{"id":4018,"date":"2021-03-26T06:27:38","date_gmt":"2021-03-26T06:27:38","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4018"},"modified":"2021-03-26T06:27:39","modified_gmt":"2021-03-26T06:27:39","slug":"sera-que-o-enxame-de-estrelas-mais-proximo-do-sol-esta-a-ser-destruido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/03\/26\/sera-que-o-enxame-de-estrelas-mais-proximo-do-sol-esta-a-ser-destruido\/","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que o enxame de estrelas mais pr\u00f3ximo do Sol est\u00e1 a ser destru\u00eddo?"},"content":{"rendered":"\n<p>Dados do sat\u00e9lite de mapeamento estelar Gaia da ESA revelaram evid\u00eancias tentadoras de que o enxame de estrelas mais pr\u00f3ximo do Sol est\u00e1 a ser perturbado pela influ\u00eancia gravitacional de uma estrutura massiva, mas invis\u00edvel, na nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p>A ser verdade, isto pode fornecer evid\u00eancias de uma popula\u00e7\u00e3o suspeita de &#8220;subhalos de mat\u00e9ria escura&#8221;. Estas nuvens invis\u00edveis de part\u00edculas s\u00e3o consideradas rel\u00edquias da forma\u00e7\u00e3o da Via L\u00e1ctea, e est\u00e3o agora espalhadas pela Gal\u00e1xia, formando uma subestrutura invis\u00edvel que exerce uma influ\u00eancia gravitacional percet\u00edvel em qualquer coisa que se aproxime demais.<\/p>\n\n\n\n<p>A investigadora Tereza Jerabkova e colegas da ESA e do ESO fizeram a descoberta enquanto estudavam a forma como um enxame estelar pr\u00f3ximo est\u00e1 a fundir-se com o plano de fundo geral das estrelas na nossa Gal\u00e1xia. Esta descoberta teve por base o cat\u00e1logo EDR3 (Early third Data Release) do Gaia e dados do segundo cat\u00e1logo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2021\/03\/the_core_of_the_hyades_star_cluster\/23222886-1-eng-GB\/The_core_of_the_Hyades_star_cluster.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/The_core_of_the_Hyades_star_cluster_pillars-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4019\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/The_core_of_the_Hyades_star_cluster_pillars-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/The_core_of_the_Hyades_star_cluster_pillars-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/The_core_of_the_Hyades_star_cluster_pillars-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/The_core_of_the_Hyades_star_cluster_pillars-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/The_core_of_the_Hyades_star_cluster_pillars.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>O enxame de estrelas das H\u00edades est\u00e1 a fundir-se gradualmente com o plano de fundo de estrelas da Via L\u00e1ctea. Est\u00e1 localizado a 153 anos-luz do Sol e \u00e9 vis\u00edvel \u00e0 vista desarmada porque os seus membros mais brilhantes formam um &#8220;V&#8221; na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Touro. A imagem mostra os membros das H\u00edades identificados nos dados do Gaia. Essas estrelas est\u00e3o assinalada a cor-de-rosa, e as formas das v\u00e1rias constela\u00e7\u00f5es est\u00e3o tra\u00e7adas a verde. As estrelas das H\u00edades podem ser vistas a esticarem-se do enxame central para formar duas &#8220;caudas&#8221;. Estas caudas s\u00e3o conhecidas como caudas de mar\u00e9 e \u00e9 atrav\u00e9s delas que as estrelas deixam o enxame. A imagem foi criada usando o Gaia Sky.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC; reconhecimento: S. Jordan\/T. Sagrista<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A equipa escolheu as H\u00edades como o seu alvo porque \u00e9 o enxame de estrelas mais pr\u00f3ximo do Sol. Est\u00e1 localizado a pouco mais de 153 anos-luz de dist\u00e2ncia e \u00e9 facilmente vis\u00edvel para os observadores do c\u00e9u nos hemisf\u00e9rio norte e sul como uma forma consp\u00edcua em &#8220;V&#8221; de estrelas brilhantes que assinalam a cabe\u00e7a da constela\u00e7\u00e3o de Touro. Al\u00e9m das estrelas brilhantes facilmente vis\u00edveis, os telesc\u00f3pios revelam cerca de cem estrelas mais fracas contidas numa regi\u00e3o esf\u00e9rica do espa\u00e7o com aproximadamente 60 anos-luz de di\u00e2metro.<\/p>\n\n\n\n<p>Um enxame perder\u00e1 estrelas naturalmente, porque \u00e0 medida que essas estrelas se movem dentro do aglomerado, puxam-se gravitacionalmente. Estes pux\u00f5es constantes mudam ligeiramente as velocidades das estrelas, movendo algumas para as orlas do enxame. A partir da\u00ed, as estrelas podem ser varridas pela atra\u00e7\u00e3o gravitacional da gal\u00e1xia, formando duas longas caudas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma cauda segue o enxame, a outra vai \u00e0 sua frente. S\u00e3o conhecidas como caudas de mar\u00e9 e foram amplamente estudadas em gal\u00e1xias em colis\u00e3o, mas at\u00e9 muito recentemente ningu\u00e9m as tinha visto num enxame estelar aberto pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Locating the Hyades tidal tails\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dn2Qdrz9JDo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A chave para detetar caudas de mar\u00e9 \u00e9 identificar quais as estrelas no c\u00e9u que se movem de maneira semelhante ao enxame estelar. O Gaia torna isto f\u00e1cil porque mede com precis\u00e3o a dist\u00e2ncia e o movimento de mais de mil milh\u00f5es de estrelas na nossa Gal\u00e1xia. &#8220;Estas s\u00e3o as duas quantidades mais importantes que precisamos para procurar as caudas de mar\u00e9 dos enxames estelares na Via L\u00e1ctea,&#8221; diz Tereza.