{"id":4015,"date":"2021-03-26T06:24:36","date_gmt":"2021-03-26T06:24:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4015"},"modified":"2021-03-26T06:24:50","modified_gmt":"2021-03-26T06:24:50","slug":"perda-de-agua-de-marte-esculpida-pelas-estacoes-e-pelas-tempestades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/03\/26\/perda-de-agua-de-marte-esculpida-pelas-estacoes-e-pelas-tempestades\/","title":{"rendered":"Perda de \u00e1gua de Marte esculpida pelas esta\u00e7\u00f5es e pelas tempestades"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Marte perdeu a maior parte da sua antes abundante \u00e1gua, com pequenas quantidades remanescentes na atmosfera do planeta. A sonda Mars Express da ESA revela agora mais sobre para onde essa \u00e1gua foi, mostrando que a sua fuga para o espa\u00e7o \u00e9 acelerada por tempestades de poeira e pela proximidade do planeta ao Sol, e sugerindo que alguma \u00e1gua pode ter recuado para o subsolo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora \u00e1rido hoje, Marte provavelmente j\u00e1 foi um mundo coberto de \u00e1gua como o nosso. As evid\u00eancias disso podem ser vistas em vastos canais de escoamento formados por inunda\u00e7\u00f5es, vales de rios e deltas esculpidos na superf\u00edcie do planeta, bem como em observa\u00e7\u00f5es de radar de reservat\u00f3rios de \u00e1gua l\u00edquida presos sob o gelo e poeira no polo sul de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1gua agora s\u00f3 pode existir em Marte na forma de gelo ou g\u00e1s devido \u00e0 baixa press\u00e3o atmosf\u00e9rica do planeta, que \u00e9 menos de 1% da da Terra. Marte perdeu grande parte da sua \u00e1gua anterior para o espa\u00e7o nos \u00faltimos milhares de milh\u00f5es de anos e ainda hoje escapa da sua atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2021\/03\/where_did_mars_water_go\/23219584-1-eng-GB\/Where_did_Mars_water_go.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Where_did_Mars_water_go_pillars-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4016\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Where_did_Mars_water_go_pillars-1024x576.png 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Where_did_Mars_water_go_pillars-300x169.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Where_did_Mars_water_go_pillars-768x432.png 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Where_did_Mars_water_go_pillars-1536x864.png 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Where_did_Mars_water_go_pillars.png 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Infografia da perda de \u00e1gua marciana para o espa\u00e7o ao longo da sua \u00f3rbita em torno do Sol.<br>Cr\u00e9dito: ESA; dados: A. Fedorova et al. (2021)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois novos estudos, liderados por Anna Fedorova do IKI (Institut Kosmicheskikh Issledovaniy) da Academia Russa de Ci\u00eancias e Jean-Yves Chaufray do Laborat\u00f3rio LATMOS (Laboratoire Atmospheres Observations Spatiales), na Fran\u00e7a, esclarecem agora como a \u00e1gua se move atrav\u00e9s e deixa a atmosfera de Marte. Eles revelam que este processo \u00e9 afetado pela dist\u00e2ncia do planeta ao Sol e pelas mudan\u00e7as no seu clima e na sua meteorologia, incluindo as enormes tempestades globais de poeira vistas frequentemente no Planeta Vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ambos os estudos usaram conjuntos extensos de dados obtidos durante v\u00e1rios anos pelo instrumento SPICAM (Spectroscopy for the Investigation of the Characteristics of the Atmosphere of Mars).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A atmosfera \u00e9 o elo entre a superf\u00edcie e o espa\u00e7o e, portanto, tem muito a dizer-nos sobre como Marte perdeu a sua \u00e1gua,&#8221; diz Anna. &#8220;N\u00f3s estud\u00e1mos o vapor de \u00e1gua na atmosfera desde o solo at\u00e9 100 km de altitude, uma regi\u00e3o que ainda n\u00e3o havia sido explorada, ao longo de oito anos marcianos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anna e os seus colegas descobriram que o vapor de \u00e1gua permaneceu confinado a menos de 60 km quando Marte estava longe do Sol, mas que se estendeu at\u00e9 90 km de altitude quando Marte estava mais pr\u00f3ximo do Sol. Numa \u00f3rbita completa, a dist\u00e2ncia entre o Sol e o Planeta Vermelho varia de 207 a 249 milh\u00f5es de