{"id":4000,"date":"2021-03-19T06:14:06","date_gmt":"2021-03-19T06:14:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=4000"},"modified":"2021-03-19T06:14:08","modified_gmt":"2021-03-19T06:14:08","slug":"o-que-aconteceu-a-agua-de-marte-ainda-esta-la-presa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/03\/19\/o-que-aconteceu-a-agua-de-marte-ainda-esta-la-presa\/","title":{"rendered":"O que aconteceu \u00e0 \u00e1gua de Marte? Ainda est\u00e1 l\u00e1 presa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos, o Planeta Vermelho era muito mais azul; de acordo com evid\u00eancias ainda encontradas \u00e0 superf\u00edcie, a \u00e1gua abundante fluiu por Marte formando lagos e oceanos profundos. A quest\u00e3o que se p\u00f5e \u00e9, ent\u00e3o para onde foi toda esta \u00e1gua?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resposta: para lado nenhum. Segundo uma nova investiga\u00e7\u00e3o do Caltech e do JPL, uma por\u00e7\u00e3o significativa da \u00e1gua de Marte &#8211; entre 30 e 99 por cento &#8211; est\u00e1 presa dentro de minerais na crosta do planeta. A investiga\u00e7\u00e3o desafia a teoria atual de que a \u00e1gua do Planeta Vermelho escapou para o espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa do Caltech\/JPL descobriu que h\u00e1 cerca de quatro mil milh\u00f5es de anos, Marte continha \u00e1gua suficiente para cobrir todo o planeta com um oceano com aproximadamente 100 a 1500 metros de profundidade; um volume aproximadamente equivalente a metade do Oceano Atl\u00e2ntico da terra. Mas, mil milh\u00f5es de anos depois, o planeta estava t\u00e3o seco quanto hoje. Anteriormente, os cientistas que procuravam explicar o que aconteceu com a \u00e1gua que corria em Marte sugeriram que escapou para o espa\u00e7o, v\u00edtima da baixa gravidade de Marte. Embora parte da \u00e1gua realmente tenha deixado Marte desta maneira, parece agora que tal fuga n\u00e3o pode ser respons\u00e1vel pela maior parte da perda de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/tR1QN7fw\/mars20130708-1041.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"746\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/mars20130708-1041-1024x746.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4001\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/mars20130708-1041-1024x746.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/mars20130708-1041-300x218.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/mars20130708-1041-768x559.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/mars20130708-1041.jpg 1041w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Esta vista global de Marte \u00e9 composta por aproximadamente 100 imagens do orbitador Viking.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/USGS<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A fuga atmosf\u00e9rica n\u00e3o explica totalmente os dados que temos sobre a quantidade de \u00e1gua que realmente existiu em Marte,&#8221; diz a candidata a doutoramento no Caltech, Eva Scheller, autora principal de um artigo cient\u00edfico sobre a pesquisa, publicado pela revista Science no dia 16 de mar\u00e7o e apresentado no mesmo dia na Confer\u00eancia de Ci\u00eancia Lunar e Planet\u00e1ria. Os coautores de Scheller s\u00e3o Bethany Ehlmann, professora de ci\u00eancias planet\u00e1rias e diretora associada do Instituto Keck para Estudos Espaciais; Yuk Yung, professor de ci\u00eancias planet\u00e1rias e investigador s\u00e9nior do JPL; Danica Adams, estudante no Caltech; e Renyu Hu, investigador do JPL. O Caltech gere o JPL para a NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa estudou a quantidade de \u00e1gua em Marte ao longo do tempo em todas as suas formas (vapor, l\u00edquido e gelo) e a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da atual atmosfera e crosta do planeta por meio da an\u00e1lise de meteoritos, bem como usando dados fornecidos por rovers e orbitadores, olhando em particular para a propor\u00e7\u00e3o de deut\u00e9rio para hidrog\u00e9nio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1gua \u00e9 composta por hidrog\u00e9nio e oxig\u00e9nio: H2O. No entanto, nem todos os \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio s\u00e3o criados iguais. Existem dois is\u00f3topos est\u00e1veis de hidrog\u00e9nio. A vasta maioria dos \u00e1tomos de hidrog\u00e9nio tem apenas um prot\u00e3o dentro do n\u00facleo at\u00f3mico, enquanto uma pequena fra\u00e7\u00e3o (cerca de 0,02%) existe como deut\u00e9rio, ou o chamado hidrog\u00e9nio &#8220;pesado&#8221;, que tem um prot\u00e3o e um neutr\u00e3o no n\u00facleo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O hidrog\u00e9nio mais leve (tamb\u00e9m conhecido como pr\u00f3tio) tem mais facilidade em escapar da gravidade do planeta para o espa\u00e7o do que a sua contraparte mais pesada. Por causa disto, o escape de \u00e1gua de um planeta pela atmosfera superior deixaria uma assinatura reveladora na propor\u00e7\u00e3o de deut\u00e9rio para hidrog\u00e9nio na atmosfera do planeta; haveria uma propor\u00e7\u00e3o descomunal de deut\u00e9rio deixado para tr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, a perda de \u00e1gua apenas atrav\u00e9s da atmosfera n\u00e3o pode explicar o sinal de deut\u00e9rio para hidrog\u00e9nio observado na atmosfera marciana nem as grandes quantidades de \u00e1gua no passado. Em vez disso, o estudo prop\u00f5e que uma combina\u00e7\u00e3o de dois mecanismos &#8211; o aprisionamento de \u00e1gua em minerais na crosta do planeta e a