{"id":4003,"date":"2021-03-19T06:16:40","date_gmt":"2021-03-19T06:16:40","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4003"},"modified":"2021-03-19T06:16:41","modified_gmt":"2021-03-19T06:16:41","slug":"cientistas-determinam-origem-de-estranho-objeto-interestelar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/03\/19\/cientistas-determinam-origem-de-estranho-objeto-interestelar\/","title":{"rendered":"Cientistas determinam origem de estranho objeto interestelar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2017, foi descoberto o primeiro objeto interestelar no nosso Sistema Solar por meio do observat\u00f3rio astron\u00f3mico Pan-STARRS no Hawaii. Foi denominado &#8216;Oumuamua, que significa &#8220;batedor&#8221; ou &#8220;mensageiro&#8221; em havaiano. O objeto era como um cometa, mas com caracter\u00edsticas estranhas o suficiente para desafiar a classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois astrof\u00edsicos da Universidade Estatal do Arizona, Steven Desch e Alan Jackson, decidiram explicar as caracter\u00edsticas estranhas de &#8216;Oumuamua e determinaram que \u00e9 provavelmente um peda\u00e7o de um planeta semelhante a Plut\u00e3o de outro sistema solar. Os seus achados foram publicados recentemente num par de artigos da revista AGU Journal of Geophysical Research: Planets.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/vZq5sCKj\/oumuamua-painting-hartmann.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"798\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/oumuamua-painting-hartmann-1024x798.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4004\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/oumuamua-painting-hartmann-1024x798.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/oumuamua-painting-hartmann-300x234.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/oumuamua-painting-hartmann-768x599.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/oumuamua-painting-hartmann.jpg 1026w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Esta pintura por William K. Hartmann, cientista s\u00e9nior em\u00e9rito do PSI (Planetary Science Institute) em Tucson, no estado norte-americano do Arizona, tem por base uma comiss\u00e3o de Michael Belton e mostra uma ilustra\u00e7\u00e3o do objeto &#8216;Oumuamua como um disco em forma de panqueca.\nCr\u00e9dito: William Hartmann<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em muitos aspetos, &#8216;Oumuamua parecia-se com um cometa, mas era suficientemente peculiar noutros para que a sua natureza permanecesse um mist\u00e9rio, e as especula\u00e7\u00f5es eram abundantes,&#8221; disse Desch.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de observa\u00e7\u00f5es do objeto, Desch e Jackson determinaram v\u00e1rias caracter\u00edsticas do objeto que diferiam do que era esperado de um cometa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em termos de velocidade, o objeto entrou no Sistema Solar a uma velocidade um pouco mais baixa do que o esperado, indicando que n\u00e3o dever\u00e1 ter viajado pelo espa\u00e7o interestelar durante mais de mil milh\u00f5es de anos. Em termos de tamanho, a sua forma de panqueca tamb\u00e9m era mais achatada do que qualquer outro objeto conhecido do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m observaram que embora o objeto tenha adquirido um leve empurr\u00e3o para longe do Sol (um &#8220;efeito de foguete&#8221; comum em cometas \u00e0 medida que a luz solar vaporiza os gelos de que s\u00e3o feitos), o impulso foi mais forte do que podia ser explicado. Finalmente, o objeto carecia de escape gasoso detet\u00e1vel, que geralmente \u00e9 representado visivelmente pela cauda de um cometa. No geral, o objeto era muito parecido com um cometa, mas diferente de qualquer cometa j\u00e1 observado no Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desche e Jackson levantaram a hip\u00f3tese de que o objeto era feito de gelos diferentes e calcularam a rapidez com que esses gelos se sublimariam (passando de s\u00f3lido para g\u00e1s) \u00e0 medida que &#8216;Oumuamua passava pelo Sol. A partir da\u00ed, calcularam o efeito de foguete, a massa, a forma do objeto e a refletividade dos gelos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Foi um momento emocionante para n\u00f3s,&#8221; disse Desch. &#8220;Percebemos que um peda\u00e7o de gelo seria muito mais refletivo do que se assumia, o que significava que poderia ser mais pequeno. O mesmo efeito de foguete daria a &#8216;Oumuamua um impulso maior, maior do que os cometas geralmente t\u00eam.