{"id":3869,"date":"2021-01-29T06:23:11","date_gmt":"2021-01-29T06:23:11","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3869"},"modified":"2021-01-29T06:23:12","modified_gmt":"2021-01-29T06:23:12","slug":"novo-estudo-mostra-que-a-suposta-fosfina-em-venus-e-provavelmente-dioxido-de-enxofre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/01\/29\/novo-estudo-mostra-que-a-suposta-fosfina-em-venus-e-provavelmente-dioxido-de-enxofre\/","title":{"rendered":"Novo estudo mostra que a suposta fosfina em V\u00e9nus \u00e9 provavelmente di\u00f3xido de enxofre"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em setembro, uma equipa liderada por astr\u00f3nomos do Reino Unido anunciou que havia detetado a subst\u00e2ncia qu\u00edmica fosfina nas espessas nuvens de V\u00e9nus. A dete\u00e7\u00e3o relatada pela equipa, baseada em observa\u00e7\u00f5es de dois radiotelesc\u00f3pios terrestres, surpreendeu muitos especialistas em V\u00e9nus. A atmosfera da Terra cont\u00e9m pequenas quantidades de fosfina, que pode ser produzida por vida. A fosfina em V\u00e9nus gerou burburinho de que o planeta, muitas vezes apresentado como uma &#8220;paisagem infernal&#8221;, podia de alguma forma abrigar vida dentro das suas nuvens \u00e1cidas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/s3-us-west-2.amazonaws.com\/uw-s3-cdn\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/01\/25211738\/PIA23791_fig2-750x750.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"750\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/PIA23791_fig2-750x750-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3870\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/PIA23791_fig2-750x750-1.jpg 750w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/PIA23791_fig2-750x750-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/PIA23791_fig2-750x750-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><figcaption>Imagem de V\u00e9nus compilada usando dados da sonda Mariner 4 em 1974.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde aquela afirma\u00e7\u00e3o inicial, outras equipas cient\u00edficas lan\u00e7aram d\u00favidas sobre a confiabilidade da dete\u00e7\u00e3o de fosfina. Agora, uma equipa liderada por investigadores da Universidade de Washington usou um modelo robusto das condi\u00e7\u00f5es dentro da atmosfera de V\u00e9nus para revisitar e reinterpretar de forma compreensiva as observa\u00e7\u00f5es telesc\u00f3picas subjacentes \u00e0 alega\u00e7\u00e3o inicial de fosfina. Como relatado num artigo aceite para publica\u00e7\u00e3o na revista The Astrophysical Journal e disponibilizado online no site de pr\u00e9-impress\u00e3o arXiv, o grupo do Reino Unido provavelmente n\u00e3o estava a detetar fosfina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em vez de fosfina nas nuvens de V\u00e9nus, os dados s\u00e3o consistentes com uma hip\u00f3tese alternativa: estavam a detetar di\u00f3xido de enxofre,&#8221; disse a coautora Victoria Meadows, professora de astronomia na Universidade de Washington. &#8220;O di\u00f3xido de enxofre \u00e9 o terceiro composto qu\u00edmico mais comum na atmosfera de V\u00e9nus e n\u00e3o \u00e9 considerado um sinal de vida.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa por tr\u00e1s do novo estudo inclui cientistas do JPL da NASA em Caltech, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, do Instituto de Tecnologia da Georgia, do Centro de Pesquisa Ames da NASA e da Universidade da Calif\u00f3rnia em Riverside.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa liderada pela Universidade de Washington mostra que o di\u00f3xido de enxofre, em n\u00edveis plaus\u00edveis para V\u00e9nus, pode n\u00e3o apenas explicar as observa\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m \u00e9 mais consistente com o que os astr\u00f3nomos sabem sobre a atmosfera do planeta e sobre o seu ambiente qu\u00edmico agressivo, que inclui nuvens de \u00e1cido sulf\u00farico. Al\u00e9m disso, os investigadores mostram que o sinal inicial n\u00e3o teve origem na camada de nuvens do planeta, mas muito acima dela, numa camada superior da atmosfera de V\u00e9nus onde as mol\u00e9culas de fosfina seriam destru\u00eddas em segundos. Isto d\u00e1 mais apoio \u00e0 hip\u00f3tese de que o di\u00f3xido de enxofre produziu o sinal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tanto