{"id":3935,"date":"2021-02-23T06:37:02","date_gmt":"2021-02-23T06:37:02","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3935"},"modified":"2021-02-23T06:37:03","modified_gmt":"2021-02-23T06:37:03","slug":"missoes-da-nasa-constroem-mapa-sem-precedentes-do-campo-magnetico-do-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/02\/23\/missoes-da-nasa-constroem-mapa-sem-precedentes-do-campo-magnetico-do-sol\/","title":{"rendered":"Miss\u00f5es da NASA constroem mapa sem precedentes do campo magn\u00e9tico do Sol"},"content":{"rendered":"\n<p>Durante d\u00e9cadas ap\u00f3s a sua descoberta, os observadores s\u00f3 podiam ver a cromosfera solar por alguns momentos fugazes: durante um eclipse solar total, quando um brilho vermelho rodeava a silhueta da Lua.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais de cem anos depois, a cromosfera continua a ser a mais misteriosa das camadas atmosf\u00e9ricas do Sol. Situada entre a brilhante superf\u00edcie e a et\u00e9rea coroa solar, a atmosfera externa do Sol, a cromosfera \u00e9 um lugar de mudan\u00e7as r\u00e1pidas, onde a temperatura aumenta e os campos magn\u00e9ticos come\u00e7am a dominar o comportamento do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, pela primeira vez, tr\u00eas miss\u00f5es da NASA perscrutaram a atmosfera para enviar medi\u00e7\u00f5es a v\u00e1rias altitudes do seu campo magn\u00e9tico. As observa\u00e7\u00f5es &#8211; capturadas por dois sat\u00e9lites e pela miss\u00e3o CLASP2 (Chromospheric Layer Spectropolarimeter 2), a bordo de um pequeno foguete suborbital &#8211; ajudam a revelar como os campos magn\u00e9ticos \u00e0 superf\u00edcie do Sol d\u00e3o origem \u00e0s erup\u00e7\u00f5es brilhantes na sua atmosfera externa. O artigo cient\u00edfico foi publicado na passada sexta-feira na revista Science Advances.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.isas.jaxa.jp\/en\/topics\/files\/CLASP2_3840.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/c4V4BXst\/CLASP2-3840-thumb-700xauto-8428.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A medi\u00e7\u00e3o da for\u00e7a do campo magn\u00e9tico a quatro altitudes diferentes usando dados do CLASP2 e do Hinode permitiu o mapeamento da propaga\u00e7\u00e3o das linhas do campo magn\u00e9tico na cromosfera da &#8220;praia&#8221; solar.<br>Cr\u00e9dito: NAOJ<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um objetivo principal da heliof\u00edsica &#8211; a ci\u00eancia da influ\u00eancia do Sol no espa\u00e7o, incluindo as atmosferas planet\u00e1rias &#8211; \u00e9 prever o clima espacial, que geralmente come\u00e7a no Sol, mas pode espalhar-se rapidamente pelo espa\u00e7o e causar dist\u00farbios perto da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>O que impulsiona estas erup\u00e7\u00f5es solares \u00e9 o campo magn\u00e9tico do Sol, as linhas invis\u00edveis de for\u00e7a que se estendem da superf\u00edcie solar ao espa\u00e7o bem para l\u00e1 da Terra. Este campo magn\u00e9tico \u00e9 dif\u00edcil de ver &#8211; s\u00f3 pode ser observado indiretamente, pela luz do plasma, ou g\u00e1s superaquecido, que tra\u00e7a as suas linhas como far\u00f3is de carros que viajam numa estrada distante. No entanto, a forma como essas linhas magn\u00e9ticas se organizam &#8211; sejam frouxas e retas ou firmes e emaranhadas &#8211; faz toda a diferen\u00e7a entre um Sol silencioso e uma erup\u00e7\u00e3o solar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O Sol \u00e9 belo e misterioso, com atividade constante desencadeada pelos seus campos magn\u00e9ticos,&#8221; disse Ryoko Ishikawa, f\u00edsica solar no NAOJ (National Astronomical Observatory of Japan) em T\u00f3quio e autora principal do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Idealmente, os investigadores poderiam ler as linhas do campo magn\u00e9tico na coroa, onde ocorrem as erup\u00e7\u00f5es solares, mas o plasma \u00e9 muito esparso para leituras precisas (a coroa \u00e9 mais de mil milh\u00f5es de vezes menos densa do que o ar ao n\u00edvel do mar).