{"id":3957,"date":"2021-03-02T06:40:56","date_gmt":"2021-03-02T06:40:56","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3957"},"modified":"2021-03-02T06:40:57","modified_gmt":"2021-03-02T06:40:57","slug":"cometa-faz-pit-stop-perto-dos-asteroides-de-jupiter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/03\/02\/cometa-faz-pit-stop-perto-dos-asteroides-de-jupiter\/","title":{"rendered":"Cometa faz &#8220;pit stop&#8221; perto dos asteroides de J\u00fapiter"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de viajar v\u00e1rios milhares de milh\u00f5es de quil\u00f3metros em dire\u00e7\u00e3o ao Sol, um jovem e inst\u00e1vel objeto parecido com um cometa, orbitando entre os gigantes gasosos, encontrou ao longo do caminho um lugar de estacionamento tempor\u00e1rio. O objeto estabeleceu-se perto de uma fam\u00edlia de antigos asteroides capturados, chamados Troianos, que orbitam o Sol ao lado de J\u00fapiter. Esta \u00e9 a primeira vez que um objeto semelhante a um cometa foi avistado perto da popula\u00e7\u00e3o Troiana.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/stsci-h-p2105a-f-703x479_0.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"671\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/stsci-h-p2105a-f-703x479-0.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3958\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/stsci-h-p2105a-f-703x479-0.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/stsci-h-p2105a-f-703x479-0-300x204.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/stsci-h-p2105a-f-703x479-0-768x523.png 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/stsci-h-p2105a-f-703x479-0-110x75.png 110w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Os astr\u00f3nomos encontraram um cometa vagueante fazendo uma paragem perto de J\u00fapiter antes de possivelmente continuar viagem. O visitante gelado tem muita companhia. Est\u00e1 situado perto da fam\u00edlia de asteroides capturados conhecidos como Troianos que co-orbitam o Sol ao lado de J\u00fapiter. Esta \u00e9 a primeira vez que um objeto parecido com um cometa foi avistado perto da popula\u00e7\u00e3o de asteroides Troianos. As observa\u00e7\u00f5es pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble revelam que o objeto est\u00e1 a mostrar sinais de transitar de um corpo gelado parecido a um asteroide para um cometa ativo, mostrando uma cauda longa, jatos que libertam gases e material, e rodeando-se numa cabeleira de poeira e g\u00e1s.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e B. Bolin (Caltech)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O visitante inesperado pertence a uma classe de corpos gelados encontrados no espa\u00e7o entre J\u00fapiter e Neptuno. Chamados &#8220;Centauros&#8221;, tornam-se ativos pela primeira vez quando aquecidos \u00e0 medida que se aproximam do Sol e fazem a transi\u00e7\u00e3o din\u00e2mica para um objeto mais parecido a um cometa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Instant\u00e2neos no vis\u00edvel pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA revelam que o objeto vagabundo mostra sinais de atividade comet\u00e1ria, como uma cauda, gases emitidos na forma de jatos e uma cabeleira envolvente de poeira e g\u00e1s. Observa\u00e7\u00f5es anteriores feitas pelo Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer da NASA proporcionaram pistas sobre a composi\u00e7\u00e3o do objeto semelhante a um cometa e os gases que conduzem a sua atividade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Somente o Hubble poderia detetar caracter\u00edsticas ativas parecidas \u00e0s dos cometas, t\u00e3o longe e com detalhes t\u00e3o altos, e as imagens mostram claramente estas caracter\u00edsticas, como uma cauda larga com aproximadamente 640.000 km e caracter\u00edsticas de alta resolu\u00e7\u00e3o perto do n\u00facleo devido a uma cabeleira e jatos,&#8221; disse Bryce Bolin do Caltech, em Pasadena, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Descrevendo a captura do Centauro como um evento raro, Bolin acrescentou: &#8220;O visitante deve ter entrado na \u00f3rbita de J\u00fapiter pela trajet\u00f3ria ideal para ter este tipo de configura\u00e7\u00e3o que lhe d\u00e1 a apar\u00eancia de partilhar a sua \u00f3rbita com o planeta. Estamos a investigar como foi capturado por J\u00fapiter e acabou por ficar entre os Troianos. Mas pensamos que pode estar relacionado com o facto de que teve um encontro relativamente pr\u00f3ximo com J\u00fapiter.