o suposto sinal de fosfina quanto esta nova interpreta\u00e7\u00e3o dos dados centram na radioastronomia. Cada subst\u00e2ncia qu\u00edmica absorve comprimentos de onda \u00fanicos do espectro eletromagn\u00e9tico, que inclui ondas de r\u00e1dio, raios-X e luz vis\u00edvel. Os astr\u00f3nomos usam ondas de r\u00e1dio, luz e outras emiss\u00f5es dos planetas para aprender mais sobre a sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, entre outras propriedades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2017, usando o Telesc\u00f3pio James Clerk Maxwell, a equipa do Reino Unido descobriu uma caracter\u00edstica nas emiss\u00f5es de r\u00e1dio de V\u00e9nus a 266,94 gigahertz. Tanto a fosfina como o di\u00f3xido de enxofre absorvem as ondas de r\u00e1dio perto dessa frequ\u00eancia. Para diferenciar entre os dois, em 2019 a mesma equipa obteve observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento de V\u00e9nus usando o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array). A sua an\u00e1lise das observa\u00e7\u00f5es do ALMA em frequ\u00eancias onde apenas o di\u00f3xido de enxofre \u00e9 absorvido levou a equipa a concluir que os n\u00edveis de di\u00f3xido de enxofre em V\u00e9nus eram demasiado baixos para contabilizar o sinal a 266,94 gigahertz, e que devia vir da fosfina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste novo estudo pelo grupo liderado pela Universidade de Washington, os investigadores come\u00e7aram por modelar as condi\u00e7\u00f5es dentro da atmosfera de V\u00e9nus, usando isso como base para interpretar de forma abrangente as caracter\u00edsticas que foram vistas &#8211; e n\u00e3o vistas &#8211; nos conjuntos de dados do Telesc\u00f3pio James Clerk Maxwell e do ALMA.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/s3-us-west-2.amazonaws.com\/uw-s3-cdn\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/01\/25212002\/venus-atmosphere-jaxa-750x401.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3-us-west-2.amazonaws.com\/uw-s3-cdn\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2021\/01\/25212002\/venus-atmosphere-jaxa-750x401.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Esta imagem, que mostra o lado noturno de V\u00e9nus a brilhar no infravermelho, foi capturada pela sonda Akatsuki do Jap\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: JAXA\/ISAS\/DARTS\/Damia Bouic<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto \u00e9 conhecido como modelo de transfer\u00eancia radiativa e incorpora dados de v\u00e1rias d\u00e9cadas de observa\u00e7\u00f5es de V\u00e9nus por m\u00faltiplas fontes, incluindo observat\u00f3rios aqui na Terra e miss\u00f5es espaciais como a Venus Express,&#8221; disse o autor principal Andrew Lincowski, investigador no Departamento de Astronomia da Universidade de Washington.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa usou esse modelo para simular sinais da fosfina e do di\u00f3xido de enxofre para diferentes n\u00edveis da atmosfera de V\u00e9nus, e como esses sinais seriam captados pelo Telesc\u00f3pio James Clerk Maxwell e pelo ALMA nas suas configura\u00e7\u00f5es de 2017 e 2019. Com base na forma do sinal de 266,94 gigahertz captado pelo Telesc\u00f3pio James Clerk Maxwell, a absor\u00e7\u00e3o n\u00e3o vinha da camada de nuvens de V\u00e9nus, relata a equipa. Ao inv\u00e9s, a maior parte do sinal observado tinha origem a cerca de 80 km ou mais acima da superf\u00edcie, na mesosfera de V\u00e9nus. A essa altitude, os elementos qu\u00edmicos agressivos e a radia\u00e7\u00e3o ultravioleta destruiriam as mol\u00e9culas de fosfina em segundos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A fosfina na mesosfera \u00e9 ainda mais fr\u00e1gil do que a fosfina nas nuvens de V\u00e9nus,&#8221; disse Meadown. &#8220;Se o sinal do Telesc\u00f3pio James Clerk Maxwell fosse da fosfina na mesosfera, ent\u00e3o para levar em conta a for\u00e7a do sinal e a vida sub-segundo da subst\u00e2ncia a essa altitude, a fosfina teria que ser entregue \u00e0 mesosfera a cerca de 100 vezes a taxa do oxig\u00e9nio bombeado para a atmosfera da Terra pela fotoss\u00edntese.