{"id":3994,"date":"2021-03-16T06:25:09","date_gmt":"2021-03-16T06:25:09","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3994"},"modified":"2021-03-16T06:25:10","modified_gmt":"2021-03-16T06:25:10","slug":"cientistas-esbocam-sistema-estelar-envelhecido-usando-mais-de-um-seculo-de-observacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/03\/16\/cientistas-esbocam-sistema-estelar-envelhecido-usando-mais-de-um-seculo-de-observacoes\/","title":{"rendered":"Cientistas esbo\u00e7am sistema estelar envelhecido usando mais de um s\u00e9culo de observa\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>Os astr\u00f3nomos pintaram a sua melhor imagem de uma vari\u00e1vel RV Tauri, um tipo raro de bin\u00e1rio estelar onde duas estrelas &#8211; uma perto do final da sua vida &#8211; orbitam dentro de um extenso disco de poeira. O seu conjunto de dados de 130 anos abrange a mais ampla gama de luz j\u00e1 recolhida para um destes sistemas, de r\u00e1dio a raios-X.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Existem apenas cerca de 300 vari\u00e1veis RV Tauri conhecidas na Via L\u00e1ctea,&#8221; disse Laura Vega, rec\u00e9m-doutorada na Universidade Vanderbilt em Nashville, no estado norte-americano do Tennessee. &#8220;Concentr\u00e1mos o nosso estudo na segunda mais brilhante, de nome U Monocerotis, que \u00e9 agora o primeiro destes sistemas no qual foram detetados raios-X.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/u_mon_primary_star_still.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/u-mon-primary-star-still-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3995\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/u-mon-primary-star-still-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/u-mon-primary-star-still-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/u-mon-primary-star-still-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/u-mon-primary-star-still.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>A estrela prim\u00e1ria de U Mon, uma velha supergigante amarela, tem cerca de duas vezes a massa do Sol, mas inchou para 100 vezes o tamanho do Sol. Os cientistas sabem menos sobre a estrela companheira, a estrela azul no plano de fundo da imagem, no entanto acham que tem massa semelhante mas \u00e9 muito mais jovem do que a prim\u00e1ria.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA\/Chris Smith (USRA\/GESTAR)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O artigo que descreve os achados, liderado por Vega, foi publicado na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema, abreviado para U Mon, est\u00e1 situado a cerca de 3600 anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Unic\u00f3rnio. As suas duas estrelas orbitam-se uma \u00e0 outra a cada seis anos e meio num percurso inclinado 75 graus a partir da nossa perspetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrela prim\u00e1ria, uma velha supergigante amarela, tem cerca de duas vezes a massa do Sol, mas inchou para 100 vezes o tamanho do Sol. Um &#8220;jogo da corda&#8221; entre a press\u00e3o e a temperatura na sua atmosfera faz com que se expanda e contraia regularmente, e estas pulsa\u00e7\u00f5es criam mudan\u00e7as de luz previs\u00edveis com altern\u00e2ncia de profundas e superficiais diminui\u00e7\u00f5es de brilho &#8211; caracter\u00edsticas dos sistemas RV Tauri. Os cientistas sabem menos sobre a estrela companheira, no entanto acham que tem massa semelhante mas \u00e9 muito mais jovem do que a prim\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O disco frio em torno de ambas as estrelas \u00e9 composto de g\u00e1s e poeira ejetados pela estrela prim\u00e1ria \u00e0 medida que evolui. Usando observa\u00e7\u00f5es r\u00e1dio do SMA (Submillimeter Array) em Maunakea, Hawaii, a equipa de Vega estimou que o disco tem cerca de 82 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros de di\u00e2metro. O bin\u00e1rio orbita dentro de uma lacuna central que os cientistas pensam ser compar\u00e1vel \u00e0 dist\u00e2ncia entre as duas estrelas na sua separa\u00e7\u00e3o m\u00e1xima, quando est\u00e3o a mais ou menos 870 milh\u00f5es de quil\u00f3metros uma da outra.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/u_mon_diagram_draft_v4_011921.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/L5C5S03Y\/u-mon-diagram-draft-v4-011921.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta infografia mostra os componentes de U Mon \u00e0 escala.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA\/Chris Smith (USRA\/GESTAR)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Quando as estrelas est\u00e3o mais distantes uma da outra, est\u00e3o aproximadamente alinhadas com a nossa linha de vis\u00e3o. O disco obscurece parcialmente a prim\u00e1ria e cria outra flutua\u00e7\u00e3o previs\u00edvel na luz do sistema. Vega e os seus colegas acham que \u00e9 quando uma ou ambas as estrelas interagem com a orla interna do disco, sugando fluxos de g\u00e1s e poeira. Eles sugerem que a estrela companheira canaliza o g\u00e1s para o seu pr\u00f3prio disco, que aquece e gera um fluxo de g\u00e1s que emite raios-X. Este modelo poderia explicar os raios-X detetados em 2016 pelo sat\u00e9lite XMM-Newton da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As observa\u00e7\u00f5es do XMM tornam U Mon a primeira vari\u00e1vel RV Tauri detetada em raios-X,&#8221; disse Kim Weaver, cientista do projeto XMM nos EUA e astrof\u00edsica do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. &#8220;\u00c9 empolgante ver medi\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios comprimentos de onda, tanto no solo como no espa\u00e7o, a reunirem-se para nos fornecer novas informa\u00e7\u00f5es sobre um sistema h\u00e1 muito estudado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua an\u00e1lise de U Mon, a equipa de Vega tamb\u00e9m incorporou 130 anos de observa\u00e7\u00f5es no vis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira medi\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel do sistema, recolhida no dia 25 de dezembro de 1888, veio dos arquivos da AAVSO (American Association of Variable Star Observers), uma rede internacional de astr\u00f3nomos amadores e profissionais com sede em Cambridge, Massachusetts. A AAVSO forneceu medi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas adicionais que v\u00e3o desde meados da d\u00e9cada de 1940 at\u00e9 ao presente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m usaram imagens de arquivo catalogadas pelo DASCH (Digital Access to a Sky Century @ Harvard), um programa do Observat\u00f3rio de Harvard em Cambridge dedicado \u00e0 digitaliza\u00e7\u00e3o de imagens astron\u00f3micas em placas fotogr\u00e1ficas de vidro feitas por telesc\u00f3pios terrestres entre as d\u00e9cadas de 1880 e 1990.