{"id":4030,"date":"2021-03-30T05:17:38","date_gmt":"2021-03-30T05:17:38","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4030"},"modified":"2021-03-30T05:17:49","modified_gmt":"2021-03-30T05:17:49","slug":"correntes-oceanicas-previstas-em-encelado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/03\/30\/correntes-oceanicas-previstas-em-encelado\/","title":{"rendered":"Correntes oce\u00e2nicas previstas em Enc\u00e9lado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enterrado sob 20 quil\u00f3metros de gelo, o oceano subsuperficial de Enc\u00e9lado &#8211; uma das luas de Saturno &#8211; parece ter correntes semelhantes \u00e0s da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A teoria, derivada da forma da concha gelada de Enc\u00e9lado, desafia o pensamento atual de que o oceano global da lua \u00e9 homog\u00e9neo, al\u00e9m de alguma mistura vertical impulsionada pelo calor do n\u00facleo da lua.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/pia19656_labeled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"554\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/pia19656_labeled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4031\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/pia19656_labeled.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/pia19656_labeled-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/pia19656_labeled-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o do interior de Enc\u00e9lado, que mostra um oceano global de \u00e1gua l\u00edquida entre o seu n\u00facleo rochoso e a crosta gelada. A espessura das camadas n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 escala.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enc\u00e9lado, uma pequena bola gelada com aproximadamente 500 km em di\u00e2metro (cerca de 1\/7 do di\u00e2metro da Lua da Terra), \u00e9 o sexto maior sat\u00e9lite de Saturno. Apesar do seu pequeno tamanho, Enc\u00e9lado atraiu a aten\u00e7\u00e3o dos cientistas em 2014, quando uma passagem rasante da sonda Cassini descobriu evid\u00eancias do seu grande oceano subterr\u00e2neo e &#8220;saboreou&#8221; \u00e1gua de erup\u00e7\u00f5es semelhantes a geysers libertados de fissuras no gelo do polo sul. \u00c9 um dos poucos locais no Sistema Solar com \u00e1gua l\u00edquida (outro \u00e9 a lua de J\u00fapiter, Europa), tornando-o um alvo de interesse para astrobi\u00f3logos em busca de sinais de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O oceano em Enc\u00e9lado \u00e9 quase totalmente diferente dos da Terra. Os oceanos da Terra s\u00e3o relativamente rasos (uma m\u00e9dia de 3,6 km de profundidade), cobrem tr\u00eas-quartos da superf\u00edcie do planeta, s\u00e3o mais quentes no topo por causa dos raios do Sol e mais frios nas profundezas, perto do fundo do mar, e t\u00eam correntes que s\u00e3o afetadas pelo vento; Enc\u00e9lado, por sua vez, parece ter um oceano que abrange todo o globo e est\u00e1 completamente abaixo da superf\u00edcie, com pelo menos 30 km de profundidade e \u00e9 mais frio no topo, perto da camada de gelo, e aquecido na parte inferior pelo calor do n\u00facleo da lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar das suas diferen\u00e7as, a estudante de doutoramento Ana Lobo do Caltech sugere que o oceano em Enc\u00e9lado tem correntes semelhantes aos da Terra. O trabalho baseia-se em medi\u00e7\u00f5es feitas pela Cassini e tamb\u00e9m na investiga\u00e7\u00e3o de Andrew Thompson, professor de ci\u00eancia ambiental e engenharia, que estuda a maneira como o gelo e a \u00e1gua interagem para impulsionar a mistura dos oceanos em torno da Ant\u00e1rtida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lobo e Thompson colaboraram no trabalho com Steven Vance e Saikiran Tharimena do JPL, que o Caltech gere para a NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As medi\u00e7\u00f5es gravitacionais e c\u00e1lculos de calor da Cassini j\u00e1 haviam revelado que a camada de gelo \u00e9 mais fina nos polos do que no equador. As regi\u00f5es de gelo fino nos polos est\u00e3o provavelmente associadas com o derretimento e as regi\u00f5es de gelo espesso no equador com o congelamento, diz Thompson. Isto afeta as correntes oce\u00e2nicas porque, quando a \u00e1gua salgada congela, liberta os sais e torna a \u00e1gua em redor mais pesada, fazendo com que afunde. O oposto acontece nas regi\u00f5es de derretimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O conhecimento da distribui\u00e7\u00e3o do gelo permite-nos colocar restri\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o,&#8221; explica Lobo. Um modelo de computador idealizado, baseado nos estudos de Thompson da Ant\u00e1rtica, sugere que as regi\u00f5es de congelamento e derretimento, identificadas pela estrutura do gelo, estariam ligadas pelas correntes oce\u00e2nicas. Isto criaria uma circula\u00e7\u00e3o do polo ao equador que influencia a distribui\u00e7\u00e3o de calor e nutrientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Entender quais as regi\u00f5es do oceano subterr\u00e2neo mais hospitaleiras para a vida como a conhecemos pode, um dia, ajudar a procurar sinais de vida,&#8221; diz Thompson.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.caltech.edu\/about\/news\/ocean-currents-predicted-on-enceladus\" target=\"_blank\">\/\/ Caltech (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41561-021-00706-3\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Geoscience)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2007.06173\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enc\u00e9lado:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.solarviews.com\/eng\/enceladus.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Solarviews<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Enceladus_(moon)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Saturno:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.solarviews.com\/eng\/saturn.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Solarviews<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Saturn_%28planet%29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cassini:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/saturn.jpl.nasa.gov\/home\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cassini-Huygens\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Correntes oce\u00e2nicas da Terra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ocean_current\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enterrado sob 20 quil\u00f3metros de gelo, o oceano subsuperficial de Enc\u00e9lado &#8211; uma das luas de Saturno &#8211; parece ter correntes semelhantes \u00e0s da Terra. 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