{"id":3945,"date":"2021-02-26T06:40:04","date_gmt":"2021-02-26T06:40:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3945"},"modified":"2021-02-26T06:40:15","modified_gmt":"2021-02-26T06:40:15","slug":"a-procura-de-vida-nas-amostras-do-rover-perseverance","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/02\/26\/a-procura-de-vida-nas-amostras-do-rover-perseverance\/","title":{"rendered":"\u00c0 procura de vida nas amostras do rover Perseverance"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rover Perseverance da NASA \u00e9 a nona miss\u00e3o da ag\u00eancia a pousar no Planeta Vermelho. Juntamente com a caracteriza\u00e7\u00e3o da geologia e do clima do planeta, e pavimentando o caminho para a explora\u00e7\u00e3o humana para l\u00e1 da Lua, o rover est\u00e1 focado na astrobiologia, ou o estudo da vida por todo o Universo. O Perseverance tem a tarefa de procurar sinais reveladores de que a vida microbiana pode ter vivido em Marte h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos. Vai recolher amostras e coloc\u00e1-las em tubos de metal, e as miss\u00f5es futuras enviar\u00e3o essas amostras para a Terra para um estudo mais aprofundado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Para citar Carl Sagan,&#8221; disse Gentry Lee, engenheiro-chefe do Diretorado de Ci\u00eancias Planet\u00e1rias no JPL da NASA, &#8220;&#8216;Se virmos um ouri\u00e7o a olhar para a c\u00e2mara, sabemos que h\u00e1 vida atual e certamente antiga em Marte, mas com base nas nossas experi\u00eancias passadas, tal evento \u00e9 extremamente improv\u00e1vel. Alega\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias exigem evid\u00eancias extraordin\u00e1rias, e a descoberta de que existiu vida noutras partes do Universo seria certamente extraordin\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/1-pia24374.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"739\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/1-pia24374.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3946\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/1-pia24374.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/1-pia24374-300x225.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/1-pia24374-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>As rochas ao longo da linha costeira do Lago Salda, na T\u00farquia, foram formadas por micr\u00f3bios que prenderam minerais e sedimentos na \u00e1gua. O estudo destes antigos f\u00f3sseis microbianos na Terra ajudaram os cientistas do projeto Mars 2020 do Perseverance a prepararem-se para a sua miss\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas do projeto Mars 2020 pensam que a Cratera Jezero, o local de aterragem do Perseverance, pode ser o lar de tais evid\u00eancias. Sabem que h\u00e1 3,5 mil milh\u00f5es de anos, Jezero era o local de um grande lago, completo com o seu pr\u00f3prio delta de rio. Pensam que embora a \u00e1gua tenha desaparecido h\u00e1 muito tempo, algures na cratera com 45 km de di\u00e2metro, ou talvez ao longo da sua orla com 610 metros de altura, possam existir bioassinaturas (evid\u00eancias de que a vida j\u00e1 a\u00ed existiu).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esperamos que os melhores lugares para procurar bioassinaturas sejam no leito de Jezero ou em sedimentos costeiros que podem estar incrustados com minerais de carbonato, que s\u00e3o especialmente bons a preservar certos tipos de vida fossilizada na Terra,&#8221; disse Ken Williford, cientista adjunto do projeto Mars 2020, da miss\u00e3o do Perseverance, no JPL. &#8220;Mas enquanto procuramos evid\u00eancias de micr\u00f3bios antigos num mundo alien\u00edgena antigo, \u00e9 importante manter a mente aberta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O quinto rover da NASA ao quarto planeta a contar do Sol transporta um novo conjunto de instrumentos cient\u00edficos para construir sobre as descobertas do rover Curiosity da NASA, que descobriu que partes de Marte podem ter sustentado vida microbiana h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00c0 procura de bioassinaturas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Qualquer busca por bioassinaturas incluir\u00e1 o conjunto de c\u00e2maras do rover, especialmente a Mastcam-Z (localizada no mastro do rover), que pode aumentar o seu zoom para examinar alvos cientificamente interessantes. A equipa cient\u00edfica da miss\u00e3o pode encarregar o instrumento SuperCam do Perseverance &#8211; tamb\u00e9m no mastro &#8211; para disparar um laser at\u00e9 um alvo promissor, gerando uma pequena nuvem de plasma que pode ser analisada para ajudar a determinar a sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. Caso esses dados sejam intrigantes o suficiente, a equipa pode comandar o bra\u00e7o rob\u00f3tico a dar uma olhada mais de perto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para tal, o Perseverance contar\u00e1 com um de dois instrumentos na extremidade do seu bra\u00e7o. O PIXL (Planetary Instrument for X-ray Lithochemistry) vai utilizar o seu pequeno mas poderoso feixe de raios-X para procurar poss\u00edveis impress\u00f5es digitais qu\u00edmicas de vida passada. O instrumento SHERLOC (Scanning Habitable Environments with Raman &amp; Luminescence for Organics &amp; Chemicals) tem o seu pr\u00f3prio laser e pode detetar concentra\u00e7\u00f5es de mol\u00e9culas org\u00e2nicas e minerais que se formaram em ambientes aqu\u00e1ticos. Juntos, o SHERLOC e o PIXL v\u00e3o fornecer mapas de alta resolu\u00e7\u00e3o de elementos, minerais e mol\u00e9culas nas rochas e sedimentos marcianos, permitindo aos astrobi\u00f3logos avaliar a sua composi\u00e7\u00e3o e determinar as amostras mais promissoras a serem recolhidas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2-pia24240.