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desche e Jackson encontraram um gelo em particular &#8211; azoto s\u00f3lido &#8211; que fornecia uma correspond\u00eancia exata para todas as caracter\u00edsticas do objeto simultaneamente. E dado que o azoto gelado pode ser visto \u00e0 superf\u00edcie de Plut\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que um objeto semelhante a um cometa seja feito do mesmo material.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sab\u00edamos que t\u00ednhamos acertado na ideia quando conclu\u00edmos o c\u00e1lculo de qual o albedo (qu\u00e3o refletivo \u00e9 o corpo) faria o movimento de &#8216;Oumuamua corresponder \u00e0s observa\u00e7\u00f5es,&#8221; disse Jackson. &#8220;Esse valor acabou sendo o mesmo que observamos na superf\u00edcie de Plut\u00e3o ou de Trit\u00e3o, corpos cobertos por azoto gelado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o calcularam o ritmo a que os peda\u00e7os de gelo de azoto teriam sido arrancados das superf\u00edcies de Plut\u00e3o e corpos semelhantes no in\u00edcio da hist\u00f3ria do nosso Sistema Solar. E calcularam a probabilidade de peda\u00e7os de azoto gelado de outros sistemas solares alcan\u00e7arem o nosso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Provavelmente foi arrancado da superf\u00edcie por um impacto h\u00e1 500 milh\u00f5es de anos e expulso do seu sistema natal,&#8221; disse Jackson. &#8220;Ser composto por azoto gelado tamb\u00e9m explica a forma invulgar de &#8216;Oumuamua. Conforme as camadas externas de gelo de azoto evaporavam, a forma do corpo ter-se-ia tornado progressivamente mais achatada, assim como um sab\u00e3o quando as camadas externas s\u00e3o removidas com o uso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/news.asu.edu\/sites\/default\/files\/styles\/panopoly_image_original\/public\/sdesch_sketch_2_15_21.jpg?itok=6wkyYNV4\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/hPnYz7Gn\/sdesch-sketch-2-15-21.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria plaus\u00edvel para &#8216;Oumuamua: origem no seu sistema parente h\u00e1 cerca de 0,4 mil milh\u00f5es de anos; eros\u00e3o por raios c\u00f3smicos durante a sua viagem at\u00e9 ao Sistema Solar, incluindo a sua maior aproxima\u00e7\u00e3o ao Sol de dia 9 de setembro de 2017, e a sua descoberta em outubro de 2017. A cada ponto da sua hist\u00f3ria, a ilustra\u00e7\u00e3o mostra o tamanho previsto de &#8216;Oumuamua e a propor\u00e7\u00e3o entre as suas dimens\u00f5es mais longas e pequenas.<br>Cr\u00e9dito: S. Selkirk\/Universidade Estatal do Arizona<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Poderia &#8216;Oumuamua ser tecnologia alien\u00edgena?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a natureza comet\u00e1ria de &#8216;Oumuamua tenha sido rapidamente reconhecida, a incapacidade de a explicar imediatamente em detalhe levou \u00e0 especula\u00e7\u00e3o de que se tratava de uma pe\u00e7a de tecnologia alien\u00edgena, como no livro publicado recentemente &#8220;Extraterrestrial: The First Signs of Intelligent Life Beyond Earth&#8221; por Avi Loeb da Universidade de Harvard.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto gerou um debate p\u00fablico sobre o m\u00e9todo cient\u00edfico e sobre a responsabilidade dos cientistas em n\u00e3o tirar conclus\u00f5es precipitadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Todos n\u00f3s estamos interessados em extraterrestres, e era inevit\u00e1vel que este primeiro objeto de fora do Sistema Solar fizesse as pessoas pensarem neles,&#8221; disse Desch. &#8220;Mas \u00e9 importante, na ci\u00eancia, n\u00e3o tirar conclus\u00f5es precipitadas. Foram necess\u00e1rios dois ou tr\u00eas anos para descobrir uma explica\u00e7\u00e3o natural &#8211; um peda\u00e7o de