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo da equipa foi publicado dia 11 de fevereiro na revista The Astronomical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As simula\u00e7\u00f5es de computador da equipa de investiga\u00e7\u00e3o mostram que o objeto gelado, chamado P\/2019 LD2 (ATLAS), provavelmente passou perto de J\u00fapiter h\u00e1 cerca de dois anos. O planeta ent\u00e3o lan\u00e7ou gravitacionalmente o visitante rebelde para a localiza\u00e7\u00e3o co-orbital do grupo de asteroides Troianos, situados orbitalmente &#8220;\u00e0 frente&#8221; de J\u00fapiter a mais ou menos 700 milh\u00f5es de quil\u00f3metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objeto errante foi descoberto no in\u00edcio de junho de 2019 pelos telesc\u00f3pios ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System) da Universidade do Hawaii, localizados nos vulc\u00f5es extintos, um em Mauna Kea e o outro em Haleakala. O astr\u00f3nomo amador japon\u00eas Seiichi Yoshida avisou a equipa do Hubble sobre a poss\u00edvel atividade comet\u00e1ria. Os astr\u00f3nomos ent\u00e3o analisaram dados de arquivo do ZTF (Zwicky Transient Facility), um levantamento de campo amplo situado no Observat\u00f3rio Palomar, na Calif\u00f3rnia, e perceberam que o objeto estava claramente ativo nas imagens de abril de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas ent\u00e3o realizaram observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento no Observat\u00f3rio de Apache Point, no estado norte-americano do Novo M\u00e9xico, que tamb\u00e9m sugeriram a atividade. A equipa observou o cometa usando o Spitzer poucos dias antes deste se reformar em janeiro de 2020, e identificaram g\u00e1s e poeira em torno do n\u00facleo do cometa. Estas observa\u00e7\u00f5es convenceram a equipa a usar o Hubble para dar uma olhadela mais pormenorizada. Auxiliados pela vis\u00e3o n\u00edtida do Hubble, os investigadores identificaram a cauda, a estrutura da cabeleira e o tamanho das part\u00edculas de poeira e a sua velocidade de eje\u00e7\u00e3o. Estas imagens ajudaram-nos a confirmar que as caracter\u00edsticas se devem a uma atividade relativamente nova semelhante \u00e0s dos cometas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a localiza\u00e7\u00e3o de LD2 seja surpreendente, Bolin pergunta-se se esta paragem pode ser comum entre os cometas que se dirigem em dire\u00e7\u00e3o ao Sol. &#8220;Isto pode ser parte do percurso que fazem no nosso Sistema Solar, atrav\u00e9s dos Troianos de J\u00fapiter at\u00e9 ao Sistema Solar interior,&#8221; disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O convidado inesperado provavelmente n\u00e3o ficar\u00e1 entre os asteroides por muito tempo. As simula\u00e7\u00f5es de computador mostram que ter\u00e1 outro encontro pr\u00f3ximo com J\u00fapiter daqui a cerca de dois anos. O planeta gigante vai expulsar o cometa do grupo, e continuar\u00e1 a sua viagem at\u00e9 ao Sistema Solar interior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 interessante ver que J\u00fapiter est\u00e1 a &#8216;jogar&#8217; com este objeto e a mudar o seu comportamento orbital trazendo-o para o Sistema Solar interior,&#8221; disse Carey Lisse, membro da equipa e do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, no estado norte-americano de Maryland. &#8220;J\u00fapiter controla o que est\u00e1 a acontecer com os cometas quando entram no Sistema Solar interior, alterando as suas \u00f3rbitas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O intruso gelado \u00e9 provavelmente um dos membros mais recentes da &#8220;brigada&#8221; de cometas a ser expulso da sua casa gelada na Cintura de Kuiper para a regi\u00e3o do planeta gigante por meio de intera\u00e7\u00f5es com outro objeto da mesma Cintura de Kuiper. Localizada para l\u00e1 da \u00f3rbita de Neptuno, a cintura de Kuiper \u00e9 um ref\u00fagio de remanescentes gelados da constru\u00e7\u00e3o dos nossos planetas h\u00e1 4,6 mil milh\u00f5es de anos, contendo milh\u00f5es de objetos, e ocasionalmente estes objetos &#8220;raspam&#8221; ou t\u00eam colis\u00f5es que alteram drasticamente as suas \u00f3rbitas na cintura de Kuiper para dentro da regi\u00e3o do planeta gigante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta brigada de rel\u00edquias geladas tem uma viagem acidentada em dire\u00e7\u00e3o ao Sol. &#8220;Saltam&#8221; gravitacionalmente de um planeta exterior para o pr\u00f3ximo num jogo de &#8220;pinball&#8221; celeste antes de alcan\u00e7arem o Sistema Solar interior, aquecendo \u00e0 medida que se aproximam do Sol. Os investigadores dizem que os objetos passam tanto tempo, ou mais, em torno dos planetas gigantes, puxando-os gravitacionalmente &#8211; cerca de 5 milh\u00f5es de anos &#8211; do que a atravessar o Sistema Solar interior onde vivemos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os cometas de &#8216;per\u00edodo curto&#8217;, do Sistema Solar interior, fragmentam-se cerca de uma vez por s\u00e9culo,&#8221; explicou Lisse. &#8220;De modo que para manter o n\u00famero de cometas locais que vemos hoje, pensamos que esta brigada tem que fornecer um novo cometa de curto per\u00edodo a cada 100 anos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A observa\u00e7\u00e3o da liberta\u00e7\u00e3o de gases num cometa a 750 milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol (onde a intensidade da luz do Sol \u00e9 1\/25 da intensidade que a Terra recebe) surpreendeu os investigadores. &#8220;Fic\u00e1mos intrigados ao ver que o cometa tinha acabado de come\u00e7ar a tornar-se ativo pela primeira vez t\u00e3o longe