{"id":3834,"date":"2021-01-19T06:26:58","date_gmt":"2021-01-19T06:26:58","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3834"},"modified":"2021-01-19T06:27:00","modified_gmt":"2021-01-19T06:27:00","slug":"investigadores-voltam-atras-no-tempo-para-calcular-idade-e-local-de-explosao-de-supernova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/01\/19\/investigadores-voltam-atras-no-tempo-para-calcular-idade-e-local-de-explosao-de-supernova\/","title":{"rendered":"Investigadores &#8220;voltam atr\u00e1s no tempo&#8221; para calcular idade e local de explos\u00e3o de supernova"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos est\u00e3o a &#8220;voltar atr\u00e1s no tempo&#8221; num remanescente de supernova. Usando o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA, refizeram o percurso dos estilha\u00e7os velozes da explos\u00e3o a fim de calcular uma estimativa mais precisa da localiza\u00e7\u00e3o e do momento da detona\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A v\u00edtima \u00e9 uma estrela que explodiu h\u00e1 muito tempo na Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es, uma gal\u00e1xia sat\u00e9lite da nossa Via L\u00e1ctea. A estrela condenada deixou para tr\u00e1s um cad\u00e1ver gasoso em expans\u00e3o, um remanescente de supernova chamado 1E 0102.2-7219, que o Observat\u00f3rio Einstein da NASA descobriu pela primeira vez em raios-X. Como detetives, os investigadores vasculharam imagens de arquivo obtidas pelo Hubble, analisando observa\u00e7\u00f5es no vis\u00edvel obtidas com 10 anos de intervalo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/stsci-h-p2102a-m-2000x1198.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"985\" height=\"590\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/DSDzTtr.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3835\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/DSDzTtr.png 985w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/DSDzTtr-300x180.png 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/DSDzTtr-768x460.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 985px) 100vw, 985px\" \/><\/a><figcaption>Este retrato pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble revela os remanescentes gasosos de uma estrela massiva que explodiu h\u00e1 aproximadamente 1700 anos. O cad\u00e1ver estelar, um remanescente de supernova chamado 1E 0102.2-7219, conheceu o seu fim na Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es, uma gal\u00e1xia sat\u00e9lite da nossa Via L\u00e1ctea.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e J. Banovetz e D. Milisavljevic (Universidade Purdue)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de investiga\u00e7\u00e3o, liderada por John Banovetz e Danny Milisavljevic da Universidade Purdue em West Lafayette, no estado norte-americano do Indiana, mediu as velocidades de 45 aglomerados de material em forma de girino, ricos em oxig\u00e9nio, ejetados pela explos\u00e3o de supernova. O oxig\u00e9nio ionizado \u00e9 um excelente rastreador porque brilha mais forte no vis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para calcular uma idade precisa da explos\u00e3o, os astr\u00f3nomos escolheram os 22 aglomerados de eje\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pidos, ou n\u00f3s. Os cientistas determinaram que estes alvos eram os menos prov\u00e1veis de verem a sua velocidade diminu\u00edda pela passagem pelo material interestelar. Ent\u00e3o tra\u00e7aram o movimento dos n\u00f3s para tr\u00e1s no tempo at\u00e9 que o material ejetado se aglutinasse num ponto, identificando o local da explos\u00e3o. Uma vez conhecido, puderam calcular o tempo necess\u00e1rio para os n\u00f3s velozes viajarem do centro da explos\u00e3o at\u00e9 \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a sua estimativa, a luz da explos\u00e3o chegou \u00e0 Terra h\u00e1 1700 anos, durante o decl\u00ednio do Imp\u00e9rio Romano. No entanto, a supernova s\u00f3 seria vis\u00edvel para os habitantes do Hemisf\u00e9rio Sul. Infelizmente, n\u00e3o existem registos conhecidos deste evento tit\u00e2nico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados dos investigadores diferem das observa\u00e7\u00f5es anteriores do local da explos\u00e3o de supernova e da idade. Estudos anteriores, por exemplo, chegaram a idades da explos\u00e3o de 2000 e 1000 anos. No entanto, Banovetz e Milisavljevic dizem que a sua an\u00e1lise \u00e9 mais robusta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Um estudo anterior comparou imagens obtidas com anos de intervalo e com duas c\u00e2maras do Hubble, a WFPC2 (Wide Field Planetary Camera 2) e a ACS (Advanced Camera for Surveys),&#8221; disse Milisavljevic. &#8220;Mas o nosso estudo compara dados obtidos com a mesma c\u00e2mara, a ACS, tornando a compara\u00e7\u00e3o muito mais robusta; os n\u00f3s foram muito mais f\u00e1ceis de rastrear usando o mesmo instrumento. \u00c9 um testamento da longevidade do Hubble, termos conseguido fazer uma compara\u00e7\u00e3o t\u00e3o limpa de imagens tiradas com 10 anos de diferen\u00e7a.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hvi\/uploads\/image_file\/image_attachment\/32437\/STScI-H-p2102b-f-2160x1294.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/FedIeWx.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption>Este retrato pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble revela os remanescentes gasosos de uma estrela massiva que explodiu h\u00e1 aproximadamente 1700 anos. O cad\u00e1ver estelar, um remanescente de supernova chamado 1E 0102.2-7219, conheceu o seu fim na Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es, uma gal\u00e1xia sat\u00e9lite da nossa Via L\u00e1ctea. A imagem foi composta a partir de exposi\u00e7\u00f5es separadas atrav\u00e9s de filtros vermelho, verde e azul, que captura o brilho do oxig\u00e9nio ionizado. Dado que os n\u00f3s se movem a velocidades e dire\u00e7\u00f5es diferentes da explos\u00e3o de supernova, aqueles que se movem na dire\u00e7\u00e3o da Terra t\u00eam cor azul e os que se movem para longe da Terra t\u00eam cor vermelha.