{"id":3982,"date":"2021-03-12T06:40:48","date_gmt":"2021-03-12T06:40:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3982"},"modified":"2021-03-12T06:41:04","modified_gmt":"2021-03-12T06:41:04","slug":"detecoes-da-sonda-juno-destroem-ideias-sobre-a-origem-da-luz-zodiacal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/03\/12\/detecoes-da-sonda-juno-destroem-ideias-sobre-a-origem-da-luz-zodiacal\/","title":{"rendered":"Dete\u00e7\u00f5es da sonda Juno destroem ideias sobre a origem da luz zodiacal"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Olhe para o c\u00e9u logo antes do nascer-do-Sol, ou depois do p\u00f4r-do-Sol, e poder\u00e1 ver uma t\u00e9nue coluna de luz a estender-se do horizonte. Esse brilho difuso \u00e9 a luz zodiacal, ou luz solar refletida em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra por uma nuvem de min\u00fasculas part\u00edculas de poeira que orbitam o Sol. Os astr\u00f3nomos h\u00e1 muito tempo que pensam que a poeira \u00e9 trazida para o Sistema Solar interior por algumas fam\u00edlias de asteroides e cometas que se aventuram de longe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas agora, uma equipa de cientistas da Juno argumenta que Marte pode ser o culpado. Publicaram os seus achados na edi\u00e7\u00e3o online de 11 de novembro de 2020 da revista Journal of Geophysical Research: Planets.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um instrumento a bordo da sonda Juno detetou por acaso part\u00edculas de poeira a chocarem contra a nave espacial durante a sua viagem da Terra a J\u00fapiter. Os impactos forneceram pistas importantes sobre a origem e evolu\u00e7\u00e3o orbital da poeira, resolvendo algumas varia\u00e7\u00f5es misteriosas da luz zodiacal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a sua descoberta tenha grandes implica\u00e7\u00f5es, os cientistas que passaram anos a estudar os detritos c\u00f3smicos n\u00e3o planearam faz\u00ea-la. &#8220;Nunca pensei que estiv\u00e9ssemos a procurar poeira interplanet\u00e1ria,&#8221; disse John Leif J\u00f8rgensen, professor da Universidade T\u00e9cnica da Dinamarca.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/d09VzqGG\/zodiacal-light.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"562\" height=\"800\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/zodiacal-light.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3983\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/zodiacal-light.jpg 562w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/zodiacal-light-211x300.jpg 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 562px) 100vw, 562px\" \/><\/a><figcaption>Esta fotografia, captada no dia 1 de mar\u00e7o de 2021, mostra a luz zodiacal em Skull Valley, Utah, EUA. O enxame estelares das Pl\u00eaiades \u00e9 vis\u00edvel perto do topo da coluna de luz. Marte \u00e9 o ponto brilhante logo abaixo.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Bill Dunford<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00f8rgensen projetou os quatro rastreadores estelares que fazem parte do magnet\u00f3metro da Juno. Estas c\u00e2maras a bordo tiram fotos do c\u00e9u a cada quarto de segundo para determinar a orienta\u00e7\u00e3o da Juno no espa\u00e7o, reconhecendo padr\u00f5es estelares nas suas imagens &#8211; uma tarefa de engenharia espacial essencial para a precis\u00e3o do magnet\u00f3metro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas J\u00f8rgensen esperava que as suas c\u00e2maras tamb\u00e9m pudessem avistar um asteroide desconhecido. De modo que programou uma c\u00e2mara para relatar &#8220;coisas&#8221; que apareciam em v\u00e1rias imagens consecutivas, mas que n\u00e3o estavam no cat\u00e1logo de objetos celestes conhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele n\u00e3o esperava ver muito: quase todos os objetos no c\u00e9u s\u00e3o contabilizados no cat\u00e1logo estelar. De modo que quando a c\u00e2mara come\u00e7ou a transmitir milhares de imagens de objetos n\u00e3o identific\u00e1veis &#8211; riscos que apareciam e depois desapareciam misteriosamente &#8211; J\u00f8rgensen e os seus colegas ficaram perplexos. &#8220;Est\u00e1vamos a olhar para as imagens e a dizer, &#8216;O que pode ser isto?'