{"id":3969,"date":"2021-03-09T06:48:26","date_gmt":"2021-03-09T06:48:26","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3969"},"modified":"2021-03-09T06:48:27","modified_gmt":"2021-03-09T06:48:27","slug":"descoberta-uma-super-terra-que-podera-ser-usada-para-testar-modelos-de-atmosferas-planetarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/03\/09\/descoberta-uma-super-terra-que-podera-ser-usada-para-testar-modelos-de-atmosferas-planetarias\/","title":{"rendered":"Descoberta uma super-Terra que poder\u00e1 ser usada para testar modelos de atmosferas planet\u00e1rias"},"content":{"rendered":"\n<p>Ao longo dos \u00faltimos 25 anos, os astr\u00f3nomos descobriram uma grande variedade de exoplanetas, compostos por rocha, gelo e g\u00e1s, gra\u00e7as \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de instrumentos astron\u00f3micos projetados especificamente para a ca\u00e7a de planetas. Al\u00e9m disso, usando uma combina\u00e7\u00e3o de diferentes t\u00e9cnicas de observa\u00e7\u00e3o, foram capazes de determinar um grande n\u00famero de massas, tamanhos e, portanto, densidades dos planetas, o que os ajuda a estimar a sua composi\u00e7\u00e3o interna e a elevar o n\u00famero de planetas que foram descobertos para l\u00e1 do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o estudo das atmosferas dos planetas rochosos, que por sua vez permitiria caracterizar completamente aqueles exoplanetas semelhantes \u00e0 Terra, \u00e9 extremamente dif\u00edcil com os instrumentos atualmente dispon\u00edveis. Por isso, os modelos atmosf\u00e9ricos para planetas rochosos ainda n\u00e3o foram testados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/DfP3t9wm\/Gliese486-5-web.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Gliese486-5-web-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3970\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Gliese486-5-web-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Gliese486-5-web-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Gliese486-5-web-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Gliese486-5-web.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista da atmosfera de Gliese 486b.<br>Cr\u00e9dito: RenderArea<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Assim sendo, \u00e9 interessante que os astr\u00f3nomos do projeto CARMENES (Calar Alto high-Resolution search for M dwarfs with Exoearths with Near-infrared and optical \u00e9chelle Spectrographs), um cons\u00f3rcio do qual o IAC (Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias) \u00e9 parceiro, recentemente publicaram um estudo, liderado por Trifon Trifonov, astr\u00f3nomo do Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg (Alemanha), sobre a descoberta de uma super-Terra quente em \u00f3rbita de uma an\u00e3 vermelha pr\u00f3xima, Gliese 486, a apenas 26 anos-luz do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tal, os cientistas usaram as t\u00e9cnicas combinadas de fotometria de tr\u00e2nsito e espectroscopia de velocidade radial, e usaram, entre outras, observa\u00e7\u00f5es com o instrumento MuSCAT2 (Multicolour Simultaneous Camera for studying Atmospheres of Transiting exoplanets) acoplado ao Telesc\u00f3pio Carlos S\u00e1nchez de 1,52 metros no Observat\u00f3rio de Teide. Os resultados deste estudo foram publicados na revista Science.<\/p>\n\n\n\n<p>O planeta que descobriram, chamado Gliese 486b, tem uma massa 2,8 vezes a da Terra e \u00e9 apenas 30% maior. &#8220;Calculando a sua densidade m\u00e9dia a partir das medi\u00e7\u00f5es da sua massa e raio, inferimos que a sua composi\u00e7\u00e3o \u00e9 parecida \u00e0 de V\u00e9nus ou da Terra, que possuem n\u00facleos met\u00e1licos no seu interior,&#8221; explica Enric Pall\u00e9, investigador do IAC e coautor do artigo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/8587sj91\/Gliese486-C-web-0.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/8587sj91\/Gliese486-C-web-0.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>O diagrama fornece uma estimativa das composi\u00e7\u00f5es internas de exoplanetas selecionados com base nas suas massas e raios em unidades terrestres. O ponto vermelho representa Gliese 486b, e os s\u00edmbolos laranjas representam planetas em torno de estrelas frias como Gliese 486. Os pontos cinzentos mostram planetas em \u00f3rbita de estrelas mais quentes. As curvas coloridas indicam as rela\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas de massa-raio para a \u00e1gua pura a 700K (azul), para o mineral enstatita (laranja), para a Terra (verde) e para o ferro puro (vermelho). Para efeitos de compara\u00e7\u00e3o, o diagrama tamb\u00e9m real\u00e7a V\u00e9nus e a Terra.<br>Cr\u00e9dito: Trifonov et al.