{"id":4027,"date":"2021-03-30T05:15:42","date_gmt":"2021-03-30T05:15:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4027"},"modified":"2021-03-30T05:15:44","modified_gmt":"2021-03-30T05:15:44","slug":"simulacoes-de-supernovas-revelam-como-as-explosoes-estelares-esculpem-nuvens-de-detritos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/03\/30\/simulacoes-de-supernovas-revelam-como-as-explosoes-estelares-esculpem-nuvens-de-detritos\/","title":{"rendered":"Simula\u00e7\u00f5es de supernovas revelam como as explos\u00f5es estelares esculpem nuvens de detritos"},"content":{"rendered":"\n<p>Os astr\u00f3nomos est\u00e3o agora numa melhor posi\u00e7\u00e3o para interpretar as observa\u00e7\u00f5es de remanescentes de supernovas, gra\u00e7as \u00e0s simula\u00e7\u00f5es de computador destes eventos catacl\u00edsmicos por astrof\u00edsicos do RIKEN (Jap\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Quando certos tipos de estrelas morrem, explodem violentamente no que \u00e9 conhecido como supernova. Uma das formas mais comuns de supernova, as do Tipo Ia, come\u00e7a com uma estrela an\u00e3 branca densa que queimou o seu combust\u00edvel de hidrog\u00e9nio. A mat\u00e9ria que flui de uma estrela companheira pode dar in\u00edcio a uma rea\u00e7\u00e3o de fus\u00e3o nuclear descontrolada na an\u00e3, desencadeando uma conflagra\u00e7\u00e3o massiva que cria muitos dos elementos mais pesados do Universo. Estes s\u00e3o lan\u00e7ados para fora numa nuvem luminosa conhecida como remanescente, que cont\u00e9m uma &#8220;impress\u00e3o digital&#8221; da explos\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"400\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/RRFY20200063.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4028\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/RRFY20200063.jpg 400w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/RRFY20200063-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/RRFY20200063-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption>Uma supernova cria uma nuvem de detritos que cont\u00e9m uma &#8220;impress\u00e3o digital&#8221; da explos\u00e3o. Nesta visualiza\u00e7\u00e3o dos dados da simula\u00e7\u00e3o, um-quarto da concha externa do remanescente foi removido para revelar os aglomerados de mat\u00e9ria no seu interior (as cores denotam materiais diferentes).<br>Cr\u00e9dito: Ferrand et al., 2021<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Giller Ferrand do Laborat\u00f3rio Astrof\u00edsico do Big Bang do RIKEN e colegas no Jap\u00e3o e na Alemanha t\u00eam vindo a desenvolver simula\u00e7\u00f5es tridimensionais de computador que recriam supernovas. As suas simula\u00e7\u00f5es envolvem duas etapas: a primeira modela a pr\u00f3pria explos\u00e3o de supernova, enquanto a segunda usa isso como entrada para um modelo do remanescente de supernova. &#8220;O nosso objetivo \u00e9 explorar como diferentes condi\u00e7\u00f5es da explos\u00e3o produzem remanescentes com formas e composi\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas, semelhantes \u00e0s que observamos na nossa Gal\u00e1xia,&#8221; explica Ferrand.<\/p>\n\n\n\n<p>As mais recentes simula\u00e7\u00f5es da equipa concentram-se em dois aspetos das supernovas: como a explos\u00e3o come\u00e7a dentro de uma an\u00e3 branca e como a combust\u00e3o se espalha pela estrela. A igni\u00e7\u00e3o pode come\u00e7ar em apenas alguns lugares dentro da an\u00e3 branca ou pode ser disparada em v\u00e1rios pontos simultaneamente. Entretanto, a combust\u00e3o pode ser uma deflagra\u00e7\u00e3o &#8211; um inc\u00eandio turbulento que se move mais lentamente do que a velocidade local do som &#8211; ou pode envolver deflagra\u00e7\u00e3o seguida por uma detona\u00e7\u00e3o supers\u00f3nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao colocar estas op\u00e7\u00f5es juntas de maneiras diferentes, os investigadores produziram quatro modelos de remanescentes de supernova. &#8220;Cada modelo tem as suas propriedades distintas,&#8221; diz Ferrand. Por exemplo, uma supernova com poucos pontos de igni\u00e7\u00e3o e uma explos\u00e3o de deflagra\u00e7\u00e3o produziu um remanescente com uma concha sim\u00e9trica deslocada do centro da explos\u00e3o. Em contraste, uma simula\u00e7\u00e3o que envolve poucos pontos de igni\u00e7\u00e3o e uma detona\u00e7\u00e3o produziu um remanescente no qual metade da concha externa era duas vezes mais espessa que a outra metade. Os remanescentes das simula\u00e7\u00f5es de deflagra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m apresentavam &#8220;costuras&#8221; inesperadas de material mais denso.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes resultados sugerem que o melhor momento para ver a impress\u00e3o digital de uma supernova no seu remanescente \u00e9 cerca de 100-300 anos ap\u00f3s a explos\u00e3o. Esta impress\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel por mais tempo em supernovas com menos pontos de igni\u00e7\u00e3o, e todos os remanescentes nas simula\u00e7\u00f5es tornaram-se esf\u00e9ricos, no global, em 500 anos. Estes resultados v\u00e3o guiar os astr\u00f3nomos na interpreta\u00e7\u00e3o das observa\u00e7\u00f5es de remanescentes de supernovas.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.riken.jp\/en\/news_pubs\/research_news\/rr\/20210326_1\/index.html\" target=\"_blank\">\/\/ RIKEN (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/abc951\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2011.04769\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Supernovas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Type_Ia_supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Tipo Ia (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova_remnant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Remanescente de supernova (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos est\u00e3o agora numa melhor posi\u00e7\u00e3o para interpretar as observa\u00e7\u00f5es de remanescentes de supernovas, gra\u00e7as \u00e0s simula\u00e7\u00f5es de computador destes eventos catacl\u00edsmicos por astrof\u00edsicos do RIKEN (Jap\u00e3o). 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