do Sol, a dist\u00e2ncias onde a \u00e1gua gelada mal come\u00e7a a sublimar,&#8221; disse Bolin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1gua permanece gelada num cometa at\u00e9 este atingir aproximadamente 320 milh\u00f5es de quil\u00f3metros do Sol, onde o calor da luz solar converte o gelo em g\u00e1s que escapa do n\u00facleo na forma de jatos. Portanto, a atividade sinaliza que a cauda pode n\u00e3o ser feita de \u00e1gua. De facto, as observa\u00e7\u00f5es do Spitzer indicaram a presen\u00e7a de mon\u00f3xido de carbono e di\u00f3xido de carbono, que podem estar a conduzir a cria\u00e7\u00e3o da cauda e dos jatos vistos no cometa na \u00f3rbita de J\u00fapiter. Estes vol\u00e1teis n\u00e3o precisam de muita luz solar para aquecer a sua forma gelada e converterem-se em g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim que o cometa for expulso da \u00f3rbita de J\u00fapiter e prosseguir viagem, poder\u00e1 encontrar-se de novo com o planeta gigante. &#8220;Os cometas de curto per\u00edodo como LD2 encontram o seu destino ao serem lan\u00e7ados em dire\u00e7\u00e3o ao Sol e desintegrando-se totalmente, atingindo um planeta ou aventurando-se demasiado perto de J\u00fapiter mais uma vez e sendo expulsos do Sistema Solar, que \u00e9 o destino mais comum,&#8221; disse Lisse. &#8220;As simula\u00e7\u00f5es mostram que daqui a cerca de 500.000 anos, h\u00e1 90% de probabilidade de que este objeto seja expelido do Sistema Solar e se torne um cometa interestelar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hubble Spots Comet Near Jupiter\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/x-Ikmr5IPys?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/comet-makes-a-pit-stop-near-jupiters-asteroids\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/news-releases\/2021\/news-2021-05\" target=\"_blank\">\/\/ Hubblesite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-3881\/abd94b\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astronomical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2011.03782\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>P\/2019 LD2 (ATLAS):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/sbdb.cgi?sstr=1003688#content\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JPL<\/a><br><a href=\"https:\/\/newton.spacedys.com\/astdys\/index.php?n=2019+LD2&amp;pc=1.1.0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AstDyS-2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/P\/2019_LD2_(ATLAS)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroides Troianos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Trojan_(celestial_body)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jupiter_trojan\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Troianos de J\u00fapiter (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Centauros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Centaur_(small_Solar_System_body)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cometa:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Comet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cintura de Kuiper:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.minorplanetcenter.org\/iau\/lists\/OuterPlot.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro de Planetas Menores da UAI<\/a><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/kbos\/indepth\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kuiper_belt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubblesite<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/spitzer\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/ssc.spitzer.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro Espacial Spitzer<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Spitzer_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema de alertas ATLAS:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.fallingstar.com\/home.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Asteroid_Terrestrial-impact_Last_Alert_System\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ZTF:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.ztf.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ipac.caltech.edu\/project\/ztf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Zwicky_Transient_Facility\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Palomar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.astro.caltech.edu\/palomar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Palomar_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de Apache Point:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.apo.nmsu.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Apache_Point_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de viajar v\u00e1rios milhares de milh\u00f5es de quil\u00f3metros em dire\u00e7\u00e3o ao Sol, um jovem e inst\u00e1vel objeto parecido com um cometa, orbitando entre os gigantes gasosos, encontrou ao longo do caminho um lugar de estacionamento tempor\u00e1rio. 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