{"id":3896,"date":"2021-02-09T06:24:43","date_gmt":"2021-02-09T06:24:43","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3896"},"modified":"2021-02-09T06:24:44","modified_gmt":"2021-02-09T06:24:44","slug":"rover-perseverance-a-poucos-dias-de-pousar-em-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/02\/09\/rover-perseverance-a-poucos-dias-de-pousar-em-marte\/","title":{"rendered":"Rover Perseverance a poucos dias de pousar em Marte"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o rover Perseverance da NASA pousar dia 18 de fevereiro na superf\u00edcie de Marte, f\u00e1-lo-\u00e1 na Cratera Jezero, que preserva evid\u00eancias de uma \u00e9poca em que os rios flu\u00edam no Planeta Vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o dar\u00e1 o pr\u00f3ximo salto na ci\u00eancia espacial, procurando sinais de vida passada. N\u00e3o os marcianos da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas micr\u00f3bios antigos que podem ter vivido nos rios e lagos h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este local de aterragem cientificamente importante no interior da Cratera Jezero foi selecionado pela NASA ap\u00f3s uma apresenta\u00e7\u00e3o por Briony Horgan, professora associada de ci\u00eancias planet\u00e1rias da Universidade Purdue, que \u00e9 membro da equipa cient\u00edfica do Perverance. Horgan liderou um estudo da mineralogia do local, que produziu um dos principais resultados que contribu\u00edram para a sua sele\u00e7\u00e3o. Ela tamb\u00e9m fez parte da equipa que projetou a c\u00e2mara que ser\u00e1 os olhos cient\u00edficos do Perseverance.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.purdue.edu\/uns\/images\/2021\/horgan-centerLO.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/horgan-centerLO.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3897\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/horgan-centerLO.jpg 800w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/horgan-centerLO-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/horgan-centerLO-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption>Briony Horgan, professora associada de Ci\u00eancias da Terra, Atmosf\u00e9ricas e Planet\u00e1rias na Universidade Purdue, est\u00e1 a trabalhar para determinar se estamos sozinhos no Universo ou se existiu vida noutros planetas como Marte.<br>Cr\u00e9dito: Universidade Purdue\/John Underwood<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A miss\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miss\u00e3o principal do rover Perseverance \u00e9 procurar sinais de vida passada em Marte. Horgan e colegas abordam o trabalho como detetives forenses, em busca de pistas e evid\u00eancias literalmente microsc\u00f3picas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Qualquer vida que j\u00e1 possa ter existido no Planeta Vermelho teria deixado pistas qu\u00edmicas que os cientistas esperam ainda estar presentes nas rochas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O objetivo desta miss\u00e3o \u00e9 procurar sinais de vida passada em Marte e tamb\u00e9m recolher amostras para um futuro envio \u00e0 Terra,&#8221; diz Horgan. &#8220;\u00c9 possivelmente a \u00fanica chance que teremos de fazer as duas coisas, especialmente o envio de amostras. \u00c9 muito dif\u00edcil de fazer e \u00e9 caro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/planetary.s3.amazonaws.com\/assets\/images\/4-mars\/2020\/20200219_mars2020-global-map.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/planetary.s3.amazonaws.com\/assets\/images\/4-mars\/2020\/20200219_mars2020-global-map.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>O rover Perseverance vai chegar ao Planeta Vermelho no dia 18 de fevereiro. A cientista planet\u00e1ria Briony Horgan fez parte da equipa cient\u00edfica que selecionou o local de aterragem na Cratera Jezero, logo a norte do equador do planeta.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Pesquisa Ames da NASA\/USGS\/JPL\/Corrine Rojas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sabemos que poder\u00edamos ter apenas esta chance de fazer isto, e foi dif\u00edcil selecionar o local. Se tiv\u00e9ssemos que escolher apenas um local na Terra para reunir todos os dados sobre toda a hist\u00f3ria do planeta &#8211; bem, para onde \u00e9 que nos dirig\u00edamos? Mas n\u00f3s pensamos que a Cratera Jezero \u00e9 o melhor local para procurar evid\u00eancias de que existiu vida em Marte, se \u00e9 que alguma vez existiu. E o que encontrarmos ajudar-nos-\u00e1 a saber mais sobre se estamos ou n\u00e3o sozinhos no Universo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Perseverance vai passar o seu tempo a tirar fotos, v\u00eddeos, a pulverizar rochas com lasers (para que os cientistas possam determinar a sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica), a usar microsc\u00f3pios para procurar mol\u00e9culas org\u00e2nicas, a perfurar, a analisar e a fazer uma variedade de tarefas cient\u00edficas. Isto vai produzir enormes volumes de dados que os cientistas levar\u00e3o anos a analisar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A NASA planeia, na pr\u00f3xima d\u00e9cada, enviar uma miss\u00e3o para recuperar as amostras recolhidas, que estar\u00e3o armazenadas no Perseverance.