perda de \u00e1gua para a atmosfera &#8211; pode explicar o sinal de deut\u00e9rio para hidrog\u00e9nio observado na atmosfera marciana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a \u00e1gua interage com a rocha, a eros\u00e3o qu\u00edmica forma argilas e outros minerais hidratados que cont\u00eam \u00e1gua como parte da sua estrutura mineral. Este processo ocorre tanto na Terra quanto em Marte. Dado que a Terra \u00e9 tectonicamente ativa, a crosta velha \u00e9 derretida continuamente no manto e forma uma nova crosta nos limites das placas, reciclando \u00e1gua e outras mol\u00e9culas de volta para a atmosfera atrav\u00e9s do vulcanismo. Marte, no entanto, \u00e9 principalmente tectonicamente inativo e, portanto, a &#8220;secagem&#8221; da superf\u00edcie, assim que ocorre, \u00e9 permanente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A fuga atmosf\u00e9rica claramente teve um papel na perda de \u00e1gua, mas as descobertas da \u00faltima d\u00e9cada de miss\u00f5es marcianas apontaram para o facto de que havia um enorme reservat\u00f3rio de antigos minerais hidratados cuja forma\u00e7\u00e3o certamente diminuiu a disponibilidade de \u00e1gua ao longo do tempo,&#8221; disse Ehlmann.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Toda esta \u00e1gua foi sequestrada bastante cedo, e nunca mais reciclada,&#8221; diz Scheller. A investiga\u00e7\u00e3o, que se baseou em dados de meteoritos, telesc\u00f3pios, observa\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites e amostras analisadas por rovers em Marte, ilustra a import\u00e2ncia de existirem v\u00e1rias maneiras de estudar o Planeta Vermelho, salienta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ehlmann, Hi e Yung colaboraram anteriormente em pesquisas que buscam entender a habitabilidade de Marte tra\u00e7ando a hist\u00f3ria do carbono, dado que o di\u00f3xido de carbono \u00e9 o principal constituinte da atmosfera. Em seguida, a equipa planeia continuar a usar dados isot\u00f3picos e de composi\u00e7\u00e3o mineral para determinar o destino dos minerais contendo azoto e enxofre. Al\u00e9m disso, Scheller planeia continuar a examinar os processos pelos quais a \u00e1gua da superf\u00edcie de Marte foi perdida para a crosta usando experi\u00eancias laboratoriais que simulam processos de eros\u00e3o marciana, bem como atrav\u00e9s de observa\u00e7\u00f5es da crosta antiga pelo rover Perseverance. Scheller e Ehlmann v\u00e3o tamb\u00e9m ajudar nas opera\u00e7\u00f5es da miss\u00e3o Mars 2020 do Perseverance para recolher amostras de rochas e envio \u00e0 Terra, o que permitir\u00e1 \u00e0s cientistas e aos seus colegas testar estas hip\u00f3teses sobre as causas das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.caltech.edu\/about\/news\/what-happened-to-marss-water-it-is-still-trapped-there\" target=\"_blank\">\/\/ Caltech (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/new-study-challenges-long-held-theory-of-fate-of-mars-water\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.technologyreview.com\/2021\/03\/16\/1020829\/mars-lost-water-buried-crust\/\" target=\"_blank\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/early\/2021\/03\/15\/science.abc7717\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-021-00683-y\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nature<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/mars-water-oceans-hiding-beneath-crust\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/astronomynow.com\/2021\/03\/16\/now-you-see-it-now-you-dont-what-happened-to-mars-water\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy Now<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2271407-marss-crust-may-have-sucked-up-most-of-the-planets-water\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencenews.org\/article\/mars-water-lost-missing-crust-space-simulation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceNews<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-03-mars.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/article\/where-did-mars-liquid-water-go-new-theory-holds-fresh-clues\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">National Geographic<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/science-environment-56400227\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BBC News<\/a><br><a href=\"https:\/\/time.com\/5947142\/water-on-mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TIME<\/a><br><a href=\"https:\/\/futurism.com\/mars-oceans-drained-into-interior\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Futurism<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/science\/water-on-mars-may-be-buried-beneath-the-surface\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inverse<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.theverge.com\/2021\/3\/16\/22332649\/water-on-mars-martian-researchers-nasa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Verge<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Water_on_Mars\" target=\"_blank\">\u00c1gua em Marte (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rover Perseverance:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mars2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mars2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos, o Planeta Vermelho era muito mais azul; de acordo com evid\u00eancias ainda encontradas \u00e0 superf\u00edcie, a \u00e1gua abundante fluiu por Marte formando lagos e oceanos profundos. 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