{"id":4006,"date":"2021-03-23T06:25:22","date_gmt":"2021-03-23T06:25:22","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4006"},"modified":"2021-03-23T06:25:23","modified_gmt":"2021-03-23T06:25:23","slug":"hubble-ve-a-mudanca-das-estacoes-em-saturno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/03\/23\/hubble-ve-a-mudanca-das-estacoes-em-saturno\/","title":{"rendered":"Hubble v\u00ea a mudan\u00e7a das esta\u00e7\u00f5es em Saturno"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA est\u00e1 a dar aos astr\u00f3nomos uma vis\u00e3o das mudan\u00e7as na vasta e turbulenta atmosfera de Saturno \u00e0 medida que o ver\u00e3o no hemisf\u00e9rio norte do planeta transita para outono, conforme mostrado nesta s\u00e9rie de imagens obtidas em 2018, 2019 e 2020 (da esquerda para a direita).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas pequenas mudan\u00e7as anuais nas bandas coloridas de Saturno s\u00e3o fascinantes,&#8221; disse Amy Simon, cientista planet\u00e1ria do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. &#8220;\u00c0 medida que Saturno se move em dire\u00e7\u00e3o ao outono no seu hemisf\u00e9rio norte, vemos as regi\u00f5es polares e equatoriais a mudar, mas tamb\u00e9m vemos que a atmosfera varia em escalas de tempo muito mais curtas.&#8221; Simon \u00e9 a autora principal de um artigo sobre estas observa\u00e7\u00f5es publicado dia 11 de mar\u00e7o na revista The Planetary Science Journal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/saturn_color_triptych_0.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"278\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/saturn-color-triptych-0-1024x278.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4007\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/saturn-color-triptych-0-1024x278.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/saturn-color-triptych-0-300x82.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/saturn-color-triptych-0-768x209.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/saturn-color-triptych-0.jpg 1041w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Imagens pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble de Saturno obtidas em 2018, 2019 e 2020, \u00e0 medida que o ver\u00e3o no norte hemisf\u00e9rio do planeta transita para outono.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/ESA\/STScI\/A. Simon\/R. Roth<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que descobrimos foi uma ligeira mudan\u00e7a na cor de um ano para o outro, possivelmente na altura das nuvens e nos ventos &#8211; n\u00e3o \u00e9 surpreendente que as mudan\u00e7as n\u00e3o sejam enormes, pois estamos a olhar apenas para uma pequena fra\u00e7\u00e3o do ano de Saturno,&#8221; acrescentou Simon. &#8220;Esperamos grandes mudan\u00e7as numa escala de tempo sazonal, de modo que isto est\u00e1 a mostrar a progress\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3xima esta\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do Hubble mostram que de 2018 a 2020 o equador ficou 5 a 10% mais brilhante e os ventos mudaram ligeiramente. Em 2018, os ventos medidos perto do equador eram de cerca de 1600 quil\u00f3metros por hora, maiores do que aqueles medidos pela sonda Cassini da NASA durante 2004-2009, quando rondavam os 1300 km\/h. Em 2019 e 2020 diminu\u00edram de volta para as velocidades da Cassini. Os ventos de Saturno tamb\u00e9m variam com a altitude, de modo que a mudan\u00e7a nas velocidades medidas pode significar que as nuvens em 2018 estavam cerca de 60 quil\u00f3metros mais profundas do que as medidas durante a miss\u00e3o Cassini. Outras observa\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias para saber o que est\u00e1 a acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Saturno \u00e9 o sexto planeta a contar do Sol e orbita a uma dist\u00e2ncia de mais ou menos 1,4 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros da nossa estrela. Demora cerca de 29 anos terrestres a completar uma \u00f3rbita, fazendo com que cada esta\u00e7\u00e3o de Saturno tenha mais de sete anos terrestres. A Terra est\u00e1 inclinada em rela\u00e7\u00e3o ao Sol, o que altera a quantidade de luz solar que cada hemisf\u00e9rio recebe \u00e0 medida que o nosso planeta se move na sua \u00f3rbita. Esta varia\u00e7\u00e3o na energia solar \u00e9 o que impulsiona as nossas mudan\u00e7as sazonais. Saturno tamb\u00e9m est\u00e1 inclinado, de modo que \u00e0 medida que as esta\u00e7\u00f5es mudam naquele mundo distante, a mudan\u00e7a na luz solar pode estar a provocar algumas das suas altera\u00e7\u00f5es observadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/saturn.1080.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/VkpHpQrc\/saturn-1080.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Imagens pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble de Saturno obtidas em 2018, 2019 e 2020, \u00e0 medida que o ver\u00e3o no norte hemisf\u00e9rio do planeta transita para outono.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/ESA\/STScI\/A. Simon\/R. Roth<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como J\u00fapiter, o maior planeta do Sistema Solar, Saturno \u00e9 um &#8220;gigante gasoso&#8221; feito principalmente de hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio, embora possa haver um n\u00facleo rochoso bem no interior. Tempestades enormes, algumas quase t\u00e3o grandes quanto a Terra, ocasionalmente surgem das profundezas da atmosfera. Como muitos dos planetas descobertos em torno de outras estrelas tamb\u00e9m s\u00e3o gigantes gasosos, os astr\u00f3nomos anseiam aprender mais sobre como funcionam as suas atmosferas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Saturno \u00e9 o segundo maior planeta do Sistema Solar, com mais de 9 vezes o di\u00e2metro da Terra, com mais de 50 luas e um sistema espetacular de an\u00e9is composto principalmente de \u00e1gua gelada. Duas destas luas, Tit\u00e3 e Enc\u00e9lado, parecem ter oceanos sob as suas crostas geladas que podem sustentar vida. Tit\u00e3, a maior lua de Saturno, \u00e9 a \u00fanica lua no nosso Sistema Solar com uma atmosfera espessa, incluindo nuvens que fazem chover metano l\u00edquido e outros hidrocarbonetos at\u00e9 \u00e0 superf\u00edcie, formando rios, lagos e mares. Pensa-se que esta mistura de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas seja semelhante \u00e0 da Terra h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos, quando a vida surgiu. A miss\u00e3o Dragonfly da NASA sobrevoar\u00e1 a superf\u00edcie de Tit\u00e3, pousando em v\u00e1rios locais para procurar os blocos de constru\u00e7\u00e3o primordiais da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es de Saturno fazem parte do programa OPAL (Outer Planets Atmospheres Legacy) do Hubble. &#8220;O programa OPAL permite-nos observar cada um dos planetas exteriores com o Hubble todos os anos, permitindo novas descobertas e observando como cada planeta est\u00e1 a mudar ao longo do tempo,&#8221; disse Simon, investigadora principal do OPAL.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/image-feature\/goddard\/2021\/saturn-season-change\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/PSJ\/abe40f\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Planetary Science Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Saturno:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.solarviews.com\/eng\/saturn.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Solarviews<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Saturn_%28planet%29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Moons_of_Saturn\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Luas de Saturno (Wikipedia)<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rings_of_Saturn\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">An\u00e9is de Saturno (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/prepds\/opal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa OPAL<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dragonfly:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/dragonfly.jhuapl.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JHUAPL<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dragonfly_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA est\u00e1 a dar aos astr\u00f3nomos uma vis\u00e3o das mudan\u00e7as na vasta e turbulenta atmosfera de Saturno \u00e0 medida que o ver\u00e3o no hemisf\u00e9rio norte do planeta transita para outono, conforme mostrado nesta s\u00e9rie de imagens obtidas em 2018, 2019 e 2020 (da esquerda para a direita). &#8220;Estas pequenas mudan\u00e7as 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