\/Departamento Gr\u00e1fico do Instituto Max Planck para Astronomia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Gliese 486b orbita a sua estrela hospedeira num percurso circular a cada 1,5 dias, a uma dist\u00e2ncia de 2,5 milh\u00f5es de quil\u00f3metros. Apesar de estar t\u00e3o perto da sua estrela, o planeta provavelmente conservou parte da sua atmosfera original (a estrela \u00e9 muito menos quente do que o nosso Sol), de modo que \u00e9 um bom candidato para ser observado em mais detalhe com a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios espaciais e terrestres.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Trifonov, &#8220;o facto deste planeta estar t\u00e3o perto da sua estrela \u00e9 excitante porque ser\u00e1 poss\u00edvel estud\u00e1-lo em mais detalhe usando telesc\u00f3pios poderosos como o iminente Telesc\u00f3pio Espacial James Webb e o ELT (Extremely Large Telescope), atualmente em constru\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Gliese 486b leva o mesmo tempo a completar uma rota\u00e7\u00e3o sob si pr\u00f3prio do que a completar uma \u00f3rbita \u00e0 volta da sua estrela-m\u00e3e, de modo que tem sempre o mesmo lado voltado para a estrela. Embora Gliese 486 seja muito mais fraca e fria que o Sol, a radia\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o intensa que a superf\u00edcie do planeta aquece at\u00e9 pelo menos 700 K (cerca de 430\u00ba C). Por isso, a superf\u00edcie de Gliese 486b \u00e9 provavelmente mais parecida com a superf\u00edcie de V\u00e9nus do que a da Terra, com uma paisagem quente e seca, com rios ardentes de lava. No entanto, ao contr\u00e1rio de V\u00e9nus, Gliese 486b pode ter uma atmosfera fina.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/fTsYBgHw\/Gliese486-7-web-0.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/fTsYBgHw\/Gliese486-7-web-0.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista da superf\u00edcie de Gliese 486b.<br>Cr\u00e9dito: RenderArea<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os c\u00e1lculos feitos com modelos existentes de atmosferas planet\u00e1rias podem ser consistentes com cen\u00e1rios de superf\u00edcie quente e atmosfera fina porque a irradia\u00e7\u00e3o estelar tende a evaporar a atmosfera, enquanto a gravidade do planeta tende a ret\u00ea-la. A determina\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio entre as duas contribui\u00e7\u00f5es \u00e9, nos dias de hoje, dif\u00edcil.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A descoberta de Gliese 486b foi um golpe de sorte. Se fosse cerca de cem graus mais quente, toda a sua superf\u00edcie seria lava e a sua atmosfera seria rocha vaporizada,&#8221; explica Jos\u00e9 Antonio Caballero, investigador do Centro de Astrobiologia e coautor do artigo. &#8220;Por outro lado, se Gliese 486b fosse cerca de cem graus mais frio, n\u00e3o seria adequado para observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Futuras observa\u00e7\u00f5es planeadas pela equipa do CARMENES tentar\u00e3o determinar a sua inclina\u00e7\u00e3o orbital, o que torna poss\u00edvel que Gliese 486 atravessa a linha de vis\u00e3o entre n\u00f3s e a superf\u00edcie da estrela, ocultando parte da sua luz, e produzindo o que \u00e9 conhecido como tr\u00e2nsitos.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e3o tamb\u00e9m tentar fazer medi\u00e7\u00f5es espectrosc\u00f3picas, usando &#8220;espectroscopia de emiss\u00e3o&#8221;, quando as \u00e1reas do hemisf\u00e9rio iluminado pela estrela forem vis\u00edveis como fases do planeta (an\u00e1logas \u00e0s fases da nossa Lua), durante as \u00f3rbitas de Gliese 486b, antes de desaparecer por tr\u00e1s da estrela.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/WbL9G8LV\/Gliese486-A-web-1.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/WbL9G8LV\/Gliese486-A-web-1.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>O gr\u00e1fico ilustra a \u00f3rbita de um exoplaneta rochoso em tr\u00e2nsito como Gliese 486b em torno da sua estrela hospedeira. Durante o tr\u00e2nsito, o planeta eclipsa o disco estelar. Simultaneamente, uma pequena por\u00e7\u00e3o da luz estelar passa pela atmosfera planet\u00e1ria. \u00c0 medida que Gliese 486b continua o seu percurso, partes do hemisf\u00e9rio iluminado tornam-se vis\u00edveis como fases at\u00e9 que o planeta desaparece por tr\u00e1s da estrela.