{"id":3878,"date":"2021-02-02T06:32:15","date_gmt":"2021-02-02T06:32:15","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3878"},"modified":"2021-02-02T06:32:16","modified_gmt":"2021-02-02T06:32:16","slug":"sistema-sextuplo-sextuplamente-eclipsante-descoberto-em-dados-do-tess-com-a-ajuda-de-inteligencia-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/02\/02\/sistema-sextuplo-sextuplamente-eclipsante-descoberto-em-dados-do-tess-com-a-ajuda-de-inteligencia-artificial\/","title":{"rendered":"Sistema s\u00eaxtuplo, sextuplamente eclipsante, descoberto em dados do TESS com a ajuda de intelig\u00eancia artificial"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de investigadores liderada por Brian P. Powell do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA e Veselin P. Kostov do Instituto SETI identificou um sistema \u00fanico que consiste de seis estrelas. As tr\u00eas estrelas bin\u00e1rias formam um sistema vinculado gravitacionalmente e cada par est\u00e1 a produzir eclipses. O sistema estelar, conhecido como TYC 7037-89-1, foi descoberto em dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) com uma rede neuronal projetada para detetar estrelas bin\u00e1rias eclipsantes. Este rec\u00e9m-descoberto e complexo sistema estelar est\u00e1 na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Er\u00eddano, a cerca de 1900 anos-luz da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os sistemas m\u00faltiplos, multiplamente eclipsantes, como TYC 7037-89-1, permitem medi\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas e precisas dos tamanhos estelares, temperaturas e, potencialmente, as massas dos pares de estrelas que partilham uma hist\u00f3ria comum,&#8221; disse Veselin Kostov, cientista do Instituto SETI. &#8220;Por sua vez, isto fornece uma melhor compreens\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o estelar em ambientes dinamicamente ricos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/U1B2vHz.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"578\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/U1B2vHz.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3879\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/U1B2vHz.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/U1B2vHz-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/U1B2vHz-768x434.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption>Este esquema mostra a configura\u00e7\u00e3o do sistema estelar s\u00eaxtuplo TYC 7037-89-1. O sistema qu\u00e1druplo interior \u00e9 composto por dois bin\u00e1rios, A e C, que se orbitam um ao outro mais ou menos a cada 4 anos. O bin\u00e1rio B, mais exterior, orbita o sistema qu\u00e1druplo mais ou menos a cada 2000 anos. Todos os tr\u00eas pares s\u00e3o bin\u00e1rios eclipsantes. As \u00f3rbitas n\u00e3o est\u00e3o \u00e0 escala.\nCr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA e Brian Powell<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O sistema tem tr\u00eas bin\u00e1rios (chamemo-los A, B e C) com per\u00edodos orbitais que variam entre 1 e 8 dias, e organizados de forma hier\u00e1rquica,&#8221; disse Saul Rappaport, do Departamento de F\u00edsica do MIT (Massachusetts Institute of Technology). &#8220;O bin\u00e1rio A orbita em torno do bin\u00e1rio C com um per\u00edodo de v\u00e1rios anos, enquanto o bin\u00e1rio B orbita em redor do sistema qu\u00e1druplo A-C com um per\u00edodo de v\u00e1rios milhares de anos. O surpreendente \u00e9 que todos os tr\u00eas bin\u00e1rios t\u00eam os seus planos orbitais suficientemente bem alinhados com a nossa linha de vis\u00e3o para que possamos ver eclipses de todos eles. Isto, apesar das suas enormes separa\u00e7\u00f5es entre os tr\u00eas bin\u00e1rios.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A intelig\u00eancia artificial e a aprendizagem de m\u00e1quina continuam a demonstrar o seu potencial, gerando descobertas tentadoras a partir da vasta quantidade de dados recolhidos por miss\u00f5es como a do TESS e do seu antecessor, Kepler. Embora estas descobertas ainda precisem de ser confirmadas por meio de an\u00e1lises humanas e, \u00e0s vezes, por observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento, a velocidade com que novas descobertas podem ser reveladas est\u00e1 a aumentar exponencialmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a miss\u00e3o do TESS seja a de procurar exoplanetas usando o m\u00e9todo de tr\u00e2nsito, a equipa aplicou este mesmo m\u00e9todo para detetar estrelas eclipsantes. O m\u00e9todo de tr\u00e2nsito \u00e9 a forma mais comum de encontrar exoplanetas. Para esse fim, os cientistas medem o brilho de uma estrela ao longo do tempo. Quando um planeta passa entre a estrela e o instrumento de observa\u00e7\u00e3o, a estrela escurece em intervalos fixos, indicando a presen\u00e7a de um exoplaneta. Para diferenciar o escurecimento provocado por um exoplaneta da queda de brilho provocada por uma estrela bin\u00e1ria, os cientistas podem usar a profundidade medida do evento e o tamanho da estrela hospedeira para calcular o tamanho do objeto em tr\u00e2nsito. Se esse objeto for maior do que cerca de 2 raios de J\u00fapiter, \u00e9 mais prov\u00e1vel que seja uma segunda estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 conhec\u00edamos alguns outros sistemas de seis estrelas, notavelmente Castor na constela\u00e7\u00e3o de G\u00e9meos. Mas esta \u00e9 a primeira vez que cada um dos sistemas bin\u00e1rios constituintes \u00e9 um bin\u00e1rio eclipsante. Estudos adicionais de sistemas como TYC 7037-89-1 podem fornecer pistas sobre a forma\u00e7\u00e3o estelar. N\u00e3o sabemos ainda como estes complexos sistemas estelares se formam, mas at\u00e9 agora o TESS e a intelig\u00eancia artificial identificaram mais de 100 sistemas candidatos que, uma vez confirmados, ter\u00e3o mais para nos ensinar. Um potencial cen\u00e1rio de forma\u00e7\u00e3o \u00e9 que uma jovem estrela bin\u00e1ria capturou uma terceira estrela, ap\u00f3s o qual cada um dos tr\u00eas corpos se fragmentou em dois.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.seti.org\/sextuply-eclipsing-sextuple-star-system-uncovered-tess-data-assist-ai\" target=\"_blank\">\/\/ Instituto SETI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/news\/1672\/discovery-alert-first-six-star-system-where-all-six-stars-undergo-eclipses\/\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2101.03433\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/astronomynow.com\/2021\/01\/29\/sextuple-star-system-fascinates-with-three-eclipsing-binaries\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomy Now<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-01-sextuply-eclipsing-sextuple-star-uncovered-tess.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2021\/01\/28\/you-should-know-about-the-weird-sextuple-star-system-just-found-by-nasa-where-six-suns-eclipse-each-other\/?sh=249b5f4e7698\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TYC 7037-89-1:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-id?Ident=TYC+7037-89-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/TIC_168789840\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_system#Higher_multiplicities\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sistemas com altas multiplicidades (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/cgi-bin\/TblView\/nph-tblView?app=ExoTbls&amp;config=planets&amp;constraint=pl_facility+like+%27%TESS%%27\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa internacional de investigadores liderada por Brian P. Powell do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA e Veselin P. Kostov do Instituto SETI identificou um sistema \u00fanico que consiste de seis estrelas. As tr\u00eas estrelas bin\u00e1rias formam um sistema vinculado gravitacionalmente e cada par est\u00e1 a produzir eclipses. 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