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/u_mon_plate_and_logbook_012621.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/gkztBt7y\/u-mon-plate-and-logbook-012621.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>No dia 12 de maio de 1948, astr\u00f3nomos do Observat\u00f3rio Boyden em Bloemfontein, \u00c1frica do Sul, capturaram uma por\u00e7\u00e3o do c\u00e9u contendo U Monocerotis (esquerda, com o c\u00edrculo) numa placa fotogr\u00e1fica de vidro. No livro de registos (direita) est\u00e1 escrito: &#8220;Gusty S wind. H.A. [Hour Angle] should be 2 02 W.&#8221;<br>Cr\u00e9dito: Observat\u00f3rio de Harvard, Cole\u00e7\u00e3o de Chapas Fotogr\u00e1ficas<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A luz de U Mon varia porque a estrela prim\u00e1ria pulsa e porque o disco obscurece parcialmente a cada aproximadamente 6,5 anos. Os dados combinados da AAVSO e do DASCH permitiram que Vega e colegas detetassem um ciclo ainda mais longo, em que o brilho do sistema aumenta e diminui a cada 60 anos. Eles pensam que uma dobra ou amontoado no disco, localizado \u00e0 mesma dist\u00e2ncia do sistema que Neptuno do Sol, provoca esta varia\u00e7\u00e3o extra durante a sua \u00f3rbita.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para a sua tese de doutoramento, Laura usou este conjunto de dados hist\u00f3ricos para detetar uma caracter\u00edstica que, de outra forma, apareceria apenas uma vez na carreira de um astr\u00f3nomo,&#8221; disse o coautor Rodolfo Montez Jr., astrof\u00edsico do Centro para Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian, tamb\u00e9m em Cambridge. &#8220;\u00c9 uma prova de como o nosso conhecimento do Universo se desenvolve ao longo do tempo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O coautor Keivan Stassun, especialista em forma\u00e7\u00e3o estelar e orientador de doutoramento de Vega, salienta que este sistema evolu\u00eddo tem muitas caracter\u00edsticas e comportamentos em comum com bin\u00e1rios rec\u00e9m-formados. Ambos est\u00e3o embebidos em discos de g\u00e1s e poeira, puxam material desses discos e produzem fluxos de g\u00e1s. E em ambos os casos, os discos podem formar dobras ou amontoados. Nos bin\u00e1rios jovens, podem assinalar o in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o de um planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ainda temos d\u00favidas sobre a caracter\u00edstica no disco de U Mon, que podem ser respondidas por futuras observa\u00e7\u00f5es no r\u00e1dio,&#8221; disse Stassun. &#8220;Mas por outro lado, muitas das mesmas caracter\u00edsticas est\u00e3o l\u00e1. \u00c9 fascinante como estes dois est\u00e1gios da vida de bin\u00e1rios se assemelham.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Scientists Build a Detailed Image of U Mon Binary\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ysEQSW5LnZ8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/scientists-sketch-aged-star-system-using-over-a-century-of-observations\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/abe302\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2103.07330\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/03\/210312155446.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-03-scientists-aged-star-century.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>U Monocerotis:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/U_Monocerotis\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aavso.org\/vsots_umon\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AAVSO<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vari\u00e1veis RV Tauri:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/RV_Tauri_variable\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aavso.org\/vsots_rvtau\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AAVSO<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estrela vari\u00e1vel:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Variable_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SMA (Submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.cfa.harvard.edu\/sma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Submillimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio XMM-Newton:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/xmm-newton\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/XMM-Newton\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>AAVSO (American Association of Variable Star Observers):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.aavso.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/American_Association_of_Variable_Star_Observers\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DASCH (Digital Access to a Sky Century @ Harvard):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/dasch.rc.fas.harvard.edu\/project.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Digital_Access_to_a_Sky_Century_@_Harvard\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos pintaram a sua melhor imagem de uma vari\u00e1vel RV Tauri, um tipo raro de bin\u00e1rio estelar onde duas estrelas &#8211; uma perto do final da sua vida &#8211; orbitam dentro de um extenso disco de poeira. 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