{"id":3837,"date":"2021-01-22T06:24:24","date_gmt":"2021-01-22T06:24:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3837"},"modified":"2021-01-22T06:24:34","modified_gmt":"2021-01-22T06:24:34","slug":"um-planeta-de-algodao-doce-como-nenhum-outro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/01\/22\/um-planeta-de-algodao-doce-como-nenhum-outro\/","title":{"rendered":"Um planeta de &#8220;algod\u00e3o doce&#8221; como nenhum outro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com uma equipa de astr\u00f3nomos, a massa do exoplaneta gigante WASP-107b \u00e9 muito menor do que se pensava ser necess\u00e1ria para construir o imenso inv\u00f3lucro gasoso que rodeia planetas como J\u00fapiter e Saturno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta descoberta intrigante por Caroline Piaulet da Universidade de Montr\u00e9al, sob a supervis\u00e3o de Bj\u00f6rn Benneke, sugere que os planetas gigantes gasosos se formam muito mais facilmente do que se pensava anteriormente. Publicada na revista The Astronomical Journal por uma equipa de astr\u00f3nomos do Canad\u00e1, Estados Unidos, Alemanha e Jap\u00e3o, a nova an\u00e1lise da estrutura interna de WASP-107b tem grandes implica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este estudo expande os limites da nossa compreens\u00e3o te\u00f3rica de como os planetas gigantes se formam. WASP-107b \u00e9 um dos planetas mais &#8216;inchados&#8217; que existe, e precisamos de uma solu\u00e7\u00e3o criativa para explicar como estes pequenos n\u00facleos podem construir inv\u00f3lucros de g\u00e1s t\u00e3o massivos,&#8221; diz Eve Lee, professora assistente do Departamento de F\u00edsica e do Instituto Espacial da Universidade McGill.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.spacetelescope.org\/archives\/images\/large\/heic1809a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"625\" height=\"404\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/exoplanet_wasp-107b.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3838\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/exoplanet_wasp-107b.jpg 625w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/exoplanet_wasp-107b-300x194.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista do exoplaneta WASP-170b e da sua estrela, WASP-107. Parte da luz estelar passa atrav\u00e9s da camada estendida de g\u00e1s do exoplaneta.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Hubble, NASA, M. Kornmesser<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>T\u00e3o grande quanto J\u00fapiter, mas 10 vezes mais leve<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WASP-107b foi detetado pela primeira vez em 2017 em torno de WASP-107, uma estrela a cerca de 212 anos-luz da Terra na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Virgem. O planeta est\u00e1 muito perto da sua estrela &#8211; cerca de 16 vezes mais perto do que a Terra est\u00e1 do Sol. Com aproximadamente o tamanho de J\u00fapiter, mas 10 vezes mais leve, WASP-107b \u00e9 um dos exoplanetas menos densos conhecidos: um tipo que os astrof\u00edsicos apelidaram de &#8220;algod\u00e3o doce&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos usaram primeiro observa\u00e7\u00f5es de WASP-107 obtidas pelo Observat\u00f3rio Keck no Hawaii a fim de avaliar a massa do planeta com mais precis\u00e3o. Utilizaram o m\u00e9todo de velocidade radial, que permite com que os cientistas determinem a massa de um planeta observando o movimento oscilante da sua estrela hospedeira devido \u00e0 atra\u00e7\u00e3o gravitacional do planeta. Eles conclu\u00edram que WASP-107b tem aproximadamente um-d\u00e9cimo da massa de J\u00fapiter, ou cerca de 30 vezes a massa da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao analisar a estrutura interna mais prov\u00e1vel do planeta, chegaram a uma conclus\u00e3o surpreendente: com uma densidade t\u00e3o baixa, o planeta deve ter um n\u00facleo s\u00f3lido com n\u00e3o mais do que quatro vezes a massa da Terra. Isto significa que mais de 85% da sua massa est\u00e1 inclu\u00edda na espessa camada de g\u00e1s que rodeia este n\u00facleo. Em compara\u00e7\u00e3o, Neptuno, que tem uma massa semelhante \u00e0 de WASP-107b, tem apenas 5 a 15 por cento da sua massa total na camada de g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um gigante gasoso em forma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas formam-se no disco de poeira e g\u00e1s que envolve uma jovem estrela chamado disco protoplanet\u00e1rio. Os modelos cl\u00e1ssicos da forma\u00e7\u00e3o de planetas gigantes gasosos s\u00e3o baseados em J\u00fapiter e Saturno. Nestes, um n\u00facleo s\u00f3lido pelo menos 10 vezes mais massivos do que a Terra \u00e9 necess\u00e1rio para acumular uma grande quantidade de g\u00e1s antes que o disco se