{"id":3792,"date":"2021-01-01T06:25:14","date_gmt":"2021-01-01T06:25:14","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=3792"},"modified":"2021-01-01T06:28:36","modified_gmt":"2021-01-01T06:28:36","slug":"o-lado-bom-do-clima-espacial-volatil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2021\/01\/01\/o-lado-bom-do-clima-espacial-volatil\/","title":{"rendered":"O lado bom do clima espacial vol\u00e1til"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com um novo estudo da Universidade Northwestern, embora violentas e imprevis\u00edveis, as proemin\u00eancias estelares emitidas pela estrela hospedeira de um planeta n\u00e3o impedem necessariamente a forma\u00e7\u00e3o de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Emitidas pelas estrelas, as proemin\u00eancias estelares s\u00e3o flashes repentinos de energia magn\u00e9tica. Na Terra, estas erup\u00e7\u00f5es solares \u00e0s vezes danificam sat\u00e9lites e interrompem as comunica\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio. No entanto, noutras partes do Universo, estes robustos surtos estelares tamb\u00e9m t\u00eam a capacidade de esgotar e destruir gases atmosf\u00e9ricos, como o ozono. A destrui\u00e7\u00e3o de gases como o ozono pode permitir que n\u00edveis prejudiciais de radia\u00e7\u00e3o ultravioleta penetrem na atmosfera de um planeta, diminuindo assim as suas chances de abrigar vida \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/xrtpub.harvard.edu\/photo\/2019\/cme\/cme_lg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"864\" height=\"486\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/cme.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3793\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/cme.jpg 864w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/cme-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/cme-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 864px) 100vw, 864px\" \/><\/a><figcaption>Impress\u00e3o de artista de uma s\u00e9rie de poderosas proemin\u00eancias estelares.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA\/S. Wiessinger<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao combinar a qu\u00edmica atmosf\u00e9rica 3D e a modelagem clim\u00e1tica com dados de proemin\u00eancias de estrelas distantes, uma equipa liderada pela Universidade Northwestern descobriu que as proemin\u00eancias estelares podem desempenhar um papel importante na evolu\u00e7\u00e3o a longo prazo da atmosfera e da habitabilidade de um planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s compar\u00e1mos a qu\u00edmica atmosf\u00e9rica de planetas que passam por eventos estelares frequentes com planetas que n\u00e3o s\u00e3o atingidos por estes surtos,&#8221; disse Howard Chen, autor principal do estudo e da Universidade Northwestern. &#8220;A qu\u00edmica atmosf\u00e9rica a longo prazo \u00e9 muito diferente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrimos que explos\u00f5es estelares podem n\u00e3o impedir a exist\u00eancia de vida,&#8221; acrescentou Daniel Horton, autor s\u00e9nior do estudo. &#8220;Em alguns casos, as proemin\u00eancias n\u00e3o corroem todo o ozono atmosf\u00e9rico. A vida \u00e0 superf\u00edcie ainda pode ter uma chance de sucesso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo foi publicado no passado dia 21 de dezembro na revista Nature Astronomy. \u00c9 um esfor\u00e7o conjunto entre investigadores da Norhtwestern, da Universidade do Colorado em Boulder, da Universidade de Chicago, do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e do NExSS (Nexus for Exoplanet System Science) da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Horton \u00e9 professor assistente de ci\u00eancias da Terra e planet\u00e1rias no Col\u00e9gio Weinberg de Artes e Ci\u00eancias da Universidade Norhtwestern. Chen \u00e9 candidato a doutoramento do Grupo de Investiga\u00e7\u00e3o de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas de Horton e futuro investigador da NASA. Ambos s\u00e3o membros do CIERA (Center for Interdisciplinary Exploration and Research in Astrophysics) da Northwestern.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todas as estrelas &#8211; incluindo o nosso pr\u00f3prio Sol &#8211; libertam proemin\u00eancias, ou libertam energia armazenada aleatoriamente. Felizmente para n\u00f3s, terr\u00e1queos, as proemin\u00eancias solares geralmente t\u00eam um impacto m\u00ednimo no planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O nosso Sol \u00e9 mais como um gigante gentil,&#8221; disse Allison Youngblood, astr\u00f3noma da Universidade do Colorado em Boulder e coautora do estudo. &#8220;\u00c9 mais velho e n\u00e3o t\u00e3o ativo quanto estrelas mais jovens e mais pequenas. A Terra tamb\u00e9m tem um campo magn\u00e9tico forte, que desvia os ventos prejudiciais do Sol.