<br>Cr\u00e9dito: Departamento Gr\u00e1fico do Instituto Max Planck para Astronomia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Mal podemos esperar at\u00e9 que os novos telesc\u00f3pios estejam dispon\u00edveis,&#8221; admite Trifonov. &#8220;Os resultados que possamos obter com eles v\u00e3o ajudar-nos a compreender melhor as atmosferas dos planetas rochosos, a sua extens\u00e3o, a sua alt\u00edssima densidade, a sua composi\u00e7\u00e3o e a sua influ\u00eancia na distribui\u00e7\u00e3o de energia em torno dos planetas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto CARMENES, cujo cons\u00f3rcio \u00e9 formado por 11 institutos de investiga\u00e7\u00e3o na Espanha e na Alemanha, tem como objetivo monitorizar um conjunto de 350 estrelas an\u00e3s vermelhas em busca de planetas como a Terra, usando um espectr\u00f3grafo no telesc\u00f3pio de 3,5 m do Observat\u00f3rio de Calar Alto (Espanha). O presente estudo tamb\u00e9m usou medi\u00e7\u00f5es espectrosc\u00f3picas para inferir a massa de Gliese 486b. As observa\u00e7\u00f5es foram feitas com o instrumento MAROON-X acoplado ao Telesc\u00f3pio Gemini Norte (8,1 m) nos EUA, e os dados de arquivo foram recolhidos pelo Telesc\u00f3pio Keck de 10 m (EUA) e pelo telesc\u00f3pio de 3,6 m do ESO (Chile).<\/p>\n\n\n\n<p>As observa\u00e7\u00f5es fotom\u00e9tricas prov\u00eam do observat\u00f3rio espacial TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA (EUA), cujos dados foram usados para obter o raio do planeta. Prov\u00eam tamb\u00e9m do instrumento MuSCAT2 acoplado ao Telesc\u00f3pio Carlos S\u00e1nchez de 1,52 m do Observat\u00f3rio de Teide (Espanha) e do LCOGT (Las Cumbres Observational Global Telescope) no Chile, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.iac.es\/es\/divulgacion\/noticias\/descubren-una-supertierra-que-servira-para-probar-los-modelos-atmosfericos-planetarios\" target=\"_blank\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpg.de\/16458803\/0219-astr-a-blazing-nearby-super-earth-150980-x\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto Max Planck para Astronomia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/371\/6533\/1038\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mpg.de\/16468106\/mpia_pr_trifonov_2021_science_preprint.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2021-03\/aaft-doa030121.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/alien-planet-gliese-486-b-discovery\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/earthsky.org\/space\/gliese-486b-hot-super-earth-with-atmosphere\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EarthSky<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/03\/210304161101.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-03-super-earth-planetary-atmosphere.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.rtp.pt\/madeira\/sociedade\/detetado-planeta-com-condicoes-para-se-estudar-atmosfera_55863\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">RTP<\/a><br><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\/2021-03-04-Detetada-superterra-com-condicoes-para-se-estudar-atmosfera-e-habitabilidade\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SIC Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.tsf.pt\/futuro\/exoplaneta-gliese-486b-tem-condicoes-ideais-para-estudo-atmosferico-13420938.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TSF<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/inovacao\/detetada-superterra-com-condicoes-para-se-estudar-atmosfera-e-habitabilidade-13420092.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jornal de Not\u00edcias<\/a><br><a href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/ciencia\/gliese-486-b-diga-ola-ao-novo-planeta-que-e-uma-superterra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pplware<\/a><br><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2021\/03\/04\/detetada-superterra-com-condicoes-para-se-estudar-atmosfera-e-habitabilidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Observador<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio de Calar Alto:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.caha.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Calar_Alto_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio Las Cumbres:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/lco.global\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Las_Cumbres_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio Gemini:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gemini_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/cgi-bin\/TblView\/nph-tblView?app=ExoTbls&amp;config=planets&amp;constraint=pl_facility+like+%27%TESS%%27\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo dos \u00faltimos 25 anos, os astr\u00f3nomos descobriram uma grande variedade de exoplanetas, compostos por rocha, gelo e g\u00e1s, gra\u00e7as \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de instrumentos astron\u00f3micos projetados especificamente para a ca\u00e7a de planetas. 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