{"id":3932,"date":"2021-02-23T06:33:44","date_gmt":"2021-02-23T06:33:44","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3932"},"modified":"2021-02-23T06:33:45","modified_gmt":"2021-02-23T06:33:45","slug":"primeiro-buraco-negro-detetado-e-mais-massivo-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/02\/23\/primeiro-buraco-negro-detetado-e-mais-massivo-do-que-se-pensava\/","title":{"rendered":"Primeiro buraco negro detetado \u00e9 mais massivo do que se pensava"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Novas observa\u00e7\u00f5es do primeiro buraco negro j\u00e1 detetado levaram os astr\u00f3nomos a questionar o que sabem sobre os objetos mais misteriosos do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicada a semana passada na revista Science, a investiga\u00e7\u00e3o mostra que o sistema conhecido como Cygnus X-1 cont\u00e9m o buraco negro de massa estelar mais massivo j\u00e1 detetado sem a utiliza\u00e7\u00e3o de ondas gravitacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cygnus X-1 \u00e9 um dos buracos negros mais pr\u00f3ximos da Terra. Foi descoberto em 1964, quando um par de contadores Geiger foram transportados a bordo de um foguete suborbital lan\u00e7ado a partir do estado norte-americano do Novo M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objeto foi o foco de uma famosa aposta cient\u00edfica entre os f\u00edsicos Stephen Hawking e Kip Thorne, com Hawking apostando em 1974 que n\u00e3o era um buraco negro. Hawking concedeu a aposta em 1990.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/1ty8X6Yb\/Cygnus-X-1-image-B.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Cygnus-X-1-image-B-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3933\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Cygnus-X-1-image-B-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Cygnus-X-1-image-B-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Cygnus-X-1-image-B-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Cygnus-X-1-image-B.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do sistema Cygnus X-1. Este sistema cont\u00e9m o buraco negro estelar mais massivo j\u00e1 detetado sem a utiliza\u00e7\u00e3o de ondas gravitacionais, com 21 vezes a massa do Sol. Clique aqui para a mesma imagem com compara\u00e7\u00e3o com o Sol.<br>Cr\u00e9dito: ICRAR<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste trabalho mais recente, uma equipa internacional de astr\u00f3nomos usou o VLBA (Very Long Baseline Array) &#8211; um radiotelesc\u00f3pio do tamanho de um continente composto por 10 antenas espalhadas pelos EUA &#8211; juntamente com uma t\u00e9cnica inteligente para medir dist\u00e2ncias no espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se pudermos ver o mesmo objeto de locais diferentes, podemos calcular a sua dist\u00e2ncia medindo como o objeto parece mover-se em rela\u00e7\u00e3o ao plano de fundo,&#8221; disse o professor e investigador principal James Miller-Jones da Universidade Curtin e do ICRAR (International Centre for Radio Astronomy Research).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se colocarmos o dedo \u00e0 frente dos nossos olhos e o observarmos com um olho de cada vez, vamos notar que o dedo parece saltar de posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao plano de fundo. \u00c9 exatamente o mesmo princ\u00edpio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao longo de seis dias observ\u00e1mos uma \u00f3rbita completa do buraco negro e us\u00e1mos observa\u00e7\u00f5es obtidas do mesmo sistema com a mesma rede de telesc\u00f3pios em 2011&#8221;, disse o professor Miller-Jones. &#8220;Este m\u00e9todo e as nossas novas medi\u00e7\u00f5es mostram que o sistema est\u00e1 mais longe do que se pensava, com um buraco negro que \u00e9 significativamente mais massivo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O coautor Ilya Mandel, professor na Universidade Monash e do OzGrav (ARC Centre of Excellence in Gravitational Wave Discovery) disse que o buraco negro \u00e9 t\u00e3o massivo que est\u00e1 a desafiar o modo como os astr\u00f3nomos pensam que foi formado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As estrelas perdem massa para o ambiente circundante por meio de ventos estelares que sopram da sua superf\u00edcie. Mas para formar um buraco negro assim t\u00e3o massivo, precisamos de diminuir a quantidade de massa que as estrelas brilhantes perdem durante as suas vidas,&#8221; explicou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.postimg.cc\/4NvN7npg\/Cygnus-X-1-image-C.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.postimg.cc\/4NvN7npg\/Cygnus-X-1-image-C.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Os astr\u00f3nomos observaram o sistema Cygnus X-1 a partir de diferentes \u00e2ngulos usando a \u00f3rbita da Terra em torno do Sol para medir o movimento aparente do sistema contra o plano das estrelas de fundo. Isto permitiu-lhes refinar a dist\u00e2ncia ao sistema e, portanto, a massa do buraco negro.<br>Cr\u00e9dito: ICRAR<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O buraco negro no sistema Cygnus X-1 come\u00e7ou a sua vida como uma estrela com aproximadamente 60 vezes a massa do Sol e colapsou h\u00e1 dezenas de milhares de anos,&#8221; disse. &#8220;Incrivelmente, est\u00e1 a orbitar a sua estrela companheira &#8211; uma supergigante &#8211; a cada cinco dias e meio a apenas um-quinto da dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estas novas observa\u00e7\u00f5es dizem-nos que o buraco negro tem mais de 20 vezes a massa do nosso Sol &#8211; um aumento de 50% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s estimativas anteriores.