&#8221; acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00f8rgensen e a sua equipa consideraram muitas causas plaus\u00edveis e algumas implaus\u00edveis. Havia a possibilidade enervante de que a c\u00e2mara estelar tivesse captado um derrame do tanque de combust\u00edvel da Juno. &#8220;Pens\u00e1mos, &#8216;Algo est\u00e1 realmente errado'&#8221;, disse J\u00f8rgensen. &#8220;As imagens pareciam que algu\u00e9m estava a sacudir uma toalha de mesa cheia de p\u00f3 \u00e0 janela.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Juno Discovers Mars\u2019 Dust Storms Fill Solar System (\ud83c\udfb5 by Vangelis)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ve0jLXEzFXE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 quando os investigadores calcularam o tamanho aparente e a velocidade dos objetos nas imagens \u00e9 que finalmente perceberam algo: gr\u00e3os de poeira estavam a colidir com a Juno a cerca de 16.000 km\/h, lascando peda\u00e7os submilim\u00e9tricos. &#8220;Mesmo que estejamos a falar de objetos com apenas uma min\u00fascula massa, t\u00eam um grande impacto,&#8221; disse Jack Connerney, l\u00edder da investiga\u00e7\u00e3o do magnet\u00f3metro da Juno, e investigador principal adjunto da miss\u00e3o, que trabalha no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao que parece, o spray de detritos estava a vir dos grandes pain\u00e9is solares da Juno &#8211; o maior e mais sens\u00edvel detetor n\u00e3o intencional de poeira j\u00e1 constru\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Cada peda\u00e7o de detrito que acompanh\u00e1mos regista o impacto de uma part\u00edcula de poeira interplanet\u00e1ria, permitindo-nos compilar uma distribui\u00e7\u00e3o de poeira ao longo da viagem da Juno,&#8221; disse Connerney. A Juno foi lan\u00e7ada em 2011. Ap\u00f3s uma manobra no espa\u00e7o profundo na cintura de asteroides em 2012, regressou ao Sistema Solar interior para uma assist\u00eancia gravitacional da Terra em 2013, que catapultou a nave em dire\u00e7\u00e3o a J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Connerney e J\u00f8rgensen notaram que a maioria dos impactos de poeira foram registados entre a Terra e a cintura de asteroides, com lacunas na distribui\u00e7\u00e3o relacionadas com a influ\u00eancia da gravidade de J\u00fapiter. Segundo os cientistas, esta foi uma revela\u00e7\u00e3o radical. At\u00e9 agora, os cientistas n\u00e3o conseguiam medir a distribui\u00e7\u00e3o destas part\u00edculas de poeira no espa\u00e7o. Os detetores de poeira dedicados t\u00eam \u00e1reas de recolha limitadas e, portanto, sensibilidade limitada a uma popula\u00e7\u00e3o esparsa de poeira. Contam principalmente as part\u00edculas de poeira mais abundantes e muito mais pequenas do espa\u00e7o interestelar. Em compara\u00e7\u00e3o, os expansivos pain\u00e9is solares da Juno t\u00eam 1000 vezes mais \u00e1rea de recolha do que a maioria dos detetores de poeira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/svs.gsfc.nasa.gov\/vis\/a010000\/a012200\/a012294\/c-1920.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/hvVmzkHs\/juno-0.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o que mostra a sonda Juno da NASA ao entrar em \u00f3rbita de J\u00fapiter no dia 4 de julho de 2016, depois de viajar durante quase cinco anos e percorrer mais de 2,7 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL\/SwRI<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas da Juno determinaram que a nuvem de poeira acaba na Terra porque a gravidade do nosso planeta &#8220;suga&#8221; toda a poeira que chega c\u00e1 perto. &#8220;Essa \u00e9 a poeira que vemos como luz zodiacal,&#8221; disse J\u00f8rgensen.