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao inv\u00e9s, os cientistas medem a fotosfera mais densamente compactada &#8211; a superf\u00edcie vis\u00edvel do Sol &#8211; duas camadas abaixo. Usam ent\u00e3o modelos matem\u00e1ticos para propagar esse campo para cima at\u00e9 \u00e0 coroa. Esta abordagem ignora a medi\u00e7\u00e3o da cromosfera, que fica entre as duas, na esperan\u00e7a de simular o seu comportamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/suns_layers.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"554\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/suns-layers.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3936\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/suns-layers.jpg 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/suns-layers-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/suns-layers-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>A cromosfera est\u00e1 situada entre a fotosfera, ou a brilhante superf\u00edcie do Sol que emite luz vis\u00edvel, e a coroa superaquecida, ou atmosfera externa do Sol, fonte de erup\u00e7\u00f5es solares. A cromosfera \u00e9 um elo fundamental entre estas duas regi\u00f5es e uma vari\u00e1vel em falta na determina\u00e7\u00e3o da estrutura magn\u00e9tica do Sol.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Infelizmente, a cromosfera \u00e9 &#8220;selvagem&#8221;, onde as linhas do campo magn\u00e9tico reorganizam-se de maneiras dif\u00edceis de prever. Os modelos lutam para capturar esta complexidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A cromosfera \u00e9 uma &#8216;bagun\u00e7a&#8217; quente,&#8221; disse Laurel Rachmeler, ex-cientista do projeto CLASP2 da NASA, agora na NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration). &#8220;N\u00f3s fazemos suposi\u00e7\u00f5es simplificadas da f\u00edsica na fotosfera e suposi\u00e7\u00f5es separadas na coroa. Mas na cromosfera, a maioria dessas suposi\u00e7\u00f5es desfazem-se.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Institui\u00e7\u00f5es nos EUA, Jap\u00e3o, Espanha e Fran\u00e7a trabalharam juntas para desenvolver uma nova abordagem para medir o campo magn\u00e9tico da cromosfera, apesar da sua natureza desorganizada. Modificando um instrumento que voou em 2015, acoplaram o seu observat\u00f3rio solar num foguete de sondagem, assim chamado devido ao termo n\u00e1utico &#8220;sondar&#8221;, que significa investigar, explorar. Este tipo de foguet\u00f5es \u00e9 lan\u00e7ado para o espa\u00e7o para breves pesquisas de alguns minutos antes de cair de volta \u00e0 Terra. Mais acess\u00edveis e r\u00e1pidos de construir e voar do que miss\u00f5es com sat\u00e9lites maiores, s\u00e3o tamb\u00e9m um palco ideal para testar novas ideias e t\u00e9cnicas inovadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado a partir do Campo de Teste de M\u00edsseis de White Sands, no estado norte-americano do Novo M\u00e9xico, o foguete atingiu uma altitude de 274 km para uma vis\u00e3o do Sol acima da atmosfera da Terra, que de outra forma bloqueia certos comprimentos de onda da luz. Os cientistas voltaram-se para a &#8220;praia solar&#8221;, a orla de uma &#8220;regi\u00e3o ativa&#8221; do Sol onde a for\u00e7a do campo magn\u00e9tico era forte, ideal para os seus sensores.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o CLASP2 observava o Sol, o IRIS (Interface Region Imaging Spectrograph) da NASA e o sat\u00e9lite Hinode da JAXA\/NASA, ambos observando o Sol a partir de \u00f3rbita terrestre, ajustaram os seus telesc\u00f3pios para olhar para o mesmo local. Em coordena\u00e7\u00e3o, as tr\u00eas miss\u00f5es concentraram-se na mesma parte do Sol, mas perscrutaram profundidades diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O Hinode focou-se na fotosfera, procurando linhas espectrais do ferro neutro a\u00ed formado. O CLASP2 visou tr\u00eas alturas diferentes dentro da cromosfera, examinando linhas espectrais do magn\u00e9sio ionizado e do mangan\u00eas. Entretanto, o IRIS media as linhas de magn\u00e9sio em mais alta resolu\u00e7\u00e3o, para calibrar os dados do CLASP2. Juntas, as miss\u00f5es monitorizaram quatro camadas diferentes dentro e ao redor da atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/8crwDJRX\/Figura-1.