{"id":4056,"date":"2021-04-09T05:26:05","date_gmt":"2021-04-09T05:26:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4056"},"modified":"2021-04-09T05:26:17","modified_gmt":"2021-04-09T05:26:17","slug":"a-impressao-digital-quimica-do-primeiro-exoplaneta-em-transito-revela-o-seu-distante-local-de-nascimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/04\/09\/a-impressao-digital-quimica-do-primeiro-exoplaneta-em-transito-revela-o-seu-distante-local-de-nascimento\/","title":{"rendered":"A &#8220;impress\u00e3o digital qu\u00edmica&#8221; do primeiro exoplaneta em tr\u00e2nsito revela o seu distante local de nascimento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos encontraram evid\u00eancias de que o primeiro exoplaneta identificado atrav\u00e9s do m\u00e9todo de tr\u00e2nsito pode ter migrado para uma \u00f3rbita pr\u00f3xima da sua estrela a partir do seu local de nascimento, mais distante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise da atmosfera do planeta por uma equipa que inclui cientistas da Universidade de Warwick identificou a impress\u00e3o digital qu\u00edmica de um planeta que se formou muito mais longe do seu sol do que onde atualmente reside. Isto confirma o pensamento anterior de que o planeta se mudou para a sua posi\u00e7\u00e3o atual ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o, a uns meros 7 milh\u00f5es de quil\u00f3metros da sua estrela ou o equivalente a 1\/20 da dist\u00e2ncia Terra-Sol.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/y6mdgPfS\/exoplanet-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"724\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/exoplanet-3-1024x724.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4057\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/exoplanet-3-1024x724.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/exoplanet-3-300x212.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/exoplanet-3-768x543.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/exoplanet-3.jpg 1132w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>O exoplaneta HD 209458b transita a sua estrela. O crescente iluminado e as suas cores foram exageradas para ilustrar o espectro que os astr\u00f3nomos usaram para identificar as seis mol\u00e9culas na sua atmosfera.<br>Cr\u00e9dito: Universidade de Warwick\/Mark Garlick<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As conclus\u00f5es, por uma equipa internacional de astr\u00f3nomos, foram publicadas dia 7 de abril na revista Nature. A Universidade de Warwick liderou a modelagem e interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados que marcam a primeira vez que at\u00e9 seis mol\u00e9culas na atmosfera de um exoplaneta foram medidas para determinar a sua composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 tamb\u00e9m a primeira vez que os astr\u00f3nomos usam estas seis mol\u00e9culas para determinar definitivamente o local onde estes planetas gigantes e quentes se formam gra\u00e7as \u00e0 composi\u00e7\u00e3o das suas atmosferas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com telesc\u00f3pios novos e mais poderosos entrando em breve em opera\u00e7\u00e3o, a sua t\u00e9cnica tamb\u00e9m poder\u00e1 ser usada para estudar a qu\u00edmica de exoplanetas que podem potencialmente hospedar vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta \u00faltima investiga\u00e7\u00e3o usou o Telesc\u00f3pio Nacional Galileu em La Palma, Espanha, para obter espectros de alta resolu\u00e7\u00e3o da atmosfera do exoplaneta HD 209458b enquanto passava em frente da sua estrela hospedeira em quatro ocasi\u00f5es distantes. A luz estelar \u00e9 alterada \u00e0 medida que passa pela atmosfera do planeta e, ao analisar as diferen\u00e7as no espectro resultante, os astr\u00f3nomos podem determinar quais os elementos qu\u00edmicos presentes e as suas abund\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pela primeira vez, os astr\u00f3nomos foram capazes de detetar cianeto de hidrog\u00e9nio, metano, am\u00f3nia, acetileno, mon\u00f3xido de carbono e quantidades baixas de vapor de \u00e1gua na atmosfera de HD 209458b. A abund\u00e2ncia inesperada de mol\u00e9culas baseadas em carbono (cianeto de hidrog\u00e9nio, metano, acetileno e mon\u00f3xido de carbono) sugere que existem aproximadamente tantos \u00e1tomos de carbono quanto \u00e1tomos de oxig\u00e9nio na atmosfera, o dobro do carbono esperado. Isto sugere que o planeta preferencialmente acretou g\u00e1s rico em carbono durante a forma\u00e7\u00e3o, o que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se orbitasse muito mais longe da sua estrela quando se formou originalmente, provavelmente a uma dist\u00e2ncia semelhante \u00e0 de J\u00fapiter ou Saturno no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Siddharth Gandhi do Departamento de F\u00edsica da Universidade de Warwick, disse: &#8220;Os qu\u00edmicos principais s\u00e3o esp\u00e9cies com carbono e azoto. Se estas esp\u00e9cies est\u00e3o ao n\u00edvel que as detet\u00e1mos, isto \u00e9 indicativo de uma atmosfera que \u00e9 enriquecida em carbono em compara\u00e7\u00e3o com oxig\u00e9nio. Us\u00e1mos estes seis elementos qu\u00edmicos pela primeira vez para restringir onde, no seu disco protoplanet\u00e1rio, o planeta se teria formado originalmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o h\u00e1 como um planeta se formar com uma atmosfera t\u00e3o rica em carbono se estiver dentro da linha de condensa\u00e7\u00e3o do vapor de \u00e1gua. \u00c0 alta temperatura deste planeta (1500 K), se a atmosfera contiver todos os elementos na mesma propor\u00e7\u00e3o que a estrela-m\u00e3e, o oxig\u00e9nio deveria ser duas vezes mais abundante do que o carbono e principalmente ligado ao hidrog\u00e9nio para formar \u00e1gua ou ao carbono para formar mon\u00f3xido de carbono. Os nossos achados, muito diferentes, concordam com o entendimento atual de que J\u00fapiteres quentes como HD 209458b se formaram muito longe da sua posi\u00e7\u00e3o atual.