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No que toca \u00e0 orla mais externa, a cerca de 2 UA (unidades astron\u00f3micas) do Sol (1 UA \u00e9 a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol), esta acaba logo al\u00e9m de Marte. Nesse ponto, relatam os cientistas, a influ\u00eancia da gravidade de J\u00fapiter atua como uma barreira, evitando que as part\u00edculas de poeira atravessem do Sistema Solar interior para o espa\u00e7o profundo. Este mesmo fen\u00f3meno, conhecido como resson\u00e2ncia orbital, tamb\u00e9m funciona no sentido inverso, onde bloqueia a poeira origin\u00e1ria no espa\u00e7o profundo de passar para o Sistema Solar interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A influ\u00eancia profunda da barreira gravitacional indica que as part\u00edculas de poeira est\u00e3o numa \u00f3rbita quase circular em torno do Sol, disse J\u00f8rgensen. &#8220;E o \u00fanico objeto que conhecemos numa \u00f3rbita quase circular por volta das 2 UA \u00e9 Marte, de modo que o racioc\u00ednio natural \u00e9 que Marte seja uma fonte desta poeira,&#8221; explicou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A distribui\u00e7\u00e3o da poeira que medimos \u00e9 mais consistente com a varia\u00e7\u00e3o observada da luz zodiacal,&#8221; disse Connerney. Os cientistas desenvolveram um modelo de computador para prever a luz refletida pela nuvem de poeira, dispersada pela intera\u00e7\u00e3o gravitacional com J\u00fapiter que espalha a poeira num disco mais espesso. O espalhamento depende apenas de duas vari\u00e1veis: a inclina\u00e7\u00e3o da poeira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ecl\u00edptica e a sua excentricidade orbital. Quando os investigadores inseriram os elementos orbitais de Marte, a distribui\u00e7\u00e3o previu com precis\u00e3o a assinatura reveladora da varia\u00e7\u00e3o da luz zodiacal perto da el\u00edptica. &#8220;Isto \u00e9, na minha opini\u00e3o, uma confirma\u00e7\u00e3o de que sabemos exatamente como estas part\u00edculas est\u00e3o a orbitar no nosso Sistema Solar,&#8221; disse Connerney, &#8220;e qual a sua origem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora existam agora boas evid\u00eancias de que Marte, o planeta mais empoeirado que conhecemos, seja a fonte da luz zodiacal, J\u00f8rgensen e colegas ainda n\u00e3o conseguem explicar como a poeira pode ter escapado das garras da gravidade marciana. Esperam que outros cientistas os ajudem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, os investigadores salientam que a determina\u00e7\u00e3o da verdadeira distribui\u00e7\u00e3o e densidade das part\u00edculas de poeira no Sistema Solar vai ajudar os engenheiros a projetar materiais para naves espaciais que podem suportar melhor os impactos da poeira. O conhecimento da distribui\u00e7\u00e3o precisa de poeira tamb\u00e9m pode orientar o design de trajet\u00f3rias de voo para futuras espa\u00e7onaves, a fim de evitar a maior concentra\u00e7\u00e3o de part\u00edculas. As part\u00edculas min\u00fasculas que viajam a velocidades t\u00e3o altas podem arrancar at\u00e9 1000 vezes a sua massa de uma nave espacial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pain\u00e9is solares da Juno escaparam a estes danos porque as c\u00e9lulas solares est\u00e3o bem protegidas contra impactos na parte de tr\u00e1s &#8211; ou lado escuro &#8211; dos pain\u00e9is pela estrutura de suporte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Juno Flight Path to Jupiter\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iUBHRAJzIg0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/serendipitous-juno-spacecraft-detections-shatter-ideas-about-origin-of-zodiacal-light\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/agupubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1029\/2020JE006509\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Journal of Geophysical Research: Planets)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Luz zodiacal:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Zodiacal_light\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Miss\u00e3o Juno:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/juno\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.missionjuno.swri.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SwRI<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAJuno\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Juno_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhe para o c\u00e9u logo antes do nascer-do-Sol, ou depois do p\u00f4r-do-Sol, e poder\u00e1 ver uma t\u00e9nue coluna de luz a estender-se do horizonte. 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