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/8crwDJRX\/Figura-1.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>A imagem em tons avermelhados, obtida pelo telesc\u00f3pio da SDO da NASA, mostra a regi\u00e3o ativa simultaneamente observada pelo CLASP2 e pelo Hinode. As linhas verdes nos paineis \u00e0 esquerda mostram a posi\u00e7\u00e3o da ranhura vista pelo espectropolar\u00edmetro do CLASP2. A cada ponto desta linha, o CLASP2 mediu a varia\u00e7\u00e3o de comprimentos de onda em termos de intensidade (painel superior direito) e a polariza\u00e7\u00e3o circular (painel inferior direito) de v\u00e1rias linhas cromosf\u00e9ricas do espectro ultravioleta solar. Ao mesmo tempo, a polariza\u00e7\u00e3o circular das linhas fotosf\u00e9ricas na gama espectral vis\u00edvel foi medida pelo telesc\u00f3pio espacial Hinode. Estes sinais de polariza\u00e7\u00e3o circular surgem dos campos magn\u00e9ticos presentes a diferentes alturas na atmosfera solar e, a partir da\u00ed, os investigadores conseguiram determinar como o campo magn\u00e9tico varia desde a fotosfera at\u00e9 \u00e0 base da coroa.<br>Cr\u00e9dito: NAOJ, IAC, NASA\/MSFC, IAS<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Eventualmente, chegaram os resultados: o primeiro mapa a v\u00e1rias alturas do campo magn\u00e9tico da cromosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando Ryoko me mostrou estes resultados pela primeira vez, eu simplesmente n\u00e3o consegui ficar sentado,&#8221; disse David McKenzie, investigador principal do CLASP2 no Centro de Voo Espacial Marshall da NASA em Huntsville, Alabama. &#8220;Eu sei que parece esot\u00e9rico &#8211; mas acabou de me mostrar o campo magn\u00e9tico a quatro alturas ao mesmo tempo. Ningu\u00e9m faz isso!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O aspeto mais impressionante dos dados foi o qu\u00e3o variada a cromosfera acabou por ser. Tanto ao longo da por\u00e7\u00e3o do Sol que estudaram, quanto a diferentes alturas no seu interior, o campo magn\u00e9tico variou significativamente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na superf\u00edcie do Sol, vemos campos magn\u00e9ticos que mudam a dist\u00e2ncias curtas: mais acima, essas varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito mais difusas. Em alguns lugares, o campo magn\u00e9tico n\u00e3o alcan\u00e7ou todo o caminho at\u00e9 ao ponto mais alto que medimos, enquanto noutros lugares, ainda estava com for\u00e7a total.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/02XmZ27b\/Fig2-0.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/02XmZ27b\/Fig2-0.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Componente longitudinal do campo magn\u00e9tico (em gauss) a cada ponto ao longo da dire\u00e7\u00e3o espacial indicada pela linha verde na imagem acima. Os campos magn\u00e9ticos mais fortes e mais fracos podem ser encontrados na fotosfera (curva verde), onde existem regi\u00f5es fortemente magnetizadas (at\u00e9 1250 gauss) separadas por outras que s\u00e3o fracamente magnetizadas (10 gauss). Esta varia\u00e7\u00e3o substancial na intensidade do campo magn\u00e9tico quando movendo-se horizontalmente na fotosfera diminui a altitudes correspondentes \u00e0 cromosfera inferior (s\u00edmbolos azuis) e at\u00e9 mais baixas nas camadas interm\u00e9dias (s\u00edmbolos pretos) e superiores (s\u00edmbolos vermelhos) da cromosfera. Estes resultados confirmam e provam que, em tais regi\u00f5es ativas da atmosfera solar, a for\u00e7a do campo magn\u00e9tico diminui com a altitude e que as linhas da for\u00e7a do campo magn\u00e9tico expandem-se e preenchem toda a cromosfera antes de alcan\u00e7ar a base da coroa.<br>Cr\u00e9dito: NAOJ, IAC, NASA\/MSFC, IAS<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A equipa espera usar esta t\u00e9cnica para medi\u00e7\u00f5es magn\u00e9ticas a v\u00e1rias alturas para mapear todo o campo magn\u00e9tico da cromosfera. Isto n\u00e3o apenas ajudaria na nossa capacidade de prever o clima espacial, mas tamb\u00e9m nos forneceria informa\u00e7\u00f5es importantes sobre a atmosfera em torno da nossa estrela.