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando modelos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, os astr\u00f3nomos compararam a impress\u00e3o digital qu\u00edmica de HD 209458b com a que esperariam ver para um planeta desse tipo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um sistema solar come\u00e7a como um disco de material em torno da estrela que se re\u00fane para formar os n\u00facleos s\u00f3lidos dos planetas, que ent\u00e3o acretam material gasoso para formar uma atmosfera. Perto da estrela, onde \u00e9 mais quente, uma grande propor\u00e7\u00e3o de oxig\u00e9nio permanece na atmosfera na forma de vapor de \u00e1gua. Mais longe, conforme fica mais frio, essa \u00e1gua condensa-se para gelo e fica presa no centro de um planeta, levando a uma atmosfera mais composta por mol\u00e9culas baseadas em carbono e no azoto. Portanto, espera-se que os planetas perto da estrela tenham atmosferas ricas em oxig\u00e9nio, em vez de carbono.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HD 209458b foi o primeiro exoplaneta a ser identificado usando o m\u00e9todo de tr\u00e2nsito, observando-o enquanto passa em frente da sua estrela. Tem sido objeto de muitos estudos, mas esta \u00e9 a primeira vez que seis mol\u00e9culas individuais foram medidas na sua atmosfera para criar uma &#8220;impress\u00e3o digital qu\u00edmica&#8221; detalhada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Matteo Brogi, da Universidade de Warwick, acrescenta: &#8220;Ao aumentar estas observa\u00e7\u00f5es, seremos capazes de dizer quais as classes de planetas que temos em termos do seu local de forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o inicial. \u00c9 realmente importante n\u00e3o trabalhar com as premissas de que existem apenas algumas mol\u00e9culas que s\u00e3o importantes para determinar os espectros destes planetas, como frequentemente foi feito antes. A dete\u00e7\u00e3o do m\u00e1ximo de mol\u00e9culas poss\u00edvel \u00e9 \u00fatil quando passamos a testar esta t\u00e9cnica em planetas com condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias para a vida, porque vamos precisar de ter um portf\u00f3lio completo de elementos qu\u00edmicos que podemos detetar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Paolo Giacobbe, investigador do INAF (Instituto Nacional de Astrof\u00edsica, em It\u00e1lia) e autor principal do artigo cient\u00edfico, salientou: &#8220;Se esta descoberta fosse um romance, come\u00e7aria com &#8216;No in\u00edcio havia apenas \u00e1gua&#8230;&#8217; porque a grande maioria da infer\u00eancia das atmosferas exoplanet\u00e1rias, com base em observa\u00e7\u00f5es no infravermelho pr\u00f3ximo, foi baseada na presen\u00e7a (ou aus\u00eancia) de vapor de \u00e1gua, que domina esta regi\u00e3o do espectro. N\u00f3s pergunt\u00e1mo-nos: \u00e9 realmente poss\u00edvel que todos os outros elementos esperados na teoria n\u00e3o deixem nenhum tra\u00e7o mensur\u00e1vel? Descobrir que \u00e9 poss\u00edvel detet\u00e1-los, gra\u00e7as aos nossos esfor\u00e7os no aprimoramento das t\u00e9cnicas de an\u00e1lise, abre novos horizontes para explorar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/warwick.ac.uk\/newsandevents\/pressreleases\/first_transiting_exoplanets\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Warwick (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.tng.iac.es\/news\/2021\/04\/07\/atmosphere\/\" target=\"_blank\">\/\/ INAF (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-021-03381-x\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/space-exploration\/exoplanet-atmosphere-hints-it-formed-far-from-star\/?amp\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-04-transiting-exoplanet-chemical-fingerprint-reveals.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2021\/04\/07\/welcome-to-osiris-the-first-alien-exoplanet-to-be-found-during-an-eclipse-that-now-has-a-groundbreaking-chemical-fingerprint\/?sh=1a8d43215c6a\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>HD 209458b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/resources\/231\/hd-209458b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/hd_209458_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/planet\/HD%20209458%20b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/HD_209458_b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Nacional Galileu:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.tng.iac.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galileo_National_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos encontraram evid\u00eancias de que o primeiro exoplaneta identificado atrav\u00e9s do m\u00e9todo de tr\u00e2nsito pode ter migrado para uma \u00f3rbita pr\u00f3xima da sua estrela a partir do seu local de nascimento, mais distante. 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