{"id":3840,"date":"2021-01-22T06:26:27","date_gmt":"2021-01-22T06:26:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3840"},"modified":"2021-01-22T06:26:44","modified_gmt":"2021-01-22T06:26:44","slug":"analise-de-theia-456-conclui-que-as-suas-quase-500-estrelas-nasceram-ao-mesmo-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/01\/22\/analise-de-theia-456-conclui-que-as-suas-quase-500-estrelas-nasceram-ao-mesmo-tempo\/","title":{"rendered":"An\u00e1lise de Theia 456 conclui que as suas quase 500 estrelas nasceram ao mesmo tempo"},"content":{"rendered":"\n<p>A Via L\u00e1ctea cont\u00e9m 8292 correntes estelares recentemente descobertas &#8211; todas chamadas Theia. Mas Theia 456 \u00e9 especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma corrente estelar \u00e9 um padr\u00e3o linear raro &#8211; em vez de um enxame &#8211; de estrelas. Depois de combinar v\u00e1rios conjuntos de dados capturados pelo telesc\u00f3pio espacial Gaia, uma equipa de astrof\u00edsicos descobriu que todas as 468 estrelas de Theia 456 nasceram ao mesmo tempo e est\u00e3o a viajar na mesma dire\u00e7\u00e3o pelo c\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A maioria das estrelas dos enxames formam-se juntas,&#8221; disse Jeff Andrews, f\u00edsico da Universidade Northwestern e membro da equipa. &#8220;O que \u00e9 empolgante sobre Theia 456 \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 um pequeno aglomerado de estrelas. \u00c9 longo e esticado. Existem relativamente poucas correntes pr\u00f3ximas, jovens e t\u00e3o amplamente dispersas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/01\/22\/analise-de-theia-456-conclui-que-as-suas-quase-500-estrelas-nasceram-ao-mesmo-tempo\/\">Ver artigo<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/emJY5kv.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-3841\"\/><figcaption>Impress\u00e3o de artista de correntes estelares gen\u00e9ricas na Via L\u00e1ctea.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/R. Hurt, SSC &amp; Caltech<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Andrews apresentou esta investiga\u00e7\u00e3o durante uma confer\u00eancia de imprensa virtual no 237.\u00ba encontro da Sociedade Astron\u00f3mica Americana.<\/p>\n\n\n\n<p>Andrews \u00e9 p\u00f3s-doutorado no CIERA (Center for Interdisciplinary Exploration and Research in Astrophysics) da Universidade Northwestern. Ele realizou este trabalho com os astrof\u00edsicos Marcel Ag\u00fceros e Jason Curtis da Universidade de Columbia, Julio Chanam\u00e9 da Pontifica Universidad Catolica, Simon Schuler da Universidade de Tampa e Kevin Covey e Marina Kounkel da Universidade de Washington Ocidental.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos investigadores j\u00e1 saberem h\u00e1 muito que as estrelas se formam em grupos, a maioria dos enxames t\u00eam forma esf\u00e9rica. S\u00f3 recentemente \u00e9 que os astrof\u00edsicos come\u00e7aram a encontrar novos padr\u00f5es no c\u00e9u. Eles pensam que estas longas cadeias de estrelas j\u00e1 foram enxames compactos, gradualmente dilacerados e esticados por for\u00e7as de mar\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c0 medida que os nossos instrumentos, a nossa tecnologia e a nossa capacidade de minar dados se tornaram mais avan\u00e7ados, descobrimos que as estrelas existem em mais estruturas do que aglomerados,&#8221; disse Andrews. &#8220;Costumam formar estas correntes no c\u00e9u. J\u00e1 sabemos deles h\u00e1 d\u00e9cadas, mas s\u00f3 agora come\u00e7\u00e1mos a encontrar correntes escondidas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Estendendo-se por mais de 500 anos-luz, Theia 456 \u00e9 uma destas correntes ocultas. Dado que habita no plano gal\u00e1ctico da Via L\u00e1ctea, perde-se facilmente por entre o cen\u00e1rio de 400 mil milh\u00f5es de estrelas da nossa Gal\u00e1xia. A maioria das correntes estelares encontram-se noutras partes do Universo &#8211; por telesc\u00f3pios apontados para longe da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Temos a tend\u00eancia a focar os nossos telesc\u00f3pios nas outras dire\u00e7\u00f5es porque \u00e9 mais f\u00e1cil encontrar as coisas,&#8221; disse Andrews. &#8220;Estamos agora a come\u00e7ar a encontrar estas correntes na pr\u00f3pria Gal\u00e1xia. \u00c9 como encontrar uma agulha num palheiro. Ou, neste caso, encontrar uma ondula\u00e7\u00e3o num oceano.