{"id":3960,"date":"2021-03-05T06:16:35","date_gmt":"2021-03-05T06:16:35","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3960"},"modified":"2021-03-05T06:16:45","modified_gmt":"2021-03-05T06:16:45","slug":"atomo-extinto-revela-os-segredos-ha-muito-guardados-do-sistema-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/03\/05\/atomo-extinto-revela-os-segredos-ha-muito-guardados-do-sistema-solar\/","title":{"rendered":"\u00c1tomo extinto revela os segredos h\u00e1 muito guardados do Sistema Solar"},"content":{"rendered":"\n<p>Usando o \u00e1tomo extinto de ni\u00f3bio-92, investigadores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurique) foram capazes de datar eventos no in\u00edcio do Sistema Solar com maior precis\u00e3o do que antes. O estudo conclui que as explos\u00f5es de supernovas devem ter ocorrido no ambiente natal do nosso Sol.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/TwL8T18w\/image-imageformat-fullwidth-1471598849.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"930\" height=\"465\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-imageformat-fullwidth-1471598849.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3961\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-imageformat-fullwidth-1471598849.jpg 930w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-imageformat-fullwidth-1471598849-300x150.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-imageformat-fullwidth-1471598849-768x384.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/image-imageformat-fullwidth-1471598849-660x330.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 930px) 100vw, 930px\" \/><\/a><figcaption>O \u00e1tomo inst\u00e1vel 92Nb, que desapareceu h\u00e1 muito tempo, fornece informa\u00e7\u00f5es sobre o in\u00edcio do nosso Sistema Solar.<br>Cr\u00e9dito: Makiko K. Haba<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Se um \u00e1tomo de um elemento qu\u00edmico tiver um excedente de prot\u00f5es ou neutr\u00f5es, torna-se inst\u00e1vel. Este liberta estas part\u00edculas adicionais como radia\u00e7\u00e3o-gama at\u00e9 que se torne inst\u00e1vel novamente. Um destes is\u00f3topos inst\u00e1veis \u00e9 o ni\u00f3bio-92 (<sup>92<\/sup>Nb), que os especialistas tamb\u00e9m chamam de radionucl\u00eddeo. A sua meia-vida de 37 milh\u00f5es de anos \u00e9 relativamente curta, de modo que foi extinto logo ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar. Hoje, apenas o seu is\u00f3topo filho, zirc\u00f3nio-92 (<sup>92<\/sup>Zr), atesta a exist\u00eancia de&nbsp;<sup>92<\/sup>Nb.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, os cientistas continuaram a usar o radionucl\u00eddeo extinto na forma do &#8220;cron\u00f3metro&#8221;&nbsp;<sup>92<\/sup>Nb-<sup>92<\/sup>Zr, com o qual podem datar eventos que ocorreram no in\u00edcio do Sistema Solar, h\u00e1 cerca de 4,57 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o do &#8220;cron\u00f3metro&#8221;&nbsp;<sup>92<\/sup>Nb-<sup>92<\/sup>Zr tem sido limitada at\u00e9 agora, devido a uma falta de informa\u00e7\u00f5es precisas sobre a quantidade de&nbsp;<sup>92<\/sup>Nb presente aquando do nascimento do Sistema Solar. Isto compromete a sua utiliza\u00e7\u00e3o na data\u00e7\u00e3o e na determina\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o destes radionucl\u00eddeos em ambientes estelares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os meteoritos s\u00e3o a chave para o passado distante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Agora, uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o do ETH Zurique e do Instituto de Tecnologia de T\u00f3quio melhoraram em muito este &#8220;cron\u00f3metro&#8221;. Os cientistas alcan\u00e7aram este avan\u00e7o por meio de um truque inteligente: recuperaram os raros zirc\u00e3o e minerais de rutilo de meteoritos que eram fragmentos do protoplaneta Vesta. Estes minerais s\u00e3o considerados os mais adequados para a determina\u00e7\u00e3o do&nbsp;<sup>92<\/sup>Nb, porque fornecem evid\u00eancias precisas de qu\u00e3o comum o&nbsp;<sup>92<\/sup>Nb era aquando da forma\u00e7\u00e3o do meteorito. Ent\u00e3o, com a t\u00e9cnica de data\u00e7\u00e3o de ur\u00e2nio-chumbo (\u00e1tomos de ur\u00e2nio que decaem para chumbo), a equipa calculou a abund\u00e2ncia de&nbsp;<sup>92<\/sup>Nb durante a forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar. Ao combinar os dois m\u00e9todos, os investigadores conseguiram melhorar consideravelmente a precis\u00e3o do &#8220;cron\u00f3metro&#8221;&nbsp;<sup>92<\/sup>Nb-<sup>92<\/sup>Zr.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este &#8216;cron\u00f3metro&#8217; aprimorado \u00e9, portanto, uma ferramenta poderosa para fornecer idades precisas para a forma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de asteroides e planetas &#8211; eventos que ocorreram nas primeiras dezenas de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar,&#8221; diz Maria Sch\u00f6nb\u00e4chler, professora do Instituto de Geoqu\u00edmica e Petrologia do ETH Zurique, que liderou o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As supernovas libertaram ni\u00f3bio-92<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Agora que os investigadores sabem com mais precis\u00e3o qu\u00e3o abundante o&nbsp;<sup>92<\/sup>Nb era no in\u00edcio do nosso Sistema Solar, podem determinar mais eficazmente onde estes \u00e1tomos foram formados e onde o material que comp\u00f5e o nosso Sol e os planetas teve origem.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo modelo da equipa sugere que o Sistema Solar interior, com os planetas terrestres como a Terra e Marte, \u00e9 amplamente influenciado pelo material ejetado por supernovas do Tipo Ia na nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. Em tais explos\u00f5es estelares, duas estrelas em \u00f3rbita interagem entre si antes de explodir e libertar material estelar. Em contraste, o Sistema Solar exterior foi alimentado principalmente por uma supernova de colapso de n\u00facleo &#8211; provavelmente no ber\u00e7\u00e1rio estelar onde o nosso Sol nasceu -, na qual uma estrela massiva colapsou sobre si pr\u00f3pria e explodiu violentamente.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/ethz.ch\/en\/news-and-events\/eth-news\/news\/2021\/03\/extinct-atom-reveals-the-long-kept-secrets-of-the-solar-system.html\" target=\"_blank\">\/\/ ETH Zurique (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.pnas.org\/content\/118\/8\/e2017750118\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Proceedings of the National Academy of Sciences of the USA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Ni\u00f3bio-92:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Isotopes_of_niobium\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Is\u00f3topos de ni\u00f3bio (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Niobium\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ni\u00f3bio (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Zirc\u00f3nio-92:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Isotopes_of_zirconium\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Is\u00f3topos de zirc\u00f3nio (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Zirconium\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Zirc\u00f3nio (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o do Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Future_solar_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Meteoritos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Meteorite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vesta:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/4_Vesta\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Usando o \u00e1tomo extinto de ni\u00f3bio-92, investigadores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurique) foram capazes de datar eventos no in\u00edcio do Sistema Solar com maior precis\u00e3o do que antes. 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