quil\u00f3metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perto do Sol, as temperaturas mais quentes e a circula\u00e7\u00e3o mais intensa na atmosfera impediram que a \u00e1gua congelasse a uma determinada altitude. &#8220;Ent\u00e3o, a atmosfera superior fica umedecida e saturada de \u00e1gua, explicando porque as taxas de escape de \u00e1gua aumentam durante esta esta\u00e7\u00e3o &#8211; a \u00e1gua \u00e9 transportada para mais alto, ajudando \u00e0 sua fuga para o espa\u00e7o,&#8221; acrescenta Anna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos anos em que Marte teve uma tempestade global de poeira, a atmosfera superior tornou-se ainda mais h\u00famida, acumulando \u00e1gua em excesso a altitudes superiores a 80 km.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto confirma que as tempestades de poeira, que s\u00e3o conhecidas por aquecer e perturbar a atmosfera de Marte, tamb\u00e9m levam \u00e1gua a grandes altitudes,&#8221; diz Anna. &#8220;Gra\u00e7as ao monitoramento cont\u00ednuo da Mars Express, fomos capazes de analisar as duas \u00faltimas tempestades globais de poeira, em 2007 e 2018, e comparar o que descobrimos em anos sem tempestades para identificar como as tempestades afetaram a fuga de \u00e1gua marciana.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2018\/04\/mars_express\/17447281-1-eng-GB\/Mars_Express.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2018\/04\/mars_express\/17447281-1-eng-GB\/Mars_Express_pillars.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista da sonda Mars Express. O plano de fundo \u00e9 baseado numa imagem real de Marte captada pela c\u00e2mara de alta-resolu\u00e7\u00e3o do orbitador.<br>Cr\u00e9dito: imagem da sonda &#8211; ESA\/ATG medialab; Marte &#8211; ESA\/DLR\/FU Berlin<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este achado \u00e9 apoiado por investiga\u00e7\u00f5es lideradas por Jean-Yves, que modelou a densidade dos \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio na atmosfera superior de Marte ao longo de dois anos e explorou como isso est\u00e1 relacionado com o escape da \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Compar\u00e1mos os nossos resultados com os dados do SPICAM e encontr\u00e1mos uma boa concord\u00e2ncia &#8211; exceto durante a esta\u00e7\u00e3o empoeirada, quando o nosso modelo subestimou a quantidade de hidrog\u00e9nio presente,&#8221; real\u00e7a Jean-Yves. &#8220;Muito mais \u00e1gua escapa pela atmosfera durante condi\u00e7\u00f5es perturbadas do que o modelo previu.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo de dois anos marcianos, um dos quais teve uma tempestade de poeira, Jean-Yves e colegas estimaram que a taxa de perda de \u00e1gua variou por um fator de cerca de 100, destacando o efeito significativo que as tempestades de poeira podem ter nos ritmos de perda de \u00e1gua em Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As descobertas mostram que Marte perde o equivalente a uma camada global de \u00e1gua com dois metros de profundidade a cada mil milh\u00f5es de anos. No entanto, mesmo acumulada ao longo da hist\u00f3ria de 4 mil milh\u00f5es de anos de Marte, esta quantidade \u00e9 insuficiente para explicar para onde foi toda a \u00e1gua de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Deve ter existido uma quantidade significativa de \u00e1gua no planeta para explicar as caracter\u00edsticas que vemos,&#8221; diz Jean-Yves. &#8220;Como nem toda foi perdida para o espa\u00e7o, os nossos resultados sugerem que ou esta \u00e1gua se moveu para o subsolo ou que as taxas de escape de \u00e1gua eram muito mais altas no passado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados de Anna, Jean-Yves e colegas complementam as recentes descobertas da ExoMars TGO (Trace Gas Orbiter) da ESA-Roscosmos, que desde 2018 e juntamente com a Mars Express, monitorizou a distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua por altitude na atmosfera de Marte. Estas descobertas sugerem que o ritmo de perda de \u00e1gua marciana pode estar ligado a mudan\u00e7as sazonais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2018\/07\/mars_dust_storm\/17607521-2-eng-GB\/Mars_dust_storm.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2018\/07\/mars_dust_storm\/17607521-2-eng-GB\/Mars_dust_storm_pillars.