<\/p>\n\n\n\n<p>As tentativas anteriores por outras equipas tiveram apenas sucesso limitado porque os investigadores s\u00f3 procuraram estrelas que correspondessem intimamente ao movimento do enxame. Isto excluiu membros que partiram no in\u00edcio da sua hist\u00f3ria de 600-700 milh\u00f5es de anos e que est\u00e3o agora a viajar em \u00f3rbitas diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender o alcance das \u00f3rbitas a procurar, Tereza construiu um modelo de computador que simulava as v\u00e1rias perturba\u00e7\u00f5es que as estrelas fugitivas do enxame poderiam sentir durante as suas centenas de milh\u00f5es de anos no espa\u00e7o. Foi depois de executar este c\u00f3digo e, em seguida, comparar as simula\u00e7\u00f5es com os dados reais, que a verdadeira extens\u00e3o das caudas de mar\u00e9 das H\u00edades foram reveladas. Tereza e colegas encontraram milhares de ex-membros nos dados do Gaia. Estas estrelas estendem-se agora por milhares de anos-luz ao longo da Gal\u00e1xia em duas enormes caudas de mar\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2021\/03\/the_hyades_and_their_tidal_tails\/23222930-1-eng-GB\/The_Hyades_and_their_tidal_tails.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2021\/03\/the_hyades_and_their_tidal_tails\/23222930-1-eng-GB\/The_Hyades_and_their_tidal_tails_pillars.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A verdadeira extens\u00e3o das caudas de mar\u00e9 das H\u00edades foram reveladas pela primeira vez por dados da miss\u00e3o Gaia da ESA. Os dados do Gaia permitiram que os membros anteriores do enxame estlear (vistos a cor-de-rosa) pudessem ser tra\u00e7ados por todo o c\u00e9u. Essas estrelas s\u00e3o assinaladas a cor-de-rosa e as formas das v\u00e1rias constela\u00e7\u00f5es s\u00e3o tra\u00e7adas a verde. A imagem foi criada usando o Gaia Sky.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Gaia\/DPAC; reconhecimento: S. Jordan\/T. Sagrista<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas a verdadeira surpresa foi que a cauda de mar\u00e9 traseira parecia ter estrelas em falta. Isto indica que algo muito mais brutal est\u00e1 a ocorrer do que o enxame estelar a &#8220;dissolver-se&#8221; suavemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Correndo novamente as simula\u00e7\u00f5es, Tereza mostrou que os dados poderiam ser reproduzidos se aquela cauda colidisse com uma nuvem de mat\u00e9ria contendo cerca de 10 milh\u00f5es de massas solares. &#8220;Deve ter havido uma intera\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com este agregado realmente gigantesco, e as H\u00edades foram &#8216;esmagadas&#8217;,&#8221; salientou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que poderia ser esse amontoado de mat\u00e9ria? N\u00e3o existem observa\u00e7\u00f5es de uma nuvem de g\u00e1s ou de um enxame estelar t\u00e3o massivo nas proximidades. Se nenhuma estrutura vis\u00edvel for detetada mesmo em levantamentos futuros, Tereza sugere que esse objeto pode ser um subhalo de mat\u00e9ria escura. Estes s\u00e3o agregados naturais de mat\u00e9ria escura que se pensa ajudarem a moldar a gal\u00e1xia durante a sua forma\u00e7\u00e3o. Este novo trabalho mostra como o Gaia est\u00e1 a ajudar os astr\u00f3nomos a mapear esta estrutura invis\u00edvel de mat\u00e9ria escura da Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com o Gaia, a forma como vemos a Via L\u00e1ctea mudou completamente. E com estas descobertas, poderemos mapear as subestruturas da Via L\u00e1ctea bem melhor que nunca,&#8221; afirma Tereza. E tendo provado a t\u00e9cnica com as H\u00edades, Tereza e colegas est\u00e3o agora a estender o trabalho \u00e0 procura de caudas de mar\u00e9 noutros enxames de estrelas mais distantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Evolution of Hyades star cluster from ~ 650 million years ago until now\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ra3LupQjTYM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Gaia\/Is_the_nearest_star_cluster_to_the_Sun_being_destroyed\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2021\/03\/aa39949-20\/aa39949-20.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2103.12080\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/the-nearest-star-cluster-to-the-sun-is-being-torn-apart-by-something-we-can-t-see\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-03-nearest-star-cluster-sun.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enxame de estrelas das H\u00edades:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.messier.seds.org\/xtra\/ngc\/hyades.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hyades_(star_cluster)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/early-data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EDR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados do sat\u00e9lite de mapeamento estelar Gaia da ESA revelaram evid\u00eancias tentadoras de que o enxame de estrelas mais pr\u00f3ximo do Sol est\u00e1 a ser perturbado pela influ\u00eancia gravitacional de uma estrutura massiva, mas invis\u00edvel, na nossa Gal\u00e1xia. 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