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Xueshan Zhao \u00e9 coautora do artigo e candidata a doutoramento que estuda no NAOC (National Astronomical Observatories, Chinese Academy of Sciences) em Pequim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Usando as medi\u00e7\u00f5es atualizadas para a massa do buraco negro e a sua dist\u00e2ncia da Terra, fui capaz de confirmar que Cygnus X-1 gira incrivelmente depressa &#8211; muito perto da velocidade da luz e mais depressa do que qualquer outro buraco negro encontrado at\u00e9 \u00e0 data,&#8221; acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estou no in\u00edcio da minha carreira de investiga\u00e7\u00e3o, portanto fazer parte de uma equipa internacional e ajudar a refinar as propriedades do primeiro buraco negro j\u00e1 descoberto foi uma grande oportunidade.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"CYGNUS X-1: the most massive black hole near to Earth\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/511469634?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"618\" height=\"348\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.icrar.org\/biggest-black-hole\/\" target=\"_blank\">\/\/ ICRAR (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.technologyreview.com\/2021\/02\/18\/1019091\/first-black-hole-ever-discovered-cygnus-x-1-more-massive\/\" target=\"_blank\">\/\/ MIT (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.media.inaf.it\/2021\/02\/19\/massa-cygnus-x-1\/\" target=\"_blank\">\/\/ INAF (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/today.ttu.edu\/posts\/2021\/02\/Stories\/first-black-hole-detected-more-massive-than-thought\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Tecnologia do Texas (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/english.cas.cn\/newsroom\/cas_media\/202102\/t20210220_263489.shtml\" target=\"_blank\">\/\/ Academia Chinesa de Ci\u00eancias (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.fau.eu\/2021\/02\/19\/news\/research\/black-hole-in-the-milky-way-more-massive-than-at-first-thought\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nuremberga (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.astron.nl\/dailyimage\/\" target=\"_blank\">\/\/ ASTRON (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/early\/2021\/02\/17\/science.abb3363\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2102.09091\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/abbcd6\">\/\/ Artigo cient\u00edfico complementar #1 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2102.09093\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico complementar #1 (arXiv.org)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/abde4a\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico complementar #2 (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2102.09092\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico complementar #2 (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2021-02\/aaft-tmo021621.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.space.com\/first-discovered-black-hole-larger-than-thought\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACE.com<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmosmagazine.com\/space\/astrophysics\/more-massive-more-problems\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">COSMOS<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/02\/210218142815.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"http:\/\/spaceref.com\/astronomy\/first-black-hole-ever-detected-is-more-massive-than-we-thought.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceRef<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-02-black-hole-massive-thought.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.zmescience.com\/science\/massive-black-hole-could-challenge-stellar-evolution-theories\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ZME science<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.inverse.com\/science\/black-hole-breaking-the-black-holes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inverse<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencenews.org\/article\/first-black-hole-discovery-cygnus-massive\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceNews<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.engadget.com\/cygnus-x-1-black-hole-more-massive-than-thought-224954350.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">engadget<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.sky.com\/story\/first-black-hole-ever-detected-is-even-more-massive-than-first-thought-12222733\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sky news<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cygnus X-1:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cygnus_X-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro de massa estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLBA:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nrao.edu\/facilities\/vlba\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NRAO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Long_Baseline_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novas observa\u00e7\u00f5es do primeiro buraco negro j\u00e1 detetado levaram os astr\u00f3nomos a questionar o que sabem sobre os objetos mais misteriosos do Universo. 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