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Infelizmente, a maioria dos exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis n\u00e3o tem tanta sorte. Para os planetas potencialmente abrigarem vida, t\u00eam que estar perto o suficiente de uma estrela para que a sua \u00e1gua n\u00e3o congele &#8211; mas n\u00e3o perto o suficiente para a \u00e1gua evaporar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s estud\u00e1mos planetas que orbitam dentro das zonas habit\u00e1veis de estrelas an\u00e3s M e K &#8211; as estrelas mais comuns do Universo,&#8221; disse Horton. &#8220;As zonas habit\u00e1veis em torno destas estrelas s\u00e3o mais estreitas porque as estrelas s\u00e3o mais pequenas e menos poderosas do que estrelas como o nosso Sol. Por outro lado, pensa-se que as estrelas an\u00e3s M e K tenham atividade mais frequente que o nosso Sol, e os seus planetas com bloqueio de mar\u00e9 provavelmente n\u00e3o ter\u00e3o campos magn\u00e9ticos para ajudar a desviar os seus ventos estelares.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chen e Horton realizaram anteriormente um estudo das m\u00e9dias clim\u00e1ticas a longo prazo dos sistemas estelares das an\u00e3s M. No entanto, as proemin\u00eancias ocorrem em escalas de tempo de horas ou dias. Embora estas breves escalas de tempo possam ser dif\u00edceis de simular, a incorpora\u00e7\u00e3o dos efeitos destes surtos \u00e9 importante para formar uma imagem mais completa das atmosferas exoplanet\u00e1rias. Isto \u00e9 realizado atrav\u00e9s da incorpora\u00e7\u00e3o de dados, nas simula\u00e7\u00f5es dos modelos, de proemin\u00eancias estelares do TESS (Transiting Exoplanet Satellite Survey) da NASA, lan\u00e7ado em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se houver vida nestes exoplanetas de an\u00e3s M e K, os trabalhos anteriores levantam a hip\u00f3tese de que proemin\u00eancias estelares podem torn\u00e1-los mais f\u00e1ceis de detetar. Por exemplo, as proemin\u00eancias estelares podem aumentar a abund\u00e2ncia de gases indicadores de vida (como di\u00f3xido de azoto, \u00f3xido nitroso e \u00e1cido n\u00edtrico) de n\u00edveis impercet\u00edveis para detet\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os eventos climat\u00e9ricos espaciais s\u00e3o normalmente vistos como prejudiciais para a habitabilidade,&#8221; disse Chen. &#8220;Mas o nosso estudo mostrou quantitativamente que algum clima espacial pode realmente ajudar-nos a detetar assinaturas de gases importantes que podem significar processos biol\u00f3gicos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este estudo envolve investigadores com uma ampla variedade de especialidades e experi\u00eancias, incluindo cientistas clim\u00e1ticos, cientistas exoplanet\u00e1rios, astr\u00f3nomos, te\u00f3ricos e observadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este projeto foi resultado de um fant\u00e1stico esfor\u00e7o coletivo de equipa,&#8221; disse Eric T. Wolf, cientista planet\u00e1rio da Universidade do Colorado em Boulder e coautor do estudo. &#8220;O nosso trabalho destaca os benef\u00edcios dos esfor\u00e7os interdisciplinares ao investigar as condi\u00e7\u00f5es em exoplanetas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"How could stars help us detect life on other planets?\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oEZM6ZABPHA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/news.northwestern.edu\/stories\/2020\/12\/the-upside-of-volatile-space-weather\/\" target=\"_blank\">\/\/ Universidade Northwestern (comunicado de imprensa)<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-020-01264-1\" target=\"_blank\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Clima espacial:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Space_weather\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s vermelhas (M):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>An\u00e3s K:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/K-type_main-sequence_star\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"http:\/\/planetquest.jpl.nasa.gov\/index.cfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PlanetQuest<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.exoplanet.eu\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Enciclop\u00e9dia dos Planetas Extrasolares<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com um novo estudo da Universidade Northwestern, embora violentas e imprevis\u00edveis, as proemin\u00eancias estelares emitidas pela estrela hospedeira de um planeta n\u00e3o impedem necessariamente a forma\u00e7\u00e3o de vida. 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