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sou f\u00edsica coronal &#8211; estou muito interessada nos campos magn\u00e9ticos l\u00e1 de cima,&#8221; disse Rachmeler. &#8220;Ser capaz de elevar o nosso limite de medi\u00e7\u00e3o ao topo da cromosfera ajudar-nos-ia a entender muito mais, ajudar-nos-ia a prever muito mais &#8211; seria um grande passo em frente na f\u00edsica solar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ter\u00e3o em breve a oportunidade de dar esse passo em frente: um novo voo da miss\u00e3o recebeu o sinal verde da NASA. Embora a data de lan\u00e7amento ainda n\u00e3o tenha sido definida, a equipa planeia usar o mesmo instrumento, mas com uma nova t\u00e9cnica para medir uma faixa muito mais ampla do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em vez de apenas medirmos os campos magn\u00e9ticos ao longo de uma faixa muito estreita, queremos examin\u00e1-lo ao longo do alvo e fazer um mapa bidimensional,&#8221; disse McKenzie.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"First results of CLASP2\" width=\"618\" height=\"464\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4EvQ_Mqqrtg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/nasa-missions-make-unprecedented-map-of-sun-s-magnetic-field\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.isas.jaxa.jp\/en\/topics\/002578.html\" target=\"_blank\">\/\/ JAXA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/hinode.nao.ac.jp\/en\/news\/results\/clasp2-publication-en-202102\/index.html\" target=\"_blank\">\/\/ NAOJ (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.iac.es\/en\/outreach\/news\/clasp2-space-experiment-achieves-unprecedented-map-suns-magnetic-field-photosphere-base-corona\" target=\"_blank\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/7\/8\/eabe8406\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science Advances)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2021-02\/nion-src021821.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2268544-suns-bumpy-magnetic-fields-might-explain-why-its-atmosphere-is-so-hot\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">New Scientist<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.spacedaily.com\/reports\/Sounding_rocket_CLASP2_elucidates_solar_magnetic_field_999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Space Daily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-02-rocket-clasp2-elucidates-solar-magnetic.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sol:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sun\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chromosphere\" target=\"_blank\">Cromosfera (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sun#Magnetic_activity\" target=\"_blank\">Atividade magn\u00e9tica do Sol (Wikipedia)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Plage_(astronomy)\" target=\"_blank\">&#8220;Praia&#8221; solar (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>CLASP2:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarwww.mtk.nao.ac.jp\/Rocket_balloon_experiments\/CLASP2\/index_e.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NAOJ<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>IRIS:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/iris\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Interface_Region_Imaging_Spectrograph\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hinode:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.isas.jaxa.jp\/e\/enterp\/missions\/hinode\/index.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JAXA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hinode_(satellite)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante d\u00e9cadas ap\u00f3s a sua descoberta, os observadores s\u00f3 podiam ver a cromosfera solar por alguns momentos fugazes: durante um eclipse solar total, quando um brilho vermelho rodeava a silhueta da Lua. 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