{"id":3887,"date":"2021-02-05T06:28:05","date_gmt":"2021-02-05T06:28:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3887"},"modified":"2021-02-05T06:28:06","modified_gmt":"2021-02-05T06:28:06","slug":"evidencias-de-substancia-na-fronteira-liquido-gas-no-exoplaneta-wasp-31b","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/02\/05\/evidencias-de-substancia-na-fronteira-liquido-gas-no-exoplaneta-wasp-31b\/","title":{"rendered":"Evid\u00eancias de subst\u00e2ncia na fronteira l\u00edquido-g\u00e1s no exoplaneta WASP-31b"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das propriedades que tornam um planeta adequado para a vida \u00e9 a presen\u00e7a de um sistema meteorol\u00f3gico. Os exoplanetas est\u00e3o demasiado longe para observar isto diretamente, mas os astr\u00f3nomos podem procurar subst\u00e2ncias na atmosfera que tornam poss\u00edvel um sistema meteorol\u00f3gico. Investigadores do Instituto SRON para Pesquisas Espaciais dos Pa\u00edses Baixos e da Universidade de Groninga encontraram agora evid\u00eancias no exoplaneta WASP-31b de hidreto de cromo, que \u00e0 temperatura e press\u00e3o correspondentes, est\u00e1 na fronteira entre o l\u00edquido e o g\u00e1s. O artigo cient\u00edfico foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de 3 de fevereiro da revista Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2018\/03\/hot_exoplanet\/17417155-1-eng-GB\/Hot_exoplanet.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"666\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Hot_exoplanet_pillars-1024x666.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3888\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Hot_exoplanet_pillars-1024x666.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Hot_exoplanet_pillars-300x195.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Hot_exoplanet_pillars-768x499.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Hot_exoplanet_pillars-1536x998.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Hot_exoplanet_pillars.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Um J\u00fapiter quente transita em frente da sua estrela-m\u00e3e nesta impress\u00e3o de artista.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/ATG medialab<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto as sondas espaciais examinam os planetas e as luas que orbitam o nosso Sol em busca de vida extraterrestre, existem centenas de milhares de milh\u00f5es de outras estrelas na nossa Gal\u00e1xia, a maioria das quais provavelmente tamb\u00e9m rodeada por planetas. Estes exoplanetas est\u00e3o demasiado distantes para se viajar at\u00e9 l\u00e1, mas podemos estud\u00e1-los com os nossos telesc\u00f3pios. Embora a resolu\u00e7\u00e3o espacial seja geralmente insuficiente para tirar fotos de um exoplaneta, os astr\u00f3nomos ainda podem obter muitas informa\u00e7\u00f5es das &#8220;impress\u00f5es digitais&#8221; que a atmosfera deixa nos raios de luz da estrela hospedeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir destas impress\u00f5es digitais &#8211; os chamados espectros de transmiss\u00e3o &#8211; os astr\u00f3nomos podem deduzir quais os elementos qu\u00edmicos na atmosfera de um exoplaneta. Esses poder\u00e3o um dia dar ind\u00edcios de vida extraterrestre. Ou poder\u00e3o mostrar que h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para vida, como um sistema meteorol\u00f3gico. No entanto, por enquanto este tipo de investiga\u00e7\u00e3o est\u00e1 limitado a planetas gigantes pr\u00f3ximos das suas estrelas, os chamados J\u00fapiteres quentes. Estes planetas s\u00e3o quentes demais para suportar vida, mas j\u00e1 nos podem ensinar muito sobre como funcionam os poss\u00edveis sistemas meteorol\u00f3gicos. Uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o do Instituto SRON para Pesquisas Espaciais dos Pa\u00edses Baixos e da Universidade de Groninga encontrou evid\u00eancias de uma subst\u00e2ncia na fronteira entre l\u00edquido e g\u00e1s. Na Terra, isto \u00e9 reminiscente de nuvens e chuva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O autor principal Marrick Braam e colegas encontraram evid\u00eancias, nos dados do Hubble, de hidreto de cromo (CrH) na atmosfera do exoplaneta WASP-31b. \u00c9 um J\u00fapiter quente com uma temperatura de aproximadamente 1200\u00ba C na zona crepuscular entre o dia e a noite &#8211; o local onde a luz estelar viaja pela atmosfera at\u00e9 \u00e0 Terra. E ronda a temperatura a que o hidreto de cromo faz a transi\u00e7\u00e3o de l\u00edquido para g\u00e1s \u00e0 press\u00e3o correspondente nas camadas externas do planeta, semelhante \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da \u00e1gua na Terra. &#8220;O hidreto de cromo pode desempenhar um papel num poss\u00edvel sistema meteorol\u00f3gico neste planeta, com nuvens e chuva,&#8221; diz Braam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 a primeira vez que o hidreto de cromo \u00e9 encontrado num J\u00fapiter quente e, portanto, \u00e0 press\u00e3o e temperatura certas. Braam: &#8220;Devemos acrescentar que s\u00f3 encontr\u00e1mos hidreto de cromo usando o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. N\u00e3o o vimos nos dados do telesc\u00f3pio terrestre VLT. Existem explica\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas para isto e portanto usamos o termo evid\u00eancia em vez de prova.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o sucessor do Hubble &#8211; o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb &#8211; for lan\u00e7ado no final deste ano, a equipa planeia us\u00e1-lo para futuras investiga\u00e7\u00f5es. &#8220;Os J\u00fapiteres quentes, incluindo WASP-31b, t\u00eam sempre o mesmo lado voltado para a sua estrela hospedeira,&#8221; diz o coautor e l\u00edder do programa SRON Exoplanets, Michiel Min. &#8220;Portanto, esperamos um lado diurno com hidreto de cromo na forma gasosa e um lado noturno com hidreto de cromo l\u00edquido. De acordo com os modelos te\u00f3ricos, a grande diferen\u00e7a de temperatura cria ventos fortes. Queremos confirmar isto com observa\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Floris van der Tak (SRON\/UG), tamb\u00e9m coautor: &#8220;Com o JWST, estaremos \u00e0 procura de hidreto de cromo em dez planetas com temperaturas diferentes, para entender melhor como os sistemas meteorol\u00f3gicos nesses planetas dependem da temperatura.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.sron.nl\/news\/5119-hint-gevonden-van-stof-op-grens-tussen-vloeistof-en-gas-op-exoplaneet-wasp-31b\" target=\"_blank\">\/\/ SRON (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2021\/02\/aa39509-20\/aa39509-20.html\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2011.10558\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WASP-31b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/5667\/wasp-31-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/wasp-31_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/WASP-31b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hidreto de cromo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chromium_hydride\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/webbtelescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das propriedades que tornam um planeta adequado para a vida \u00e9 a presen\u00e7a de um sistema meteorol\u00f3gico. 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