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise destas estruturas \u00e9 um desafio da ci\u00eancia de dados. Os algoritmos de intelig\u00eancia artificial vasculharam enormes conjuntos de dados estelares para encontrar estas estruturas. De seguida, Andrews desenvolveu algoritmos para cruzar esses dados com cat\u00e1logos pr\u00e9-existentes da abund\u00e2ncia de ferro de estrelas documentadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Andrews e a sua equipa descobriram que as 468 estrelas de Theia 456 tinham uma abund\u00e2ncia de ferro semelhante, o que significa que &#8211; h\u00e1 100 milh\u00f5es de anos &#8211; as estrelas provavelmente formaram-se juntas. Adicionando mais evid\u00eancias a esta descoberta, os investigadores examinaram um conjunto de dados de curvas de luz, que captura como o brilho das estrelas muda ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isto pode ser usado para medir a velocidade de rota\u00e7\u00e3o das estrelas,&#8221; disse Ag\u00fceros. &#8220;As estrelas com a mesma idade devem mostrar um padr\u00e3o distinto nos seus per\u00edodos de rota\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a ajuda de dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA e do ZTF (Zwicky Transient Facility) &#8211; os quais produziram as curvas de luz para as estrelas de Theia 456 &#8211; Andrews e colegas foram capazes de determinar que as estrelas na corrente realmente partilham uma idade comum.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa tamb\u00e9m descobriu que as estrelas est\u00e3o a mover-se juntas na mesma dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se soubermos como as estrelas se movem, podemos voltar atr\u00e1s no tempo para descobrir de onde vieram,&#8221; disse Andrews. &#8220;\u00c0 medida que gir\u00e1vamos o rel\u00f3gio para tr\u00e1s, as estrelas ficavam cada vez mais pr\u00f3ximas umas das outras. De modo que pensamos que todas estrelas nasceram juntas e t\u00eam uma origem comum.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Andrews real\u00e7a que a combina\u00e7\u00e3o entre v\u00e1rios conjuntos de dados e a sua minera\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para compreender o Universo que nos rodeia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;S\u00f3 podemos ir at\u00e9 certo ponto com um \u00fanico conjunto de dados,&#8221; explicou. &#8220;Quando combinamos v\u00e1rios conjuntos de dados, temos uma ideia muito mais rica do que existe no c\u00e9u.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.northwestern.edu\/stories\/2021\/01\/string-of-stars-in-milky-way-are-related\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Northwestern (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/aas.org\/sites\/default\/files\/2021-01\/AAS237_Fri1_Andrews.pdf\" target=\"_blank\">\/\/ Apresenta\u00e7\u00e3o Powerpoint (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/gaia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Gaia\/ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/gsaweb.ast.cam.ac.uk\/alerts\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa Alertas de Ci\u00eancia Fotom\u00e9trica do Gaia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\/early-data-release-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EDR3 do Gaia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.spaceflight101.com\/gaia-spacecraft-overview.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SPACEFLIGHT101<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Via L\u00e1ctea cont\u00e9m 8292 correntes estelares recentemente descobertas &#8211; todas chamadas Theia. 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