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores tamb\u00e9m descobriram que os dados do ALMA provavelmente subestimaram significativamente a quantidade de di\u00f3xido de enxofre na atmosfera de V\u00e9nus, uma observa\u00e7\u00e3o que a equipa do Reino Unido usou para afirmar que a maior parte do sinal de 266,94 gigahertz era proveniente da fosfina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A configura\u00e7\u00e3o das antenas do ALMA durante as observa\u00e7\u00f5es de 2019 tem um efeito colateral indesej\u00e1vel: os sinais dos gases que podem ser encontrados em quase todos os lugares da atmosfera de V\u00e9nus &#8211; como o di\u00f3xido de enxofre &#8211; emitem sinais mais fracos do que os gases distribu\u00eddos a uma escala menor,&#8221; disse o coautor Alex Akins, investigador no JPL.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este fen\u00f3meno, conhecido como dilui\u00e7\u00e3o da linha espectral, n\u00e3o teria afetado as observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio James Clerk Maxwell, levando a uma subestima\u00e7\u00e3o de quanto di\u00f3xido de enxofre estava a ser visto pelo telesc\u00f3pio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eles inferiram uma baixa dete\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de enxofre por causa do sinal artificialmente fraco do ALMA,&#8221; disse Lincowski. &#8220;Mas os nossos modelos sugerem que os dados da linha dilu\u00edda do ALMA ainda seriam consistentes com quantidades t\u00edpicas ou at\u00e9 mesmo grandes quantidades de di\u00f3xido de enxofre, o que podia explicar totalmente o sinal observado pelo Telesc\u00f3pio James Clerk Maxwell.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando esta nova descoberta foi anunciada, a baixa abund\u00e2ncia relatada do di\u00f3xido de enxofre estava em desacordo com o que j\u00e1 sab\u00edamos sobre V\u00e9nus e sobre as suas nuvens,&#8221; disse Meadows. &#8220;O nosso novo trabalho fornece uma estrutura completa que mostra como as quantidades t\u00edpicas de di\u00f3xido de enxofre na mesosfera de V\u00e9nus podem explicar tanto as dete\u00e7\u00f5es do sinal como as n\u00e3o-dete\u00e7\u00f5es nos dados do Telesc\u00f3pio James Clerk Maxwell e do ALMA, sem a necessidade da fosfina.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com equipas cient\u00edficas de todo o mundo a prosseguir com novas observa\u00e7\u00f5es deste vizinho planet\u00e1rio envolto em nuvens, este novo estudo fornece uma explica\u00e7\u00e3o alternativa para a alega\u00e7\u00e3o de que algo geol\u00f3gico, qu\u00edmico ou biol\u00f3gico devia estar a gerar fosfina nas nuvens. Mas embora este sinal pare\u00e7a ter uma explica\u00e7\u00e3o mais simples &#8211; com uma atmosfera t\u00f3xica, uma press\u00e3o avassaladora e as temperaturas mais quentes do nosso Sistema Solar \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do Sol &#8211; V\u00e9nus permanece um mundo de mist\u00e9rios, com muito ainda por explorar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.washington.edu\/news\/2021\/01\/27\/phosphine-venus-so2\/?utm_source=UW%20News&amp;utm_medium=tile&amp;utm_campaign=UW%20NEWS\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Washington (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2101.09837\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/01\/210127140147.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-01-purported-phosphine-venus-ordinary-sulfur.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>V\u00e9nus:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Venus_%28planet%29\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fosfina:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Phosphine\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio James Clerk Maxwell:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eaobservatory.org\/jcmt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/James_Clerk_Maxwell_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nrao.edu\/index.php\/about\/facilities\/alma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/alma.mtk.nao.ac.jp\/e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NAOJ)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESO:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ESO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em setembro, uma equipa liderada por astr\u00f3nomos do Reino Unido anunciou que havia detetado a subst\u00e2ncia qu\u00edmica fosfina nas espessas nuvens de V\u00e9nus. 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