dissipe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem um n\u00facleo massivo, pensava-se que os planetas gigantes gasosos n\u00e3o eram capazes de cruzar o limiar cr\u00edtico necess\u00e1rio para construir e reter os seus grandes inv\u00f3lucros de g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, como \u00e9 que explicamos a exist\u00eancia de WASP-107b, que tem um n\u00facleo muito menos massivo? A professora Lee, especialista mundialmente conhecida em planetas de &#8220;algod\u00e3o doce&#8221; como WASP-107b, tem v\u00e1rias hip\u00f3teses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Para WASP-107b, o cen\u00e1rio mais plaus\u00edvel \u00e9 que o planeta se formou longe da estrela, onde o g\u00e1s no disco \u00e9 frio o suficiente para que a acumula\u00e7\u00e3o de g\u00e1s possa ocorrer muito depressa,&#8221; disse. &#8220;Posteriormente, o planeta foi capaz de migrar para a sua posi\u00e7\u00e3o atual, seja por meio de intera\u00e7\u00f5es com o disco ou com outros planetas no sistema,&#8221; explica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.mcgill.ca\/science\/files\/science\/channels\/image\/wm_keck_observatory.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.mcgill.ca\/science\/files\/science\/channels\/image\/wm_keck_observatory.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Observat\u00f3rio Keck ao p\u00f4r-do-Sol.<br>Cr\u00e9dito: Wikipedia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Descoberta de um segundo planeta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es do sistema WASP-107 pelo Keck cobriram um per\u00edodo de tempo muito mais longo do que os estudos anteriores, permitindo que a equipa de investiga\u00e7\u00e3o fizesse uma descoberta adicional: a exist\u00eancia de um segundo planeta, WASP-107c, com uma massa de cerca de 1\/3 da de J\u00fapiter, consideravelmente mais do que a de WASP-107c.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WASP-107c tamb\u00e9m est\u00e1 muito mais distante da estrela central; completa uma \u00f3rbita em tr\u00eas anos, em compara\u00e7\u00e3o com apenas 5,7 dias de WASP-107b. Tamb\u00e9m interessante: a excentricidade deste segundo planeta \u00e9 alta, o que significa que a sua trajet\u00f3ria em torno da sua estrela \u00e9 mais oval do que circular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;WASP-107c, em alguns aspetos, manteve a mem\u00f3ria do que aconteceu no seu sistema,&#8221; disse Piaulet. &#8220;A sua grande excentricidade sugere um passado um tanto ou quanto ca\u00f3tico, com intera\u00e7\u00f5es entre os planetas que podem ter levado a deslocamentos significativos, como aquele suspeito para WASP-107b.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores planeiam continuar a estudar WASP-107b, esperan\u00e7osamente com o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, com lan\u00e7amento previsto ainda para este ano, que fornecer\u00e1 uma ideia muito mais precisa da composi\u00e7\u00e3o da atmosfera do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.mcgill.ca\/science\/channels\/news\/super-puff-planet-no-other-327777\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade McGill (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/nouvelles.umontreal.ca\/en\/article\/2021\/01\/18\/a-super-puff-planet-like-no-other\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade de Montr\u00e9al (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-3881\/abcd3c\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astronomical Journal)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2011.13444\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/this-extremely-fluffy-exoplanet-is-changing-our-understanding-of-planetary-formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">science alert<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2021\/01\/210118113124.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ScienceDaily<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-01-super-puff-planet.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WASP-107b:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/wasp-107_b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanetkyoto.org\/exohtml\/WASP-107_b.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Quioto<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.jwst.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"http:\/\/sci.esa.int\/science-e\/www\/area\/index.cfm?fareaid=29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/webbtelescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com uma equipa de astr\u00f3nomos, a massa do exoplaneta gigante WASP-107b \u00e9 muito menor do que se pensava ser necess\u00e1ria para construir o imenso inv\u00f3lucro gasoso que rodeia planetas como J\u00fapiter e Saturno. 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