{"id":3910,"date":"2021-02-16T06:18:09","date_gmt":"2021-02-16T06:18:09","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3910"},"modified":"2021-02-16T06:22:10","modified_gmt":"2021-02-16T06:22:10","slug":"astronomos-desvendam-origens-misteriosas-das-super-terras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/02\/16\/astronomos-desvendam-origens-misteriosas-das-super-terras\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos desvendam origens misteriosas das &#8220;super-Terras&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>Os mini-Neptunos e as super-Terras com at\u00e9 quatro vezes o tamanho do nosso planeta s\u00e3o os exoplanetas mais comuns em \u00f3rbita de estrelas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. At\u00e9 agora, pensava-se que as super-Terras eram os n\u00facleos rochosos de mini-Neptunos cujas atmosferas gasosas foram expelidas. Num novo estudo publicado na revista The Astrophysical Journal, astr\u00f3nomos da Universidade McGill mostram que alguns destes exoplanetas nunca tiveram atmosferas gasosas, lan\u00e7ando nova luz sobre as suas origens misteriosas.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de observa\u00e7\u00f5es, sabemos que cerca de 30 a 50 por cento das estrelas hospedeiras t\u00eam um ou outro, e as duas popula\u00e7\u00f5es aparecem em propor\u00e7\u00f5es quase iguais. Mas de onde \u00e9 que vieram?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/publicationjpg\/eso1134c.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Nn3x6tp.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3911\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Nn3x6tp.jpg 700w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Nn3x6tp-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><figcaption>Esta impress\u00e3o de artista mostra um dos exoplanetas descobertos pelo HARPS: a super-Terra rochosa HD 85512 b, que orbita a estrela parecida com o Sol HD 85512, na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o do hemisf\u00e9rio sul de Vela. Este planeta tem mais ou menos 3,6 vezes a massa da Terra e est\u00e1 situado na orla da zona habit\u00e1vel, onde a \u00e1gua l\u00edquida, e talvez a vida, podem potencialmente existir.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma teoria \u00e9 que a maioria dos exoplanetas nasce como mini-Neptunos, mas alguns s\u00e3o despojados das suas conchas de g\u00e1s pela radia\u00e7\u00e3o das estrelas-m\u00e3e, deixando para tr\u00e1s apenas um n\u00facleo denso e rochoso. Esta teoria prev\u00ea que a nossa Gal\u00e1xia tem muito poucos exoplanetas do tamanho da Terra e mais pequenos, conhecidos como Terras e mini-Terras. No entanto, observa\u00e7\u00f5es recentes mostram que pode n\u00e3o ser o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para saber mais, os astr\u00f3nomos usaram uma simula\u00e7\u00e3o para rastrear a evolu\u00e7\u00e3o destes misteriosos exoplanetas. O modelo usou c\u00e1lculos termodin\u00e2micos com base na massa dos seus n\u00facleos rochosos, na dist\u00e2ncia a que est\u00e3o das suas estrelas hospedeiras e na temperatura do g\u00e1s circundante.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ao contr\u00e1rio das teorias anteriores, o nosso estudo mostra que alguns exoplanetas nunca podem construir atmosferas gasosas,&#8221; diz Eve Lee, professora assistente no Departamento de F\u00edsica da Universidade McGill e do Instituto Espacial McGill.<\/p>\n\n\n\n<p>As descobertas sugerem que nem todas as super-Terras s\u00e3o remanescentes de mini-Neptunos. Em vez disso, os exoplanetas foram formados por uma \u00fanica distribui\u00e7\u00e3o de rochas, nascidas num disco girat\u00f3rio de g\u00e1s e poeira em torno de estrelas hospedeiras. &#8220;Algumas das rochas desenvolveram conchas de g\u00e1s, enquanto outras surgiram e permaneceram como super-Terras rochosas,&#8221; explicou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como nascem os mini-Neptunos e as super-Terras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pensa-se que os planetas se formem num disco girat\u00f3rio de g\u00e1s e poeira em torno das estrelas. As rochas maiores que a Lua t\u00eam atra\u00e7\u00e3o gravitacional suficiente para atrair o g\u00e1s circundante e formar uma concha em torno do seu n\u00facleo. Com o tempo, essa camada de g\u00e1s arrefece e encolhe, criando espa\u00e7o para que mais g\u00e1s circundante seja puxado, fazendo com que o exoplaneta cres\u00e7a. Assim que todo esse inv\u00f3lucro arrefece at\u00e9 \u00e0 mesma temperatura do g\u00e1s nebular circundante, a concha j\u00e1 n\u00e3o pode encolher mais e o crescimento para.<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00facleos mais pequenos, este inv\u00f3lucro \u00e9 min\u00fasculo, de modo que permanecem como exoplanetas rochosos. A distin\u00e7\u00e3o entre super-Terras e mini-Neptunos vem da capacidade destas rochas de crescer e reter conchas de g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As nossas descobertas ajudam a explicar a origem das duas popula\u00e7\u00f5es de exoplanetas e talvez a sua preval\u00eancia,&#8221; diz Lee. &#8220;Usando a teoria proposta no estudo, poder\u00edamos decifrar o qu\u00e3o comuns podem ser os exoplanetas rochosos como as Terras e as mini-Terras.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mcgill.ca\/newsroom\/channels\/news\/astronomers-uncover-mysterious-origins-super-earths-328401\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade McGill (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/abd6c7\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2008.01105\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Super-Terra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Super-Earth\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mini-Neptuno:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mini-Neptune\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os mini-Neptunos e as super-Terras com at\u00e9 quatro vezes o tamanho do nosso planeta s\u00e3o os exoplanetas mais comuns em \u00f3rbita de estrelas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. 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