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagem obtida pela Mars Express que mostra a impressionante frente de nuvens de poeira &#8211; parte direita da imagem &#8211; perto da calote polar norte de Marte em abril de 2018.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/DLR\/FU Berlin<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho da Mars Express para determinar a perda de \u00e1gua em Marte tamb\u00e9m \u00e9 apoiado pela miss\u00e3o MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) da NASA, que mede sistematicamente a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da atmosfera marciana (especificamente, os n\u00edveis de hidrog\u00e9nio at\u00f3mico e deut\u00e9rio, um is\u00f3topo pesado do hidrog\u00e9nio). Estes dados multimiss\u00e3o v\u00e3o ajudar a restringir n\u00e3o apenas como a \u00e1gua est\u00e1 a comportar-se atualmente, como tamb\u00e9m a perda cumulativa de \u00e1gua ao longo da hist\u00f3ria marciana &#8211; vital para descobrir se a \u00e1gua de Marte foi para o subsolo ou para o espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Dois temas principais na nossa explora\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de Marte s\u00e3o a evolu\u00e7\u00e3o do planeta e a perda de \u00e1gua, e o papel das tempestades de poeira na forma\u00e7\u00e3o do clima e da atmosfera marciana,&#8221; diz Dmitrij Titov, cientita do projeto Mars Express da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas descobertas ajudam-nos a entender os processos a longo termo por tr\u00e1s da perda de \u00e1gua marciana e a pintar uma imagem n\u00e3o apenas da sua climatologia atual, mas de como o seu clima mudou ao longo da hist\u00f3ria. Para tais estudos, precisamos do tipo de conjuntos de dados de alta qualidade fornecidos pelo SPICAM e tamb\u00e9m pelos instrumentos a bordo da ExoMars TGO. Juntas, estas e outras miss\u00f5es avan\u00e7adas v\u00e3o continuar a desvendar os mist\u00e9rios de Marte.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Mars Express foi lan\u00e7ada no dia 2 de junho de 2003, e h\u00e1 mais de 17 anos que est\u00e1 em \u00f3rbita de Marte a monitorizar cuidadosamente as propriedades da atmosfera do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Mars_Express\/Mars_water_loss_shaped_by_seasons_and_storms\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1029\/2020JE006616\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Journal of Geophysical Research: Planets)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0019103518306985?via=ihub\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Icarus)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/mars-water-escapes-to-space-in-dust-storms\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-03-mars-loss-seasons-storms.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\/2021-03-22-Tempestades-de-poeira-em-Marte-terao-acelerado-perda-de-agua-7602a184\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SIC Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/tvi24.iol.pt\/tecnologia\/estudo\/tempestades-de-poeira-em-marte-terao-acelerado-perda-de-agua\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">tvi24<\/a><br><a href=\"https:\/\/visao.sapo.pt\/atualidade\/mundo\/2021-03-22-tempestades-de-poeira-em-marte-terao-acelerado-perda-de-agua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vis\u00e3o<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Water_on_Mars\" target=\"_blank\">\u00c1gua em Marte (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ExoMars TGO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exploration.esa.int\/mars\/46124-mission-overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ExoMars_Trace_Gas_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mars Express:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Mars_Express\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Express\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MAVEN:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/maven\/main\/#.UnJoWfm-2G4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/mars.jpl.nasa.gov\/maven\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/MAVEN\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marte perdeu a maior parte da sua antes abundante \u00e1gua, com pequenas quantidades remanescentes na atmosfera do planeta. 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