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/rF6SjBLH\/2-pia24240.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem mostra a fina estrutura sedimentar interna de um estromat\u00f3lito do crat\u00e3o Pilbara, no oeste da Austr\u00e1lia.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma esperan\u00e7a duradoura da equipa cient\u00edfica \u00e9 encontrar uma caracter\u00edstica da superf\u00edcie que n\u00e3o pode ser atribu\u00edda a nada a n\u00e3o ser a vida microbiana antiga. Uma dessas caracter\u00edsticas pode ser algo como um estromat\u00f3lito. Na Terra, os estromat\u00f3litos s\u00e3o &#8220;montes&#8221; rochosos ondulados, formados h\u00e1 muito tempo atr\u00e1s pela vida microbiana ao longo de antigas linhas costeiras e noutros ambientes onde a energia metab\u00f3lica e a \u00e1gua eram abundantes. Seria dif\u00edcil atribuir uma caracter\u00edstica t\u00e3o consp\u00edcua a processos geol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sim, existem certas caracter\u00edsticas que se formam em rochas onde \u00e9 extremamente dif\u00edcil imaginar um ambiente sem vida que poderia moldar essa caracter\u00edstica,&#8221; disse Williford. &#8220;Mas, dito isso, existem mecanismos qu\u00edmicos ou geol\u00f3gicos que podem fazer rochas com camadas e c\u00fapulas, como geralmente associamos aos estromat\u00f3litos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E \u00e9 aqui que entra o sistema de recolha de amostras do Perseverance. Com o tamanho de um ba\u00fa, \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de motores, engrenagens planet\u00e1rias e sensores, entre os mecanismos mais complexos, capazes e limpos j\u00e1 enviados para o espa\u00e7o. Com ele, a equipa cient\u00edfica ir\u00e1 recolher as amostras mais interessantes que puderem encontrar, armazen\u00e1-las em tubos de amostragem e, posteriormente, deposit\u00e1-los para que futuras miss\u00f5es os possam recolher e enviar para a Terra para an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A instrumenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para provar definitivamente a exist\u00eancia de vida microbiana em Marte \u00e9 demasiado grande e complexa para ser levada para Marte,&#8221; disse Bobby Braun, gestor do programa MSR (Mars Sample Return) no JPL. &#8220;\u00c9 por isso que a NASA est\u00e1 a fazer uma parceria com a ESA, num esfor\u00e7o multimiss\u00e3o, chamado MSR, para recuperar as amostras que o Perseverance recolher e envi\u00e1-las para a Terra para estudo em laborat\u00f3rios por todo o mundo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E quando isso acontecer, as amostras obtidas pelo rover Perseverance podem dizer-nos que numa determinada \u00e9poca, h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos, a vida existia noutro lugar do Universo. Mas tamb\u00e9m podem indicar o oposto. E a\u00ed?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/system\/resources\/deepzooms\/25622_1_-_PIA24422_-_Navcam_360_-_Maki_7_Navcam_360_08_N_LRGB_0002_RAS_0010052_CYL_S_UNCORCLJ01-stretched-v2.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/Lspp96Lp\/pia24264-1900.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>O primeiro panorama a 360 graus obtido pela Mastcam-Z, a bordo do rover Perseverance da NASA. \u00c9 composto por 142 imagens individuais capturadas no sol 3, o terceiro dia marciano da miss\u00e3o (21 de fevereiro de 2021).<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/MSSS\/ASU<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s temos fortes evid\u00eancias de que a Cratera Jezero j\u00e1 teve os ingredientes para a vida. Mesmo que concluamos, depois da an\u00e1lise das amostras trazidas para a Terra, que o lago nunca foi habitado, teremos aprendido algo importante sobre o alcance da vida no cosmos,&#8221; disse Wiliford. &#8220;Quer Marte tenha sido ou n\u00e3o um planeta vivo, \u00e9 essencial compreender como os planetas rochosos como o nosso se formam e evoluem. Porque \u00e9 que o nosso pr\u00f3prio planeta permaneceu hospitaleiro enquanto Marte se tornou um deserto?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Perseverance poder\u00e1 n\u00e3o fornecer a resposta final sobre se o Planeta Vermelho alguma vez conteve vida, mas os dados que recolher e as descobertas que fizer ter\u00e3o um papel fundamental quando esse resultado for alcan\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A humanidade tem-se focado em Marte desde que Galileu se tornou o primeiro humano a observ\u00e1-lo atrav\u00e9s de um telesc\u00f3pio em 1609. Ser\u00e1 que j\u00e1 teve vida? A resposta pode estar algures na Cratera Jezero.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Mars Science Teams Investigate Ancient Life in Australia\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0NdpJ1Ukp5k?list=PLTiv_XWHnOZqCrMU2ppcLjRn1zlDkNx3q\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/searching-for-life-in-nasa-s-perseverance-mars-samples\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cratera Jezero:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jezero_(crater)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rover Perseverance:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mars2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mars2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rover Perseverance da NASA \u00e9 a nona miss\u00e3o da ag\u00eancia a pousar no Planeta Vermelho. 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