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Obter amostras de Marte seria incr\u00edvel,&#8221; diz Horgan. &#8220;N\u00e3o seria apenas um feito incr\u00edvel de engenharia recuperar as amostras e envi\u00e1-las para a Terra, como seria a primeira vez que ter\u00edamos amostras trazidas de outro planeta para o nosso. Isto seria bastante hist\u00f3rico.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/ZDABfbQ.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/ZDABfbQ.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>O rover marciano Perseverance tem o tamanho de um SUV e \u00e9 um feito de engenharia tanto do ponto de vista tecnol\u00f3gico como do ponto de vista cient\u00edfico.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O rover<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro rover marciano, o pequeno Sojourner com o tamanho de um micro-ondas, pousou no dia 4 de julho de 1997. O p\u00fablico achou o rover fascinante, possivelmente at\u00e9 ador\u00e1vel: a empresa Hot Wheels at\u00e9 come\u00e7ou a produzir um popular modelo de brinquedo do ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Perseverance, o quinto rover marciano da NASA, mais do que compensa em capacidades cient\u00edficas o que lhe falta em &#8220;fofura&#8221;. \u00c9 o maior rover, o mais pesado, o mais bem &#8220;limpo&#8221;, e cont\u00e9m um conjunto futur\u00edstico de tecnologias. Tem lasers para vaporizar rochas (para que os cientistas possam ver os comprimentos de onda da luz produzidos a fim de entender a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica), capacidades de navega\u00e7\u00e3o aut\u00f3noma para que possa mover-se mais depressa para o pr\u00f3ximo local de investiga\u00e7\u00e3o, brocas para recolher amostras do tamanho de um l\u00e1pis, um sistema rob\u00f3tico interno para recolher e armazenar as amostras, um sistema de teste para criar oxig\u00e9nio respir\u00e1vel a partir da atmosfera de Marte. E um drone semelhante a um helic\u00f3ptero, que tentar\u00e1 voar numa atmosfera que \u00e9 100 vezes mais fina do que a da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, para a equipa cient\u00edfica, a aten\u00e7\u00e3o estar\u00e1 focada no bra\u00e7o rob\u00f3tico com mais de 2 metros no exterior do ve\u00edculo; na extremidade do bra\u00e7o est\u00e1 um conjunto de instrumentos do tamanho de um cortador de relva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este bra\u00e7o rob\u00f3tico \u00e9 que far\u00e1 a maior parte do trabalho,&#8221; disse Horgan. &#8220;Podemos coloc\u00e1-lo com precis\u00e3o milim\u00e9trica, o que \u00e9 inacredit\u00e1vel. E no bra\u00e7o estar\u00e3o estes incr\u00edveis microsc\u00f3pios para mapear minerais e materiais org\u00e2nicos em escala muito fina.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No topo do mastro est\u00e1 uma c\u00e2mara de lente dupla especial, a Mastcam-Z, pela qual Horgan tem uma afinidade especial porque faz parte da equipa que a construiu e porque ajudar\u00e1 a oper\u00e1-la em Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A c\u00e2mara tem uma capacidade de amplia\u00e7\u00e3o forte o suficiente para ser usada para ver uma mosca na outra extremidade de um campo de futebol. A c\u00e2mara pode obter imagens a cores, em 3D e v\u00eddeo. \u00c9 precisa o suficiente para que os cientistas possam us\u00e1-la para an\u00e1lises composicionais do terreno circundante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s podemos realmente fazer alguma espectroscopia simples olhando para a depend\u00eancia do comprimento de onda da luz solar refletida nas rochas para ajudar a identificar as suas impress\u00f5es digitais minerais,&#8221; diz Horgan.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/kvXDYcE.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/kvXDYcE.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>O local de pouso do rover Perseverance \u00e9 aqui visto na oval perto da fronteira da Cratera Jezero. Est\u00e1 na orla do que se pensa ter sido um antigo delta de um rio. Nesta imagem, o verde corresponde a maiores eleva\u00e7\u00f5es e o azul a eleva\u00e7\u00f5es mais baixas.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O local de pouso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Perseverance dever\u00e1 pousar num local espec\u00edfico a norte do equador marciano, numa cratera com 45 km de di\u00e2metro chamada Jezero, um local selecionado por uma equipa cient\u00edfica. O local \u00e9 atrativo porque pensa-se que a cratera j\u00e1 tenha contido um lago do tamanho do Lago Tahoe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se olharmos para o local, podemos ver evid\u00eancias de um grande canal que leva \u00e0 cratera, criando um delta onde entrava num lago, e um segundo canal saindo da cratera,&#8221; diz Horgan. &#8220;Este local de aterragem \u00e9 empolgante porque temos evid\u00eancias realmente claras de que este antigo lago existiu, que teve \u00e1gua l\u00edquida persistente por tempo suficiente para criar este antigo delta, e que havia \u00e1gua suficiente para transbordar e criar o canal de escoamento. Isto sugere que o lago era um ambiente est\u00e1vel e de vida longa que podia ter sido habitado por vida microbiana antiga.