azoto gelado &#8211; que corresponda a tudo o que sabemos sobre &#8216;Oumuamua. Isto n\u00e3o \u00e9 muito tempo na ci\u00eancia, e demasiado cedo para dizer que se esgotaram todas as explica\u00e7\u00f5es naturais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora n\u00e3o existam evid\u00eancias de que seja tecnologia alien\u00edgena, como fragmento de um planeta parecido com Plut\u00e3o, &#8216;Oumuamua forneceu aos cientistas uma oportunidade especial de olhar para os sistemas exosolares de uma forma que n\u00e3o podiam antes. \u00c0 medida que mais objetos como &#8216;Oumuamua s\u00e3o encontrados e estudados, os cientistas podem continuar a expandir a nossa compreens\u00e3o de como s\u00e3o os outros sistemas planet\u00e1rios e as maneiras pelas quais s\u00e3o parecidos ou diferentes do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 empolgante porque provavelmente resolvemos o mist\u00e9rio de &#8216;Oumuamua e podemos identific\u00e1-lo razoavelmente como um peda\u00e7o de um &#8216;exo-Plut\u00e3o&#8217;, um planeta parecido a Plut\u00e3o noutro sistema solar,&#8221; explicou Desch. &#8220;At\u00e9 agora, n\u00e3o havia como saber se outros sistemas solares tinham planetas semelhantes a Plut\u00e3o, mas agora j\u00e1 vimos um peda\u00e7o de um a passar pela Terra.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desch e Jackson esperam que futuros telesc\u00f3pios, como o Observat\u00f3rio Vera Rubin (tamb\u00e9m chamado LSST, &#8220;Large Synoptic Survey Telescope&#8221;) no Chile, sejam capazes de fazer levantamentos regulares de todo o c\u00e9u meridional, que possam come\u00e7ar a encontrar ainda mais objetos interestelares que eles e outros cientistas possam usar para testar ainda mais as suas ideias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Espera-se que mais ou menos ao longo da pr\u00f3xima d\u00e9cada possamos obter estat\u00edsticas sobre quais os tipos de objetos que passam pelo Sistema Solar e se peda\u00e7os de azoto s\u00e3o raros ou comuns como calcul\u00e1mos,&#8221; disse Jackson. &#8220;De qualquer forma, deveremos ser capazes de aprender muito sobre outros sistemas solares e se passaram pelos mesmos tipos de hist\u00f3rias colisionais que o nosso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Interstellar object &#039;Oumuamua\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Fo0_pICQsJw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.asu.edu\/20210316-asu-scientists-determine-origin-strange-interstellar-object\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Estatal do Arizona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.agu.org\/press-release\/interstellar-object-oumuamua-is-likely-a-piece-of-a-pluto-like-planet\/\" target=\"_blank\">\/\/ Uni\u00e3o Geof\u00edsica Americana (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1029\/2020JE006706\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (AGU Journal of Geophysical Research: Planets)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2103.08788\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1029\/2020JE006807\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (AGU Journal of Geophysical Research: Planets)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2103.08812\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8216;Oumuamua:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=2017%20U1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/JPL<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/%CA%BBOumuamua\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Objeto interestelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Interstellar_object\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pan-STARRS:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/panstarrs.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ifa.hawaii.edu\/research\/Pan-STARRS.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pan-STARRS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2017, foi descoberto o primeiro objeto interestelar no nosso Sistema Solar por meio do observat\u00f3rio astron\u00f3mico Pan-STARRS no Hawaii. 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