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA e J. Banovetz e D. Milisavljevic (Universidade Purdue)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos tamb\u00e9m aproveitaram as imagens n\u00edtidas do instrumento ACS para selecionar quais os aglomerados de material ejetado para an\u00e1lise. Em estudos anteriores, os investigadores calcularam a m\u00e9dia da velocidade de todos os detritos gasosos para calcular a idade da explos\u00e3o. No entanto, os dados do ACS revelaram regi\u00f5es onde o material ejetado desacelerou porque estava a chocar com o material mais denso &#8220;derramado&#8221; pela estrela antes de explodir como supernova. Os cientistas n\u00e3o inclu\u00edram estes n\u00f3s na amostra. Precisavam do material ejetado que melhor refletisse as suas velocidades originais da explos\u00e3o, usando-os para determinar uma estimativa precisa da idade da explos\u00e3o de supernova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Hubble tamb\u00e9m cronometrou a velocidade de uma estrela de neutr\u00f5es suspeita &#8211; o n\u00facleo esmagado da estrela condenada &#8211; que foi expelida pela explos\u00e3o. Com base nas suas estimativas, a estrela de neutr\u00f5es deve estar a mover-se a mais de 3,2 milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora do centro da explos\u00e3o para chegar \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o atual. A estrela de neutr\u00f5es suspeita foi identificada em observa\u00e7\u00f5es com o VLT (Very Large Telescope) do ESO no Chile, em combina\u00e7\u00e3o com dados do Observat\u00f3rio de raios-X Chandra da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 um valor bastante elevado e no extremo de qu\u00e3o r\u00e1pido pensamos que uma estrela de neutr\u00f5es pode mover-se, mesmo tendo recebido um &#8216;pontap\u00e9&#8217; da explos\u00e3o de supernova,&#8221; disse Banovetz. &#8220;Investiga\u00e7\u00f5es mais recentes questionam se o objeto \u00e9 realmente a estrela de neutr\u00f5es sobrevivente da explos\u00e3o de supernova. \u00c9 potencialmente apenas um amontoado compacto do material ejetado pela supernova que foi iluminado, e os nossos resultados geralmente apoiam esta conclus\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, a ca\u00e7a \u00e0 estrela de neutr\u00f5es ainda est\u00e1 em andamento. &#8220;O nosso estudo n\u00e3o resolve o mist\u00e9rio, mas d\u00e1 uma estimativa da velocidade da estrela de neutr\u00f5es candidata,&#8221; disse Banovetz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hubble Time-Lapse Video Reveals Supernova Remnant Expansion\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PcS4pL-rylM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/researchers-rewind-the-clock-to-calculate-age-and-site-of-supernova-blast\" target=\"_blank\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.esa.int\/ESA_Multimedia\/Images\/2021\/01\/Hubble_pinpoints_supernova_blast\" target=\"_blank\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2021\/researchers-rewind-the-clock-to-calculate-age-and-site-of-supernova-blast\" target=\"_blank\">\/\/ Hubblesite (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2101.05288\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv.org)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Not\u00edcias relacionadas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2021-01\/eic-hps011521.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EurekAlert!<\/a><br><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2021-01-rewind-clock-age-site-supernova.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PHYSORG<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/jamiecartereurope\/2021\/01\/15\/in-photos-hubble-captures-echoes-of-violent-supernova-fireworks-that-lit-up-night-sky-in-the-third-century\/?sh=6209c7857216\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forbes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1E 0102.2-7219:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/E0102\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supernovas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova_remnant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Remanescente de supernova (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/History_of_supernova_observation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hist\u00f3ria da observa\u00e7\u00e3o de supernovas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.umd.edu\/~miller\/nstar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Maryland<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/hubble\/main\/#.VJ02FAj0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/resources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SpaceTelescope.org<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Einstein:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/einstein\/heao2.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Einstein_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/projects\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios-X Chandra:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/centers\/marshall\/news\/chandra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos est\u00e3o a &#8220;voltar atr\u00e1s no tempo&#8221; num remanescente de supernova. 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