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rover vai tentar pousar na orla da cratera, perto do delta, para que possa explorar ambas as paisagens. O local de destino \u00e9 conhecido como &#8220;elipse de pouso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A elipse de pouso para o rover Mars 2020 tem cerca de 7 por 9 km, o que \u00e9 realmente muito pouco. Se voltarmos atr\u00e1s no tempo, h\u00e1 17 anos, quando envi\u00e1mos os dois rovers Spirit e Opportunity para Marte, a sua elipse de pouso tinha cerca de 100 quil\u00f3metros de comprimento. De modo que fic\u00e1mos muito bons em localizar o nosso local de aterragem,&#8221; diz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/uVPG2Gw.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/uVPG2Gw.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Cientistas que procuram em Marte sinais de vida passada focam-se numa \u00e1rea rica em minerais chamados carbonatos (a cor verde nesta imagem), que na Terra s\u00e3o conhecidos por preservar vida fossilizada.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/MSSS\/JHU-APL\/Purdue\/USGS<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A ci\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para esta miss\u00e3o a Marte, os cientistas est\u00e3o \u00e0 procura de sinais de vida passada, em busca de bioassinaturas, pistas de que a vida j\u00e1 l\u00e1 existiu. As bioassinaturas podem variar de algo t\u00e3o pequeno como is\u00f3topos espec\u00edficos ou subst\u00e2ncias qu\u00edmicas produzidas por seres vivos, como colesterol, at\u00e9 algo muito maior, como f\u00f3sseis microsc\u00f3picos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Um osso de dinossauro \u00e9 um exemplo de uma bioassinatura que encontramos em rochas antigas na Terra,&#8221; diz Horgan. &#8220;Eu adoraria encontrar evid\u00eancias de que os dinossauros j\u00e1 vaguearam por Marte, mas, ao inv\u00e9s, vamos procurar bioassinaturas de micr\u00f3bios do tamanho de bact\u00e9rias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 aqui que as amostras armazenadas no Perseverance entram em jogo. O plano \u00e9 que uma miss\u00e3o separada, a ser feita em parceria com a ESA, v\u00e1 a Marte, recupere as amostras e as envie para a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Assim que estiverem na Terra, podemos usar ferramentas muito mais poderosas, como microsc\u00f3picos eletr\u00f3nicos de varrimento, para confirmar se estas bioassinaturas foram criadas por micr\u00f3bios,&#8221; diz Horgan.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Como parte do nosso trabalho para avaliar Jezero durante a sele\u00e7\u00e3o do local, liderei uma equipa para estudar a mineralogia dos dep\u00f3sitos do lago. E obtivemos alguns resultados bastante interessantes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Horgan e colegas descobriram evid\u00eancias de carbonatos em torno da margem do antigo lago, no que Horgan descreve como um &#8220;anel de banheira&#8221;. O anel de carbonatos ocorre exatamente onde antigas linhas costeiras e praias do lago est\u00e3o previstas, de modo que a equipa prop\u00f4s que se formaram \u00e0 beira do lago.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Terra, os carbonatos s\u00e3o conhecidos por duas coisas. Em primeiro lugar, indicam que o local onde se encontram j\u00e1 conteve \u00e1gua. Em segundo lugar, formam sedimentos que geralmente s\u00e3o ricos em f\u00f3sseis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto \u00e9 realmente emocionante porque \u00e9 exatamente o tipo de lugar onde procurar\u00edamos bioassinaturas microbianas de um lago na Terra. Quando esses minerais precipitam da \u00e1gua, podem capturar qualquer coisa, incluindo micr\u00f3bios e materiais org\u00e2nicos,&#8221; diz. &#8220;Portanto, a nossa equipa tem trabalhado muito para tentar planear como vamos explorar este local.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/N91isb4.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/N91isb4.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra os eventos que ocorrem nos minutos finais dos quase sete meses de viagem do rover Perseverance da NASA. Centenas de eventos cr\u00edticos devem ser executados na perfei\u00e7\u00e3o e exatamente \u00e0 hora planeada para que o rover aterre em seguran\u00e7a em Marte no dia 18 de fevereiro de 2021.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A aterragem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A aterragem \u00e9 sempre muito stressante porque basicamente estamos a enviar o nosso valioso rover, no qual pass\u00e1mos tantas horas a pensar e a trabalhar, numa bola gigante de fogo que poder\u00e1 colidir com a superf\u00edcie de um planeta,&#8221; real\u00e7a. &#8220;A bola de fogo forma-se porque o rover entra na atmosfera de Marte a 21.000 km\/h, produzindo um enorme inv\u00f3lucro de plasma em redor da c\u00e1psula. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel obter sinais de r\u00e1dio atrav\u00e9s desta bola de fogo de plasma. O rover leva sete minutos para descer at\u00e9 \u00e0 superf\u00edcie desde que entra na atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Mas tamb\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rios sete minutos para o sinal de r\u00e1dio chegar at\u00e9 \u00e0 Terra. Assim sendo, quando recebemos o sinal de que o rover atingiu a atmosfera, ou este est\u00e1 realmente \u00e0 superf\u00edcie do planeta, de boa sa\u00fade, ou colidiu com o ch\u00e3o. Simplesmente n\u00e3o sabemos, de modo que estaremos ansiosos por receber o primeiro sinal do ve\u00edculo para saber que pousou em seguran\u00e7a. \u00c9 por isso que chamamos a este espa\u00e7o de tempo os &#8216;sete minutos de terror&#8217;.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.purdue.edu\/uns\/images\/2020\/horgan-beach.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.purdue.edu\/uns\/images\/2020\/horgan-beach.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Por vezes, para estudar Marte, os investigadores t\u00eam primeiro que estudar locais parecidos na Terra que possam assemelhar-se com terreno marciano, que os cientistas chamam de ambiente an\u00e1logo. Por exemplo, a oito horas de Istambul, encontra-se um lago profundo, o Lago Salda, que tem carbonatos e micr\u00f3bios fossilizados na forma de estromat\u00f3litos, exatamente o tipo que os cientistas que estudam Marte esperam encontrar na Cratera Jezero.<br>Cr\u00e9dito: Universidade Purdue\/Briony Horgan<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O futuro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Um dos melhores aspetos de uma miss\u00e3o a Marte como esta \u00e9 que \u00e9 uma grande oportunidade para envolver os alunos. Tenho na equipa alguns alunos que est\u00e3o a ajudar com a an\u00e1lise do local de aterragem e que v\u00e3o ajudar a operar o rover em Marte,&#8221; comenta Horgan. &#8220;Estamos tamb\u00e9m a planear ter alunos de Purdue a trabalhar no processamento e na an\u00e1lise de dados do rover&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s vezes, o trabalho com os estudantes inclui trabalho de campo em locais na Terra que podem assemelhar-se ao terreno de Marte, que os cientistas chamam de ambiente an\u00e1logo. Por exemplo, em setembro de 2019 Horgan, o estudante de doutoramento Bradley Garczynski e uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o viajaram oito horas de Istambul, Turquia, at\u00e9 ao Lago Salda. O lago tem carbonatos e micr\u00f3bios fossilizados na forma de estromat\u00f3litos, exatamente o tipo que os cientistas que estudam Marte esperam encontrar na Cratera Jezero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 assim que treinamos o futuro da ci\u00eancia planet\u00e1ria. Trazemo-los para a miss\u00e3o e, daqui a alguns anos, podem tornar-se l\u00edderes cient\u00edficos,&#8221; conclui Horgan.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Perseverance Arrives at Mars: Feb. 18, 2021 (Mission Trailer)\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tITni_HY1Bk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.purdue.edu\/newsroom\/releases\/2021\/Q1\/has-life-existed-beyond-earth-purdue-professor-going-to-great-lengths-to-find-out.html\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Purdue (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/nasa-s-perseverance-rover-22-days-from-mars-landing\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cratera Jezero:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jezero_(crater)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rover Perseverance:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mars2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mars2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o rover Perseverance da NASA pousar dia 18 de fevereiro na superf\u00edcie de Marte, f\u00e1-lo-\u00e1 na Cratera Jezero, que preserva evid\u00eancias de uma \u00e9poca em que os rios flu\u00edam no Planeta Vermelho. A miss\u00e3o dar\u00e1 o pr\u00f3ximo salto na ci\u00eancia espacial, procurando sinais de vida passada. N\u00e3o os marcianos da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas micr\u00f3bios &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3897,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[849,4,617],"class_list":["post-3896","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-cratera-jezero","tag-marte","tag-mars-2020"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3896","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3896"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3896\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3898,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3896\/revisions\/3898"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3897"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3896"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3896"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3896"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}