada a este fen\u00f3meno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Localizado a cerca de 6500 anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Touro, a Nebulosa do Caranguejo e o seu pulsar formaram-se numa supernova cuja luz atingiu a Terra em julho de 1054. A estrela de neutr\u00f5es gira 30 vezes por segundo, e em comprimentos de onda de raios-X e r\u00e1dio est\u00e1 entre os pulsares mais brilhantes do c\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre agosto de 2017 e agosto de 2019, Enoto e colegas usaram o NICER para observar repetidamente o pulsar da Nebulosa do Caranguejo em raios-X a energias de at\u00e9 10.000 eletr\u00f5es-volt, ou milhares de vezes a energia da luz vis\u00edvel. Enquanto o NICER observava, a equipa tamb\u00e9m estudava o objeto usando pelo menos um de dois radiotelesc\u00f3pios terrestres no Jap\u00e3o &#8211; a antena de 34 metros do Centro Espacial Kashima e a antena de 64 metros do Centro Espacial Usuda da JAXA (a ag\u00eancia espacial japonesa), ambos operando na frequ\u00eancia de 2 gigahertz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conjunto de dados combinado deu efetivamente aos investigadores quase dia e meio de cobertura simult\u00e2nea de raios-X e r\u00e1dio. Ao todo, capturaram atividade durante 3,7 milh\u00f5es de rota\u00e7\u00f5es do pulsar e cerca de 26.000 pulsos gigantes de r\u00e1dio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pulsos gigantes explodem rapidamente, atingindo milion\u00e9simos de segundo, e ocorrem de forma imprevis\u00edvel. No entanto, quando ocorrem, coincidem com as pulsa\u00e7\u00f5es regulares tipo-rel\u00f3gio do pulsar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/tgM2x3Rg\/nicer-crab-data.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/tgM2x3Rg\/nicer-crab-data.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Entre 2017 e 2019, o NICER da NASA e radiotelesc\u00f3pios no Jap\u00e3o estudaram o pulsar da Nebulosa do Caranguejo ao mesmo tempo. Nesta visualiza\u00e7\u00e3o, que representa apenas 13 minutos das observa\u00e7\u00f5es do NICER, s\u00e3o apresentados milh\u00f5es de raios-X em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fase rotacional do pulsar, centrada na emiss\u00e3o r\u00e1dio mais forte. Para efeitos de clareza, s\u00e3o mostradas duas rota\u00e7\u00f5es completas. \u00c0 medida que os feixes do pulsar varre a linha de vis\u00e3o, produzem dois picos para cada rota\u00e7\u00e3o, o mais brilhante associado com maiores n\u00fameros de de pulsos gigantes de r\u00e1dio. Pela primeira vez, os dados do NICER mostram um ligeiro aumento na emiss\u00e3o de raios-X associada a estes eventos.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA\/Enoto et al., 2021<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O NICER regista o tempo de chegada de cada raio-X e deteta-o at\u00e9 uma precis\u00e3o de 100 nanossegundos, mas o rigor cronom\u00e9trico do telesc\u00f3pio n\u00e3o \u00e9 a sua \u00fanica vantagem para este estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A capacidade do NICER em observar fontes brilhantes de raios-X \u00e9 quase quatro vezes maior do que o brilho combinado do pulsar e da sua nebulosa,&#8221; disse Zaven Arzoumanian, l\u00edder cient\u00edfico do projeto no Centro Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. &#8220;Portanto, estas observa\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram afetadas em grande parte pela acumula\u00e7\u00e3o &#8211; onde um detetor conta dois ou mais raios-X como um \u00fanico evento &#8211; e outros problemas que complicaram as an\u00e1lises anteriores.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de Enoto combinou todos os dados de raios-X que coincidiam com os pulsos gigantes de r\u00e1dio, revelando um aumento de raios-X de cerca de 4% que ocorreu em sincronia com eles. \u00c9 notavelmente semelhante ao aumento de 3% na luz vis\u00edvel tamb\u00e9m associada ao fen\u00f3meno, descoberto em 2003. Em compara\u00e7\u00e3o com a diferen\u00e7a de brilho entre os pulsares regulares do Caranguejo e os gigantes, estas mudan\u00e7as s\u00e3o notavelmente pequenas e representam um desafio que os modelos te\u00f3ricos t\u00eam de explicar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim sendo, sugere-se que os pulsos gigantes s\u00e3o uma manifesta\u00e7\u00e3o de processos subjacentes que produzem emiss\u00f5es que abrangem o espetro eletromagn\u00e9tico, do r\u00e1dio aos raios-X. E como os raios-X t\u00eam milh\u00f5es de vezes a &#8220;for\u00e7a&#8221; das ondas de r\u00e1dio, mesmo um aumento modesto representa uma grande contribui\u00e7\u00e3o de energia. Os investigadores conclu\u00edram que a energia total emitida associada a um pulso gigante \u00e9 dezenas a centenas de vezes maior do que a estimada anteriormente apenas a partir de dados no r\u00e1dio e no vis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ainda n\u00e3o entendemos como ou onde os pulsares produzem a sua emiss\u00e3o complexa e abrangente, e \u00e9 gratificante ter contribu\u00eddo com outra pe\u00e7a do puzzle de v\u00e1rios comprimentos de onda destes objetos fascinantes,&#8221; conclui Enoto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"NASA\u2019s NICER Finds X-ray Boosts in the Crab Pulsar\u2019s Radio Bursts\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/U9GT0IAcjCk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/nasa-s-nicer-finds-x-ray-boosts-in-the-crab-pulsar-s-radio-bursts\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/372\/6538\/187.full\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2104.03492\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nebulosa do Caranguejo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/m\/m001.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Crab_Nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.umd.edu\/~miller\/nstar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Maryland<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pulsares:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pulsar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NICER:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/nicer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_Star_Interior_Composition_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Centro Espacial Kashima:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ksrc.nict.go.jp\/index_e.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Centro Espacial Usuda:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/global.jaxa.jp\/about\/centers\/udsc\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JAXA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Usuda_Deep_Space_Center\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma colabora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica global usando dados do telesc\u00f3pio NICER (Neutron star Interior Composition Explorer) da NASA a bordo da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional descobriu surtos de raios-X que acompanham as explos\u00f5es de r\u00e1dio do pulsar situado na Nebulosa do Caranguejo. 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